Author: quimicryl

BAUCRYL AC PLUS 2.000

Solução de copolímero acrílico para flexibilização de argamassa colante – AC I

FUNCÃO PRINCIPAL

Solução para amassamento de argamassa colante tipo I (AC-I) proporcionando flexibilidade, elevada aderência e resistência a formação de eflorescência no assentamento de revestimentos cerâmicos aos diversos substratos.

ÁREAS DE APLICAÇÃO

Assentamento de revestimentos cerâmicos prensados ou extrudados, porcelanatos, pétreos, cimentícios e molduras. Ideal para revestimentos de pisos e paredes em ambientes internos, externos ou fachadas com exigências de alta aderência com elevada flexibilidade.

FISPQ 

Boletim Técnico

Tabela Ambiental

 

 

BAURYL AC PLUS 1.000

Solução de copolímero acrílico para flexibilização de argamassa colante AC – I

FUNCÃO PRINCIPAL

Solução para amassamento de argamassa colante tipo I (AC-I) proporcionando flexibilidade e elevando a aderência aos diversos substratos.

ÁREAS DE APLICAÇÃO

Assentamento de revestimentos cerâmicos prensados ou extrudados, porcelanatos, pétreos, cimentícios e molduras. Ideal para revestimentos de pisos e paredes em ambientes internos, externos ou piscinas com exigências de alta aderência com flexibilidade.

Boletim Técnico

FISPQ

Tabela Ambiental

 

 

XIAMETER™ MEM-0039 Emulsion

Uma emulsão não iônica de 35% de ativos formulada com dimetil polissiloxano. Devido à sua natureza não iônica, pode ser usada em uma variedade de sistemas. Recomendado para: • Liberação de molde de: o Peças de borracha ou de plástico (retentores, tampas de rosca, rolhas, etc.) • Lubrificação de: o Peças de borracha extrusadas correias transportadoras • Lubrificante têxtil: o Fabricação de fios o Lubrificação de fios de costura o Fabricação de meias o Lubrificação de agulhas de costura o Filtros de exaustão de tecido de fibra de vidro

Solução inovadora da Quimicryl é fundamental para aplicação de placas de concreto em passarelas suspensas do NASP – Sede Natura São Paulo

Um dos destaques da revista Projeto Design do mês de outubro é a obra da sede administrativa da Natura em São Paulo, projeto de autoria do Dal Pian Arquitetos e realização da Construtora HTB. Para tornar real a aplicação de placas de concreto em duas passarelas metálicas suspensas, a Quimicryl forneceu aditivos que permitiram a execução de um contrapiso de baixa espessura e de alta aderência.

Acesse a matéria da revista Projeto Design

Quimicryl promove sessão de autógrafos com engenheiros renomados

A Quimicryl, fabricante de soluções químicas para a construção civil, aproveita a participação no Concrete Show South America para promover no dia 24 de agosto, das 15h às 17h, uma sessão de autógrafos com os autores de duas publicações técnicas sobre a execução de projetos de revestimento cerâmico e de argamassa. Ambas são edições lançadas em 2017, revisadas e ampliadas com atualizações de normas técnicas e produtos.

No estande da empresa estarão a mestre em Engenharia de Construção Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Luciana Leone Maciel Baía e o doutor em Engenharia de Construção Civil e Urbana pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Edmilson Freitas Campante, que são autores do livro “Projeto e Execução de Revestimento Cerâmico”, que já está na sua 3ª edição.

A publicação aborda os principais aspectos envolvidos na elaboração do projeto e na execução de revestimento cerâmico, de paredes internas e externas, incluindo as atividades de execução e controle do revestimento, os detalhes construtivos e os equipamentos e ferramentas empregados, além de analisar também algumas patologias.

Também no estande estará o doutor em Engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Fernando Henrique Sabbatini, autor do livro “Projeto e Execução de Revestimento de Argamassa – 5ª Edição”, juntamente com a engenheira Luciana Leone Maciel Baía. A obra trata dos principais aspectos da elaboração do projeto e da execução dos revestimentos de argamassa, incluindo a definição e a produção da argamassa, as atividades de execução e controle do revestimento, os detalhes construtivos e os equipamentos e ferramentas empregados.

A Quimicryl é mais uma das marcas confirmadas na 11ª edição do Concrete Show South America que acontece de 23 a 25 de agosto no São Paulo Expo.

Fonte: Conteúdo Empesarial

<http://www.concreteshow.com.br/pt/mercado/noticias/1121-quimicryl-promove-sessao-de-autografos-com-engenheiros-renomados>

Na posição 12 no Destaque Pequenas Empresas GPTW São Paulo 2017, a Quimicryl é eleita pela iniciativa de manter um excelente ambiente de trabalho baseado na cultura da confiança.

Diferenciais como desenvolvimento de carreira com matrizes e análise de desempenho individuais, licença maternidade e paternidade estendida, bolsa de estudos para universidade, treinamentos específicos, alimentação saudável, planos de saúde e odontológico, previdência privada, espaço para descontração no intervalo do almoço e outros benefícios levaram a Quimicryl a ser um destaque entre as Melhores Empresas para se Trabalhar – Pequenas Empresas GPTW São Paulo 2017 – conduzida pelo Great Place to Work Brasil. A Empresa ocupa a 12ª posição do ranking.

“Ser uma empresa boa para se trabalhar é estar conectada com as pessoas através da confiança e é esta confiança mútua que faz os colaboradores se sentirem livres para criar, produzir e inovar. É ser uma empresa que busca sustentabilidade em tudo o que faz. É olhar para a comunidade. É sempre lembrar do bem-estar de todos”, afirma Vita Camargo, Diretora de Gestão de Pessoas.

A Quimicryl tem investido em novos padrões tecnológicos com foco na redução do consumo de energia e no uso de novas fontes de energia limpa e renovável, usando esses parâmetros como referência para desenvolvimento ou reformulação de produtos e remuneração e prestação de contas. Realiza ainda análises visando à redução dos custos operacionais envolvidos.

Clique aqui para baixar o demonstrativo de gestão do consumo de energia.

É nas comunidades do entorno das instalações da empresa que incidem os principais impactos de suas atividades. Essas comunidades encontram-se cada vez mais preparadas para buscar e exigir seus direitos. Por essa razão, é preciso que, ao implementar suas estratégias, as empresas entendam as demandas desses grupos.

Clique aqui para baixar o demonstrativo de avaliação de impactos na comunidade.

A Quimicryl realiza avaliação do risco à saúde humana de produtos e serviços antes da introdução de novos materiais, tecnologias ou métodos de produção e disponibiliza os resultados publicamente. A tabela representa, na verdade, uma foto real do produto com o objetivo principal de ser um meio de comunicação eficaz. Na Tabela, a Quimicryl reúne as principais informações técnicas e ambientais dos produtos e simplifica a divulgação dos dados.

Clique aqui para baixar o demonstrativo de gestão das tabelas ambientais.

A Brigada de Emergência é formada para atuar em situações gerais de emergência. Todos os Brigadistas são capacitados e treinados para atuarem de forma prática, prestando os primeiros atendimentos em situações emergenciais como princípios de incêndio, orientando pessoas quanto ao abandono de área e para socorrer vítimas, utilizando as técnicas de primeiros socorros.

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA – tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. A CIPA da Quimicryl é composta por 4 representantes, sendo 2 eleitos pelos empregados e 2 eleitos pela empresa.

Clique aqui para baixar o demonstrativo da força de trabalho em comitês de saúde e segurança.

A Quimicryl implementa política de conduta ambiental que assegura requisitos relacionados ao tema em sua operação; compromete-se com o controle e a prevenção da poluição. Realiza investimentos em tecnologia focada na eficiência, por meio de adequações em suas instalações, processos e produtos, buscando minimizar as fontes poluidoras.

Clique aqui para baixar o demonstrativo da gestão de descarte de efluente industrial.

A Quimicryl divulga o inventário das emissões diretas (Escopos 1 e 2) e indiretas relevantes de gases de efeito estufa (Escopo 3 do Protocolo GHG Brasil), torna público este inventário, estabelece metas e adota medidas para redução das emissões. A alta administração possui remuneração atrelada ao cumprimento das metas.

Clique aqui para baixar o demonstrativo de gestão de gases de efeito estufa.

A Quimicryl tem investido no desenvolvimento de novas tecnologias com foco na redução do consumo de água e usa seu plano de redução como referência para remuneração e prestação de contas. Realiza investimentos para o reúso de água ou captação de água da chuva para ser utilizada em seus processos.

Clique aqui para baixar o demonstrativo de gestão de recursos hídricos.



O Great Place to Work® Brasil reconhece as pequenas empresas do Estado de São Paulo que são excelentes para trabalhar na visão de seus funcionários.

É com enorme prazer que informamos que  a QUIMICRYL S/A está premiada no Destaque Pequenas Empresas GPTW São Paulo 2017, segundo a pesquisa do Great Place to Work® Brasil.

Parabéns por sua dedicação na melhoria do ambiente de trabalho! Sabemos que figurar no Ranking é resultado de um trabalho contínuo.

Fonte: GPTW

Texto traz boas práticas de projeto, execução e manutenção do sistema construtivo utilizado com argamassa colante

Luísa Cortés, do Portal PINIweb

31/Janeiro/2017
Marcelo Scandaroli

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) colocou em consulta nacional até o dia 20 de março a NBR 13.755, que trata do procedimento para o revestimento de paredes externas e fachadas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante. O objetivo da revisão foi atualizar o texto para adequação à tecnologia construtiva atual e aos novos conhecimentos adquiridos desse 1997.

A versão atualizada da norma também expõe diretrizes e boas condutas de projetos de revestimento de fachadas, em função de diversas variáveis presentes no revestimento, e discussões com projetistas de revestimento provenientes de cidades como Belém, Recife, Natal, Belo Horizonte, Brasília, São Paulo.

A revisão também valoriza o detalhamento da execução da etapa de obra, com um controle antes, durante e depois da sua realização. Além disso, propõe uma verificação prévia da camada de emboço, através de um ensaio de resistência superficial, incluindo critérios de aceitação. Tal procedimento é utilizado por diversos projetistas, mas ainda não era normatizado.

Segundo a ABNT, o texto trata do projeto e execução de revestimentos cerâmicos de fachadas e paredes externas com utilização de argamassa colante, mas não está relacionado com o problema recente enfrentado pelo setor, do descolamento cerâmico, já que trata apenas de paredes externas, onde não se utiliza produtos BIIb via seca ou via úmida.

Para enviar sugestões na consulta pública, clique aqui.

A adoção de novos produtos eleva qualidade da obra

Introduzir aditivos em argamassas e selantes reduz riscos de patologias em fachadas

POSTADO EM 05 DE DEZ DE 2016 POR EDIFICAR

Notícias

A construção civil está em constante evolução e busca por melhores soluções voltadas ao desempenho da edificação quando estiver em uso e, também, na redução de desperdícios na execução do projeto. Cada vez mais, tecnologias e novos materiais chegam ao mercado com propósito de elevar a qualidade da obra. Cresce o rigor na aplicação dos produtos, com realização de ensaios e mais acompanhamento na execução dos serviços.

Em João Pessoa, esse processo de modernização é vivenciado no residencial de alto padrão Alfredo Fernandes Grand Club, no bairro de Manaíra, pela Construtora Equilíbrio. Com as obras bem adiantadas, na fase de aplicação do revestimento da fachada, foi utilizado na argamassa colante ACI o aditivo Baucryl AC-Plus, da linha Baucrul Ecolastic, ideal para a impermeabilização dos frisos das fachadas. Outro produto adotado é o Baucryl Selante Híbrido B 700 Plus, um selante para as juntas de dilatação, próprio para a convivência com as intempéries do clima, com as oscilações de frio e calor.

A adoção de novos produtos e tecnologias é acompanhada de consultorias técnicas e, principalmente, de qualificação da mão de obra simultaneamente com a realização dos ensaios e a conferência da forma de aplicação. Esse rigor decorre da preocupação de garantir ao empreendimento e ao futuro morador de que o desempenho da edificação está dentro dos melhores parâmetros de qualidade. Na verdade, a construtora paraibana está aplicando itens e técnicas adotadas por grandes empresas nacionais do setor.

Segundo José Chagas, da Quimicryl, as propriedades da emulsão acrílica aplicada na argamassa colante garantem flexibilização, resistência mecânica, estanqueidade, plasticidade e aderência. Como a empresa vende soluções construtivas, ela se compromete com o desempenho da obra. A primeira fase é a qualificação da mão de obra para a aplicação do produto, fornecendo um certificado de que o profissional está habilidade para usar aquele item da empresa.

Outro cuidado é a realização de ensaios, com testes de ciclos de choque térmico, seguindo a norma europeia de arrancamento. A finalidade é prevenir e evitar o desplacamento dos materiais de resistentes ao sol e à chuva nas fachadas dos edifícios. Ele explicou que a cada 100m², uma cerâmica é desprendida, dentro do processo de controle de qualidade, para aferir a aderência da emulsão acrílica. Há, ainda, o teste de percussão, efetuado antes da aplicação do rejunte. Nesse procedimento, os fachadeiros descem no balancim batendo em cada peça e naquela que tiver o som cavo (oco), ele remove a cerâmica. Neste caso, o objetivo é corrigir uma falha da mão de obra no momento da colocação do revestimento.

Foto: Bárbara Wanderley

O especialista informou ainda que a empresa mantém no canteiro de obra uma central de produção da argamassa colante, fornecendo ao fachadeiro o balde do produto que deve ser usado num período de uma hora, para garantir a flexibilidade da argamassa, conforme a norma europeia EM 12.002.

A experiência no Alfredo Fernandes

A engenheira civil Cláudia Chagas, responsável pela obra do Alfredo Fernandes Grand Club, explicou que pelo fato de os produtos nunca terem sido usados antes em João Pessoa, a equipe quis submetê-los a testes. Para isto, a própria Quimicryl pagou o laboratório, e ainda se comprometeu com a construtora a dar 10 anos de garantia. Ela afirmou que o resultado obtido com os produtos vem sendo excelente, uma vez que ultrapassa o exigido pela norma.

Os produtos foram escolhidos pelo projetista de fachada do edifício, Sávio Wanderley do Ó. O profissional contou que o produto utilizado nas juntas de dilatação reúne poliuretano e silicone. “Ele junta as vantagens dos dois materiais, e com isso conseguimos aplicar em locais onde a temperatura é maior do que 35°C, 40°C e mesmo que o local esteja um pouco úmido. Isso dá um maior controle e uma maior segurança sobre a aplicação, que sabemos que vai funcionar mesmo que a temperatura esteja alta”, comentou.

Para obter um máximo controle de qualidade, foi montada uma central de produção de massa no canteiro de obras, e criado um sistema onde tudo é registrado. “Temos controle absoluto de como a massa está sendo feita e de que aquele profissional que está fazendo a mistura foi treinado para aquela função. Além disso, temos como rastrear a data em que a massa foi feita, o horário, onde ela foi aplicada e por qual funcionário. Dessa forma, se houver algum problema temos como saber se a causa foi a mistura, o lote, ou a mão de obra”, explicou Cláudia.

Por Naná Garcez e Bárbara Wanderley

“A indústria da construção recebe com preocupação o anúncio de que será liberada as totalidades dos saldos das contas inativas do FGTS. Entendemos o momento econômico e a necessidade de estimulá-lo, mas somos contrários à liberação indiscriminada dos saldos. Hoje, 4,5% das contas – as de maior valor – representam 45% do saldo, enquanto 80% – as de menor valor – representam somente 8%. Ou seja, poucas contas concentram o grande volume de recursos. Entendemos que se houvesse um limite na liberação dos saldos, poderíamos com o mesmo volume de recursos atender mais pessoas”. (José Carlos Martins, Presidente da CBIC)

Position Paper CBIC: FGTS – Poupança e segurança para o trabalhador, investimento para o Basil

O governo federal vem discutindo medidas para reverter a crise e reanimar a economia. Uma parte das propostas foi anunciada recentemente, com vistas a favorecer a produtividade das empresas. Fonte qualificada e confiável de recursos, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) mais uma vez entrou no rol de mecanismos apropriados para aliviar o impacto da deterioração econômica. O governo anunciou mudanças na distribuição dos seus ganhos e na cobrança da multa rescisória; e estuda a liberação do saldo para que o trabalhador possa quitar eventuais dívidas com bancos. A construção civil vinha defendendo a distribuição dos lucros do FGTS, mas rejeita vigorosamente o uso do saldo para pagamento de dívidas. Essa posição sustenta a defesa dos objetivos maiores do FGTS e dos interesses do trabalhador brasileiro.

O FGTS foi criado para substituir o antigo regime de estabilidade. Naquele sistema, a empresa que dispensasse o funcionário deveria pagar indenização equivalente ao acúmulo referente a 1 mês por ano trabalhado. Se a iniciativa de sair fosse do trabalhador, não haveria indenização. Com a criação do FGTS, o trabalhador passou a ter direito à indenização independente de ter sido demitido ou ter pedido demissão, com uma peculiaridade: quem foi demitido tem direito ao saque imediato dos recursos e se beneficia de uma multa de 40% sobre os depósitos feitos durante o tempo de seu último emprego.

Este modelo criou um fundo que não apenas representa uma poupança importante para o trabalhador, bem como viabiliza investimentos que melhoram a vida de toda a sociedade, nas áreas de habitação e infraestrutura urbana. Ao garantir investimentos, o FGTS induz a geração de novos empregos, alimentando a atividade econômica e o próprio fundo.

Desde sua criação, o FGTS atravessou momentos difíceis. No início da década de 90, alvo de má gestão e da distorção de seus objetivos, traduzidas em compromissos impossíveis de serem atendidos; o fundo beirou a insolvência.

A partir daí, passou a ser administrado com muita competência e responsabilidade, apresentando resultados operacionais e financeiros positivos mesmo para um fundo com objetivo social e não financeiro. Hoje, saneado e bem administrado, o FGTS tornou-se a única fonte de recursos para investimento em habitação e desenvolvimento urbano.

SOLUÇÃO PALIATIVA – A construção civil é contra o uso do FGTS para pagamento de dívidas, pois entende que, neste caso, deve ser atacada a causa do problema – o endividamento do trabalhador hoje decorre do baixo investimento, do aumento do desemprego e spread excessivamente alto. Embora a taxa Selic esteja caindo, os juros ao consumidor continuam aumentando. Grande parte das renegociações de dívidas tem aumentado os juros e exigido mais garantias.

Cabe destacar que os agentes financeiros justificam a manutenção do spread por causa do aumento da inadimplência, mas esta é consequência da conjuntura desfavorável, logo, atuar sobre a consequência só irá realimentar este ciclo vicioso de taxas elevadas. É preciso promover mais investimentos e não será permitindo o pagamento de dívidas de consumo (que já realizaram seu efeito econômico) com recursos que viabilizam os investimentos necessários para retomada da atividade econômica que o problema será resolvido, poderá inclusive agravá-lo.

O fundo desempenha, hoje, um papel essencial na geração de empregos. Na construção civil, o segmento de habitação, especialmente o Programa Minha Casa Minha Vida, é aquele que ainda mantém atividade relativamente normal. Os demais segmentos do setor estão em declínio, empurrados pelo declínio do financiamento com recursos da poupança, retração que alcançará quase 50% nos últimos dois anos. O programa Minha Casa Minha Vida gera hoje, cerca de 500 mil postos de trabalho diretos.

A construção civil não pode concordar que, ao invés de estimularmos o emprego e desestimularmos o custo do dinheiro, façamos o contrário. É preciso estimular emprego para que as famílias tenham recursos para custear suas necessidades básicas, o que inclui o pagamento de dívidas. Num quadro de desemprego, a liberação dos recursos aliviará o endividamento das famílias, mas criará insegurança futura, na medida em que não terão mais essa poupança disponível. Isso fica ainda mais claro quando consideramos que a maioria dos cotistas do FGTS tem remuneração de até 1 salário mínimo, o que dificulta a formação de poupança. Portanto, os juros tendem a ser maiores que o principal (dívidas de alto custo) representando uma transferência de recursos da “poupança da vida” deste trabalhador aos agentes financeiros sem que haja a garantia de que o problema da dívida, motivo da medida, será saneado.

Concordamos sim, e foi proposto pela CBIC em 2015, que se distribua parte do resultado do FGTS entre os seus participantes; assim como defendemos que obras informais, para serem regularizadas paguem seus débitos com a Previdência e também com o FGTS, que deve distribuir entre seus cotistas.

Fonte: CBIC, Notícias, 11/01/2017

A crise econômica prejudicou diversos segmentos nos últimos anos, entre eles o mercado imobiliário. Porém, a expectativa dos consumidores, dos corretores e também das imobiliárias é de números melhores para 2017. O ano é considerado bom para fazer negócios em função da redução da taxa de juros e da estabilização dos preços.

Segundo uma pesquisa realizada pelo portal imobiliário VivaReal, por meio da qual são avaliadas as tendências e as percepções do setor através da opinião dos públicos envolvidos, para quase 80% dos consumidores os preços dos imóveis permanecerão estáveis e, por isso, a flexibilidade na negociação tende a aumentar. Mais de 70% das pessoas estão otimistas com o mercado imobiliário, apesar de estarem com o pé atrás em relação à situação econômica do país.

Para os incertos ou pessimistas, os principais motivos de desconfiança em relação ao mercado imobiliário são a instabilidade, o desaquecimento e os juros altos. No que diz respeito à economia do país, as incertezas dos entrevistados esbarram na corrupção e nas crises política e econômica.

Desemprego preocupa. Segundo o consultor jurídico da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Vinícius Costa, é improvável que os preços dos imóveis subam. Eles devem permanecer estáveis ou ter uma pequena queda. “Não acredito que vá haver um aumento, pois a condição do país não favorece adquirir um imóvel por um preço mais elevado. Além disso, a taxa de juros baixou, mas ainda é consideravelmente alta e o mercado da construção civil já não disponibiliza mais tantos imóveis como antes”, afirma.

Por outro lado, segundo Costa, as medidas do governo para fomentar o mercado, como a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a redução da taxa de juros visando ajudar na aquisição da casa própria são benéficas. “A ideia de baixar os juros é interessante, pois dá uma condição melhor para adquirir imóveis em longo prazo. Como o financiamento depende do pagamento de várias prestações, às vezes em 360 meses, isso dá resultado prático em longo prazo”, explica.

Costa ressalta, porém, que não adianta somente o incentivo do governo. “Se há um desemprego muito grande, ter coragem para assumir um contrato tão longo é mais difícil, afinal é um contrato de vários anos. O que acho que vai influenciar mais em curto prazo será a questão global da economia, se o desemprego vai cair e se as pessoas terão renda. Vale lembrar que precisa de uma entrada para adquirir um imóvel. Então, tem muitos fatores além da taxa de juros”.

Já a presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Cássia Ximenes, lembra que a demanda por moradia é constante, independentemente da situação econômica do país. “Independentemente de crises ou de facilidades de crédito, a demanda continua. Então, as pessoas têm de se organizar para encontrar a sua moradia”, frisa.

Cássia também destaca a insegurança com a questão do desemprego e acredita que os preços em 2017 tendem a ficar estáveis. “Não acredito que teremos aumento nem queda mais. Teremos um patamar para as pessoas se reorganizarem e voltarem a realizar suas compras. Acredito que teremos um aumento no número de vendas e de negócios realizados em 2017. Creio que o mercado imobiliário vai ter essa grata surpresa”, diz.

Para isso, segundo ela, é fundamental promover formas de pagamentos atraentes aos consumidores. “O que a gente percebe é que mais condições e mais facilitadores de crédito devem ser apresentados aos consumidores para que eles tenham essa coragem de assumir o financiamento”. E completa que os feirões de imóveis são boas alternativas para quem deseja realizar o sonho da casa própria. “Os feirões possibilitam que em um mesmo espaço físico o cliente possa ter acesso a informações variadas até debater diretamente o outro lado. Esses eventos facilitam as oportunidades de negociação, é bom para o cliente e para as construtoras e incorporadoras”, explica.

“A ideia de baixar os juros é interessante, pois dá uma condição melhor para adquirir imóveis em longo prazo.” Vinícius Costa, consultor jurídico.

Cenário previsto flexibiliza negociação – De acordo com a pesquisa realizada pelo portal imobiliário VivaReal, a maioria dos corretores entrevistados afirmou crer que o preço dos imóveis permanecerão estáveis tanto para venda como para aluguel em 2017. Por consequência disso, 58% acreditam que a negociação estará mais flexível. O estudo também apontou que 67% desses profissionais estão otimistas com o mercado imobiliário e 60% deles acreditam no aumento das vendas.

Assim como os corretores, as imobiliárias também citaram que os preços permanecerão estáveis para venda e aluguel. Um ponto positivo para os consumidores interessados em adquirir a casa própria em 2017 é que a maior partes das imobiliárias sinalizou estar mais disposta a negociar. Outro ponto que beneficia o comprador é a previsão de que os descontos também serão maiores do que os praticados em 2016.
Comparando as expectativas entre os perfis dos entrevistados, os consumidores acreditam mais na diminuição dos preços enquanto os corretores e as imobiliárias apostam na estabilidade.

Amostra. A pesquisa foi realizada no período de 11 a 23 de novembro do ano passado. Foram entrevistados 1.545 consumidores, 482 corretores e 432 imobiliárias de 25 Estados e 326 cidades do Brasil. Entre os consumidores, 51% são mulheres e 49%, homens. A maioria são casados, vivem em união estável e possuem renda familiar superior a R$ 3.418 por mês. (RA).

Fonte: https://www.abecip.org.br/imprensa/noticias/pesquisa-aponta-otimismo-no-mercado-imobiliario

De acordo com o Informe Abicol, publicado em 5 de janeiro, depois de oito meses tendo o número de demissões superando as admissões, novembro de 2016 aparece com um saldo positivo: o número de contratados (542) superou o de demitidos (533) nas fábricas de colchões do País. Mesmo com um saldo pouco expressivo, ainda assim é uma boa notícia para o setor colchoeiro. Por outro lado, de acordo com o Ministério do Trabalho, houve uma redução de 15,9% no número de estabelecimentos com atividade principal “fabricação de colchões” em relação ao mesmo período de 2015.

A Comissão Permanente de Integração e Transparência da Abicol, capitaneada por Mateos Raduan Dias (Ortobom) pretende proporcionar o levantamento e a análise dos números do setor colchoeiro a partir de fontes oficiais e de pesquisas organizadas pela associação. “Um sistema de informação construído por indicadores confiáveis certamente contribui para uma gestão eficaz ”, conclui Dias.

Acompanhe os números:

Empresas certificadas pelo Inmetro:

Colchões e Colchonetes de Espuma Flexível de Poliuretano: 320 empresas – Fonte Inmetro
Colchões de Molas: 07 empresas – Fonte Inmetro

FONTE: <http://moveisdevalor.com.br/portal/setor-colchoeiro-contratou-mais-em-novembro>

Em um tempo de guerras, massacres, eventos climáticos extremos e crises econômicas e políticas nacionais e globais, a retomada da centralidade da sustentabilidade é uma trilha mais segura para a humanidade

Dal Marcondes, da Envolverde

Ao começar um novo ano entrega-se ao destino muitas esperanças, de que seja um período de paz, de felicidade e de muitos bons fluídos. O olhar mais cético faz retornar à crua realidade, onde a paz é apenas uma abstração e a felicidade está entregue à individualidade. No entanto, o início deste ano em especial inaugura os mandatos de uma nova leva de prefeitos no Brasil. Muitos deles chegando em cidades com graves problemas econômicos e sociais e alguns sem nenhuma experiência administrativa.

Há o risco de que se implantar políticas públicas aleatórias e desconexas se não houver um eixo de ação. Qual seria esse eixo? Para muitos a palavra-chave para a gestão pública segue sendo “sustentabilidade”. Há muita coisa a ser feita nessa área, desde os básicos gestão de resíduos e saneamento, até inovações importantes em áreas como mobilidade, saúde, habitação, educação e moradia, entre outras obrigações dos alcaides.

Basicamente sustentabilidade na gestão pública pode ser definida através da racionalidade da aplicação dos recursos de forma a economizar materiais, reduzir desperdícios, acabar com resíduos e criar condições para o bem estar, a boa saúde e para a educação. Uma gestão que tenha como eixo a sustentabilidade tende a ser uma administração com bons resultados.

A ideia não é nova, vem sendo debatida ao longo de décadas. A redução de riscos ambientais e sociais aponta para bons impactos na economia das cidades, que gastarão menos para equacionar problemas causados pela imprevidência. Na primeira semana deste ano o jornalista André Trigueiro também defendeu na Folha de S. Paulo (https://goo.gl/muIXoK) a sustentabilidade como linha mestra na gestão pública, e não apenas nas cidades, mas no país como um todo.

Pode parecer diletante retomar o tema da sustentabilidade em um momento em que o país e o mundo estão convulsionados por guerras, correntes migratórias descontroladas, massacres e crises de todos os gêneros. No entanto, esse é um guideline que pode dar sustentação a uma retomada da economia com base em muita racionalidade e inovação, isso em um momento em que não há nenhuma alternativa de planejamento público que esteja, de fato, oferecendo resultados.

Para as empresas em geral a sustentabilidade, tão apregoada em marketing e relatórios, representa basicamente economia de materiais, água e energia, redução de riscos patrimoniais, redução de resíduos e significativos ganhos de imagem. Essas são condições que podem dar excelentes resultados se aplicadas a serviços públicos em geral, seja no atendimento direto da sociedade como na gestão das obras públicas.

Durante os últimos anos os debates sobre sustentabilidade recuaram para nichos onde os temas principais foram mudanças climáticas, água e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A confluência das crises política e econômica, com seus fortes impactos sociais, que criou uma forte rispidez nas relações da cidadania, nas ruas e nas redes sociais, deixou outros temas fora da pauta e uma das pautas abandonadas foi a da sustentabilidade. É como se houvesse uma hierarquia dos problemas e as questões socioambientais cavalgassem ladeira abaixo nas prioridades.

Pontualmente alguns temas emergem na mídia, uma nova absurda lei, um novo escândalo de gestão em organismos ambientais e um novo desastre. Mesmo nas empresas consideradas líderes no tema apenas alguns soluços de comunicação mantiveram a pauta viva.

É preciso relembrar que sustentabilidade não é um nicho, um item na pauta da humanidade, uma decisão pontual. É uma transversalidade fundamental para a gestão pública, das empresas, das organizações sociais e das pessoas.

A implantação de políticas públicas que estabeleçam a centralidade da sustentabilidade pode oferecer caminhos mais seguros para a superação das crises de curto prazo e mais segurança para as metas de longo prazo. Há sempre que se lembrar que os principais diagnósticos já estão realizados e disponíveis para qualquer pessoa e na maior parte dos idiomas. (#Envolverde)

Dal Marcondes é jornalista, diretor da Agência Envolverde, com especialização em Economia, em Ciências Ambientais (Procam/USP) e mestrando em Modelos de Negócios do Jornalismo Digital e Pós-Industrial (ESPM/SP).

FONTE (http://www.envolverde.com.br/opiniao/na-trilha-da-sustentabilidade/)

BAUCRYL VEDAFRISO

Membrana de polímero acrílico sem cimento para impermeabilização de frisos, fissuras, molduras e requadração de esquadrias.

IMPERMEABILIZANTE

1. Friso de fachada com acabamento em revestimentos cerâmicos ou porcelanatos, pintura, textura acrílica, textura mineral ou textura sintética.

2. Na requadração e arremates da base para receber esquadrias

Boletim Técnico

FISPQ

Tabela Ambiental

 

Um movimento global aponta o contato com a natureza como forma de prevenir doenças. A ideia é que preservar vegetações nativas em grandes parques, além de ser bom negócio para o ambiente e a humanidade – pelo serviço ecossistêmico que prestam – é importante para a saúde de cada um que vai a esses locais.

O tema é um dos focos da Habitat III, reunião da ONU sobre urbanização, que será feita em Quito neste mês. A tarefa está a cargo do brasileiro Daniel Buss, ecólogo e doutor em saúde pública, há pouco mais de um ano na Opas, braço para as Américas da OMS. Ele também colabora com a campanha do Serviço de Parques dos EUA, desenvolvendo uma ferramenta para avaliar quanto e como os parques contribuem para a saúde dos frequentadores. “A lógica, que passa uma mensagem poderosa, é que áreas verdes promovem saúde e saúde é um direito humano, como está desde 1946 na constituição da OMS. Mas, se o acesso a parques não é universal, então falhamos em entregar saúde a todos”, afirmou Buss ao Estado.

Em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS), junto com a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), da Organização das Nações Unidas (ONU), lançou o documento “Conectando prioridades globais: biodiversidade e saúde humana”, que compilou centenas de estudos.Estão ali listadas conexões em várias escalas, desde a planetária, com os grandes benefícios já bem conhecidos (incluindo oferta de nutrientes, produção de alimentos e possíveis medicamentos provenientes da biodiversidade, controle de pestes e polinização), aos impactos no nível mais pessoal.

O documento destaca, por exemplo, a relação entre a microbiota dos nossos corpos – como os micro-organismos que vivem na pele e no intestino e são fundamentais para fortalecer nossos sistemas imunológicos – com a que está no ambiente. “O reduzido contato com o ambiente natural e a biodiversidade leva à redução na diversidade da microbiota humana, o que por si só pode levar a disfunção imunológica e doenças”, alertam as organizações.A diversidade microbial na natureza ajuda a regular a nossa própria. Quando essa regulação falha, pode resultar em uma resposta imune contra o próprio corpo, levando a doenças autoimunes (como diabete tipo 1) e a múltiplas alergias.

Estudos também sugerem relação entre a perda de contato com a diversidade microbial do ambiente e controle mais fraco de processos inflamatórios de fundo, que parecem persistir em locais urbanizados de alta renda. Uma circulação persistente de mediadores inflamatórios pode predispor à resistência à insulina, síndrome metabólica, diabete tipo 2, obesidade e doenças cardiovasculares.

Fonte: Jornal de Brasília

Aplicativo ‘We App Heroes’ conecta pessoas que moram na mesma cidade e buscam soluções sustentáveis para problemas urbanos. Objetivo é criar rede onde pessoas possam tirar dúvidas e também se unir para implementar projetos. Brasileiros podem participar dos testes do software, que estão sendo conduzidos por especialista da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Fundação Getúlio Vargas.

Aplicativo põe em contato voluntários da mesma cidade que buscam soluções sustentáveis para problemas dos centros urbanos. Imagem: Centro RIO+

Anunciado em setembro pelo Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável — Centro RIO + —, o aplicativo We App Heroes — ainda em fase de testes — oferece espaços de interação online para conectar pessoas que estão próximas umas das outras e querem encontrar soluções conscientes para problemas dos centros urbanos.

O objetivo é alinhar ações locais de voluntariado à Agenda 2030 das Nações Unidas. Brasileiros poderão participar das primeiras avaliações dosoftware, que será lançado oficialmente em outubro.

Na plataforma é possível buscar apoio de outros usuários para projetos como hortas comunitárias, mutirões de limpeza, aulas para crianças e adolescentes, compartilhamento de veículos individuais em sistemas de carona solidária.

O portal permite aos indivíduos tirar dúvidas uns com os outros e também solicitar ajuda concreta para a implementação das iniciativas.

De acordo com o Centro RIO+, o software é a base para uma nova economia colaborativa orientada para redução dos custos ambientais, sociais e econômicos das atividades comuns.

A proposta é criar também uma rede de confiança capaz de fortalecer os vínculos comunitários nas cidades.

Por meio de um sistema de recomendações, o histórico de atividades — online e offline — dos usuários é registrado e avaliado por outras pessoas que utilizam o programa. Com isso, o Centro RIO+ espera estimular o envolvimento positivo dos indivíduos nas iniciativas.

Fonte: ONU BR

SILICONES PARA RECOBRIMENTO DE PAPEL E FILME

AUTOADESIVOS

  • Etiquetas
  • Filmes decorativos e vinil
  • Higiene pessoal (absorventes higiênicos)
  • Fitas (face única ou dupla face)
  • Envelopes

OUTRAS APLICAÇÕES

  • Alimentos
  • Embalagens

A empresa tem investido em novos padrões tecnológicos com foco na redução do consumo de energia e no uso de novas fontes de energia limpa e renovável, usando esses parâmetros como referência para desenvolvimento ou reformulação de produtos e remuneração e prestação de contas. Realiza ainda análises visando à redução dos custos operacionais envolvidos.

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É nas comunidades do entorno das instalações da empresa que incidem os principais impactos de suas atividades. Essas comunidades encontram-se cada vez mais preparadas para buscar e exigir seus direitos. Por essa razão, é preciso que, ao implementar suas estratégias, as empresas entendam as demandas desses grupos.

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A Quimicryl desenvolve programas que têm como objetivo a redução de riscos e melhorias no ambiente de trabalho que beneficiam os empregados e prestadores de serviço.

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A Quimicryl possui em sua política o compromisso com a saúde e segurança de seus colaboradores e integra o tema como prática corporativa, monitorando indicadores e taxas.

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A Quimicryl implementa política de conduta ambiental que assegura requisitos relacionados ao tema em sua operação; compromete-se com o controle e a prevenção da poluição. Realiza investimentos em tecnologia focada na eficiência, por meio de adequações em suas instalações, processos e produtos, buscando minimizar as fontes poluidoras.

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A Quimicryl tem investido no desenvolvimento de novas tecnologias com foco em melhorias ambientais em sua operação; usa seu plano de redução de materiais como referência para desenvolvimento ou reformulação de produtos, remuneração e prestação de contas; faz análise de redução dos custos operacionais, e vende resíduos para empresas terceirizadas, que os utilizam como insumo em seus processos.

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A Quimicryl divulga o inventário das emissões diretas (Escopos 1 e 2) e indiretas relevantes de gases de efeito estufa (Escopo 3 do Protocolo GHG Brasil), torna público este inventário, estabelece metas e adota medidas para redução das emissões. A alta administração possui remuneração atrelada ao cumprimento das metas.

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A Quimicryl oferece incentivos aos empregados para que adquiram mais conhecimento, aumentando assim, seu potencial de empregabilidade e independentemente da aplicação que possam dar a esse conhecimento em sua função atual.

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A Quimicryl possui um estatuto que define prazos e práticas de prestação de contas contábeis que se tornam um documento público. Além disso, a empresa convida todos os investidores da organização para uma assembleia geral de apresentação e aprovação das demonstrações financeiras.

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A Quimicryl tem investido no desenvolvimento de novas tecnologias com foco na redução do consumo de água e usa seu plano de redução como referência para remuneração e prestação de contas. Realiza investimentos para o reúso de água ou captação de água da chuva para ser utilizada em seus processos.

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QUIMICRYL COMEMORA RECERTIFICAÇÃO DE SEU SISTEMA DE GESTÃO COMPARTILHADA

Após auditoria realizada na semana de 13 a 16 de junho pela empresa SGS, a Quimicryl obteve a recertificação de seu Sistema de Gestão Compartilhada nas normas ISO 9001 e ISO 14001 – que estabelecem requisitos para o Sistema de Gestão de Qualidade e Gestão Ambiental.

As normas têm como objetivo padronizar procedimentos e serviços prestados, tendo a satisfação dos clientes e o cuidado com o meio ambiente como focos primordiais.

A Quimicryl agradece a todos os seus colaboradores e sócios, clientes e parceiros, fornecedores e comunidade pelo apoio e pela dedicação que garantiram a renovação dessas certificações.

Acesse os novos certificados:http://quimicryl.com.br/docs/SGS_Certificados_Quimicryl.pdf

Municípios como São Lourenço da Mata, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Camaragibe mostram força no segmento econômico

MARCIO JOSE BASTOS SILVA/SHUTTERSTOCK

Vendas na capital pernambucana e nas cidades do entorno chegaram a 679 unidades no primeiro trimestre

Com o adensamento da cidade de Recife e com a consequente diminuição do número de terrenos disponíveis, o setor imobiliário está se voltando cada vez mais para a região metropolitana. Municípios como São Lourenço da Mata, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Camaragibe têm atraído diversos tipos de empreendimento, principalmente do segmento econômico. Além disso, investimentos em infraestrutura na região também despertam a atenção de empresários da construção.

‘Há um movimento para expansão rumo às cidades do entorno do Recife. São cidades que ainda têm bancos de terrenos, e o preço do metro quadrado dessas regiões é menor’, avalia Thobias Silva, gerente do Núcleo de Economia e Negócios Internacionais da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e responsável pela pesquisa Índice de Velocidade de Vendas. Segundo o levantamento, as vendas nos municípios da região metropolitana somaram 323 unidades no primeiro trimestre deste ano, chegando próximo ao número de negociações na capital (356 comercializações). Em 2015, o número de imóveis vendidos nos municípios da Grande Recife (561 unidades) superou o da capital (544 unidades) no mesmo período. Já em 2014 foram 966 unidades contra 585 na capital pernambucana.

De todas as unidades negociadas na região metropolitana, o predomínio é de imóveis de dois dormitórios, que representam 78,6% das vendas. Somente a Construtora Tenda lançou seis empreendimentos na região com este perfil nos últimos três anos, todos enquadrados no programa Minha Casa Minha Vida. ‘Consideramos a região metropolitana de Recife como a única mancha de demanda onde podemos ter migração de público-alvo entre cidades, além de permitir uma construção em escala, com continuidade da produção’, explica o diretor da regional Nordeste da empresa, Rodrigo Hissa.


Fonte: Construção Mercado

A Quimicryl acredita que a sustentabilidade deve estar presente em todas as suas estratégias de negócios. Por isso investe em pesquisa e desenvolvimento voltados para a inovação e estabelece metas de geração de novos negócios, considerando potenciais mudanças de mercado em decorrência do tratamento das questões socioambientais.

Conheça o quinto Relatório de Sustentabilidade da Quimicryl:

APLICAÇÕES E FUNCÕES PRINCIPAIS

Selante e adesivo de alto módulo e dureza para juntas de pisos e outras aplicações técnicas especiais na indústria da construção civil, naval, automobilística e nas indústrias em geral. Compatível com granito, concreto, pré-moldados, fibrocimento, madeira, vidro e chapas metálicas. Colagens, montagens e reparos de veículos em geral. Blindagens com excelente aderência aos substratos. Fixações e reparos em embarcações. Colagens e fixações industriais em geral.

 

 

CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS

Baixo VOC, sendo isento de solventes e isocianatos.

Odor Neutro com subproduto de reação não corrosivo em superfícies metálicas e espelhos.

Adesão Coesiva sem o uso de primer em diversos substratos lisos ou porosos, mesmo em superfícies úmidas.

Fácil aplicação, alta durabilidade e resistência química.

Não escorre quando aplicado na vertical e não exsuda óleo que ocasiona manchamento.

Alta resistência ao choque térmico e elevada resistência às intempéries (agentes climáticos, UV e Ozônio).

Aceita aplicação de pinturas posteriores e verniz poliuretano (recomenda‐se a realização de teste preliminar).

Boletim Técnico

Tabela Ambiental

FISPQ  

Apresentação

 

 

 

 

 

 

Com escritório no Recife, a empresa pretende contribuir com o crescimento local, criando valor sustentável e oferecendo soluções integradas para construção e adesivos.

A Quimicryl comemora a abertura de sua filial Nordeste no Recife em Pernambuco. A ação faz parte da estratégia de expansão e ampliação da presença da empresa no país e objetiva impulsionar novos negócios na região.

A filial Nordeste, primeira da organização, potencializará sua atuação no Brasil e conta com um canal de distribuição, estoque local, representantes comerciais e assistência técnica.

O Nordeste apresenta um forte crescimento registrado nos últimos anos, com taxas acima da média nacional e a Quimicryl atenta a esse desempenho positivo, acredita na aderência do polo às suas soluções, direcionadas aos mais diversos tipos de construções e indústrias.

A presença orgânica em novas localidades visa o desenvolvimento e ampliação da participação de mercado e contato mais próximo com os clientes.

SOBRE A QUIMICRYL

A Quimicryl é uma indústria brasileira que há 29 anos dedica sua energia e suas competências unicamente a uma atividade: criar valor sustentável para os setores de Adesivos e Construção Civil.  Faz isto ao olhar para os processos dos clientes e identificar possibilidades de inovar em produtos e serviços, usar tecnologias mais modernas e limpas, diminuir custos e gerar novos negócios.

Oferece para a Construção Civil impermeabilizantes, selantes, desmoldantes, agentes de cura e aditivos para argamassas para os sistemas construtivos de alvenaria estrutural e também de paredes de concreto. Atende as Indústrias de autoadesivos com adesivos e silicones para recobrimento de papéis e filmes; a Indústria de carpetes, pisos vinílicos e molduras com colas para sua fixação, a indústria de embalagens tipo blister com selantes para sua vedação, além de colas de contato para espumas usadas na indústria moveleira, de colchões e de limpeza doméstica.

Os selantes são produtos à base de polímeros com a função principal de selar a junta entre dois substratos. Uma vez aplicado, o selante deve apresentar características de adesão, coesão, deformabilidade e que assegure a estanqueidade em condições previamente estabelecidas de ambiente e de movimento da junta, oferecendo durabilidade compatível com as exigências de projeto.

Saiba mais: Quimicryl

Dados sobre a geração e distribuição de valor econômico fornecem uma indicação básica de como a organização gerou riqueza para as partes interessadas. Diversos componentes da tabela de valor econômico gerado e distribuído também oferecem um perfil econômico da organização que pode ser útil para normalizar outros valores de desempenho.

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Os clientes esperam que os produtos e serviços desempenhem satisfatoriamente suas funções e não ofereçam riscos para a saúde e segurança. Essa responsabilidade não só está sujeita às leis e regulamentos, mas também está prevista em códigos voluntários.

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O consumo de energia tem efeito direto nos custos operacionais e pode aumentar a exposição a flutuações de abastecimento e preços de energia. A pegada ambiental da organização é moldada, em parte, por sua escolha de fontes de energia. Mudanças no equilíbrio dessas fontes podem indicar os esforços da organização no sentido de minimizar seus impactos ambientais.

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Saúde e Segurança

Um comitê de saúde e segurança com representação conjunta pode facilitar o estabelecimento de uma cultura positiva de segurança e saúde. O uso de comitês é uma maneira de envolver empregados na promoção de melhoria na área da segurança e saúde ocupacional no local de trabalho. Esse indicador mostra até que ponto empregados estão envolvidos em questões de segurança e saúde.

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O desempenho em saúde e segurança é uma medida fundamental do dever da organização de zelar pelo bem-estar de seus empregados. Baixas taxas de lesões e de absenteísmo geralmente estão relacionadas a tendências positivas no moral e produtividade do pessoal. Esse indicador revela se as práticas de gestão da saúde e segurança adotadas pela organização estão resultando na diminuição de incidentes relacionados à segurança e saúde no trabalho.

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Um elemento essencial na gestão de impactos sobre mulheres e homens em comunidades locais é a avaliação e o planejamento para compreender os impactos reais e potenciais e um engajamento efetivo das comunidades locais para identificar suas expectativas e necessidades. Muitos elementos podem ser incorporados a programas de envolvimento comunitário, avaliação de impactos e desenvolvimento. Esse indicador procura identificar quais elementos foram aplicados consistentemente em toda a organização.

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Efluentes

O volume e a qualidade da água descartada pela organização estão diretamente vinculados a impactos ecológicos e custos operacionais. Ao melhorar progressivamente a qualidade da água descartada ou reduzir seus volumes, a organização pode diminuir seu impacto no entorno. O descarte não controlado de efluentes com uma carga elevada de substâncias químicas ou nutrientes (principalmente o nitrogênio, fósforo ou potássio) pode causar impactos significativos em águas receptoras, o que por sua vez, pode afetar a qualidade do abastecimento de água disponível para a organização e sua relação com as comunidades e outros usuários de água.

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Resíduos

Dados sobre a geração de resíduos ao longo de vários anos podem indicar o nível de progresso alcançado pela organização nos seus esforços de redução de resíduos. Indicam também possíveis melhorias na eficiência e produtividade de processos. Do ponto de vista financeiro, a redução de resíduos contribui diretamente para a redução dos custos de materiais, beneficiamento e descarte.

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A manutenção e melhoria do capital humano, principalmente por meio da oferta de oportunidades de treinamento que amplie a base de conhecimentos dos colaboradores, é um elemento fundamental para o desenvolvimento organizacional.

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A divulgação do volume de água retirada por fonte contribui para uma melhor compreensão da escala global dos impactos e riscos potenciais associados ao uso de água por parte da organização. O volume total retirado fornece um indicativo do tamanho da importância relativa da organização como usuária de água, além de oferecer um valor de referência para outros cálculos relativos à eficiência e uso.

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A principal abordagem adotada pela Quimicryl para enfrentar impactos ambientais potenciais foi a implantação da ISO 14.001 e com ela o estabelecimento do procedimento de identificação de aspectos e impactos ambientais, além do monitoramento e medição regular das características principais daquelas operações que estejam associadas aos aspectos significativos.

#diversidade

Uma forma mais ampla de abordar a questão da diversidade é a partir da compreensão de que mulheres, negros, indígenas, LGBTS e diversos outros grupos podem trazer conhecimentos e visões diferentes, importantes e relevantes competitivamente sobre como o trabalho pode ser feito, o que pode possibilitar novas e inovadoras formas de desenhar processos, alcançar metas, criar equipes, comunicar ideias e liderar.

“A nossa missão continua sendo a de voltar o olhar para os processos dos clientes, descobrir lacunas e, a partir delas, buscar possibilidades de inovar em produtos e serviços, usar tecnologias mais modernas e limpas, diminuir custos e gerar novos negócios, ou seja, Criar Valor Sustentável. “

O cliente sempre foi o centro do modelo de negócios da Quimicryl. Criar sintonia, saber escutar, entender suas necessidades, desenvolver soluções e estabelecer relações de confiança. Foi por isto que em 2010, decidimos incorporar o modelo de valor sustentável às estratégias corporativas. Esta decisão ampliou a capacidade de identificar riscos e oportunidades das nossas atividades, assim como das atividades dos clientes. Além disso, foi possível alinhar o discurso sobre os atributos técnicos, ambientais e sociais dos produtos, serviços e operações.

A nossa missão continua sendo a de voltar o olhar para os processos dos clientes, descobrir lacunas e, a partir delas, buscar possibilidades de inovar em produtos e serviços, usar tecnologias mais modernas e limpas, diminuir custos e gerar novos negócios, ou seja, Criar Valor Sustentável.

As expectativas para 2015 são modestas, indicam cautela e contenção de investimentos. Diante deste cenário, a grande oportunidade em vista é a de apoiar os clientes a obterem os melhores resultados possíveis. Em 2015 daremos continuidade as estratégias de comunicação responsável e educação para o consumo consciente. Sabemos que a prática da sustentabilidade requer mudança de hábitos. Por conta disso, é fundamental transmitir a mensagem de uma maneira didática e respeitar o tempo de cada um. Por outro lado, é essencial fornecer informações confiáveis, consistentes, comparáveis e verificáveis.

Consolidar a governança corporativa do GAQ, atingir as metas de crescimento econômico e conectar as partes interessadas são as principais estratégias para 2015. O ano de 2015 será também um marco para o planejamento estratégico, pois será quando analisaremos os compromissos firmados em 2010 e traçaremos novas rotas rumo a 2020.

Em 2014 as principais realizações foram os investimentos em tecnologia da informação e infraestrutura produtiva, fundação da área de CRM (Comunicação, Relações Públicas e Marketing), conexão com clientes e colaboradores (diálogos sobre sustentabilidade e estratégia), envolvimento de todas as áreas com o Plano de Vendas, gestão dos indicadores relacionados com impactos ambientais, além do inventário, neutralização e compensação das emissões de gases de efeito estufa.

A Quimicryl vivencia um novo ciclo de transformação, com novos sócios e grandes desafios. Quando olhamos para o que está acontecendo no Brasil e no Mundo, conseguimos visualizar o potencial que temos de ampliar a proposta de valor para os setores de adesivos e construção. Temos atingido as metas das perspectivas ambiental, clientes, qualidade, comunidade e pessoas, contudo não conseguimos atingir as metas de crescimento econômico. Sendo assim, nossos principais objetivos são expandir os negócios, conquistar um relacionamento de confiança e diálogo com todos os grupos que afetam nosso negócio e que estes diálogos gerem aprendizado e inovação. Conquistar a atenção dos mercados de adesivos e construção nesta era de múltiplas plataformas, tempo real e hiperconexão. É preciso ser relevante! Estimular mudanças de comportamento e influenciar também a cadeia de valor sobre a importância da comunicação responsável. Acolher o erro. Sabemos que os nossos processos ainda não são perfeitos, mas precisamos compartilhar essa fase de transformação.

Acesse a entrevista completa aqui: Cláudia Fernandes, Diretora de Comunicação da Quimicryl

“A sustentabilidade sempre esteve presente. Eu costumo dizer que a sustentabilidade já nasceu com a Quimicryl, é uma vocação. Antes de saber o que era, já fazíamos, já estávamos preocupados com as questões de meio ambiente e pactos globais. Virou estratégia porque queríamos ser diferentes e vemos isso como uma vantagem de perpetuação da empresa”.

A sustentabilidade sempre esteve presente. Eu costumo dizer que a sustentabilidade já nasceu com a Quimicryl, é uma vocação. Antes de saber o que era, já fazíamos, já estávamos preocupados com as questões de meio ambiente e pactos globais. Virou estratégia porque queríamos ser diferentes e vemos isso como uma vantagem de perpetuação da empresa, ser sustentável, o tripé da sustentabilidade.

O ano de 2015 será difícil. Em 2008 já tivemos a crise global e este ano (2015) a crise econômica e política. Temos que ser mais rápidos nas decisões e com o aumento do dólar, tomar cuidado com a imagem da empresa pois embora o momento seja de baixo consumo, estamos enfrentando um alto custo.

Sermos eficientes no plano de vendas é uma estratégia para curto prazo. Estamos aprendendo, estruturando. Em médio prazo, desejamos operar com capital próprio e em longo prazo dobrar o faturamento, nossa lucratividade.

A mudança da Infraestrutura de Tecnologia da Informação, nossa parceria com a Green Farm, o Plano de Vendas com metas desafiadoras e a formação do GAQ (Grupo de apoio Quimicryl) são as realizações da Quimicryl em 2014. A criação deste grupo coloca a empresa no mesmo rumo, não há competição. Vejo que neste grupo somos bem unidos e todo mundo está olhando para mesma direção. Como fracasso, não ter atingido as metas de vendas.

Para 2015 os principais desafios são fazer as estratégias funcionarem, dar andamento no projeto de Voluntariado e nossos trabalhos com a Comunidade.

Acesse a entrevista completa aqui: Simone Moreto, Diretora de Controladoria da Quimicryl

“A sustentabilidade foi incluída como estratégia pois trata-se de uma questão de futuro. Hoje acredito que nenhuma empresa ou economia no mundo se sustenta se não tiver isso em sua política e práticas.”

A sustentabilidade foi incluída como estratégia pois trata-se de uma questão de futuro. Hoje acredito que nenhuma empresa ou economia no mundo se sustenta se não tiver isso em sua política e práticas. É uma tendência mundial e acredito que irreversível.

As incertezas do mercado econômico em si, como a alta do dólar, desconfiança no mercado Brasileiro, queda da cotação do petróleo são ações que afetam diretamente o processo de logística. A logística trabalha com a gestão das informações sendo elas oriundas do processo de vendas, desenvolvimento e com a instabilidade do mercado essas informações muitas vezes não chegam no tempo certo ou não têm a credibilidade necessária para uma boa tomada de decisão sobre um futuro investimento ou ação.

Para a o processo de Assistência Técnica podemos falar das tendências da área de construção civil como paredes de concreto, processo que aprimora e dá velocidade ao canteiro de obra. Outra tendência de negócio gerada pela ação de nosso governo, é o projeto Minha casa, Minha vida. São ações que diretamente impactam no processo de assistência técnica de nossa equipe e aprimoramento da gestão do processo em si.
Dentre as estratégias da empresa em curto prazo estão atingir as metas de faturamento, em médio prazo ter maior participação nos mercados de construção civil e adesivos, com novos produtos e atingindo novos mercados, por exemplo, mercado de colchões e Minha casa, Minha vida.

Apesar de não termos atingido as metas de faturamento, as principais realizações de 2014 foram nosso recorde de produção (1.932.830,70 kg produzidos), a consolidação da governança corporativa e a criação do processo de CRM (Comunicação, Relações Públicas e Marketing). Para 2015 os principais desafios são atingir as metas, produzir um crescimento sustentável (pensando sempre em seus clientes e colaboradores) e criar valor sustentável para os setores de adesivos e construção.

Acesse a entrevista completa aqui: Wellington Almeida, Diretor de Logística da Quimicryl

“Quando valorizada a importância dos três pilares da sustentabilidade, observamos que as empresas que pensam assim estão na frente no mercado.”

Quando valorizada a importância dos três pilares da sustentabilidade, observamos que as empresas que pensam assim estão na frente no mercado.
As tendências macroeconômicas que afetam ou influenciam o iQPA são a variação de preços dos recursos e matérias-primas e a concorrência de produtos importados e produtos de varejo com baixa qualidade.

Como estratégias para curto, médio e longo prazo estão primeiramente atingir o faturamento previsto e posteriormente consolidá-lo. Futuramente aumentar nossa participação no mercado.
Em 2014, nossas principais realizações foram o inventário e neutralização das emissões de CO2eq, a consolidação do GAQ (Grupo de Apoio Quimicryl) e ter atingido a meta de despesas. Como fracasso, não atingir a meta prevista de faturamento. Para 2015 os principais desafios são tornar os produtos mais robustos, mantendo e/ou melhorando a qualidade com menor custo!

Acesse a entrevista completa aqui: Fernando Souza, Diretor do iQPA da Quimicryl

“Quando resolvemos relatar as ações da Quimicryl através da GRI, foi porque percebemos que com essa atitude estaríamos envolvendo os nossos colaboradores em um projeto que fizesse com que eles ajudassem a empresa a crescer e também levar essa visão de sustentabilidade para fora da empresa. Essa foi uma estratégia assertiva e sabemos que o futuro da empresa estará garantido enquanto estivermos trabalhando em direção a sustentabilidade.”


A Direção da Quimicryl sempre teve um pensamento de prosperidade, ou seja, de adotar atitudes que pudessem fazer com que a empresa se perpetuasse e a sustentabilidade veio para reforçar esse pensamento.

Quando resolvemos relatar as ações da Quimicryl através da GRI, foi porque percebemos que com essa atitude estaríamos envolvendo os nossos colaboradores em um projeto que fizesse com que eles ajudassem a empresa a crescer e também levar essa visão de sustentabilidade para fora da empresa. Essa foi uma estratégia assertiva e sabemos que o futuro da empresa estará garantido enquanto estivermos trabalhando em direção a sustentabilidade.

Com essa economia atual não temos certeza do que poderá acontecer no futuro, sabemos que estamos atravessando uma crise e isso poderá afetar as empresas, por isso temos que ficar atentos aos acontecimentos para tomada de decisões. Por exemplo, o índice de desemprego está se elevando e isso só aumenta o pessimismo para o próximo ano. Para 2015, a inflação projetada continua em 5,70%. O crescimento econômico deve chegar a -2%, uma taxa extraordinariamente baixa para uma economia emergente.
Esse cenário vai influenciar bastante a Quimicryl, que busca o seu crescimento e o crescimento dos seus colaboradores que pretendem ter suas casas próprias e fazer uma reserva para o futuro. Pensando como gestão de pessoas isso é bastante desmotivador e triste. Se a economia do país ficar estagnada nós também ficamos de mãos atadas.
A Quimicryl tem suas estratégias muito bem planejadas, uma delas é a busca do crescimento e a consolidação das metas do plano de vendas, outra estratégia é garantirmos novamente os certificados da Qualidade e Ambiental que seremos auditados num futuro próximo, maio de 2015. Para médio prazo consolidarmos a governança corporativa, com a criação do GAQ – Grupo de Apoio a Quimicryl – que se formou em 2013 e que vem a cada dia amadurecendo e mostrando que uma empresa pode ser melhor se todos trabalharem unidos e com um mesmo objetivo.
Em longo prazo desejamos estar num patamar de vendas já superado, isto é, faturando muito, talvez o dobro ou o triplo, para garantirmos melhores salários e mais treinamentos para os nossos colaboradores.

Em minha opinião uma das realizações da Quimicryl em 2014 foi a mudança no quadro societário da empresa com a admissão de mais seis sócios quotistas sendo eles ex-funcionários, saindo do sistema de contrato CLT e passando para o quadro de acionistas. Isso mostra o retorno dos investimentos feitos em educação e treinamentos específicos, formando nossos colaboradores em grandes profissionais e capazes de administrar uma empresa: essa é uma demonstração da nossa participação na sociedade transformando pessoas comuns em cidadãos de respeito e responsabilidade. Outra realização importante foi a criação do CRM – Processo de Comunicação, Relações Públicas e Marketing – que vem se consolidando aos poucos, mas com grandes desafios pela frente.

O que chamo de fracasso é uma luta constante para conseguirmos atingir as metas estipuladas em nosso plano de vendas, pois esse objetivo faz parte de todos os processos e é uma busca constante que já está no dia a dia de todos os colaboradores e quando terminamos o ano sem termos atingido essa meta, chamo de fracasso, mas a luta continua e ainda mais forte, não deixamos nos abater por isso.
Para 2015 os desafios são muitos, além de atingirmos as metas do plano de vendas, consolidarmos a meritocracia e continuarmos essa empresa inovadora, com líderes cheios de vigor e vontade de crescer.

Acesse a entrevista completa aqui: Vita Tereza, Diretora de Gestão de Pessoas da Quimicryl

“A Alta direção da Quimicryl acredita que sustentabilidade é um processo complexo e que envolve todo o sistema da cadeia produtiva, é um assunto importantíssimo para o futuro e que devemos pensar todos os dias, visando melhorias contínuas para o planeta num geral.”

A sustentabilidade foi incluída como estratégia por diversos motivos. Nossas soluções proporcionam menor uso de recursos naturais e são soluções ecologicamente corretas, soluções base água, com baixo índice de VOC e que não agridem o meio ambiente e as pessoas que as utilizam. A Alta direção da Quimicryl acredita que sustentabilidade é um processo complexo e que envolve todo o sistema da cadeia produtiva, é um assunto importantíssimo para o futuro e que devemos pensar todos os dias, visando melhorias contínuas para o planeta num geral. Sustentabilidade não é só pensar no produto ou solução, é pensar no sistema completo que envolve fornecedores, colaboradores, familiares, o governo e etc. O processo deve ser sustentável: Produto, financeiro, logística, RH e etc.

A Quimicryl atua em dois segmentos de mercado que são afetados pelas tendências macroeconômicas e influenciam a área de vendas diariamente. Para o setor de Construção Civil a área de vendas vem buscando o desenvolvimento de novas construtoras e o desenvolvimento do sistema Minha casa, Minha vida, pois o mercado de construção está bastante retraído devido ações governamentais, alta de juros, altos estoques por conta da baixa demanda em imóveis principalmente no Estado de São Paulo. Alta devolução de imóveis devido à restrição de crédito e os repasses da Caixa Econômica que influenciam o crédito de construtoras de menor porte. Temos também o cenário da operação lava jato, que investiga grandes construtoras envolvidas em esquemas com a Petrobras. Na área de Adesivos temos como principal consumidor o mercado automotivo. Este mercado movimenta a cadeia produtiva como um todo, afetando diversos clientes atendidos pela Quimicryl. Nosso principal objetivo é desenvolver o mercado de colas industriais aumentando assim nossa participação e fazendo com que a Quimicryl tenha poder de crescimento para os próximos anos. Temos também o mercado de colas industrializadas que continua em crescimento devido ao aumento de demanda de consumidores e também porque substituem um sistema antigo que é o gesso.

Nossa principal estratégia é continuar consolidando o plano de vendas das duas áreas visando aumentar gradativamente a meta de vendas e atingi-la. Os principais objetivos para a área de Construção são cada vez mais acrescentar o sistema ZEROmanta em construtoras e continuar o trabalho de desenvolvimento do mercado Minha casa, Minha vida. Os principais objetivos na área de Adesivos são continuar o desenvolvimento da linha Indmax onde conseguiremos atender novos mercados, o que proporcionará crescimento aos nossos números e continuar buscando parcerias como Dow Corning em distribuições que façam parte do nosso escopo de negócios e industrializações. Em 2014 conseguimos obter crescimento comparado com anos anteriores, consolidamos o GAQ como gestão de governança corporativa, gestão de despesas e gestão do plano de vendas e considero como fracasso não termos alcançado a meta de vendas e MBC. Para 2015 nossos principais desafios são: Consolidar o plano de vendas, atingir a meta de vendas, se diferenciar dos concorrentes para aumentar nossa participação no mercado, desenvolver novos clientes nas duas áreas de negócios, consolidar a linha INDMAX, crescer no mercado Minha casa, minha vida e fazer com que a crise econômica nos movimente para outros mercados e nos tire da zona de conforto, assim captando oportunidade no mercado e acrescentando negócios para a Quimicryl.

Acesse a entrevista completa aqui: Carlos Henrique Gonçalves, Diretor de Negócios da Quimicryl

“Nós acreditamos que para o sucesso e longevidade das empresas, temos que ter políticas claras para um negócio que vise lucro sem destruir a natureza e pensando no bem-estar das pessoas.”

Nós acreditamos que para o sucesso e longevidade das empresas, temos que ter políticas claras para um negócio que vise lucro sem destruir a natureza e pensando no bem-estar das pessoas.

As tendências macroeconômicas que afetam ou influenciam a Área de Adesivos estão relacionadas a uma política mais clara quanto a restrição do uso de colas base solvente.

Desenvolver negócios como a substituição da cola solvente por base água, abrirá muitos outros campos de uso com um bom valor agregado.

Em 2014 a empresa como um todo obteve um grande avanço no controle dos gastos, a implantação da gestão corporativa e um controle maior sobre o plano de vendas, porém não atingimos as metas do plano de vendas. Para 2015 nossos principais desafios são atingir as metas do plano de vendas, sem perder o controle dos gastos.

Acesse a entrevista completa aqui: Marcos Madona, Diretor Geral da Quimicryl

“… em  médio prazo, consolidar nossa presença com Soluções Sustentáveis para os Mercados de Habitações Populares”

Desde a elaboração e aprovação da NBR 15.575, Norma de Desempenho Para Construções Habitacionais, em meados do ano 2010, passamos a adotar o termo Sustentabilidade das nossas soluções em nossa Missão: “Criar valor sustentável para os mercados de Adesivos e Construção”.

A recessão da economia afeta diretamente o mercado imobiliário. A alta dos juros também afeta diretamente os financiamentos imobiliários, consequentemente, retrai o mercado de construção. A dificuldade e burocracia dos financiamentos bancários, a política da Caixa Econômica nos financiamentos populares e a determinação da Política Governamental para Habitações Populares estão entre as tendências macroeconômicas que afetam ou influenciam a área de Construção Civil.

As estratégias da empresa em curto prazo são consolidar o plano de vendas e atingir as metas de vendas atuais, onde contemplam crescimento de 20% sobre o ano de 2014. Em médio prazo, aumentar nossa capacidade produtiva, consolidar o plano de vendas e atingir novas metas de crescimento. Ainda no médio prazo, consolidar nossa presença com Soluções Sustentáveis para os Mercados de Habitações Populares, assim como, programa do governo “Minha Casa, Minha Vida”. Em longo prazo, manter um crescimento médio de 20% ao ano, com o lançamento de novas soluções sustentáveis para os mercados de construção e adesivos.

Em 2014 consolidamos o sistema de Governança da Empresa com a implantação da Meritocracia e com a criação da alta direção denominada “GAQ”. Consolidamos os planos de Vendas e Despesas. Nossos principais fracassos foram não termos atingidos a meta de crescimento, mínimo de 20%, assim como as metas de vendas e lucratividade. Para 2015 nossos desafios são atingir as metas de vendas e lucratividade com a consolidação dos planos de vendas, crescimento de 20% ao ano e aumentar nossa capacidade produtiva.

Acesse a entrevista completa aqui: José Chagas, Diretor Vice Presidente da Quimicryl

“A sustentabilidade foi incluída em nossa estratégia para garantir a continuidade do empreendimento”

A sustentabilidade foi incluída em nossa estratégia para garantir a continuidade do empreendimento.

A taxa de crescimento do Brasil, assim como a taxa de juros, são algumas das tendências macroeconômicas que afetam ou influenciam a Quimicryl.

Os objetivos da empresa em curto prazo são consolidar as estratégias de vendas atingindo as metas do plano de vendas visando o crescimento, a consolidação do modelo de governança corporativa e redução do endividamento. Em médio prazo almejamos o investimento em novos mercados identificados no plano de vendas com diversificação das linhas de produtos e a longo prazo ser reconhecida como uma empresa sustentável por seus clientes, fornecedores, colaboradores e demais partes interessadas.

As principais realizações da Quimicryl em 2014 foram o avanço na gestão de pessoas, governança corporativa e controle de custos. O envolvimento das partes interessadas na ideia de sustentabilidade, principalmente dos colaboradores que tem interface com os clientes, são pontos a serem melhorados. Para 2015 nossos principais desafios são melhorar o plano estratégico de vendas, desenvolvimento de produtos e comprometimento com a diretriz de sustentabilidade.

Acesse a entrevista completa aqui: Pedro Augusto, Diretor Presidente da Quimicryl

A Quimicryl busca o aprimoramento contínuo desenhando métodos mais eficientes ambiental e socialmente para oferecer seus produtos e serviços, ao desenvolvê-los de modo a solucionar problemas sociais, ambientais ou éticos. Obteve, com isso, resultados tangíveis, como indica a boa avaliação por parte de seus clientes.‏Possui procedimento interno definido para a elaboração do relato de sustentabilidade, além de envolver os públicos interno e externo nesse processo.

Os dados do relato, analisados pela alta administração da empresa, abordam aspectos econômicos, sociais e ambientais.

Acesse nosso novo relatório!

Os desafios impostos por um mercado cada vez mais globalizado e uma sociedade mais crítica em relação ao papel das empresas e a escassez de recursos naturais podem ser vistos como oportunidades para a inovação. A Quimicryl está orientando suas estratégias de negócio pelos atributos da sustentabilidade com o objetivo de criar novas soluções para o mercado de adesivos e construção e reconhece que o caminho da inovação passa pela colaboração e parceria na relação com as partes interessadas.

Por essa razão, a Quimicryl firmou uma parceria com o Instituto Ethos para a realização do Programa Sustentabilidade na Cadeia de Valor, para o desenvolvimento de negócios sustentáveis com seus fornecedores.

Quimicryl e seus fornecedores no evento realizado em 30 de junho de 2015 no CIESP de Cotia, em parceria com o Instituto Ethos.

Coordenadoras do encontro com Fornecedores Quimicryl: Juliana Soares de Brito Santos (Coordenadora de Projetos do Ethos), Cláudia Fernandes (Diretora de Comunicação da Quimicryl), Ana Lucia de Melo Custódio (Coordenadora de Práticas Empresariais e Políticas Públicas do Ethos), Vita Tereza Camargo (Diretora de Gestão de Pessoas da Quimicryl) e Vanessa Marques (Coordenadora de CRM – Comunicação, Relações Públicas e Marketing da Quimicryl).

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Boletim Técnico

FISPQ

Tabela Ambiental

 

 

 

 

 

Apesar do alívio nos preços do atacado, reajustes salariais na construção civil e a pressão de preços no varejo explicam o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) acima das expectativas, diz o superintendente adjunto de Inflação da Fundação Getulio Vargas (FGV), Salomão Quadros. Em junho, o índice subiu 0,57%, ante 0,52% em maio.

O Índice Nacional da Construção Civil (INCC) sofreu impacto do início dos reajustes em salários da categoria em São Paulo e no Rio, onde houve atraso nas negociações. O resultado foi uma alta de 2,30% no custo da mão de obra, bem acima dos 0,06% do mês anterior. Segundo Quadros, esse efeito ainda será sentido nos Índices Gerais de Preços (IGPs) de julho e até de agosto.

No caso dos preços ao consumidor, há pressão do lado de preços administrados e dos alimentos. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que mede a inflação no varejo, variou 0,80% em junho, ante 0,57% em maio. Houve alta em seis de oito classes de despesas. Um aumento pontual do jogo lotérico (38,39%) impulsionou os preços no grupo Despesas Diversas (de 0,61% para 4,35%). A trajetória dos alimentos continua preocupando, com a alta de preços de alimentos in natura, como cebola (39,14%) e tomate (12,13%), e itens como a carne bovina (2,28%) ainda sofrendo com o repasse defasado da alta do dólar.

“O IPC ainda sofre efeitos residuais da desvalorização cambial, aumentos tardios. Provavelmente é o último capítulo do repasse”, diz Quadros.

O economista alerta que os preços administrados continuarão avançando no segundo semestre, com destaque para tarifas de água e esgoto – que subiram 2,15% no IGP-10 de junho – e a conta de luz. “Ainda há previsão de reajustes desses preços (administrados), sobretudo na energia elétrica, há aumentos previstos para São Paulo e Rio. Na tarifa de água e esgoto o efeito será crescente. É sinal de que os IPCs vão estar carregados ao longo do mês”, afirma Quadros.

A inflação no atacado, por sua vez, já sente alívio com a dissipação dos efeitos da desvalorização cambial especialmente sobre os bens intermediários. O IPA-10 variou 0,34% em junho, após atingir 0,63% no mês de maio. Apesar disso, Quadros aponta que há sinais de que a desaceleração nos preços do atacado não deve perdurar. Os preços das matérias-primas brutas, por exemplo, estão com taxas menos negativas: em junho houve recuo de 0,11%, menor que o do mês anterior (-0,27%). Depois de ficar 4,23% mais barata no mês passado, a soja teve seu preço reduzido em apenas 1,39% no IGP-10 de junho. Segundo Quadros, isso reflete uma diminuição em seu ritmo de comercialização e deve inflar os preços pelo peso do produto.

“Nas próximas apurações (dos IGPs) vamos ver o INCC mais forte, o IPC mais forte ou muito parecido com o de junho e, no caso do IPA, a desaceleração deve começar a perder força por esse movimento das matérias-primas brutas”, diz.

Fonte: EM

Pequeno comércio não começou a repassar custo maior para produtos e serviços com medo de perder clientes. Conta assusta em casa também.

Os números preocupantes da economia estão na cabeça de todo mundo. A inflação oficial veio na quarta-feira (10) acima das previsões e a energia foi o que mais encareceu. A conta de luz anda assustando em casa e nas empresas.

O pequeno comércio não começou a repassar esse custo maior para os produtos e serviços com medo de perder clientes. Por mais que todo mundo economize, a conta de luz está sempre mais alta. A tarifa está subindo mais do que a capacidade de adaptação dos consumidores.

Se você mora em prédio, o aumento da conta de luz pesa dobrado no bolso. Tem o reajuste dentro de casa e o da mensalidade do condomínio, que usa energia nos elevadores, na garagem e para iluminar as áreas comuns. Um levantamento feito em São Paulo mostrou que 85% dos edifícios residenciais estão pagando mais por isso.

Antes do reajuste, os moradores de um condomínio da Zona Oeste dividiam uma conta de R$ 6 mil. Agora, o valor subiu para R$ 10 mil, e o síndico está fazendo o que pode para tentar baixar um pouco. “Troca de lâmpadas por LEDs, que consomem muito menos. Se não tiver uma caixa de luz bem revisada vai gerar um consumo maior, então a gente procura fazer isso”, afirma Aldo Antonio Busuletti.

Mas tem gente que não tem o que desligar. Sabe aquela escova perfeita de salão? Pois é, só com secador muito potente. O corte de cabelo do Cristiano Ronaldo precisa de maquininha. E se a água do chuveirinho estiver fria, o cliente reclama. Tem ainda a secadora de toalhas, a máquina que esteriliza alicates. A conta do salão da Regina Célia Fernandes passou de R$ 300 para R$ 500. “Nós não podemos reajustar para os clientes. O pessoal reclama muito ne? Você não pode nem acrescentar R$ 5. Porque as pessoas falam assim: ‘Então vou fazer na minha casa’”, afirma a cabeleireira.

Na vizinhança está todo mundo reclamando. Uma lanchonete que abre 6h e só fecha de madrugada sempre consumiu muita energia. Mas tomaram um susto, porque em março pagaram R$ 1.041, e a conta de abril subiu para R$ 1.457.

Por enquanto quem está bancando essa diferença é o dono, porque ele acha que não é a hora de aumentar preço não. O que eles têm feito para diminuir um pouco o prejuízo é – pelo menos durante o período mais fresco- desligar uma das geladeiras durante o dia.

Eles ainda não receberam a conta do mês passado, mas calculam que, mesmo economizando, ainda vão pagar caro. A dúvida é até quando vão conseguir segurar o aumento sozinhos, sem aumentar o preço da coxinha, por exemplo.

O economista Rafael Leão diz que os comerciantes estão ficando sem saída. “Chega um momento, em alguns casos, que acaba sendo inevitável até para manter o próprio negócio, você não consegue absorver todo o aumento de custo que você tem. Então muitas vezes o empresário acaba tendo que repassar, se não integralmente, uma grande parte desse aumento dos custos. Mas é muito difícil em um momento em que a gente está com uma economia estagnada, praticamente em recessão, e isso dificulta um pouco esse repasse”, diz.

Ou seja, quando todo mundo resolver repassar os aumentos da energia para os preços dos produtos e serviços, o custo de vida vai subir ainda mais para todo mundo.

O brasileiro vem sentindo no bolso que o salário está cada vez mais curto. Em maio, o IPCA – que mede a inflação oficial – ficou em 0,74%, bem acima de todas as previsões. É a maior taxa para o mês desde 2008.

No ano, a inflação bateu os 5,34%, e nos últimos 12 meses o IPCA vem subindo mês a mês e fechou em 8,47%. É a inflação mais alta dos últimos 12 anos

Fonte: G1

Relatório final foi entregue nesta quarta; Sabesp diz haver ‘imprecisões’. Vereador estuda medida judicial para indenizar população por falta de água.

A CPI da Sabesp na Câmara Municipal de São Paulo apresentou nesta quarta-feira (10) o relatório final da investigação, iniciada em agosto de 2014. O documento responsabiliza a Sabesp pela falta de água em São Paulo, recomenda mudanças na relação entre a Prefeitura de São Paulo e a empresa e sugere que o município de São Paulo tenha uma autoridade reguladora e fiscalizadora municipal, para monitorar a política de saneamento básico. Para a Sabesp, houve “muitas imprecisões no relatório da CPI”.

O presidente da CPI, Laércio Benko (PHS), responsabiliza “totalmente” a Sabesp pela falta de água em São Paulo e diz que estuda uma ação judicial para que a empresa indenize os paulistanos pelas falhas no abastecimento.  “A CPI foi muito produtiva e fizemos um relatório contundente”, afirmou.

“Temos a concluir que o objetivo primordial desta Comissão Parlamentar de Inquérito foi trazer à discussão a grave crise hídrica e a falta de ação da Sabesp para evitar os transtornos passados pela população com o racionamento de água”, diz o relatório.

Em nove meses, os vereadores produziram um documento de 171 páginas com 55 recomendações sobre a crise hídrica em São Paulo. O texto será levado ao prefeito Fernando Haddad (PT), ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao presidente da Sabesp, Jerson Kelman, e ao Procurador-Geral de Justiça.

Os vereadores questionam papel da Arsesp, que como agência reguladora estadual pode ter sua indepência comprometida na fiscalização da Sabesp, também subordinada ao governo estadual.

A CPI foi criada para investigar o contrato entre a Prefeitura e a Sabesp no momento em que o estado enfrenta uma crise hídrica. Durante seu funcionamento, ouviu duas vezes a ex-presidente da Sabesp, Dilma Penna, e duas vezes o atual presidente da empresa, Jerson Kelmann.

Candidato derrotado ao governo de São Paulo em 2014,  Benko (PHS) nega que a comissão tenha tido motivações políticas. A CPI reivindica que a Sabesp torne permanente o bônus na conta de água para reduzir o consumo e que a empresa adote ações para reduzir perdas de água.

Outro lado
Para a Sabesp, “a CPI não entendeu que a seca de 2014 foi um evento extremamente raro, com probabilidade de ocorrência de 0,004 – ou seja, chance de ocorrer, em média, uma vez a cada 250 anos”.

A companhia afirmou que obras foram feitas para garantir maior distribuição de ága. “De 1995-2014, foram R$ 10,9 bilhões investidos pela Sabesp em produção e distribuição de água. Só em 2014, foram de R$ 1,307 bilhão. Também não faltaram investimentos no combate às perdas. Nos últimos dez anos, o índice de perdas físicas por vazamentos foi reduzido em 10 pontos percentuais, estando hoje em 18,8%, próximo aos 16% do Reino Unido”, diz nota.

Além disso, a empresa afirma que a CPI se “equivocou” ao concluir que a população não foi informada sobre a crise hídrica.  “Além de comunicar diariamente pela imprensa a situação de escassez de chuvas, a Sabesp realizou oito campanhas publicitárias ao longo de 2014, com mais de três mil inserções de TV e mais de 13 mil de rádio, o que permite estimar que cada paulistano foi impactado no mínimo 40 vezes pelas mensagens de economia de água”, diz o texto.

“São tantas as imprecisões do relatório da CPI, que o texto chega ao ponto de afirmar que ‘apurou-se que a qualidade da água’ da reserva técnica ‘traz riscos à saúde’. Os autores do documento ignoraram que esta mesma água abastece Campinas há mais de 30 anos, sem que se tenha constatado qualquer prejuízo à saúde dos consumidores. A Sabesp questiona: qual o laboratório que apurou haver problemas com a qualidade da água?”, diz a nota.

A Sabesp concordou com os vereadores quando constataram que há “situação de degredação ambiental”. “As ocupações irregulares, sobre as quais a companhia não tem como atuar, são as principais responsáveis por esta situação”.

Fonte: G1

Diminuição do desmatamento da Mata Atlântica, redução da emissão de gases e energia elétrica gerada do lixo são alguns dos dados positivos

O caminho para um mundo ecologicamente sustentável ainda é longo. Nem todas as notícias são boas: o Brasil continua desmatando muito e os países industrializados emitindo muitos poluentes.

Mas nesta sexta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, há conquistas a serem celebradas. E para dar mais ânimo aos ambientalistas e para que cada um continue a fazer sua parte, selecionamos 10 boas notícias no Brasil e no mundo.

1. Desmatamento da Mata Atlântica cai 24%

Apesar do descontentamento com o impasse na implementação do Código Florestal por parte de ONGs, existem conquistas a serem comemoradas. De acordo com estudo divulgado em maio pela Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento da região teve uma queda de 24% no período de 2013 a 2014. Baseado na análise de imagens de satélites, o levantamento registrou que os Estados que menos desmataram foram São Paulo, seguido de Rio Grande do Sul e Pernambuco.

Mesmo o campeão do desmatamento, o Piauí, teve um aumento no número de hectares preservados. Em entrevista concedida a veículos de comunicação, a diretora executiva da fundação, Marcia Hirota, afirmou que “preservar o que restou e restaurar o que se perdeu precisa ser uma agenda estratégica para o País”.

2. Cresce o número de produtores orgânicos

Você já compra produtos orgânicos? Embora ainda mais caros, o mercado está em crescimento, e quanto mais gente consumir, a tendência é baratear. A adesão de produtores brasileiros aos orgânicos cresceu cerca de 51,7% entre janeiro de 2014 e janeiro deste ano. Além de alimentos mais saudáveis, os orgânicos promovem a conservação e a recomposição dos ecossistemas. Por região, o Nordeste é o que mais possui unidades de produção, seguido do Sul e Sudeste. A área total de produção orgânica no Brasil já chega a quase 750 mil hectares. Procure a feirinha orgânica perto da sua casa!

3. Compromissos para reduzir emissões de gases

Com a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP21) em Paris no horizonte, países estão se comprometendo desde já a reduzir suas emissões de poluentes. A União Europeia (UE) propôs oficialmente corte de pelo menos 40% de suas emissões de gases de efeito estufa até 2030, em relação a 1990. A UE foi um dos primeiros blocos a declarar proposta de redução de gases para o novo tratado global, que deve ser implementado em 2020. De acordo com a rede Observatório do Clima, o México foi o primeiro país em desenvolvimento a registrar a sua contribuição para o acordo. Os mexicanos se propõem a reduzir, também até 2030, 22% de seus gases de efeito estufa em relação ao que emitiriam se nada fosse feito. A COP21 ocorre em dezembro deste ano.

4. Mais energia solar

Hoje, menos de 1% da população brasileira usa a energia solar dentro de casa. Mas a previsão para os próximos anos é mais animadora: até 2050, ou seja, daqui 35 anos, cerca de 13% das casas no país utilizarão esse tipo de energia que, além de mais barata, é sustentável. Os dados foram divulgados neste ano pelo Plano Nacional de Energia 2050.

Ainda de acordo com o levantamento, estima-se que, até 2050, 24% do aquecimento de água dos domicílios seja feito usando o calor do sol, contra os atuais 5%. Com isso, o uso de eletricidade para esse fim cairá de 88%, em 2013, para 38% em 2050, liberando essa energia para outros usos.

5. Frigoríficos pelo Desmatamento Zero

Há alguns anos, foi lançado um levantamento pela ONG Greenpeace que mostra a relação entre empresas frigoríficas e o desmatamento da floresta amazônica. Após a divulgação, os três maiores frigoríficos do Brasil (JBS, Marfrig e Minerva) assumiram um compromisso de negociarem carne e couro apenas com fazendas que não recorressem ao desmatamento, uso de trabalho escravo ou invasão de áreas protegidas.

De acordo com a ONG, em 2015 as empresas divulgaram uma parte dos resultados do trabalho mais consciente, que mostra que eles têm cortado relações comerciais com fazendas que apresentam esse tipo de trabalho. Em depoimento ao site da ONG, Adriana Charoux, que faz parte da campanha, afirma que os frigoríficos têm equipes dedicadas a monitorar diariamente as fazendas de forma mais precisa.

6. EUA na liderança do debate climático

Maior economia e historicamente o maior emissor de poluentes, os Estados Unidos estão mudando de papel no debate climático. Para o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, os últimos anúncios referentes à redução de emissão de gases do país devem ser celebrados. Os EUA apresentaram um conjunto de ações com o objetivo de reduzir as emissões de metano, que hoje representam cerca de 10% dos gases de efeito estufa emitidos na região. As reduções prometidas vão de 40% a 45% até o ano de 2025, em relação aos índices de 2012. A Agência de Proteção Ambiental do país também deve introduzir normas específicas para novas instalações petrolíferas e de gás. As propostas serão feitas neste ano e as regulamentações devem começar a valer em 2016.

Em relação ao compromisso com a Cop21, em Paris, os Estados Unidos apresentaram às Nações Unidas sua proposta de contribuição. De acordo com a rede Observatório do Clima, o documento registra a meta, anunciada ainda em 2014, do corte de 26% a 28% das emissões do país em relação a 2005, sendo o prazo final o ano de 2025.

7. Gás gerado a partir do lixo vira energia no sul do País

Nesta semana, o Estado do Rio Grande do Sul recebeu a primeira usina de geração de energia feita a partir do gás de aterro sanitário do Estado. A construção está localizada em Minas do Leão, a cerca de 80 km de Porto Alegre. O projeto está habilitado pela ONU para a venda de créditos de carbono. Estima-se que 3,5 mil toneladas de resíduos sólidos que são recolhidos diariamente em cidades gaúchas sejam transformadas em energia limpa. A usina terá capacidade para abastecer uma cidade de até 80 mil habitantes e contou com investimento de R$ 30 milhões.

8. China pune usinas siderúrgicas poluidoras

A China, um dos países que mais geram poluentes ao planeta, também tomou medidas em 2015. O ministério do Meio Ambiente da China ordenou que governos locais em duas importantes regiões produtoras de aço tomem medidas mais duras contra usinas poluidoras como parte dos esforços feitos no país para a melhora da qualidade do ar. Segundo a agência de notícias Reuters Brasil, empresas chinesas teriam violado leis ambientais e até fornecido dados ambientais falsos. A China colocou em vigor uma nova legislação ambiental a partir deste ano e agora pode impor multas ilimitadas e penas de prisão a autoridades do país que não entrarem em conformidade com os novos padrões exigidos.

9. Investimentos em energia eólica

O Brasil deve alcançar, no próximo ano, a segunda ou terceira colocação no ranking de países que mais investem no aproveitamento dos ventos como fonte de energia, podendo subir para a sexta posição mundial em capacidade instalada. A previsão é da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

De acordo com o relatório anual do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC), no ano passado, o Brasil foi o quarto país no ranking de aumento da capacidade eólica. Em relação à capacidade instalada, ocupava a décima posição, subindo três colocações em relação a outros anos. Segundo o estudo, o Brasil é um dos mercados mais promissores para a energia eólica para os próximos cinco anos.

10. Painéis solares mais baratos

Ter um painel solar na sua casa vai ficar mais barato. A isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a tecnologia é uma das conquistas deste ano. A possibilidade de gerar sua própria energia de maneira mais sustentável e democrática depende que seu Estado esteja entre os que aderiram à medida, como Pernambuco, São Paulo, Goiás e Minas Gerais. Informe-se: se o seu Estado não está na lista, é hora de pressionar o governo.

Fonte: Terra

Eficiência. Diante da crise nos reservatórios, soluções ambientais são desenvolvidas para economizar

A atual situação das bacias hidrográficas de Minas Gerias é motivo de preocupação. Parte dos reservatórios está sob estado de atenção, segundo dados do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).

A situação é pior no Sistema Paraopeba (Rio Manso, Vargem das Flores e Serra Azul), que abastece parte de Belo Horizonte e algumas cidades da região metropolitana, como Contagem e Betim. Estudos apontam risco acima de 70% de desabastecimento até o final do período seco.

“Nos últimos três períodos chuvosos, nós tivemos chuvas abaixo do normal, e os níveis dos reservatórios baixaram muito. Para esses reservatórios do Sistema Paraopeba foi declarado estado de escassez”, explica Jeane Dantas de Carvalho, gerente de Monitoramento Hidrometeorológico e Eventos Críticos do Igam.

Só o segmento da construção civil é responsável pelo uso de 16% de toda a água potável, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA). Para driblar a escassez e assumir uma postura ambientalmente correta, algumas construtoras estão adotando práticas sustentáveis.

Alguns edifícios já estão recebendo o sistema de “reúso de águas cinza”. “A água utilizada nos banhos e pias dos banheiros é transferida para um compartimento, onde é feito um tratamento para que possa ser reutilizada. É possível economizar até 5.000 litros por dia”, explica Thiago Xavier Gonçalves, gerente de comunicação da Conartes.

Outro método adotado é o uso de descargas econômicas – dual flash – que gastam até 50% menos água. Também já é possível reduzir o desperdício reutilizando água de condensação do sistema de ar-condicionado. “A água passa por um processo de tratamento para molhar as áreas verdes. Essa água do ar-condicionado pode ser utilizada mesmo nos períodos de seca”, explica Letícia Valle, arquiteta da Caparaó.

Soluções conta o desperdício

Métodos de economia podem ser adotados em qualquer imóvel. A empresa Seetec, por exemplo, oferece soluções ambientais personalizadas.

“Trabalhamos com otimização de água, evitando desperdício em residências, hotéis, escolas e até hospitais. Fazemos um estudo de cada caso e propomos mudanças, como regular a vazão de torneiras e padronizar a vazão nos andares dos prédios. A instalação é rápida, o investimento é barato, e a economia pode chegar a 55% no caso de escolas”, afirma Aubrey Magalhães, diretor da empresa.

Fonte: O Tempo

Reajuste aprovado por agência atinge 359 cidades da Grande São Paulo. Contas com reajuste começam a chegar nesta sexta-feira (5).

As tarifas de água de cidades abastecidas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) estão 15,24% mais caras desde esta quinta-feira (4). O aumento foi aprovado em maio pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia (Arsesp), que citou a crise hídrica e a maior demanda de energia elétrica usada nas bombas como justificativa.

As contas mais caras começam a chegar na casa dos clientes de 359 cidades operadas pela companhia na Região Metropolitana de São Paulo e no interior a partir de sexta-feira (5), com a cobrança proporcional aos dias das tarifas antes e depois do reajuste, de acordo com a Sabesp.

Os municípios de Diadema, Glicério, Magda, Torrinha e Lins terão tarifas atualizadas em datas diferentes por questões contratuais No site da companhia possível consultar a lista completa dos novos valores que serão cobrados para clientes residenciais, comerciais e industriais.

Reajuste abaixo do esperado
O reajuste de 15,24% ficou abaixo dos 23% solicitado pela companhia após várias negociações com a Arsesp. Em novembro de 2014, a Sabesp já havia obtido autorização para aumentar a conta em 6,5%.

Segundo o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, obras consideradas não prioritárias serão adiadas por causa do reajuste menor, mas os projetos que serão alterados ainda não foram definidos.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, garantiu que nenhuma obra importante contra a crise hídrica prevista para 2015 será afetada.

Reajuste ‘correto’
Após a liberação do reajuste, o governador de São Paulo disse considerar “correto” o aumento de 15,24% na tarifa de água cobrada pela Sabesp. “A decisão da Arsesp foi correta. A Arsesp verificou todos os indicadores e aumento de custo, especialmente o da energia elétrica, queda de produção pela restrição hídrica, questões da chuva, e corretamente estabeleceu o valor”, afirmou Geraldo Alckmin.

O governador garantiu que nenhuma obra importante contra a crise hídrica prevista para este ano será afetada. Segundo ele, a companhia pagará a diferença dos valores previstos se houver falta de recursos por causa do reajuste menor. “A Sabesp tem uma grande capacidade de investimento e as obras prioritárias elas serão mantidas com recursos próprios da Sabesp e com financiamento que já estão estabelecidos”, disse.

Prejuízos com a crise

Em março, o secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga, disse em entrevista ao G1 que a companhia vive uma situação econômica difícil porque houve uma perda de receita com a queda no consumo de água e na concessão de bônus para quem economizasse.

Quando as represas secaram no ano passado, o lucro da Sabesp caiu dos quase R$ 2 bilhões em 2013 para R$ 903 milhões em 2014.

Já nos primeiros três meses deste ano, a companhia teve queda de 33,4% no lucro líquido em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre de 2015, o lucro foi de R$ 318,2 milhões, contra R$ 477,6 milhões em 2014.

Mas, segundo Alckmin, apesar de a Arsesp ter permitido que a Sabesp suspenda, quando quiser, a política de descontos para equilibrar o caixa, o bônus na conta será mantido.

O governador apontou uso racional da água e obras estruturantes já em andamento como a estratégia para que São Paulo passe pelo período seco com garantia de abastecimento da população.

Fonte: G1

Medida deve deixar sistema estável até fim do ano, mas com volume morto. Novos limites de retirada de água foram definidos em SP nesta segunda.

A partir de setembro, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) terá que reduzir para 10 m³/s o volume de água captado do Sistema Cantareira. Isso significa queda de 25,9% na atual vazão liberada para abastecimento da população na Grande São Paulo, de 13,5 m³/s, a partir de junho. Antes da crise, a Sabesp chegou a retirar 33 m³/s do manancial.

Na prática, a redução da vazão não deve causar cortes no fornecimento de água porque a principal obra do governo paulista contra a crise hídrica este ano – a interligação da Represa Billings ao Alto Tietê – vai ampliar em 4 m³/s a produção de água para a região metropolitana e vai compensar a diminuição de volume de água tirado do Cantareira. A obra deve ser entregue até o começo de setembro, segundo o governador Geraldo Alckmin.

Já a liberação de água do Cantareira para a bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), no interior paulista, vai aumentar em 40%, dos atuais 2,5 metros cúbicos para média de 3,5 metros cúbicos a partir do próximo mês. Um metro cúbico (m³) corresponde a 1 mil litros.

As decisões sobre as novas vazões foram tomadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE) na manhã desta segunda-feira (25) durante reunião na sede da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos, na capital paulista, para definir a operação do Cantareira no período de junho a novembro. Representantes dos comitês das bacias hidrográficas do Alto Tietê e do PCJ também participaram do encontro.

A redução da retirada do Cantareira, manancial que mais sofreu com a crise hídrica desde o ano passado, fará com que o reservatório chegue até o período de chuva em 2015/2016 de maneira estável. Mas, segundo o superintendente do DAEE, Ricardo Borsari, o sistema ainda vai depender da sua reserva técnica, conhecida como volume morto e usada há um ano.

“Tendo em vista que há uma redução significativa da retirada do Sistema Cantareira, se você tiver cenários tão restritivos [de chuva] como em 2014, nós ainda chegamos em relação ao volume de água existente no Sistema Cantareira em uma situação mais confortável. Na verdade, a redução da retirada é que permite que o reservatório tenha um comportamento mais estável nesse período”, explicou o presidente da ANA, Vicente Andreu.

Principal obra para crise

Em setembro, o governo paulista prevê que a interligação da Represa Billings ao Sistema Alto Tietê esteja em operação. Essa é a principal obra do governo contra a crise hídrica este ano e irá aumentar em 4 m³/s a produção de água para a região metropolitana. O bombeamento fará com que regiões que hoje recebem água do Cantareira possam ser atendidas pelo Alto Tietê, ajudando a aliviar o manancial em crise.

A interligação estava prevista para estar concluída em maio, no início do período de seca, mas atrasou por causa que liberações de licenciamento ambiental, segundo o governo, e começou no início deste mês. O novo prazo para início das operações é fim de agosto ou começo de setembro.

O superintendente do DAEE, Ricardo Borsari, disse que a redução de retirada do Cantareira está relacionada ao cumprimento dos prazos para a entrega das obras de ligação da Billings ao Alto Tietê.

O Cantareira, manancial que passa pela situação de seca mais crítica, chegou a abastecer 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo, mas por causa da queda do nível dos reservatórios desde o ano passado, o sistema atende hoje 5,4 milhões.

Também ficou definido que a ANA e DAEE poderão autorizar, se necessário, aumento da liberação para a bacia do Alto Tietê, na Estação Elevatória de Santa Inês, após solicitação dos Comitês PCJ ou da Sabesp. Até fim de agosto, os órgãos reguladores vão reavaliar a situação do Cantareira de acordo com as vazões de entrada e retirada de água.

Outras obras

Outra grande intervenção prevista é a ligação do Rio Paraíba do Sul com o Sistema Cantareira, o mais prejudicado pela crise hídrica. A obra já foi autorizada pela Agência Nacional de Águas, mas deve ficar pronta apenas no ano que vem. Essa é a principal intervenção direta no Sistema Cantareira.

As outras obras já em andamento vão socorrem os outros sistemas e ajudar o Cantareira de forma indireta. Isso porque a Sabesp fez modificações na rede e aumentou o número de consumidores abastecidos pelo Sistema Guarapiranga, por exemplo.

Em abril, a Sabesp anunciou, por exemplo, que uma nova adutora permitiu que o Sistema Rio Grande passasse a abastecer bairros na região de Pedreira, Zona Sul de São Paulo. A obra desafoga o Guarapiranga, que atendia essas áreas anteriormente. Com isso, o Guarapiranga pode passar a abastecer áreas que recebem água do Cantareira.

A ligação do Rio Guaiaó ao Sistema Alto Tietê, orçada em R$ 28,9 milhões, está em fase de conclusão e deve transferir à Represa de Taiaçupeba 0,8 metros cúbicos/segundo. Também para o Sistema Alto Tietê, a Sabesp prevê a captação de 2,1 metros cúbicos no rio Itatinga à Represa Jundiaí.

Fonte: G1

Média da capital segue em queda; mapa mostra índices de 2013 até março. Jardins é a campeã em gasto d’água; Grajaú tem a menor média da cidade.

Apesar de o consumo de água na cidade de São Paulo continuar em queda, algumas regiões têm registrado um aumento em 2015. Dados da Sabesp de março, os últimos divulgados pela empresa, mostram que seis áreas ampliaram os gastos e seis mantiveram o mesmo patamar do mês anterior. As outras 14 tiveram queda no consumo. A Sabesp divide a cidade em 26 regiões de atendimento.

A média da capital, de 10,3 mil litros por domicílio, é a menor desde o início da crise hídrica. Mas houve uma desaceleração na curva neste início de ano. Em fevereiro, a média ficou em 10,4 mil litros.

G1 elaborou um mapa com os dados de consumo mensais por região desde janeiro de 2013, antes do início da crise. Ele será atualizado mensalmente. O mapa mostra um consumo maior na região central e menor nos bairros periféricos da capital.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências da Capital (CGE), São Paulo teve o verão mais chuvoso dos últimos 15 anos. Apenas em janeiro o índice de chuva ficou abaixo da média esperada para o período. Com mais chuva, muita gente pode ter se descuidado na economia de água.

Para a urbanista Marussia Whately, que atua no Instituto Socioambiental e coordena a Aliança pela Água, um projeto que reúne quase 50 entidades e busca enfrentar a atual situação, houve um “relaxamento” nos últimos meses. “Começou a chover e pareceu estar tudo bem. O assunto saiu da pauta”, afirma.

Ela ressalta que há também “um limite daquilo que é possível fazer em relação à economia d’água”. “Isso gera uma preocupação. Se não é possível economizar mais e será preciso uma quantidade maior que a proporcionada pela chuva até o fim do ano, como vai fechar essa equação?”

Já a gerente de Atendimento e Relações com o Consumidor da Sabesp, Samanta de Souza, diz que, com a chegada do inverno e com temperaturas mais baixas, a probabilidade é que a média de consumo de água caia mais nos próximos meses.

Dificuldade em economizar
As regiões com aumento no consumo em março são Butantã, Santo Amaro, Vila Mariana, Capela do Socorro, Pirajussara e Jardins. A divisão de regiões da Sabesp é diferente da feita pela prefeitura. A área de atendimento dos Jardins, por exemplo, abrange desde Barra Funda e Perdizes até Pinheiros e Vila Nova Conceição.

Gerente de uma lanchonete nos Jardins, Givanilson Dantas, de 42 anos, diz não ter conseguido diminuir o consumo por causa da higiene. O estabelecimento, que funciona das 7h às 23h, atende diariamente 90 pessoas e conta com oito funcionários. “A gente usa muita água. Tem que lavar a louça, o salão. E todo dia a gente lava a cozinha e o banheiro.”

Durante a crise hídrica, a lanchonete adotou algumas alternativas para economizar, como a instalação de válvulas novas, mais econômicas, no banheiro e na cozinha. “Também colocamos baldes no telhado para pegar água da chuva e usar na limpeza da calçada”, diz. Isso, porém, não foi suficiente para baixar a conta, que se manteve em torno de R$ 1 mil.

Funcionário de um prédio de alto padrão no bairro, Marcelo dos Santos, de 45 anos, conta que o grande problema são os gastos individuais. “Tem morador que usa mais [água] que outro.” Com 20 apartamentos, cada um ocupando um andar, o condomínio tem um gasto médio de R$ 2.400 por mês com água.

Santos diz que o edifício demanda muita água para manter as áreas comuns e suas duas piscinas limpas. “A gente já tem sistema de água de reúso para lavar a calçada. Agora a gente quer instalar um sistema para tratar essa água e poder usar nas piscinas.”

Redução no consumo
Os dados da Sabesp obtidos pelo G1 mostram que, em dois anos, a cidade teve uma redução de 28% no consumo d’água.

A região com o maior percentual de queda em dois anos é a do Ipiranga: 34,6%. A economia média é de 5.710 litros por mês em cada ligação. Hoje, são gastos 10,8 mil litros por local.

Para Samanta de Souza, a região do Ipiranga é muito residencial, o que faz com que a média de consumo seja mais baixa que regiões que oferecem muitos serviços – como a região dos Jardins, que concentra um grande número de hotéis, restaurantes e outros pontos comerciais.

Essa diferença de perfil urbano faz com que a diferença de consumo entre as regiões da cidade chegue a até 70% – Jardins está no topo, e Grajaú, na ponta de baixo. Segundo Souza, o fator econômico também pesa. “A pessoa que tem uma restrição orçamentária maior observa mais o consumo [e a conta de água]. Já uma família que tem poder aquisitivo superior muitas vezes preza pelo conforto e não pelo orçamento.”

A urbanista Marussia Whately acredita que o índice do Ipiranga também está relacionado à redução da pressão da água adotada pela Sabesp. O bairro é um dos mais afetados, com 18 horas de redução na pressão por dia (das 13h às 7h).

Segundo Samanta, porém, “o período de redução de pressão não impacta no consumo”. “Existe uma norma técnica brasileira que fala que todos os imóveis devem ter uma reserva adequada para 24 horas de abastecimento. Se o cliente não tem essa reserva, aí sim [a redução de pressão] pode impactar o consumo dele”, afirma a gerente da Sabesp.

Medidas urgentes
A coordenadora da Aliança pela Água diz que ainda há medidas urgentes para lidar com a situação atual que não foram tomadas. “No que diz respeito a fontes alternativas de água, por exemplo, até o momento não foi disponibilizada pelos órgãos públicos uma lista de caminhões-pipa que têm licença para trabalhar, se for preciso utilizar o serviço de forma emergencial. Também não foi apresentado até agora um plano de contingência. A gente está em maio, já passou o verão e era pra ele ter sido feito no ano passado. O próprio comitê de crise foi formado com uma série de problemas de representação e só se reuniu uma vez.”

Marussia Whately diz ainda que são necessárias campanhas mais efetivas, “para instigar a solidariedade das pessoas”.

Em nota, a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo diz que o plano de contingência unificado para todos os municípios da região metropolitana será apresentado na próxima reunião do comitê, a ser agendada para os próximos dias. “O consenso da reunião foi que este plano será preventivo, já que todos se comprometeram a trabalhar em conjunto para evitar medidas mais drásticas, como o rodízio – hipótese hoje distante graças às obras emergenciais em curso e às medidas adotadas para diminuir a dependência do Cantareira e estimular a redução do consumo, tudo isso aliado ao esforço da população.”

Sobre as campanhas, a secretaria diz que “pesquisas feitas pelo Datafolha mostram que 99% da população do estado tem conhecimento da crise hídrica que atinge São Paulo (assim como outros estados do Sudeste e Nordeste)”. “Isso é resultado de campanhas publicitárias promovidas pela Sabesp e pelo governo em veículos de comunicação de diversas mídias e com grande alcance, desde o início de 2014, para informar a população da gravidade da seca que atinge o estado e salientar a importância da redução do consumo.”

A pasta informa ainda que a Sabesp distribuiu encartes informativos para os consumidores e disponibiliza informações relevantes em seu site, como os índices diários de todos os reservatórios. “Mais de 83% da população está economizando água, aderindo ao sistema de bônus instituído pela Sabesp para estimular a redução do consumo, dado que revela a união, o esforço e a ‘solidariedade’ dos paulistas.”

Fonte: G1

Segundo especialistas, crise é agravada pela alta dos juros e corte de gastos do governo.

Após um período de crescimento acelerado, motivado pela expansão do crédito e da renda e por programas de investimento do governo, o setor de construção civil enfrenta seu pior momento desde 2003. Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, o quadro foi agravado nos últimos meses pela fuga de recursos da poupança, principal fonte de financiamento para moradia. Aliadas a isso, a alta dos juros e a retração dos gastos públicos abalaram a demanda por imóveis e empreendimentos de infraestrutura.

Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/Ibre, o PIB do setor de construção civil deve encolher 5,5% em 2015, o pior desempenho desde 2003. Se confirmada, a retração ocasionará uma queda de 0,3 ponto percentual no PIB nacional.

A crise no setor tem reflexos na taxa de desemprego. Há pouco mais de um ano, a construção civil sofria com a escassez de mão de obra especializada, e atualmente é um dos setores que lideram as estatísticas de demissões no Brasil.

Só nos primeiros três meses do ano, as construtoras cortaram 50 mil vagas formais de trabalho – em 12 meses, foram 250 mil postos fechados.

Fonte: ZH Economia

País teve 745,9 mil casos até 18 de abril; índice é de epidemia para OMS. Número é 234,2% maior em relação ao mesmo período do ano passado.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou na manhã desta quinta-feira (14) que o Brasil vive uma epidemia de dengue. “Claro, tecnicamente estamos vivendo uma epidemia”, afirmou ao apontar que a quantidade de casos no Brasil é avaliada como epidêmica segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Chioro disse que a epidemia é mais grave em São Paulo, Goiás e no Acre.

Chioro havia negado a epidemia no início de maio, dizendo que o país vivia uma situação de “elevação” no total de casos e que o maior número de ocorrências seria resultado da crise hídrica e do “desarmamento” de ações de combate à doença por parte da sociedade.

O Brasil registrou 745,9 mil casos de dengue entre 1º de janeiro e 18 de abril deste ano. O total é 234,2% maior em relação ao mesmo período do ano passado e 48,6% menor em comparação com 2013, quando na mesma época foram notificadas 1,4 milhão de ocorrências da doença.

A incidência de casos no Brasil para cada grupo de 100 mil habitantes é de 367,8, índice que, para a OMS, é situação de epidemia (a classificação mínima de epidemia é de 300/100 mil habitantes).

Levando-se em conta esta informação, sete estados estão em situação epidêmica: Acre (1064,8/100 mil), Tocantins (439,9/100 mil), Rio Grande do Norte (363,6/100 mil), São Paulo (911,9/100 mil), Paraná (362,8/100 mil), Mato Grosso do Sul (462,8/100 mil) e Goiás (968,9/100 mil).

É comum que o número de casos de dengue oscile ao longo dos anos. Em alguns há um número muito grande de notificações e, em outros, um número menor. Depende muito dos sorotipos que estão circulando, o que varia de região para região.

“Ela [epidemia] é diferente porque não se manifesta em todos os estados da mesma maneira. Nós temos sete estados neste momento que estão em situação epidêmica”, disse Chioro.

Óbitos
Nas 15 primeiras semanas de 2015, foram confirmadas 229 mortes causadas pela doença, um aumento de 44,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 158. Em comparação com 2013, quando houve 379 óbitos, há uma queda de 39,6%.

Das mortes registradas em 2015, 169 foram no estado de São Paulo – é o maior número. Goiás vem em seguida, com 15, além de Paraná e Minas Gerais, com 8 cada.

“Estamos comparando os dados de 2015 com um ano de baixíssima incidência e pouquíssimos números de óbitos. Quando comparamos com 2013, nós não chegamos às mesmas proporções. A diferença é que neste ano, vamos ser claros e objetivos, [os óbitos] se expressam fortemente em São Paulo.”

Até 18 de abril houve 404 casos graves, elevação de 49,6% na comparação com 2014, quando foram registradas 270 notificações do tipo. Segundo o ministério, não é possível comparar ao total de 2013 porque houve mudanças no processo de classificação da dengue.

Reconheça os sintomas
Diagnosticar a dengue com rapidez é uma das chaves para combater a doença com maior eficácia. O primeiro passo para isso é conhecer como a infecção se manifesta. Os principais “sinais de alerta” são dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea que impede a pessoa de se hidratar pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento.

Se os sintomas forem reconhecidos, é fundamental procurar um médico o mais rápido possível. Em geral, a doença tem evolução rápida. Por isso, saber antes pode fazer a diferença entre a ocorrência de um mal menor e consequências mais graves, principalmente no caso de crianças.

Existem quatro tipos do vírus da dengue: o DEN-1, o DEN-2, o DEN-3 e o DEN-4. Eles causam os mesmos sintomas. A diferença é que, cada vez que você pega um tipo do vírus, não pode mais ser infectado por ele. Ou seja, na vida, uma pessoa só pode ter dengue quatro vezes.

Entre 70% e 90% das pessoas que pegam a dengue pela primeira vez não têm nenhum sintoma. Nos casos mais graves, a doença pode ser hemorrágica ou fulminante, levando à morte.

Diagnóstico precoce
É essencial fazer tanto um diagnóstico clínico – que avalia os sintomas – como o exame laboratorial de sorologia, que verifica a contagem de hematócritos e plaquetas no sangue. A contagem de hematócritos acima do normal e de plaquetas abaixo de 50 mil por milímetro cúbico de sangue pode ser um indício de dengue.

O exame de sangue, por si só, não determina se o paciente está com dengue ou não. É preciso diagnosticar também os sintomas. Esses dois fatores vão determinar as condições do paciente.

O período crítico da doença é quando a febre do paciente diminui. Se a febre passar e o paciente tiver muita dor na barriga, ele está num estado grave mesmo sem sangramento. Esse poder ser um problema no atendimento primário nos hospitais porque geralmente as pessoas com febre são atendidas prioritariamente.

Chikungunya
Em relação à febre chikungunya, o ministro da Saúde negou que o número de casos configure epidemia. Não há uma circulação importante”, afirmou.

O Brasil registrou entre janeiro e abril de 2015quase 2 mil casos confirmados de infecção pelo vírus chikungunya, que circula no país desde setembro de 2014 e é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor da dengue.

A infecção provoca sintomas parecidos com os da dengue, embora com mais dor e menos mortalidade.

Levantamento feito pelo G1 em todas as Secretarias Estaduais de Saúde aponta que de 1º de janeiro a 30 de abril foram confirmados 1.978 casos de chikungunya em 12 estados e no Distrito Federal. Desse total, 1.949 casos ocorreram na Bahia e no Amapá (98,5%) do total (veja mapa com os números por estado).

O total nacional deste ano pode ser ainda maior, pois há muitos exames clínicos que não foram concluídos. No período analisado, foram notificadas 9.691 suspeitas da doença.

Fonte: G1

DIFERENCIAIS

Evita manchas e confere melhor acabamento das estruturas de concreto

Facilidade de espalhamento e boa capacidade de recobrimento

Reduz custos e aumenta a produtividade, pois elimina a etapa de limpeza da fôrma

Facilita a aderência do revestimento final

Aumenta a vida útil das fôrmas

Por ter boa ancoragem não escorre ou empoça

É pronto para uso, dispensa diluição

Boletim Técnico

FISPQ

Tabela Ambiental

 

 

 

 

 

 

 

No primeiro trimestre deste ano, foram 390 novos empreendimentos contra 1.062 em 2014

O ano começou mais devagar para a construção civil. No primeiro trimestre de 2014, foram lançados 1.062 apartamentos novos. Nos três primeiros meses de 2015, foram 390 unidades. A queda foi de 63% e indica que o setor está em ritmo de cautela diante das incertezas econômicas. “A construção funciona como termômetro da economia. Todo o empresariado brasileiro está receoso com o ambiente político e econômico. Para investir, é preciso pensar a longo prazo”, avalia o vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi), Flávio Galizzi.

Segundo Galizzi, o cenário atual reflete erros do passado, com falta de recursos para financiamento e inflação maior. “A redução dos lançamentos hoje vai significar a falta de empregos neste domingo, pois a construção gera muitas vagas”, destaca o vice-presidente da área imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MG), Lucas Guerra Martins.

As construtoras estão mantendo os lançamentos previstos para a região metropolitana Belo Horizonte. No entanto, quando o assunto são novos empreendimentos, a cautela tem falado mais alto. A Horizontes, por exemplo, está mantendo dois lançamentos de imóveis no Coração Eucarístico, região Noroeste, e em Betim. “O que já estava previsto será mantido, mesmo porque, as novas regras da Caixa Econômica são positivas para nós, que temos um público de primeiro imóvel, que não precisará vender um usado para comprar um novo. Já os novos empreendimentos serão repensados cuidadosamente”, afirma o engenheiro da Horizontes, Leandro Brandão.

“Ainda não sabemos como será este ano e a incerteza nos faz estudar mais os projetos”, afirma Brandão.

O diretor técnico da Caparaó, Luiz Antônio Lima, afirma que, sempre que há retração, é natural que todo mundo fique mais receoso. Entretanto, ele afirma que deixar de fazer os lançamentos não é a melhor alternativa. “A empresa tem que operar, se não houver produção, o investimento não será revertido em ganhos. Temos que lembrar que crises vão e vêm e todos os dias tem mais gente casando, mais gente crescendo e saindo de casa. Com essa pressão demográfica, é preciso fazer ajustes”, avalia Lima.

Sobre os preços, Galizzi afirma que a tendência é ficarem no mesmo patamar, uma vez que, se de um lado as construtoras vão lançar menos, reduzindo o estoque e forçando um aumento, por outro lado, as restrições de crédito da Caixa vão dificultar as vendas e forçar uma queda de preços.

Novas regras

Imóveis usados. Desde o dia 2 de maio, a Caixa Econômica Federal (CEF) elevou o valor da entrada para quem quer financiamento de 20% para 50% do valor do imóvel.

Fonte: O tempo

A Mensagem n° 24/GG, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária de 2106 foi distribuída na quinta-feira (7) aos deputados estaduais e segue na próxima semana para apreciação nas comissões técnicas. O documento, conforme estabelece a Constituição Estadual, foi encaminhado à Assembleia Legislativa no final de abril pelo governador Wellington Dias,

A LDO de 2016 estabelece as metas fiscais e prevê uma receita total de R$ 9.113.356.000,00, calculada com base na previsão do crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,01% e Índice de Preço ao Consumidor Acumulado (IPCA) de 5,6%.

Segundo a mensagem, a LDO tem por objetivo orientar e regular o processo de elaboração do Orçamento Geral do Estado de 2016, que será enviado aos deputado no segundo semestre deste ano.

Entre as diretrizes estabelecidas na LDO estão as metas e prioridades da administração pública estadual, a estrutura e a organização dos orçamentos, as diretrizes para elaboração e execução do Estado, as disposições para limitação de empenho, política de pessoal, transferências voluntárias e alterações na legislação tributária.

A LDO estabelece os gastos com pessoal e encargos sociais, juros e encargos da dívida e outras despesas correntes; investimentos, inversões financeiras, amortização de dívidas (despesas de capital).

As fontes de recursos previstas na lei são o tesouro estadual, convênios correntes, Cide (cota-parte), convênios de capital, SUS, FNDE, Fundeb, operações de créditos internas e externas, fundos especiais, fundos de previdência, FECOP e Fundo Integrado de Bens, Direitos e Ativos da previdência.

Em cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar Federal n° 101, de 4 de maio de 2000, que estabelece as despesas totais com pessoal e encargos sociais), a LDO fixa os percentuais de 49% para o Executivo, 6% para o Judiciário, 3% para o Legislativo e Tribunal de Contas do Estado e 2% para o Ministério Público do Estado.

Esses percentuais que serão verificados a cada quadrimestre, calculados com base na despesa com a folha de pagamento vigente em junho de 2015, projetada para o exercício de 2016, considerados eventuais acréscimos gerais, alterações de planos de carreira e admissões para preenchimento de cargos no quadro de pessoal do Estado.

Em relação às ações da atual administração, a Lei de Diretrizes Orçamentárias elege como prioridades: a promoção do desenvolvimento social e o bem estar dos piauienses; as obras de infraestrutura necessárias para o desenvolvimento; políticas públicas para a geração de emprego e renda e sustentabilidade econômica, social e ambiental, metas que farão parte de um dos anexos do Plano Pluirianual (PPA) – 2016/2019.

Fonte: Cidade Verde

As represas operam com 19,5% da capacidade. Demais reservatórios ficaram estáveis ou receberam água.

O nível de água dos reservatórios do Sistema Cantareira caiu 0,1% neste domingo (10), segundo boletim divulgado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Agora, as represas operam com 19,5% da capacidade.

O sistema, que abastece 5,4 milhões de consumidores na capital e região metropolitana, operava em 19,9% no começo do mês e teve quatro quedas desde então. Até este domingo, choveram 6,8 mm no manancial dos 78,2 mm previstos para maio.

Os reservatórios ainda estão em situação crítica, já que apenas a segunda cota do volume morto foi recuperada e a estação das chuvas já terminou.

Só o Cantareira registrou queda neste domingo. Entre os demais manancias que abastecem a região metropolitana, Alto Tietê, Guarapiranga e Rio Grande mantiveram seus níveis, enquanto Alto Cotia e Rio Claro ganharam água.

Índices


O índice de 19,5% do Cantareira divulgado pela Sabesb considera o cálculo feito com base na divisão do volume armazenado pelo volume útil de água.

Após ação do Ministério Público, aceita pela Justiça, no entanto, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices para o Sistema Cantareira.

O segundo índice leva em consideração a conta do volume armazenado pelo volume total de água do Cantareira. Neste domingo, o índice era de 15,1%.

O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume da reserva técnica pelo volume útil. Neste domingo, o índice era de -9,7%.

Fonte: G1

Como economizar água e energia elétrica

Fazer economia é sempre bom. E não precisa ser só na hora de aproveitar uma liquidação daquelas e comprar um sapato maravilhoso que está com um desconto imperdível. Você pode começar poupando dinheiro no supermercado ou cortando despesas extras da família. Apertando daqui e dali, tudo se ajeita.

Pequenas atitudes diárias também podem fazer uma diferença e tanto no final do mês e reduzir o orçamento doméstico. Seguindo algumas dicas simples de como economizar água e energia elétrica você sente a diferença no bolso. Quer saber como fazer?

Economizando água

– Mofo e bolhas na pintura da casa indicam vazamentos e mesmo pequenos, devem ser reparados imediatamente porque aumentam o consumo de água;

– Feche a torneira enquanto escova os dentes e o chuveiro enquanto se ensaboa;

– Faça o mesmo ao lavar a louça, só abra a torneira quando for enxaguar os pratos;

– Você pode economizar água armazenando água da chuva em baldes para lavar o quintal ou regar o jardim;

– A água da máquina de lavar pode ser reutilizada para limpar os banheiros e limpar a cozinha. Você gasta menos água e ainda economiza sabão em pó.

Economizando energia elétrica

– Desligue ou tire da tomada todos os aparelhos da casa que não estão em uso;

– Outra dica para economizar energia elétrica é juntar o máximo de roupa possível para colocar na máquina e lavar tudo de uma vez;

– Os filtros do ar condicionado devem ser limpos regularmente. O acúmulo de poeira dificulta a circulação do ar e aumenta o gasto de energia;

– Na hora de passar roupa, aproveite o calor do ferro e dê preferência para as peças leves, depois passe as mais grossas;

– Troque as lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas;

– Tire a prova se você está desperdiçando energia elétrica: Coloque uma folha de papel entre a porta e o gabinete da geladeira. Se a folha deslizar, a borracha precisa ser trocada;

– Fique atento ao selo do Procel, o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, que indica o gasto energético de cada eletrodoméstico. O selo traz letras de A a G e quanto mais próximo de A, mais econômico o aparelho.

Fonte: Cidade Verde

Agência estabeleceu aumento de 15,24% nas tarifas da Sabesp. Prejuízo com crise hídrica e preço da eletricidade motivaram medida.

A Proteste-Associação de Consumidores entrou nesta terça-feira (5) na Justiça contra o reajuste de 15,24% na conta de água em São Paulo. Segundo o órgão, o aumento é abusivo. A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) autorizou na segunda (4) a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) a aumentar a cobrança a partir de junho.

A Arsesp informou que “ainda não recebeu nenhuma notificação até o momento”.Procurada, a assessoria de imprensa da Sabesp não retornou até as 23h50 de terça.

Em nota, a Proteste informa que ajuizou ação civil pública pedindo que mantenha-se “somente o reajuste referente à tarifa anual e a revisão tarifária ordinária de 7,78%”. “É pedida liminar com a declaração da abusividade do aumento autorizado e a restituição em dobro de valores eventualmente cobrados dos consumidores nas próximas tarifas.”

Há menos de seis meses a conta teve um reajuste anterior, de 6,5%. A Arsesp explicou, na página oficial na internet, que o aumento se deve ao prejuízo da Sabesp com a crise hídrica e com o aumento da energia elétrica usada nas bombas.  Quando as represas secaram, o lucro da Sabesp caiu dos quase R$ 2 bilhões em 2013 para R$ 903 milhões em 2014.

A Proteste afirma que a justificativa é absurda, pois “o consumidor foi estimulado a economizar água por conta da grave crise de abastecimento do estado”.

Ao autorizar o reajuste, a Arsesp cobrou da Sabesp redução de custo e mais eficiência para diminuir os impactos da crise.  A Arsesp também permitiu que para equilibrar as contas, a Sabesp suspenda, quando quiser, a política de bônus.

Obras adiadas
O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, disse nesta terça ao SPTV que a empresa vai adiar obras de saneamento porque o reajuste autorizado pela Arsesp foi menor do que o pedido pela empresa. De acordo com ele, as obras vinculadas à garantia hídrica são prioritárias e não vão sofrer nenhum aumento.

“Nós pedimos 23% com consciência de que isso era o necessário, como a Arsesp nos deu 15%, essa diferença significará que algumas obras que nós tinhamos intenção de começar em 2015 serão postergadas”, afirmou.

Quando a Sabesp recebeu a licença pra explorar o Cantareira, a Agência Nacional de Águas (ANA) alertou a companhia sobre a necessidade de investir em novas fontes de abastecimento, mas só depois da crise é que vieram as obras para ampliar a produção de água.

“Agora nós estamos correndo atrás daquilo que se deixou de ser feito nesse passado que inclusive estava previsto na outorga”, diz o especialista em recursos hídricos Antônio Giansante.

A agência explicou que o reajuste agora autorizado de 15,24% é resultado de duas deliberações. Elas que consideram o aumento anual e também um pedido de revisão “extraordinária” (veja na tabela).

HISTÓRICO DE REAJUSTES E PEDIDOS
Novembro de 2013 Sabesp anuncia reajuste de3,14% na tarifa.
Abril de 2014 Arsesp autoriza aumento de 5,44% na conta de água. Percentual não foi aplicado.
Novembro de 2014 Sabesp pede revisão do reajuste após queda de 81% no lucro do 3º trimestre. Arsespautoriza 6,49%.
Março de 2015 Sabesp pede à Arsesp a revisão da tarifa para  “equilíbrio financeiro”.
Arsesp sugere reajuste de 13,8% a partir de 11 de abril.
Sabesp pedirá reajuste maior que os 13,8% propostos.
Maio de 2015 Arsesp concede reajuste de 15,24%. Ele é a soma de:

a)     reajuste tarifário anual de 2015 de 7,1899%, calculado com base na variação de 8,1285% do IPCA no período de março de 2014 a março de 2015, menos o fator de eficiência (fator X) de 0,9386%;

b)       ajuste adicional de 0,5575%, devido à postergação na aplicação da “Revisão Tarifária Ordinária”, autorizada para maio de 2014 mas aplicada apenas em dezembro passado, quando foi parcialmente compensada;

c) índice de 6,9154% referente à Revisão Tarifária Extraordinária devido ao aumento de custo da energia elétrica e à queda no mercado decorrente da crise hídrica.

Defesa do reajuste maior


Sobre o pedido para um reajuste ainda maior, a Sabesp justificou à época alegando um desequilíbrio financeiro no contrato em razão da previsão de aumento de custos com energia elétrica e da redução de receita motivada pela crise hídrica e pela menor produção de água.

Segundo a nota divulgada pela companhia, os 22,7% de aumento pedidos incluem 7,80%, referente ao reajuste da tarifa pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), “menos o fator de produtividade e mais o resíduo do ajuste compensatório retroativo, referente a primeira revisão tarifária, e 13,82%, referente a revisão extraordinária.”

A proposta de reajuste de 13,87% feita pela Arsesp já considerava um reajuste de 7% de variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) desde março do ano passado e um reajuste extraordinário de 6,3% para compensar as perdas apresentadas pela Sabesp.

A audiência aconteceu no último dia da consulta pública feita pela Arsesp sobre o reajuste a ser aplicado. Nos próximos dias, deverá ser divulgado o percentual, que será aplicado a partir de maio, mas será retroativo ao mês de abril.

Prejuízo com a seca
Em março, o secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga, disse em entrevista ao G1 que a companhia vive uma situação econômica difícil porque houve uma perda de receita com a queda no consumo de água e na concessão de bônus para quem economizasse.

A Sabesp teve lucro líquido de R$ 903 milhões em 2014, queda de 53% frente ao resultado de 1,92 bilhão de reais em 2013, sob impacto da crise hídrica. A receita líquida foi de R$ 11,2 bilhões, praticamente estável frente aos R$ 11,31 bilhões do ano anterior.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 2,9 bilhões, frente a R$ 4 bilhões em 2013.

O último reajuste autorizado à companhia foi de 6,49% da tarifa a partir de 27 de dezembro de 2014. Na época, a Arsesp disse que autorizou o reajuste por causa da situação atípica de seu mercado para assegurar seu equilíbrio econômico-financeiro, “devido à escassez hídrica e as medidas que vem adotando de estímulo à economia de água para assegurar o abastecimento”.

Fonte: G1

Um mês após a lei das sacolinhas entrar em vigor, a Prefeitura de São Paulo registrou aumento de 12% na coleta de lixo reciclável na cidade, informou ontem o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro. Ainda assim, as duas centrais mecanizadas de triagem continuam operando com volume bem abaixo da capacidade máxima.

Para Pedro, o aumento está relacionado ao uso da sacola biodegradável, que, segundo ele, facilita a coleta seletiva. “O cidadão está respondendo positivamente”, disse o secretário, após entrevista à Rádio Estadão. “Agora temos de trabalhar para que todos consigam se adequar e a gente tenha a sacolinha como instrumento de educação ambiental, não como vilã.”

Fonte: Diário de Pernambuco

Gases do efeito estufa alcançam novo recorde mundial

Cientistas do governo dos Estados Unidos indicaram nesta quarta-feira que as concentrações globais de dióxido de carbono atingiram um recorde de média global de 400 partes por milhão em março.

Em grandes quantidades, o dióxido de carbono é um poderoso e perigoso gás de efeito estufa, produto das atividades humanas, entre as quais a combustão de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo, e o desmatamento.

“Pela primeira vez desde que medimos a concentração de dióxido de carbono na atmosfera global, a concentração mensal deste gás de efeito estufa ultrapassou as 400 partes por milhão (ppm) em março de 2015”, informou a Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) .

Os cientistas anunciaram que o dióxido de carbono excedeu a barreira de 400 ppm (número de moléculas de gás por milhão de moléculas de ar seco) pela primeira vez no Ártico em 2012.

“Alcançar uma média de 400 partes por milhão em todo o mundo era apenas uma questão de tempo”, disse o cientista Pieter Tans, que lidera a rede global sobre os gases de efeito estufa (Global Greenhouse Gas Reference Network).

Tans indicou que as quantidades de C02 aumentaram em mais de 120 ppm desde a era pré-industrial. Metade deste aumento foi produzido desde 1980, disse ele.

Cientistas garantem que o aumento de CO2 por milhão produz, entre outras coisas, o aumento das temperaturas na Terra e uma desordem climática.

O dióxido de carbono é uma parte natural da atmosfera da Terra, mas a queima de combustíveis fósseis emite quantidades excessivas no ar e cria um cobertor que retêm o calor ainda mais.

“A eliminação de cerca de 80% das emissões de combustíveis fósseis faria parar imediatamente o aumento do dióxido de carbono na atmosfera, mas as concentrações de dióxido de carbono só vão começar a diminuir até que sejam feitas ainda mais reduções”, afirmou James Butler, diretor da Divisão de Monitoramento Global da NOAA.

Fonte: Info

DIFERENCIAIS

Evita manchas e confere melhor acabamento das estruturas de concreto

Facilidade de espalhamento e boa capacidade de recobrimento

Reduz custos e aumenta a produtividade, pois elimina a etapa de limpeza da fôrma

Facilita a aderência do revestimento final

Aumenta a vida útil das fôrmas

Por ter boa ancoragem não escorre ou empoça

É pronto para uso, dispensa diluição

Boletim Técnico

FISPQ

 

Previsão de inflação em 2015 vai a 8,25% e de retração do PIB para 1,1%. Economistas preveem alta dos juros para 13,25% ao ano nesta semana.

Mais inflação e um “encolhimento” maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, além de uma nova alta na taxa básica de juros da economia brasileira ainda nesta semana. Essas foram as previsões feitas pelo mercado financeiro na semana passada, e divulgadas nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central.

Segundo o BC, a expectativa dos economistas dos é que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 8,25% – na semana anterior, a taxa esperada era de 8,23% na semana anterior. Para 2016, a previsão dos economistas para o IPCA ficou estável em 5,6%. Para o PIB, a estimativa agora é de queda de 1,1%, ante um recuo de 1,03% na semana anterior.

Se confirmada, a previsão do mercado para a inflação de 2015 (de 8,25%) atingirá o maior patamar desde 2003, quando ficou em 9,3%. A expectativa oficial do governo para a inflação deste ano, divulgada na semana passada, por meio do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, está em 8,2%. A equipe econômica informou que está utilizando as previsões do mercado financeiro em seus documentos.

Inflação pressionada

Segundo economistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.

Em março, a inflação oficial ficou em 1,32%, depois de avançar 1,22% em fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a maior desde fevereiro de 2003, quando atingiu 1,57%, e a mais elevada desde 1995, considerando apenas o mês de março.

Produto Interno Bruto
Para o comportamento do PIB neste ano, os economistas do mercado financeiro baixaram sua previsão, na semana passada, para uma retração de 1,10%, contra a estimativa anterior de uma queda de 1,03% em 2015. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2016, o mercado manteve sua previsão de alta do PIB em 1%.

No fim de março, o IBGE informou que a economia brasileira cresceu 0,1% em 2014. Em valores correntes (em reais), a soma das riquezas produzidas no ano passado chegou a R$ 5,52 trilhões, e o PIB per capita (por pessoa) caiu a R$ 27.229. Esse é o pior resultado desde 2009, ano da crise internacional, quando a economia recuou 0,2%.

Taxa de juros
Após o Banco Central ter subido os juros para 12,75% ao ano no início de março, o maior patamar em seis anos, o mercado está prevendo uma nova alta de juros nesta semana, quando se reúne novamente o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A estimativa é de que a taxa avance para 13,25% ao ano – um novo aumento de 0,5 ponto percentual.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 recuou de R$ 3,21 para R$ 3,20 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 3,30 por dólar.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 recuou de US$ 4,3 bilhões para US$ 4,17 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit comercial permaneceu em US$ 9,95 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 56 bilhões para US$ 57 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte avançou de US$ 58,5 bilhões para US$ 60 bilhões.

Fonte: G1

O Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) realizou, entre julho de 2010 e fevereiro deste ano, aproximadamente 32 mil contratos no valor de R$ 10 bilhões. Só para safra 2014/2015 foram oferecidos R$ 4,5 bilhões, dos quais R$ 2,5 bilhões já foram utilizados em mais de 5 mil contratos. Isso significa que o agricultor brasileiro contratou mais da metade dos recursos disponíveis para a safra 2014/2015. O objetivo do Plano ABC é reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) até 2020.

Para ajudar efetivamente os produtores a montar seus projetos de Agricultura de Baixo Carbono, o Instituto CNA lançou a Plataforma Agrosustenta.

Plataforma Agrosustenta – Para auxiliar os produtores rurais a elaborar projetos sustentáveis e fornecer informações sobre os documentos necessários para adquirir o financiamento do Plano ABC – Agricultura de Baixo Carbono, o Instituto CNA, em parceria com a BASF, criou a plataforma digital Agrosustenta. O portal é a primeira ferramenta online para a elaboração de projetos para o financiamento rural.

Para o Secretário-Executivo do ICNA, Og Arão, os produtores rurais brasileiros têm interesse em, cada vez mais, adotar práticas sustentáveis nas suas propriedades. “O setor agropecuário cumpre uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e preserva 61% do território nacional, mas está disposto a contribuir ainda mais para a redução das emissões de gases de efeito estufa”, afirmou.
Por meio da assinatura de um convênio, em agosto de 2014, entre o Instituto CNA e a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDC/Mapa), vários modelos de projetos desenvolvidos pelo Ministério da Agricultura estão disponíveis na plataforma para consulta gratuita e livre ao público em geral.

Impactada pela forte recessão nas vendas, a indústria automobilística brasileira já fechou mais de 3.600 postos de trabalho desde o começo do ano. Há mais de uma década o setor não enfrentava um primeiro trimestre com números tão ruins.

Entre janeiro e março, foram vendidos 1.035.042 de veículos, 15,05% a menos do que no mesmo período de 2014. Isso afetou a produtividade das montadoras, que têm estoque para quase 50 dias. Muitas marcas já adotam esquemas de folgas coletivas.

Para o empresário Sergio Habib, dono do grupo SHC e chefão da chinesa JAC Motors, o cenário em 2015 é extremamente preocupante, uma vez que os patamares de vendas caíram drasticamente. Habib explica que o mercado brasileiro este ano está girando entre 210 mil a 220 mil carros/mês, volume muito inferior aos 300 mil mensais registrados em 2011, ano de recorde histórico.

— Hoje estou até feliz com o atraso das obras da fábrica da JAC Motors na Bahia. Com essa crise, seria prejuízo certo! Acho que o mercado vai cair, e vai cair forte. E pior: talvez a indústria brasileira leve até oito anos para voltar ao patamar de vendas de 2012, quando tivemos nosso recorde histórico. Foi assim depois da crise de 1998, quando o dólar disparou. Levamos quase uma década até os negócios explodirem de novo.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, cerca de 13 mil trabalhadores vão entrar em férias forçadas. Em São Paulo, Mercedes-BenzVolkswagen implantaram tal estratégia. No Paraná, a Volvo colocará os funcionários em banco de horas.

As folgas são uma alternativa para que o setor evite as demissões, na expectativa de uma melhora ao longo do ano. Desde outubro de 2013, quando a atual crise deu os primeiros sinais, foram fechadas 18,7 mil vagas. Os cortes aconteceram gradativamente, durante esses 17 meses.

Mas, se as estimativas do setor se mantiverem, mais cortes poderão ser inevitáveis. Segundo o presidente daFenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos), Alarico Assumpção Júnior, as vendas devem fechar 2015 com queda de 10%. Em 2014, a redução foi de 6,64%.

Em Jacareí, interior de São Paulo, funcionários da chinesa Chery estão em greve há duas semanas. Sem acordo salarial, a categoria faz uma nova assembleia nesta quarta-feira (15) para definir os rumos da paralisação.

Em janeiro deste ano, a Volkswagen decidiu readmitir 800 funcionários que haviam sido dispensados. Após dez dias de greve, os trabalhadores entraram em um acordo com a montadora para garantir os empregos até 2019. Também no ABC, a Mercedes-Benz demitiu 244 pessoas, no ano passado.

Entre os motivos que mais impactaram para a redução das vendas está o fim do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros novos, em 1º de janeiro deste ano. Com incertezas sobre o emprego e os rumos econômicos, muitos consumidores estão “fugindo” de financiamentos longos. Por outro lado, os bancos também estão mais rigorosos para conceder empréstimos.

A esperança da indústria está nas grandes ações de vendas, como os feirões de fábrica, e no calor das novidades. Apesar de o mercado estar em forte recessão, algumas montadoras — como as asiáticas HondaHyundaiToyota— estão em crescimento, embaladas pela chegada de novos modelos. E apesar do péssimo momento, há segmentos que ganharão volume com maior intensidade, caso dos SUVs compactos, cuja curva de vendas é ascendente.

Dado o momento delicado da economia e do mercado de carros, resta às empresas acreditar numa virada e seguir apostando suas fichas em novos produtos e tendências.

Fonte: R7

Série especial do Jornal Nacional mostra iniciativas da sociedade para diminuir desperdício de água, que se perde em vazamentos ou ligações clandestinas.

O Jornal Nacional está apresentando nesta semana uma série de reportagens especiais sobre a água. E quando se fala desse assunto, um tema que surge imediatamente é o desperdício, porque 37% da água tratada no Brasil se perdem no caminho – em vazamentos de tubulações antigas, em ligações clandestinas. Mas tem muita gente combatendo essa situação.

Arapuá é pequena. Não tem nem três mil habitantes. No maior negócio da cidade, um laticínio, há um belo exemplo de reaproveitamento de água. Imaginem a quantidade de leite para produzir todo o queijo. Só de parmesão, são câmaras e mais câmaras de maturação, com um total de 350 toneladas. A média, para fazer um quilo de queijo, é de dez litros de leite. E sobram nove litros de soro. Ele é filtrado, para retirar toda a parte sólida. No fim, restam entre seis e sete litros desta água do soro.

Mesmo depois desse processo, a água do soro continua muito salgada. E precisa de uma segunda filtragem, dentro de tubos, onde existem membranas com poros microscópicos. É a chamada osmose reversa. O mesmo processo que se usa para transformar água do mar em água potável. Só depois de passar por ali é que ela poderá ser reaproveitada. Com o sugestivo nome de água de vaca. A água de vaca serve apenas para a lavagem de caminhões, pátios e outras áreas externas. Com isso, se economiza água potável, captada do rio e de outras fontes.

O investimento em equipamentos não foi pequeno, mas segundo o gerente do laticínio significa:

Gilmar Machado, gerente industrial: Segurança hídrica. Na época da seca, período de inverno, quando a gente tem mais dificuldade hídrica, ela supre a minha necessidade. Com isso, eu também não esgoto toda a água da mina, da nascente. A água da nascente vai servir também para outros usarem.
Jornal Nacional: Deixa lá, quietinha lá.
Gilmar Machado: Tranquilo.

O setor industrial tem mesmo investido bastante em reuso de água, mas o setor público não, diz o maior especialista brasileiro no assunto.

“Nós somos mais ou menos cristalizados nessa mentalidade de transporte de água, sabe?”, diz Ivanildo Hespanhol, professor de Hidrologia da USP.

Ou seja: captar mais e mais água, cada vez mais longe, e usar uma vez só.

“Gera mais esgoto que nós não tratamos. Se a gente tratasse esse esgoto, hoje nós temos tecnologia para tratar a nível potável, a custos já compatível com essas adutoras. E utilizar essa água para fins potáveis. Temos também tecnologia para certificar a qualidade da água. Falta, realmente, decisão: vamos partir para o reuso”, afirma Ivanildo Hespanhol.

Desperdício pior do que usar água tratada, potável, para dar descarga ou lavar o chão, é deixar essa água escapar antes de chegar às torneiras. A substituição das esburacadas tubulações antigas esbarra em altos custos e dificuldade para intervir em áreas muito urbanizadas. Mas não é que uma avenida em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, teve quatro quilômetros de tubos trocados sem parar o trânsito? No sistema não destrutivo, a tubulação velha nem é retirada. Uma broca abre um novo caminho, paralelo. Depois, puxa a nova tubulação por ele. Menos buracos, menos transtorno.

“Mais rápido também, com certeza. A gente consegue fazer uma média aí de 200 metros/dia nesse método. O antigo você consegue fazer 50, cem”, conta o supervisor de obras Reginaldo Barbosa.

Com sistemas de águas privatizados, Niterói com 500 mil habitantes, no Rio de Janeiro e Limeira, de 300 mil, no interior paulista, são bons exemplos de redução de desperdício. Niterói tem 16% e Limeira apenas 9%, contra 37% da média nacional. As receitas são parecidas na automação, que permite controles de pressão e operação de redes à distância.

Niterói descentralizou o atendimento às denúncias de vazamentos para ter mais agilidade. Limeira tem tecnologia e ouvidos treinados para detectar o que ninguém vê. Serviço de responsabilidade. Não dá para errar, por tudo o que vem a seguir. Nas duas cidades, caçar fraudes também é fundamental. Quem não paga pela água aumenta o preço dela para quem paga. E os hidrômetros sofrem. São arames fincados no mostrador, ou na tubulação, para deter o reloginho, ímãs que têm o mesmo efeito. E esses já são os truques antigos.

“Ainda tem o pessoal que desvia, pessoal que é um pouco mais engenhoso, que vai um pouco mais a fundo. Ele vai no ramal de ligação mesmo para desviar e nem passar pelo medidor”, diz Rodrigo Leitão, gerente de operações.

Em Limeira, 10% dos hidrômetros são trocados a cada ano. O da Dona Felicíssima já ia para 11 anos de uso. Não media mais pequenas vazões de água. Já o novo…

Felicíssima Rocha Vieira, dona de casa: Mas a minha economia eu espero que continue a mesma coisa.
Jornal Nacional: Não aumentando a conta.
Felicíssima Rocha Vieira: A conta, está bom. Isso nós esperamos.

Os resultados em Niterói impressionam sobretudo na comparação com outras cidades. Usando o mesmo critério de avaliação de perdas, contra os 16% de lá, São Paulo tem quase o dobro: perto de 30%. E o Rio, logo em frente, do outro lado da Baía de Guanabara, chega a incríveis 52%. Como resolver perdas desse tamanho, em cidades com muitos milhões de habitantes? Será tão difícil?

“É fundamental você setorizar, você conseguir a setorização do teu sistema. Você conseguir enxergar o teu sistema como pequenos sistemas. Você atacando o pequeno sistema, você acaba, no somatório, reduzindo a tua perda como um todo”, diz Alexandre Boaretto, gerente operacional do Águas de Niterói.

Fonte: G1

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima crescimento de 0,9% para a América Latina e o Caribe, mas retração de 1% na economia brasileira este ano. De acordo com o estudo World Economic Outlook (WEO), para 2016 a projeção para o país é mais otimista e deve ficar em 1%, metade da expectativa dos países da região, que será 2%.

A evolução da inflação também é negativa para este ano, com expectativa de 7,8%, acima do limite superior da meta definida, que era 4,5%, com variação de dois pontos. Segundo o FMI, a quantidade de desempregados também deve crescer este ano, podendo alcançar 5,9% este ano e 6.3% em 2016.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve superar o teto do intervalo de tolerância da meta deste ano (de 6,5%), refletindo o ajuste nos preços regulados e a depreciação do real.

A previsão para o crescimento global não sofreu alterações e está fixada em 3,5% para 2015 e 3,8% para 2016. Os números sobre perspectivas para a economia mundial foram divulgados hoje (14), em Washington, local onde, nos próximos dias, ocorrerá o Encontro de Primavera, evento organizado pelo FMI e pelo Banco Mundial.

Pelo relatório, as perspectivas para o crescimento global são desiguais entre as principais economias. Nas mais avançadas, o crescimento deverá ser mais forte em 2015 que em 2014, enquanto em mercados emergentes e em desenvolvimento, o crescimento esperado é mais fraco.

No caso da América Latina, os preços mais baixos de matérias-primas ainda são problema. De acordo com o relatório do FMI, as perspectivas para o Brasil foram afetadas, entre outras coisas, pela “seca e pelas políticas macroeconômicas mais restritivas”.

Segundo o relatório, além do Brasil, outro integrante do Brics que terá retração é a Rússia, com 3,8%. O país tem sofrido com embargos econômicos, como consequência das intervenções na Ucrânia e pela queda no preço internacional do barril do petróleo.

Os técnicos do FMI estimam crescimento de 7,5% para Índia e de 6,8% para a China. Este ano, o crescimento previsto para a África do Sul é de 2%. O Brics é um grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O estudo também aponta retração em países vizinhos do Brasil, como a Venezuela e Argentina. A economia venezuelana deve encolher 7% e a argentina 0,3%.

Para o FMI, um efeito da crise brasileira é que a América Latina teve, em 2014, o quarto ano consecutivo de queda do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), influenciado pela baixa no preço das commodities.

Na América Latina, o México deve ser o destaque do crescimento, com projeção de aumento de 3% para este ano, corte de 0,2 ponto ante a estimativa de janeiro. De acordo com o FMI, a economia mexicana deve se beneficiar da atividade mais aquecida nos Estados Unidos.

O encontro de Primavera do FMI e Banco Mundial será realizado de sexta-feira (17) a domingo (19). O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que também participará do evento, antecipou o embarque para os Estados Unidos, mas a assessoria dele não informou os motivos da alteração na agenda.

O ministro aproveitará a viagem para defender o ajuste fiscal brasileiro e tentar atrair investidores estrangeiros para os projetos de concessões da área de infraestrutura.

Fonte: Agência Brasil

O consumo de eletricidade aumentou 1,5% no primeiro trimestre em relação ao período homólogo, sendo a variação nula após a correção de temperatura e dias úteis, de acordo com a REN – Redes Energéticas Nacionais.

No mês de março, o consumo de energia elétrica voltou a registar uma evolução homóloga positiva, com uma variação de 0,3%, influenciado por temperaturas abaixo dos valores médios, sendo que com correção dos efeitos de temperatura e número de dias úteis se verificou uma subida de 0,5%.

Segundo os dados da gestora das redes energéticas, a produção renovável abasteceu 60% do consumo de energia elétrica, que compara com 80% do trimestre homólogo do ano anterior, em que se registaram condições muito favoráveis.

Nos primeiros três meses, o regime hidrológico manteve-se seco, tendo a produção hídrica caído quase para metade em relação ao mesmo período de 2014, de 7.106 GWh para 3.743Gwh.

Também a produção eólica registou uma queda de 12% até março face ao período homólogo, para 3.719GWh.

Nas fontes renováveis, as centrais hidráulicas abasteceram 26% do consumo, as eólicas 28%, a biomassa 5% e as fotovoltaicas 1%. Nas fontes não renováveis, o carvão abasteceu 24% do consumo e o gás natural 13%.

O saldo de trocas com o estrangeiro foi ligeiramente importador, representando 2% do consumo.

No mercado de gás natural manteve-se a tendência de recuperação dos consumos, com uma variação em março de 6,2%, acumulando no final do trimestre uma variação positiva de 7,6%.

Até março, registam-se evoluções positivas em todos os segmentos de mercado, com o mercado convencional a crescer 1,4% enquanto as centrais elétricas consumiram também mais 214%.

Fonte: Oje

Com o objetivo de reforçar a importância da sustentabilidade para o desenvolvimento dos municípios, a FrenteNacional de Prefeitos (FNP), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), realiza o III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS) – Nova governança federativa e o papel das autoridades locais no Brasil e no mundo. O evento acontece de 7 a 9 de abril, em Brasília (DF) já recebeu mais de 5 mil inscrições, entre eles mais de 400 prefeitos e prefeitas.

Consolidado como o maior evento de sustentabilidade urbana do país, o III EMDS propõe uma pauta elaborada apartir das demandas municipais, entre elas o empreendedorismo, mobilidade urbana e a saúde pública.

Os participantes terão a oportunidade para a troca de experiências, acesso às boas práticas de municípios com realidades comuns, informações sobre temáticas importantes, além de debate e palestras, ministradas por representantes do Governo Federal e especialistas da área acadêmica.

Confira toda a programação do III EMDS:

ARENAS
De uma forma democrática, a Arena de Diálogos convida os participantes do III EMDS a darem suas opiniões sobre assuntos pertinentes a gestão das cidades. Destinada especialmente aos prefeitos e prefeitas, a Arena de Diálogos acontece em três sessões, no período da manhã e parte do período da tarde do dia 8 de abril.

No início de cada sessão, especialistas convidados para os debates terão cerca de 15 minutos para exporem suas ideias. O dinamismo e a informalidade, características dessa atividade, oferecem a chance de os participantes serem palestrantes e ouvintes. Qualquer pessoa poderá sentar-se no centro, em uma das cadeiras vazias, dando início ao diálogo. Confira a lista completa:

Nova Governança Federativa – 07/04 – 16h às 18h Local: Auditório Planalto

Faz-se necessária uma revisão do pacto federativo. A criação ou aprimoramento de canais de diálogo permanentes é fundamental. A FNP defende a instituição de uma mesa federativa plena, com participação da União, estados e municípios, oferecendo um espaço político para a tomada de decisões em assuntos estratégicos para a Nação como, por exemplo, a crise hídrica e a mobilidade de caráter urbano. É preciso também retomar as negociações entre municípios e União por meio do Comitê de Articulação Federativa – CAF, implantar o Conselho de Gestão Fiscal, previsto na LRF, e condicionar a instituição de novas despesas à indicação clara das suas respectivas receitas.

Soluções federativas para a crise hídrica – 08/04 – 09h às 10h30 Local: Auditório Planalto

A magnitude da crise de abastecimento de água nas cidades é um fenômeno novo, que não tem precedentes no Brasil. Os governos estaduais e municipais enfrentam dificuldades de construir e implementar planos emergenciais e de contingência para enfrentar essa escassez. A União, por sua vez, regula o setor por meio da Agencia Nacional de Águas – ANA. Para enfrentar esta grave crise, respeitadas as prerrogativas constitucionais de cada ente federado, é inadiável a adoção de medidas articuladas entre União, estados e municípios.

Mobilidade urbana de qualidade e para todos – 08/04 – 10h45 às 12h15 Local: Auditório Planalto

O atual sistema de mobilidade urbana aponta para um colapso. O modelo carrocêntrico adotado nas nossas cidades precisa ser revisto. É preciso construir sistemas de mobilidade modernos, capazes de transportar com qualidade um número crescente de pessoas, aliados a soluções eficazes para um compartilhamento de um espaço público democrático, reduzindo acidentes e melhorando o meio ambiente. As três esferas de governo precisam pactuar ações que busquem a eficiência e a melhoria da qualidade de vida nas cidades.

A judicalização e a criminalização da ação pública – 08/04 – 14h às 15h30 Local: Auditório Planalto

O afastamento do cidadão da atividade política e as crescentes judicialização e criminalização das ações administrativas do dia-a-dia das cidades, em vários aspectos, demandam uma reforma política urgente. Também é preciso balizar o relacionamento do Ministério Público com a administração local para a construção de um ambiente institucional colaborativo e respeitoso.

Ted-alike:
Os participantes do III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS) – Nova governança federativa e o papel das cidades no Brasil e no mundo serão convidados a vivenciar experiências impactantes. Os fóruns Ted-alike, conhecidos mundialmente por despertar em seus expectadores o interesse em se aprofundar nos temas apresentados, fazem parte da programação do encontro. Ao todo serão realizadas três sessões simultâneas no dia 8 de abril, às 15h45. Cada sessão tem capacidade para 200 pessoas.

Soluções sustentáveis para as cidades do futuro 1 e 2 – 08/04 – 15h45, às 18h Local: Auditório Alvorada

As sessões TED-alike têm a função de inspirar pessoas a transformar os ambientes em que residem, trabalham e interagem. O conjunto de apresentações proporcionará aos expectadores conhecer novos conceitos, práticas e histórias inspiradoras que poderão transformar vidas e espaços urbanos. Serão apresentados casos relacionados à mobilidade urbana, gestão eficaz da água e da energia, transformação de vidas e de localidades a partir de políticas públicas de incentivo e financiamento do empreendedorismo, uso de tecnologias para gestão de cidades (smart cities), construção e gestão de plataformas para participação popular e estruturação de ações para incremento da atratividade de localidades, entre outros temas.

Fonte: 180 Graus

Empresas em Campinas e Piracicaba sustentam ritmo da fabricação de carros. Sindicato, contudo, aponta prejuízos em setores de autopeças e eletrônicos.

Ao contrário das montadores do ABC Paulista que anteciparam férias coletivas, prorrogaram a suspensão de contratos de trabalho (layoff) e anteciparam planos de demissão voluntária (PDV), as principais empresas da região de Campinas (SP) mantêm o ritmo e afastam risco de cortes em massa. Entretanto, de acordo com o sindicato regional dos metalúrgicos, a crise nas companhias da Grande São Paulo compromete áreas de eletrônicos e autopeças.

O presidente da entidade, Sidalino Orsi Júnior, disse que 104 postos de trabalho foram fechados pelas montadoras da região de Campinas no ano passado, o menor número entre os setores onde atua a categoria. Para ele, o investimento em tecnologia pode ser associado à capacidade de manutenção ou abertura de oportunidades de trabalho nas empresas. “Temos quase 7 mil metalúrgicos nas montadoras atualmente, incluindo Campinas, Sumaré e Hortolândia. O índice de demissões neste ano é baixo, há um cenário relativamente positivo diante da situação do ABC, e o saldo desde janeiro é de 78 vagas”, falou o sindicalista.

Empregos na Honda, Mercedes-Benz e Toyota
2013 2014 2015
608 contratações 388 contratações 112 contratações
661 demissões 492 demissões 34 demissões
Saldo: – 53 Saldo: -104 Saldo: 78
Fonte: Sindicato Metalúrgicos de Campinas e Região

Na avaliação do economista Roberto Brito de Carvalho, da PUC-Campinas, a situação menos desconfortável das montadoras de veículos no interior do estado está associada ao público-alvo trabalhado por elas. “O foco destas montadoras são os consumidores com maior poder aquisitivo. Eles sofrem menos durante as crises, portanto, as aquisições dos produtos têm oscilação inferior”, explicou o professor da Faculdade de Ciências Econômicas.

Já para Orsi Júnior, a questão econômica está nivelada, mas o mercado é “um pouco mais favorável” para as empresas asiáticas, como a Toyota (fábrica em Indaiatuba), Honda (montadora em Sumaré) e Hyundai (unidade em Piracicaba), porque elas apresentam uma tecnologia mais avançada. “Além disso, também houve mudança no comportamento do consumidor. Há alguns anos havia menos montadoras no país, estas são mais recentes e há um impacto menor”, ponderou o sindicalista.

O presidente da entidade que representa os metalúrgicos de Piracicaba, José Florêncio da Silva, afirmou que não houve demissões em massa na Hyundai e acredita que haverá crescimento do parque automotivo nos próximos meses. “Não houve reflexo da crise por enquanto. A empresa continua com aproximadamente 5 mil metalúrgicos”, explicou. Em fevereiro, a fabricante chinesa Chery iniciou a produção de unidades em Jacareí (SP).

Crise e contratações
De acordo com a entidade que representa os metalúrgicos, 5,6 mil demissões foram contabilizadas pela entidade na região de Campinas no ano passado, entre elas, ao menos 80% atreladas às companhias dos setores de eletrônicos e autopeças.

“A Eaton, empresa tradicional, já demitiu em torno de 300 trabalhadores desde janeiro do ano passado. Isso certamente já reflete crise das montadoras que negociam com ela. Uma outra companhia de eletrônicos, em Campinas, deu férias coletivas para 300 dos 1,5 mil trabalhadores”, falou Orsi Júnior.

De acordo com o sindicalista, as montadoras da região mantêm a produção de veículos. Segundo ele, a unidade da Honda em Sumaré, onde são produzidos os modelos Civic, City, Fit e HR-V, iniciou nesta semana uma jornada com duas horas extras diárias. Além disso, no caso da Toyota, mencionou discussões sobre a criação de um terceiro turno em Indaiatuba. “A Honda está construindo uma fábrica em Itirapina [SP] e parte da produção deve ser levada para lá. Não trabalhamos com risco de demissões, vamos acompanhar sobre investimentos.”

Ao falar sobre a estabilidade das empresas a médio e longo prazo, o sindicalista frisou que a política da entidade será mantida nos próximos meses. “A negociação ocorre em cada fábrica e somos contrários ao layoff, banco de horas e reduções dos direitos trabalhistas.”

Segundo o economista da PUC-Campinas, as multinacionais asiáticas se beneficiam por ter estrutura mais enxuta que outras montadoras tradicionais no Brasil e têm apresentado expansão do market share (participação de mercado). “Estas empresas têm automatização maior, ou seja, maior intensidade de capital e menor de trabalho. A mudança no padrão de consumo nos últimos anos também favoreceu elas, porque antes eram inacessíveis”, explicou ao ponderar que o setor de autopeças reflete a crise das companhias que visam o mercado com menor renda. “A diminuição da clientela reduz a produção e afeta empregos.”

Gráfico - vendas de veículos Fenabrave em 2012, 2013 e 2014 (Foto: G1)

As empresas
A Honda Automóveis do Brasil informou, em nota, que tem sentido dificuldades do mercado, contudo, encerrou 2014 com estabilidade por causa do lançamento de novos produtos e ações comerciais. Além disso, frisou que espera manter o ritmo de operações em 2015.

“Não há qualquer previsão de PDV ou layoff e o andamento da produção segue dentro da normalidade”, diz texto. A empresa citou que segue operando em dois turnos e que o regime de horas extras é “adotado pontualmente para atender a demanda do mercado”. A planta de Itirapina deve ser aberta no segundo semestre, com dois mil funcionários.

A assessoria da Mercedes-Benz, que concentra operações de pós-venda e atendimento aos clientes em Campinas, disse que não houve impacto nas atividades realizadas na cidade. No dia 17, a empresaabriu um PDV para a fábrica de São Bernardo do Campo, onde são produzidos caminhões e ônibus, além de motores, cambios e eixos. Segundo a Mercedes, a medida é necessária para adequar a produção a baixa venda.

“A Mercedes-Benz emprega cerca de 700 profissionais na unidade de Campinas. Não há previsão de demissões, lay-offs e PDV.”

Em nota, a Hyundai Motor Brasil frisou que planeja repetir neste ano o volume de vendas alcançado em 2014, incluindo a produção de até 180 mil carros para o mercado nacional. Na planta de Piracicaba, a multinacional sul-coreana produz modelos da família HB20.

“O ritmo de trabalho permanece em três turnos, de segunda à sexta-feira, sem horas extras. A Hyundai segue monitorando a economia nacional e o desempenho do mercado doméstico da automóveis para responder da melhor forma a eventuais oscilações”, informa o texto.

Apesar da crise, Mercedes mantém fábrica de carros em Iracemápolis (Foto: Graziela Félix/Prefeitura)
Apesar da crise, Mercedes-Benz mantém fábrica de
carros em Iracemápolis (Foto: Graziela Félix)

A Toyota informou que a crise não atinge a empresa em nenhuma das plantas. Em nota, a assessoria da empresa alegou que o número de veículos da marca comercializados subiu 11% no ano passado e chegou a 195,4 mil, enquanto que o mercado automobilísticos teve retração de 7%. “Cerca de 32% (63 mil unidades) correspondem ao Corolla, que é produzido pela Toyota em Indaiatuba, sem contar que esta quantia foi 17% superior ao número de  negociados em 2013”, diz texto. A empresa não comentou sobre novos turnos na planta.

Em nota, a Eaton confirmou que, após adoção de medidas como férias coletivas, o ajuste do quadro de funcionários foi necessário para adequar a estrutura aos volumes de vendas.

Mercado veículos
A indústria de veículos do Brasil terminou 2014 com a segunda queda anual consecutiva. De acordo com a federação dos concessionários (Fenabrave), foram emplacados 3.497.811 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no ano passado – um recuo de 7,15% em relação a 2013, que já havia encerrado um período de dez anos de altas.

Fonte: G1

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) espera uma queda de, no mínimo, 5% para o Produto Interno Bruto (PIB) do setor em 2015, afirmou o presidente da CBIC, José Carlos Martins. Os impactos da retração, diz Martins, já puderam ser sentidos no primeiro trimestre do ano, com as quedas no nível de emprego.

“No mês de janeiro, nunca havíamos registrado saldo negativo de contratações. Em 2015, foi a primeira vez”, destacou Martins em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. “No ano passado só não tivemos uma queda nas taxas de emprego do setor porque os primeiros meses do ano ainda foram positivos, o que conseguiu segurar o resultado consolidado.”

Segundo Martins, a queda de 2,6% no PIB da construção civil no ano passado não foi uma surpresa. Ele citou como causas para a retração os atrasos de pagamentos em obras públicas, o volume reduzido de PPPs e concessões, a desaceleração do mercado imobiliário e a descontinuidade dos projetos de mobilidade após o fim da Copa do Mundo.

O presidente do CBIC criticou ainda a falta de visibilidade do planejamento do governo e o ajuste fiscal que, segundo ele, reduz investimentos e aumenta impostos sem limitar os gastos públicos. “Nos preocupa muito mais o futuro do que o passado”, disse.

Fonte: Jornal do Comércio

A crise de confiança que se abateu sobre o Brasil com o baixo desempenho da economia, manobras fiscais do governo federal e a Operação Lava Jato derrubou a perspectiva de investimento do setor de construção civil nos próximos meses. Uma pesquisa feita pela consultoria GO Associados a pedido da Associação Paulista de Obras Públicas (Apeop) mostra que 43% das empresas do setor vão cortar investimentos nos próximos 12 meses e outras 43% vão se manter no patamar atual.

A decisão deve contribuir para uma queda de 5,1% no Produto Interno Bruto (PIB) do setor, que já havia recuado 5,6% no ano passado. Segundo o sócio da GO Associados, Gesner Oliveira, responsável pelo Boletim Trimestral da Apeop, vários fatores explicam esse mau humor entre as empresas.

De um lado, afirma ele, está o segmento do mercado imobiliário, que sofre com estoques elevados decorrentes da menor capacidade de pagamento dos brasileiros por causa da alta dos juros e queda na renda. Na outra ponta estão as empresas que dependem das obras públicas e, portanto, estão sofrendo o impacto do ajuste fiscal do governo federal.

Muitas obras executadas pelas empresas ainda não foram pagas pelo governo, afirma o diretor da Apeop, Carlos Eduardo Lima. Segundo ele, até meados de março, a conta de projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com pagamentos atrasados já somava R$ 5 bilhões.

No quadrimestre, a expectativa é de que os pagamentos feitos pelo governo recuem 23% em relação a 2014, completa Lima. Junta-se a isso os problemas de dezenas de empresas envolvidas na Operação Lava Jato que não têm conseguido tocar em dia as obras e, algumas delas, tem entrado em recuperação judicial.

Nesse cenário, a disposição das empresas do setor de investir despencou. Um dos reflexos imediatos é o aumento do desemprego. No ano passado, o saldo líquido de empregos no setor ficou negativo em 30 mil, segundo o Boletim Trimestral da Apeop. Para 27% das empresas pesquisadas, houve queda nas despesas com mão de obra nos últimos três meses.

“Há uma maior preocupação do empresário com a economia tanto no curto como no médio prazo”, diz Luciano Amadio, presidente da Apeop.

A atual edição do boletim da associação mostra, além da baixa disponibilidade de investimento, uma deterioração nas expectativas dos empresários em relação à economia. Para 88% das empresas, as expectativas pioraram ou pioraram muito para os próximos três meses.

Na avaliação de Gesner Oliveira, o poder público precisa reforçar os efeitos mitigadores para recuperar os investimentos. Segundo ele, uma das alternativas seria criar uma agenda positiva (com PPPs e concessões) capaz de acomodar as empresas médias do setor de construção. Hoje, essas empresas não conseguem entrar em concessões ou PPPs por uma série de fatores, como o tamanho do projeto, falta de garantias públicas de pagamento e formas de financiamentos.

Com a quebra de empresas tradicionais do setor de construção por causa da Lava Jato, o governo terá de criar alternativas se quiser colocar de pé um novo programa de concessões de projetos nas obras de infra estrutura.

“As empresas querem algumas respostas para entrar nesses programas, como que mecanismos o governo vai adotar para estimular a iniciativa privada, quais as formas de financiamento, como usar mais o mercado de capitais”, afirma Oliveira.

Fonte: Jornal do Comércio

Desempenho da indústria de transformação, que produz bens de consumo e máquinas, foi negativo no ano passado: menos 3,8%, segundo o IBGE.

A construção civil e a chamada indústria de transformação foram os setores da economia com os piores desempenhos no ano passado.

O desempenho da indústria de transformação, importante porque é aquela que produz bens de consumo e máquinas, foi negativo: menos 3,8% em 2014. É o setor da economia que tem os melhores empregos. Nossa indústria não conseguiu concorrer com os produtos importados, mais baratos porque o dólar estava baixo, e o investimento caiu.

“Não há clima de confiança para investimento. É uma coisa natural em qualquer parte do mundo. Investimento é acompanhado por confiança, estabilidade e visibilidade”, diz o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

A economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, prevê uma recuperação apenas em 2016. “Há um efeito muito significativo da Lava Jato, porque empresas como Petrobras e as empreiteiras certamente vão reduzir investimentos esse ano, vão consumir menos maquinas e equipamentos, então isso bate diretamente em indústria. Por isso que ainda vai ser um ano difícil para o setor”, avalia.

O ano também foi ruim para a construção civil. Ela encolheu em 2014. Construtoras que aumentaram muito seus investimentos lá atrás, quando as vendas iam bem, foram pegas no contrapé. Agora estão tendo dificuldades para se desfazer de seus estoques de imóveis novos.

Só em São Paulo estão encalhados 27 mil imóveis, quase 60% a mais que a média histórica. Muitos apartamentos foram devolvidos pelos compradores. E os imóveis agora estão sendo liquidados com grandes descontos. O presidente do Sindicato da Habitação vincula a recuperação econômica do setor, que caiu 2,6% em 2014, à melhora do cenário político.

“O investidor brasileiro hoje está num estado de letargia e esse talvez acho que seja um dos problemas maiores. Isso nós vamos resolver com a solução da crise política e a consequente solução do nosso problema econômico”, diz o presidente do Secovi, Claudio Bernardes.

Fonte: G1

Secretaria Nacional do Consumidor – SENACON – lançou, nesta semana, o Boletim Saúde e Segurança do Consumidor 2015. O documento traz informações de todos os recalls iniciados nos anos de 2013 e 2014, bem como breve análise das ações relativas à proteção da vida, saúde e segurança do consumidor. O Boletim também traz informações de monitoramento e investigações conduzidas pela Secretaria.

Em 2014, especificamente, houve 120 recalls, um aumento de 10,09% em relação a 2013, em que foram protocoladas 109 campanhas. A tendência de maior quantidade de campanhas de automotores permanece, representando 55,96% do total no ano passado.

Ao comparamos o número de produtos envolvidos em recalls, verifica-se que, apesar de 2014 ter um número maior de Campanhas, menos produtos foram inseridos ao compararmos com 2013. Ano passado, o setor de automóveis foi o responsável pelo maior número de produtos perigosos inseridos no mercado de consumo (1.632.442), seguido por bebidas (309.030) e eletroeletrônicos e computadores (208.797). Já em 2013, o setor que mais inseriu produtos perigosos foi o de brinquedos (5.646.283), seguido pelo setor de medicamentos (3.469.807) e pelo setor de bebidas (1.837.546).

Fonte: TERRA

São Paulo – O dólar fechou a última sessão de março em baixa, conduzido principalmente por fatores técnicos, apesar da agenda carregada de indicadores e eventos importantes.

No fim dos negócios nesta terça-feira, 31, o dólar à vista caiu 0,59%, a R$ 3,200. O volume de negócios totalizava US$ 2,737 bilhões por volta das 16h30.

No mercado futuro, o dólar para maio, o mais líquido, recuava 1,14%, a R$ 3,2205.

O dólar iniciou a sessão em alta, influenciado pelos dados negativos das contas do governo e pela pressão dos comprados em câmbio (investidores estrangeiros) e em swap cambial (bancos, fundos nacionais e players estrangeiros) na rolagem de contratos futuros.

Esses agentes defendiam a alta do dólar, a fim de maximizar o retorno financeiro na liquidação e nos ajustes de suas posições amanhã, com base na taxa ptax de hoje.

A demanda por dólar recebeu impulso também da expectativa pela audiência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no Senado.

Tesouro informou que o Governo Central registrou em fevereiro o pior resultado para o mês desde 1997, com um déficit de R$ 7,357 bilhões, maior que o piso do intervalo das estimativas. Já o setor público consolidado apresentou déficit primário de R$ 2,3 bilhões em fevereiro, marcando o pior resultado para o mês desde 2013, conforme dados do Banco Central.

Ainda pela manhã, o dólar inverteu o sinal e passou a cair, puxado pela pressão dos “vendidos” em câmbio (bancos e fundos de investimento) e dos agentes interessados em participar dos leilões de linha do BC (venda de dólares com compromisso de recompra), que estavam programados para a tarde.

Esses players buscavam reduzir o dólar para que, na determinação da ptax, a taxa também fosse mais baixa. Quando participassem dos leilões de linha, receberiam dólares em cotação menor, com compromisso de recompra, pelo BC, a uma taxa maior.

A disputa antes da formação da ptax acabou no centro das atenções dos agentes, enquanto o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, iniciava sua participação em um audiência no Senado, que se prolongou para depois do fim do pregão no balcão.

Para profissionais do mercado, as declarações do Levy foram positivas, mas não trouxeram nenhum fato novo.

O ministro da Fazenda disse durante a audiência que o diálogo com Estados e municípios é muito importante e continua defendendo que o ajuste é necessário para reverter a deterioração fiscal e das contas externas. “A presidente Dilma tem feito um trabalho incansável de explicar razões do governo”, afirmou.

“Se não fizermos ajuste, ainda existe risco de perder o grau de investimento. O custo será altíssimo para o governo, para as empresas e para o trabalhador”, declarou, entre outras considerações.

Durante os leilões de linhas, o dólar à vista chegou a oscilar brevemente em território positivo, em meio a especulações dos agentes sobre se o BC conseguiria colocar todo o volume de dólar ofertado.

Mas a demanda consistente na oferta, de acordo com operadores, fez com que moeda voltasse a cair.

Nos dois leilões de linha, foram ofertados até US$ 2,5 bilhões, mas a instituição não informa quanto foi emprestado ao mercado. Esse dado só será conhecido na quarta-feira seguinte à liquidação da venda, junto com a divulgação dos números do fluxo cambial.

Na primeira oferta, a taxa de corte foi de R$ 3,324480 e a taxa de venda da operação foi de R$ 3,2080000 (ptax de hoje). Na segunda oferta, a taxa de corte ficou em R$ 3,355420 e a taxa de venda foi a mesma ptax.

Fonte: EXAME

A água é essencial para que haja vida. A água é essencial para que haja vida. Ela está presente em cada célula do corpo humano e é necessária para a produção de alimentos e qualquer tipo de bem de consumo. Neste domingo (22) é comemorado o Dia MUndial da Água, para celebrar esta data, o CicloVivo separou uma lista com 17 curiosidades sobre este recurso que podem mudar a forma como você enxerga este recurso:

1. O corpo humano de um adulto possui até 65% de água em sua composição. Em um recém-nascido o número é ainda maior: 78%.

2. O planeta Terra também é conhecido como o Planeta Água. A justificativa para o nome deve-se ao fato de que 70,9% de sua superfície é coberta por água.

3. Apenas 3% da água do mundo é doce. Deste total, 70% está na forma de gelo ou no solo.

4. 12% da água doce do mundo está no Brasil. O país é privilegiado por seus aquíferos, que armazenam a água no solo.

5. O Aquífero Guarani é o maior do mundo. Ele se estende por uma área média de 1,2 milhão de km2 e reserva, aproximadamente, 45 mil quilômetros cúbicos de água.


6. Existe mais água na atmosfera do que em todos os rios do mundo juntos.

7. De acordo com a ONU, existem 783 milhões de pessoas no mundo que vivem sem água potável. Em 2025 esse número pode chegar a 1,8 bilhão.

8. Na América Latina são 36 milhões de pessoas sem acesso à água de boa qualidade.

9. Enquanto nos EUA as pessoas gastam, em média, 370 litros de água por dia, os africanos usam de sete a dezenove litros.

10. Por não terem acesso à estrutura de saneamento básico, mulheres e crianças na África Subsaariana perdem até seis horas do dia caminhando longas distâncias para encher baldes de água. Em apenas um dia, a soma dessas viagens cobriria a distância de ida e volta à Lua.


11. Em média, 2/3 da água do mundo é usada para a produção de alimentos, em especial à agricultura e pecuária.

12. Nos EUA, 26% da água usada nas residências é gasta apenas em descargas.

13. Uma torneira que goteja a cada segundo pode vazar três mil litros em um ano.

14. Em São Paulo, os vazamentos nas redes de distribuição geram desperdício de 980 bilhões de litros de água por ano, em média, 30% da água tratada no município. Em Nova York são perdidos 13 trilhões.

15. Para fazer uma calça jeans são necessários, aproximadamente, dez mil litros de água.


16. Para produzir um quilo de manteiga são necessários 18 mil litros de água e para um quilo de carne gasta-se 15.400 litros.

17. Um banho de 15 minutos, com o registro meio aberto, consome 135 litros de água. Uma mangueira aberta pelo mesmo tempo pode desperdiçar até 280 litros.

Diante destes fatos, é impossível não valorizar a água que chega até a sua casa. Faça sua parte, economize cada gota!

Fonte: Ciclo Vivo

Consumo de água nas últimas décadas cresceu duas vezes mais do que a população. Estimativa é que a demanda cresça ainda 55% até 2050

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostra que há no mundo água suficiente para suprir as necessidades de crescimento do consumo, “mas não sem uma mudança dramática no uso, gerenciamento e compartilhamento.”

Segundo o documento, a crise global de água é de governança, muito mais do que de disponibilidade do recurso, e um padrão de consumo mundial sustentável ainda está distante.

De acordo com a organização, nas últimas décadas, o consumo de água cresceu duas vezes mais do que a população e a estimativa é que a demanda cresça ainda 55% até 2050.

Mantendo os atuais padrões de consumo, em 2030, o mundo enfrentará um déficit no abastecimento de água de 40%.

Os dados estão no Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos 2015 – Água para um Mundo Sustentável.

O relatório atribui a vários fatores a possível falta de água, entre eles, a intensa urbanização, as práticas agrícolas inadequadas e a poluição, que prejudica a oferta de água limpa no mundo. A organização estima que 20% dos aquíferos estejam explorados acima de sua capacidade.

Os aquíferos, que concentram água no subterrâneo e abastecem nascentes e rios, são responsáveis atualmente por fornecer água potável à metade da população mundial e é de onde provêm 43% da água usada na irrigação.

Os desafios futuros serão muitos. O crescimento da população está estimado em 80 milhões de pessoas por ano, com estimativa de chegar a 9,1 bilhões em 2050, sendo 6,3 bilhões em áreas urbanas.

A agricultura deverá produzir 60% a mais no mundo e 100% a mais nos países em desenvolvimento até 2050. A demanda por água na indústria manufatureira deverá quadruplicar no período de 2000 a 2050.

Segundo a oficial de Ciências Naturais da Unesco na Itália, Angela Ortigara, integrante do Programa Mundial de Avaliação da Água (cuja sigla em inglês é WWAP) e que participou da elaboração do relatório, a intenção do documento é alertar os governos para que incentivem o consumo sustentável e evitem uma grave crise de abastecimento no futuro. “Uma das questões que os países já estão se esforçando para melhorar é a governança da água. É importante melhorar a transparência nas decisões e também tomar medidas de maneira integrada com os diferentes setores que utilizam a água. A população deve sentir que faz parte da solução.”

Cada país enfrenta uma situação específica. De maneira geral, a Unesco recomenda mudanças na administração pública, no investimento em infraestrutura e em educação. “Grande parte dos problemas que os países enfrentam, além de passar por governança e infraestrutura, passa por padrões de consumo, que só a longo prazo conseguiremos mudar, e a educação é a ferramenta para isso”, diz o coordenador de Ciências Naturais da Unesco no Brasil, Ary Mergulhão.

No Brasil, a preocupação com a falta de água ganhou destaque com a crise hídrica no Sudeste. Antes disso, o País já enfrentava problemas de abastecimento, por exemplo no Nordetste.

Ary Mergulhão diz que o Brasil tem reserva de água importante, mas deve investir em um diagnóstico para saber como está em termos de política de consumo, atenção à população e planejamento. “É um trabalho contínuo. Não quer dizer que o país que tem mais ou menos recursos pode relaxar. Todos têm que se preocupar com a situação.”

O relatório foi escrito pelo WWAP e produzido em colaboração com as 31 agências do sistema das Nações Unidas e 37 parceiros internacionais da ONU-Água.

A intenção é que a questão hídrica seja um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que vêm sendo discutidos desde 2013, seguindo orientação da Conferência Rio+20 e que deverão nortear as atividades de cooperação internacional nos próximos 15 anos.


Fonte: Portal Brasil

Apesar do Dia Internacional do Consumidor ser comemorado no dia 15 de março, a data no Brasil vem um pouco depois neste ano. Celebrado por grandes nomes do varejo virtual, o dia é comemorado nesta quarta-feira (18), com descontos nos maiores e-commerces do país e em produtos desejados.

Sete conselhos de segurança para ninguém descobrir a senha do seu Wi-Fi

No dia 18 de março deste ano também se celebra o segundo aniversário da regulamentação do e-commerce no Brasil. Na data, o principal objetivo das empresas é estimular o consumo no primeiro semestre do ano, quando as pessoas costumam gastar menos. Por isso, o dia é marcado por um grande número de ofertas e chega até a ser conhecido como “Black Friday” fora de época.

Aproveite o dia para comparar preços, buscar pro produtos que você desejada há muito tempo e aproveitar os descontos. Fique atento a questões de segurança e saiba como não ser enganado.

Tenha certeza que o site é seguro

Durante datas comemorativas, muitos e-commerces falsos ou pouco confiáveis enviam e-mails com ofertas ‘imperdíveis’ com o intuito de enganar o consumidor e roubar seus dados. Por isso, é importante checar a procedência do site antes de inserir qualquer informação.

Uma forma de fazer isso é verificar se o site possui ‘https’. Os sites confiáveis possuem um cadeado antes de seu endereço – isso significa que certificados de segurança protegem sua transação.

Cuidado com as suas senhas

É importante ter diferentes senhas para diferentes sites. Isso dificulta o trabalho do hacker e impede que ele tenha acesso a sua conta em mais de uma plataforma.

Não use redes públicas

Do mesmo modo que você está utilizando a rede pública sem passar por nenhuma triagem, um hacker também pode estar. Dessa forma, ele poderá “ver” o que você está fazendo e roubar seus dados.

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Tenha um bom antivírus

Apesar de simples, essa é uma dica muito importante. O antivírus funcionará como uma muralha, para impedir que malwares sejam instalados no seu computador e roubem suas informações.

Compare preços

Um dos sites mais conhecidos para comparar preços – e criador da data – é o Buscapé. Ele tem, também,aplicativos para AndroidiOS, o que facilita a busca de produtos em dispositivos móveis. Mas ele não é o único.

Google também tem o seu site para buscar os melhores preços: o Google Shopping Brasil. A ferramenta é simples e aparece junto com os resultados da página tradicional do buscador.

Para procurar não somente por produtos, mas também marcas, uma das melhores opções é o Bondfaro. Agora, se o mais importante é saber a qualidade do produto, vá ao Zoom – ele só mostra itens de empresas qualificadas e possui diferenciais como “Entenda antes de comprar”.

Além disso, o Cota Cota compara preços de produtos no Brasil e nos Estados Unidos, para saber se realmente vale a pena comprá-lo por aqui – especialmente com a alta do dólar. As opções são muitas, basta escolher a sua preferida e ir aproveitar as ofertas do dia do consumidor antes que ele acabe.

Fonte: G1

Parceria Sudam e Ifam, firmada no ano de 2013, resultou na preparação de cerca de 230 mulheres para o mercado de trabalho

O projeto “Mulheres na Construção Civil”, criado pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia  (Sudam), certificou 19 mulheres em Manaus (AM). A capacitação teve início em fevereiro e qualificou mulheres que se encontravam em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

A certificação aconteceu no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Manaus (Ifam/Campus Manaus – Centro) e contou com a participação do Diretor de Planejamento e Articulação de Políticas da Sudam, Armando Mendonça.

Desde 2013, a parceria firmada entre a Sudam e o Ifam já resultou na preparação de cerca de 230 mulheres para o mercado de trabalho. O curso de Pintura e Revestimento de Parede formou profissionais para um dos setores com maior índice de crescimento, a construção civil.

As profissionais certificadas neste curso têm a capacidade de realizar excelentes serviços de pintura seguindo as tendências de arquitetura e designer de interiores.

Fonte: Portal Brasil

Tecnologia limpa: conheça iniciativas que preservam o meio ambiente

Com a tecnologia cada vez mais desenvolvida, muitas vezes o meio ambiente acaba sendo prejudicado. Porém, diversas empresas têm entrado na onda de desenvolver produtos com tecnologia sustentável, para trazer melhorias e inovações aos usuários ao mesmo tempo que preserva o meio ambiente. Listamos sete tecnologias ecologicamente corretas que deram certo. Confira:

Descubra como os principais tipos de energia limpa são aplicados no Brasil

Impressora 3D

Impressora 3D ecologicamente correta usa material reciclável (Foto: Reprodução/3D Systems) (Foto: Impressora 3D ecologicamente correta usa material reciclável (Foto: Reprodução/3D Systems))
Impressora 3D ecologicamente correta usa material reciclável (Foto: Reprodução/3D Systems)

As impressoras 3D também entraram na onda de tecnologia sustentável e a 3D System, em parceria com a Coca-Cola e o popstar Will.i.am, lançou em 2014 um modelo com material reciclável. A EKOCYCLE Cube utilizou garrafas pet como matéria-prima e também apresenta características sustentáveis e econômicas para seus usuários.

Os cartuchos do dispositivo conseguem utilizar o equivalente a três garrafas pet para criar os mais variados acessórios, desde instrumentos musicais, até itens sofisticados de decoração. Ela produz objetos com resolução de até 70 mícrons usando apenas o conteúdo do cartucho. Ela conta ainda com tela touchscreen e sistema de nivelamento automático.

Cidade Inteligente

Fujisawa é cidade japonesa que usa tecnologia para poluir menos (Foto: Divulgação) (Foto: Fujisawa é cidade japonesa que usa tecnologia para poluir menos (Foto: Divulgação))
Fujisawa é cidade japonesa que usa tecnologia para poluir menos (Foto: Divulgação)

Já pensou se em vez de ter apenas uma casa com aparelhos ‘smart’, tivesse um cidade inteira com esse conceito? No Japão, a cidade inteligente já é realidade. Em dezembro de 2014 foi inaugurada no país a cidade de Fujisawa, planejada para gastar o mínimo possível dos recursos naturais, como a água, e economizar no consumo de combustíveis fósseis.

As casas de Fujisawa, cidade idealizada para não agredir o meio ambiente, são equipadas com painéis solares no teto para a captação de energia limpa, além da arquitetura, pensada com construções que favoreçam ventos e maior iluminação natural para diminuir o consumo de energia elétrica. O projeto teve aPanasonic como um de seus investidores e as casas custam cerca de 10% a mais do que outras em cidades próximas e “não smart”.

Chuveiro ‘Smart’

Smart chuveiro tem conjunto de sensores para controlar o seu consumo de água (Foto: Divulgação) (Foto: Smart chuveiro tem conjunto de sensores para controlar o seu consumo de água (Foto: Divulgação))
Smart chuveiro tem conjunto de sensores para controlar o seu consumo de água (Foto: Divulgação)

Já pensou transformar o seu banho em um jogo interativo e ainda ajudar a conservar o meio ambiente? É isso que Eva, o chuveiro inteligente, faz. Com ele, você economiza até 50% de água, e essa economia é possível devido a um sistema smart que só libera água quando é realmente necessário, de acordo com as estatísticas de consumo apresentadas por um aplicativo.

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Enquanto poupa, ele compara a quantidade de água que você gasta com a de outros usuários, transformando seu banho numa espécie de “competição sustentável”. Eva surgiu como um projeto no site de financiamento coletivo Indiegogo e bateu a sua meta inicial, arrecadando mais de U$ 50 mil (cerca de R$ 155.825,00).

Mastigação que gera energia

Protetor de orelha 'tech' transforma mastigação em fonte de energia (Foto: Reprodução/IOP Science) (Foto: Protetor de orelha 'tech' transforma mastigação em fonte de energia (Foto: Reprodução/IOP Science))
Protetor de orelha ‘tech’ transforma mastigação em fonte de energia (Foto: Reprodução/IOP Science)

Já pensou em produzir energia elétrica enquanto você simplesmente mastiga o seu almoço ou jantar? Devido à invenção de cientistas canadenses, isso agora é possível. Eles criaram um aparelho, parecido com um protetor de orelha, que transforma a força que fazemos enquanto mastigamos, em energia elétrica, tornando o ser humano em uma pequena fonte de energia limpa. Isso acontece porque o dispositivo é composto por fibras piezoeléctricas (PFC, na sigla em inglês), material capaz de converter movimento em eletricidade.

As fibras são colocadas em uma faixa posicionada abaixo do queixo, ou seja, conforme a boca se move, as fibras esticam e recebem um comando, transformando aquela força em energia. O ponto negativo, admitem os cientistas, é que, por enquanto, o que conseguiu ser gerado pelo dispositivo foi muito pouco, apenas 10 microwatts por minuto. Porém, já é um começo e uma nova forma de gerar energia a ser trabalhada e mais desenvolvida.

Árvore Artificial Solar

eTree (Foto: Reprodução/Digital Trends)
eTree coloca paineis solares em estrutura de árvore para alimentar parques e outros ambientes abertos (Foto: Reprodução/Digital Trends)

aTree, árvore artificial capaz de gerar energia elétrica, é mais uma tecnologia ecologicamente correta. O modelo, desenvolvido por um grupo de israelenses, tem “folhas” capazes de captar a luz solar através de receptores menores do que os geralmente encontrados em telhados. A árvore produz o suficiente para ser capaz de alimentar portas USB para smartphones, roteadores Wi-Fi e até mesmo sistema de refrigeração de água.

O objetivo do projeto é tornar a novidade popular em parques e outros ambientes ao ar livre, para que as pessoas tenham acesso à tecnologia em qualquer lugar, e, ainda, de uma forma ecologicamente correta e sustentável. A Sologic, desenvolvedora do projeto, ainda pretende criar uma espécie de chat entre os usuários das eTrees espalhadas por todo o mundo.

Jaqueta ‘tech’

Jaqueta da Tommy Hilfiger com painel solar (Divulgação/Tommy Hilfiger) (Foto: Jaqueta da Tommy Hilfiger com painel solar (Divulgação/Tommy Hilfiger))
Jaqueta da Tommy Hilfiger com painel solar (Divulgação/Tommy Hilfiger)

As roupas também podem servir como tecnologia ecologicamente sustentável, como é o caso da jaqueta desenvolvida pela marca Tommy Hilfiger. O modelo capta energia solar, podendo recarregar até dois smartphones ao mesmo tempo, além de outros gadgets. Ela possui cabos USB e também, recarrega com energia elétrica.

A jaqueta, criada em parceria com a fabricante Pvilion, possui pequenos painéis solares na parte traseira do casaco para melhor captar a luz. Esses painéis são destacáveis, flexíveis e resistentes à água. O modelo está disponível em duas versões, masculina e feminina, e alcançam uma carga de bateria de até 6.000 mAh.

Mouse e teclado

Mouse da Multilaser não tem fios e carrega com luz solar e artificial (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)
Mouse da Multilaser não tem fios e carrega com luz solar e artificial (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)

Multilaser e a Maxprint entraram na onda da tecnologia sustentável e lançaram, durante a Eletrolar, em setembro de 2014, um mouse e um teclado, respectivamente, carregáveis através de luz solar ou artificial. Isso funciona porque os dispositivos convertem a iluminação do ambiente em energia durante todo o dia, armazenando em suas baterias de lítio. Dessa forma, é possível utilizá-los mesmo quando não há luz no local.

Com carga total, o mouse aguenta até duas horas ininterruptas de uso em ambiente sem luz. Se você precisar de mais que isso, ele também possui um dispositivo de compartilhamento de pilha. Já o teclado, após carregado por cerca de duas horas na luz solar, dura até três meses de uso sem qualquer acesso à luz.

Fonte: G1

CPFL prevê que consumo de energia em 2015 deve encolher entre 3% e 5%

O presidente da CPLF Energia, Wilson Ferreira Jr., acredita que o consumo de energia deve apresentar retração de 3% a 5% em 2015, na comparação com o ano passado. O número, segundo o executivo, considera as indicações de desaceleração da atividade econômica e uma eventual redução do consumo motivada por campanhas de conscientização do governo federal e das distribuidoras. Caso o consumo caia 5%, o risco de haver um racionamento de energia ficaria afastado, na visão de Ferreira.

“Vemos que o PIB caminha para operar abaixo de zero. No cenário macroeconômico que a gente está, vemos uma queda de 3%. E com o resultado que os consumidores vierem a fazer, virá superior a 3%, podendo chegar a 5%”, afirmou Ferreira, em coletiva de imprensa realizada durante a realização do Seminário Internacional “A Energia na Cidade do Futuro – Visão 2030”, organizado pela companhia.

A queda do consumo, com uma recuperação dos níveis dos reservatórios até o final do período chuvoso, em abril, seria suficiente para evitar um racionamento. Nesse caso, destaca Ferreira, o nível dos reservatórios no País precisaria chegar a um patamar entre 35% e 40% da capacidade de armazenamento.

Ferreira destaca que o problema enfrentado pelo País neste momento é ocasionado pela falta de chuvas. Como a base elétrica brasileira é hidráulica, somente a volta das chuvas poderia amenizar o atual cenário de crise hídrica.

Questionado se um racionamento poderia amenizar os problemas do setor, já que poderia permitir uma recuperação mais consistente do volume de água nos reservatórios, Ferreira foi taxativo na resposta: “O racionamento é a pior coisa que pode acontecer. Você poupa reservatórios se precisa poupar. Em 2001 não tínhamos alternativa, mas neste momento estamos reduzindo a demanda e estamos adicionando fontes”, disse o executivo, relembrando o problema enfrentado pelo Brasil no início da década passada, quando a falta de chuvas e a inexistência de uma capacidade térmica excedente impediram um ajuste entre oferta e demanda.

Neste momento, pondera Ferreira, a situação é diferente. “Estamos entregando a usina de Santo Antônio e Jirau e projetos eólicos. Neste momento estamos crescendo a oferta e vemos uma ligeira redução da demanda”, disse. Com isso, complementa o executivo, a situação do sistema elétrico nacional poderia chegar ao final de 2015 em condições semelhantes àquelas vistas no final do ano passado. E, com a aproximação de uma nova temporada de chuvas, as chances de recuperação no nível dos reservatórios também seriam maiores.

Fonte: EM

Falta de chuvas encareceu tarifas de energia em torno de 8% em 2015. Na inflação, crise hídrica já responde por impacto de 0,25 ponto percentual.

A falta de chuvas não só deixou a conta de luz mais cara em 2015, como também ganhou mais peso no cálculo da inflação. Sozinha, a crise da água já encareceu a energia elétrica nas residências em torno de 8% entre janeiro e fevereiro, estima o professor de economia da USP, Heron do Carmo.

O cálculo leva em conta as tarifas da bandeira vermelha, que elevaram as contas de luz em R$ 3 por quilowatt-hora (kwh) até fevereiro. O sistema foi adotado em janeiro para cobrir o alto custo das termelétricas, acionadas para evitar o risco de um apagão, devido ao baixo nível dos reservatórios.

“Sem a estiagem, não seria necessário operar com a tarifa extra. A conta de luz teria subido menos”, explica Carmo. O cálculo considerou a tarifa residencial da Eletropaulo em vigor atualmente, de R$ 37,18 por 100 kwh.

Em março, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reajustou o aumento na bandeira vermelha de R$ 3 para R$ 5,50 a cada 100 kwh. Esse novo aumento deve deixar a alta na conta ainda mais evidente.

Para o presidente do instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, esse novo reajuste vai encarecer as contas de luz em cerca de R$ 8,80 por mês, considerando-se um consumo médio de energia por brasileiro de 160 kwh.

“Apenas isso deve elevar as contas de luz na ordem de 15%”, estima Salles. “E todos os indicadores apontam para a necessidade de o consumidor conviver com essa nova tarifa até o fim do ano”, acredita.

Apesar da alta significativa, pode parte do aumento nos preços da energia deve-se a “imperfeições no modelo utilizado no planejamento e operação do sistema elétrico”, acredita Salles.

Segundo o Banco Central, os preços da energia elétrica devem subir 38,3% em 2015. Já em março, a revisão extraordinária das tarifas aprovada pela Aneel fez as contas subirem, em média, 23,4%.

Tarifas de luz (Foto: Arte/G1)

Crise hídrica eleva o IPCA
Os custos da seca na energia elétrica também aparecem no cálculo da inflação em 2015. De acordo com Carmo, da USP, a falta de chuvas já eleva o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 0,25 ponto percentual desde o começo do ano.

“Se a inflação subir 8% em 2015, pode-se dizer que ela teria sido de 7,75% se a crise da água não existisse”, explica o professor. “Este impacto sobre o IPCA não é desprezível”, considera.

Inflação da água em São Paulo
Apesar da escassez de chuva, as tarifas da água encanada na capital paulista caíram 15% em 2014, segundo o indicador IPC-Fipe. Para Carmo, da USP, essa redução pode ser atribuída aos descontos de 30% pela economia na conta de luz, concedidos pela Sabesp desde o ano passado.

Em contrapartida, os preços da água nas residências subiram 5,49% entre janeiro e fevereiro. No último mês, a Sabesp começou cobrar multas de entre 40% e 100% ao consumidor  que excedeu a média do consumo, no comparativo entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014.

Já a água engarrafada, vendida no varejo paulistano, ficou 14,6% mais cara em 2014, e acumula alta de 2,88% somente no primeiro bimestre de 2015, ainda segundo o IPC-Fipe. A água mineral em São Paulo subiu mais que o IPCA, que acumula alta de 2,86% nos dois primeiros meses do ano.

Custo energético da falta de água
Devido à falta de chuvas e à queda no nível dos reservatórios, as usinas termelétricas passaram a ser acionadas desde o fim de 2012 para evitar a falta de fornecimento de energia no país. “O alto custo dessas usinas é repassado ao consumidor pelas tarifas”, explica Salles, do Acende Brasil.

As termelétricas usam o calor gerado pela queima de combustíveis para gerar energia, o que encarece os custos e também demanda alto consumo de água. Nos EUA, por exemplo, essas usinas são responsáveis por cerca de metade do consumo de água no país.

De acordo com um relatório da ONU de 2014 sobre a relação entre água e energia, cerca de 90% da geração de eletricidade no planeta depende de água. A disponibilidade deste recurso deve ser crucial até 2035, período em que a demanda por energia deve aumentar em 70%, segundo o documento.

Estiagens podem ameaçar a capacidade de gerar energia hidrelétrica em muitos países, podendo restringir a expansão do setor de energia em muitas economias emergentes”, como é o caso do Brasil, diz o relatório.

Fonte: G1

Um terço das 645 cidades paulistas registrou em apenas dois meses de 2015 mais casos de dengue do que em todo o ano passado, revela levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com base em dados da Secretaria Estadual da Saúde. A lista dos 218 municípios nessa condição é composta principalmente por cidades do noroeste do Estado e do entorno de Campinas e de Sorocaba, áreas mais afetadas pela doença.

As estatísticas mostram ainda que 118 cidades paulistas já vivem uma epidemia, com taxa de incidência superior a 300 casos por 100 mil habitantes. E em dezenas desses municípios o índice de crescimento do número de casos e da taxa de incidência entre o ano passado e o primeiro bimestre deste ano é maior que 1.000%.

Desde janeiro, o Estado de São Paulo confirmou a contaminação de 56.959 pessoas. Contando os casos que ainda estão em investigação, o número chega a 123.738 registros, 692% a mais do que o número notificado no mesmo período de 2014. Com a alta, São Paulo já responde por 55% dos casos suspeitos de dengue registrados no País.

O maior aumento porcentual tanto no número de casos quanto na taxa de incidência é observado no município de Salto de Pirapora, na região de Sorocaba. Em todo o ano passado, a cidade teve apenas dois casos de dengue. Entre janeiro e fevereiro deste ano, os registros já chegam a 559. A taxa de incidência passou de 4,8 para 1.322 casos por 100 mil habitantes, alta equivalente a 27.555%.

Morador da cidade, o empresário Romeu Cardoso Resende, de 55 anos, contou que a dengue o derrubou. “Já faz duas semanas que estou com essa praga e não consigo me aprumar. Perdi peso, estou fraco, sem ânimo.”

O publicitário Hélio Ortega Júnior, que trabalha na prefeitura, relatou que servidores tiveram de se afastar depois de contrair dengue. A administração municipal ampliou o horário de atendimento dos postos de saúde para dar conta da demanda.

Caos

Considerando as cidades mais populosas, a pior situação é a de Sorocaba, onde a taxa de incidência cresceu 1.703%. Em unidades de saúde públicas do município, a demanda é tanta que pacientes estão esperando atendimento deitados no chão. “Estou com fraqueza, tenho vontade de ficar só deitado, mas não tem lugar nem para sentar”, disse o auxiliar administrativo Marcelo Borges, que procurou ontem a Unidade Pré-Hospitalar (UPH) da zona leste.

O ajudante Getúlio Gabriel da Silva também resolveu esperar deitado. “Estou na fila há quatro horas e só consegui passar pela triagem.” Em sua casa, na Vila Hortência, a dengue pegou a mulher e os dois filhos.

Entre as mais de 200 pessoas que esperavam pela triagem na unidade, na tarde de terça-feira, 17, muitas passavam mal. A fila avançava para o lado de fora da unidade. O pedreiro Sandro Lopes, com a mulher Edna chorando de dor, desistiu de esperar. “Tem gente esperando há cinco horas. Nessa situação, melhor ficar em casa.” Morador da Vila Nova Esperança, ele ainda teria de passar em outra unidade para buscar a filha, também com dengue. “O bairro todo está infestado”, disse.

Em todo o Estado, já são pelo menos 35 mortes por dengue confirmadas. Anteontem, a Secretaria da Saúde de Campinas confirmou o primeiro óbito pela doença no ano.

Para o infectologista Jean Gorinchtey, do Instituto Emílio Ribas, o longo período de estiagem vivido pelo Estado desde o ano passado colabora para o quadro epidêmico. “Os ovos do mosquito Aedes aegypti sobrevivem em ambiente seco por mais de um ano. Eles foram sendo colocados pela fêmea durante o ano passado e, quando a chuva finalmente chegou, começou a aparecer uma quantidade enorme de mosquitos.”

A Secretaria Estadual da Saúde disse que tem 500 técnicos atuando em parceria com os municípios no combate ao Aedes. A pasta afirma estar dando prioridade a cidades com alta incidência de casos com o envio de equipes e máquinas para combater o vetor da dengue.

Fonte: Diário do Grande ABC

Todas as aplicações financeiras, inclusive isentas, devem ser informadas. Ganhos na bolsa acima de R$ 20 mil são tributados em 15%.

Todas as aplicações financeiras e contas bancárias em posse do contribuinte devem ser informadas na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2015 (ano base 2014), inclusive as isentas – aquelas que não são tributadas pela Receita.

Os investimentos devem ser declarados a partir dos informes de rendimentos financeiros fornecidos pelas instituições, explica o advogado tributarista do escritório Choaib Paiva e Justo Advogados Associados, Samir Chaiob.

“É importante não confundir o extrato bancário de dezembro com o informe de rendimentos financeiros, que é o documento próprio para fins de Imposto de Renda. Os saldos apresentados nos informes de rendimentos devem ser transcritos para a declaração”, orienta.

Aplicações que retêm o Imposto de Renda na fonte – como Tesouro Direto, fundos de renda fixa e CDBs (Certificados de Depósito Interbancário) – precisam ser informadas na ficha Rendimentos Sujeitos a Tributação Exclusiva/Definitiva.

O ícone ao lado da linha 6 (Rendimentos de Aplicações Financeiras) permite acrescentar diferentes tipos de investimentos, com seus valores correspondentes, pelo botão “Novo”.

Quem investe em ações deve informar o lucro obtido no demonstrativo Renda Variável, caso os ganhos tenham ultrapassado R$ 20 mil, preenchendo a diferença entre o custo de compra e venda dos papéis. A alíquota cobrada em renda variável é de 15%.

Gastos com taxas e corretagem podem ser somados ao custo de aquisição, reduzindo o valor do ganho de capital. Operações day trade (compra e venda feitas no mesmo dia) também devem ser informadas na mesma ficha.

Se o contribuinte teve perda de capital (prejuízo) com ações, a quantia também deve ser informada como resultado negativo no demonstrativo de Renda Variável, acrescentando um sinal de menos antes do valor. Se a perda de um mês foi compensada com ganhos líquidos no mês seguinte, deve-se descontar o valor perdido e considerar o resultado consolidado ao longo de todo o ano.

Para investimentos não financeiros, como a aquisição de um imóvel ou obra de arte, por exemplo, o contribuinte deverá declará-los a partir dos instrumentos de aquisição, pelos respectivos valores de aquisição; não deve ser declarado o valor de mercado do bem em 31.12.2014, acrescenta Chaiob.

INVESTIMENTO ONDE INFORMAR
Ações (ganho acima de R$ 20 mil) Demonstrativo de Renda Variável
Tesouro Direto Rendimentos Sujeitos a Tributação Exclusiva/Definitiva
Fundos de investimento Rendimentos Sujeitos a Tributação Exclusiva/Definitiva
CDBs Rendimentos Sujeitos a Tributação Exclusiva/Definitiva
Previdência privada (PGBL) Pagamentos Efetuados, código36 (Previdência Complementar)
Previdência privada (VGBL) Bens e Direitos, código 97
LCI e LCA Rendimntos Isentos e Não Tributáveis
Poupança RendimentosIsentos e Não Tributáveis
Ações (ganhos at[e R$ 20 mil) RendimentosIsentos e Não Tributáveis

Fonte: G1

Percepção é positiva em relação a finanças pessoais e pessimista com país. 93% acreditam que crise hídrica tem gerado despesas adicionais.

Na avaliação de consumidores, os “vilões” da alta dos preços nos primeiros meses do ano foram combustíveis, com 24% das opiniões, alimentação (23%) e energia elétrica (18%), segundo pesquisa divulgada pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

Outros reajustes que pesaram no orçamento foram impostos (11%), moradia, aluguel e condomínio (7%), transportes e conduções (5%), educação (4%), água (3%), telefonia (2%).

Apesar desses aumentos, a maioria dos pesquisados (57%) acredita que a situação de suas finanças pessoais está igual ou melhor que no ano passado, enquanto 43% acham que o quadro de suas finanças piorou nos primeiros meses de 2015. Essa percepção é de todas as classes de renda: na A/B, 63% consideram que a sua situação financeira está igual ou melhor este ano, percentagem que foi de 56% tanto na classe C quanto na D/E.

Já em relação à economia brasileira, o sentimento do consumidor é bem mais pessimista: 83% do total considera que o cenário econômico piorou nos primeiros meses deste ano. A piora foi mais sentida nas classes C e D/E, ambas com 85% do total dos respondentes, em comparação aos 78% da classe A/B.

Crise hídrica
De acordo com o levantamento, 93% dos consumidores acreditam que a crise no abastecimento de água em alguns estados afeta a economia do país e tem gerado despesas adicionais no orçamento. A percepção é maior na região Sudeste, com 95% das menções, contra 88% no Nordeste. Na comparação entre as classes sociais, 96% dos consumidores das classes A e B acreditam que a crise de abastecimento interfere na economia.

Segundo a pesquisa, 83% dos consumidores tiveram despesas extras no orçamento doméstico para administrar a crise de água e energia elétrica.

O levantamento foi realizado com 1.477 consumidores entre os dias 6 e 23 de fevereiro.

Fonte: G1

A maior alíquota, de 54,73%, é encontrada nos vinhos. Imposto chega a 43,78% para bacalhau e a 38,68% para colomba pascal.

Os produtos mais consumidos pelas famílias na Páscoa chegam a ter mais de 50% de imposto, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). A maior alíquota, de 54,73%, é encontrada nos vinhos.

Os impostos também são pesados para o bacalhau, com 43,78%, e para a colomba pascal, com 38,68%. Nos ovos de Páscoa, os impostos alcançam 38,53%.

“Se a família optar por se reunir em um restaurante no próximo dia 5 de abril, 32,31% do valor total da conta paga será revertido em tributos sobre os serviços do estabelecimento”, aponta o IBPT.

Veja a carga tributária de alguns dos principais itens consumidos na Páscoa:

Vinho: 54,73%
Refrigerante (lata): 46,47%
Refrigerante garrafa: 44,55%
Bacalhau importado: 43,78%
Colomba pascal: 38,68%
Chocolate: 38,60%
Ovo de Páscoa: 38,53%
Bombons: 37,61%
Cartão de Páscoa: 37,48%
Peixes: 34,48%
Almoço em restaurante: 32,31%
Coelho de pelúcia: 29,92%

Fonte: G1

Seminário acontece dia 26 de março, no Rio Grande do Sul.

O prefeito de Itu, Antonio Tuíze, participa no dia 26 de março de um seminário sobre Alternativas para Gestão de Resíduos Sólidos, no município de Canela, no Rio Grande do Sul. O seminário reunirá representantes dos poderes públicos federal, estadual e municipal, acadêmicos e empresários.

O modelo de coleta, transporte e tratamento dos resíduos sólidos implantado em Itu será tema de uma mesa temática, onde serão expostos, entre outros assuntos, a frota de caminhões movidos por biodiesel e os equipamentos de limpeza urbana de última geração trazidos para o município, como as mini varredeiras mecânicas e a máquina capaz de limpar gomas de mascar grudadas no chão.

Reconhecimento

A política de resíduos sólidos desenvolvida em Itu vem obtendo constante destaque não só no Brasil, como também fora dele. Em 2011, o assunto foi destaque no México durante o Fórum Internacional, denominado “PPPAméricas”, evento coordenado e patrocinado pelo BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Além disso, a eficácia do sistema também foi tema de reportagem no Jornal Nacional em abril de 2012, na Revista Exame, em agosto de 2013 e no jornal O Estado de S. Paulo, em maio de 2014.

Fonte: ITU

De acordo com Rede, realidade é diferente da prometida pela campanha da presidente, mas ainda não é suficiente para pedir impeachment de Dilma Rousseff
Em nota divulgada nesta quarta-feira (11/3), a Rede Sustentabilidade declarou que este ainda não é o momento de se pedir o impeachment e romper com “os processos democráticos conquistados a duras penas pela sociedade”.
De acordo com a Rede, é perceptível que a realidade é oposta àquilo apresentado durante a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT). A mobilização contra a presidente, o governo e políticos e partidos identificados pela população como os responsáveis pela crise seria legítima, mas não suficiente para justificar um pedido de impeachment da presidente.
Segundo a nota, a população deve cobrar as promessas de campanha e ter como foco “derrotar a política econômica, social e ambiental do governo federal, barrar os retrocessos promovidos pelo Congresso Nacional e exigir a imediata, isenta e exemplar apuração da corrupção que envolve a Petrobras”.
A Rede Sustentabilidade também se posicionou contra as manifestações a favor da intervenção militar através do uso de qualquer exército, fardado ou não e pediu que o país adote uma agenda contra a corrupção, com investigações sem interferências políticas, e de resgate à Petrobras.

Confira a nota na íntegra:

Os graves problemas do país só podem ser resolvidos com mais democracia

Nesses primeiros meses de governo Dilma, aprofunda-se a grave tensão na sociedade que, de forma mais ampla, percebe que a realidade se contrapõe radicalmente ao mundo da fantasia criado pelo marketing selvagem da candidatura oficial. A estagnação econômica, o aumento de preços e tarifas, a subtração de benefícios sociais fundamentais nesse momento de crise e escândalos de corrupção como os da Petrobras fazem com que o descontentamento da sociedade com o governo recém-empossado chegue a níveis alarmantes.

Assim, cresce a mobilização legítima contra a presidente, seu governo e os políticos e partidos identificados pela população como responsáveis pela crise atual. Nesse cenário, alguns segmentos da sociedade e legendas têm proposto o impeachment. No entanto, o impeachment é um instrumento fundamental para a garantia dos direitos democráticos, mas apenas quando está em jogo a existência da União; o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos poderes constitucionais das unidades da Federação; o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; a segurança interna do país; a probidade na administração; a lei orçamentária; o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

Nesse momento em que as investigações sobre denúncias de corrupção na Petrobras envolvendo empreiteiras, políticos e partidos políticos estão em andamento, as situações previstas na Constituição para deflagrar o impeachment ainda não estão caracterizadas. Se legitimamente cresce o sentimento popular de indignação e revolta com o governo Dilma e a exigência de mudanças, não significa que devemos romper com os processos democráticos conquistados a duras penas pela sociedade.

De fato, agora e sempre, a sociedade precisa exigir que as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público prossigam sem interferências políticas e sem o uso de acordos de leniência que geram suspeitas e desviam o foco das investigações. Para isso, todos os citados como participantes de processos de corrupção precisam se afastar de suas funções públicas, no Executivo e no Congresso, para que as investigações sejam protegidas de tráfico de influência. Deve exigir, sobretudo, que a presidente Dilma cumpra suas promessas de campanha e não retire conquistas econômicas e sociais da população, particularmente dos mais pobres e que os retrocessos ambientais e democráticos patrocinados pelo governo e pelo Congresso Nacional sejam estancados.

A Rede Sustentabilidade entende que a mentira pregada na campanha, os grosseiros erros de gestão, o recrudescimento da inflação e do desemprego não constituem justificativa legal para o pedido de impeachment da presidente Dilma, por mais que sejam danosos ao país. Nesse sentido, consideramos que, no atual momento, as mobilizações da sociedade devem ter como foco derrotar a política econômica, social e ambiental do governo federal, barrar os retrocessos promovidos pelo Congresso Nacional e exigir a imediata, isenta e exemplar apuração da corrupção que envolve a Petrobras, um dos maiores patrimônios do povo brasileiro que não pode ficar refém do saque político promovido há anos nem de especuladores internacionais, que aproveitam-se de sua vulnerabilidade para objetivos pouco claros.

E mais – discordamos e não apoiamos as tentativas, mesmo que minoritárias, de buscar “solução” para crise através do rompimento da democracia e de intervenção militar, através do uso de qualquer exército, seja fardado ou não. A Rede Sustentabilidade repudia veementemente qualquer aventura institucional perniciosa.

No documento “Uma Agenda Democrática e Sustentável para o País”, que a Rede divulgou em dezembro passado, sinalizamos parte do que está em curso, nos seguintes termos:

Nos próximos quatros anos, a sociedade deverá reafirmar a necessidade de mudanças sociais, econômicas e políticas de caráter democrático contra a tendência conservadora previsível para o segundo governo Dilma, que tende a aprofundar seu modelo desenvolvimentista insustentável, misturando políticas econômicas liberais com estilo populista-autoritário e o vago chamamento a uma participação popular que, na prática, se transforma em tentativa de mais controle do grupo governante sobre o Estado e a sociedade.

Por outro lado, a democracia também precisa ser reclamada para garantir a manifestação pacífica da sociedade, que tem o direito de exigir do Poder Público providências frente aos graves problemas que se avolumam e comprometem a manutenção dos avanços econômicos e sociais alcançados nas últimas décadas.

A sociedade precisa exigir que os retrocessos como o da agenda socioambiental, que perdura há quatro anos seja revertido, no executivo e no Congresso Nacional. As conquistas sociais estão sendo crescentemente ameaçadas e a sociedade precisa reivindicar sua manutenção, ampliação e transformação em políticas públicas de estado, rompendo com qualquer chantagem assistencialista dos governos. Os sinais de retrocesso também podem ser vistos também na agenda da saúde, da mobilidade urbana, do saneamento e dos resíduos sólidos e de inúmeros outros serviços públicos que já são precários e podem se degradar ainda mais frente à inação do Poder Público.

A mobilização cidadã é a única forma de verdadeiramente transformar a sociedade, mas sempre dentro da perspectiva da legalidade e da democracia. A Rede manifesta a necessidade de uma agenda estratégica para o país, que só pode se materializar com mais democracia, e não menos uma agenda estratégica que comece pelo combate à corrupção, por investigações sem interferência política, como já foi colocado, e pelo resgate da Petrobras.

Por mais democracia e não menos!

Executiva Nacional
Rede Sustentabilidade


Fonte: ZH Notícias

Negociação aponta para diminuição no custo futuro, afirmou o ministro Eduardo Braga

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse nesta segunda-feira que o governo está negociando com os bancos uma revisão nos contratos de financiamento do setor elétrico. Segundo ele, com isso seria possível reduzir o valor da conta de luz.

— Nós estamos no aguardo da conclusão da negociação com o setor financeiro, com os bancos que financiaram o setor elétrico em 2014 — disse sobre as conversas que estão sendo conduzidas pelo Ministério da Fazenda e devem se encerrar no final do mês.

— A conclusão dessa negociação, que deverá implicar em melhorias das condições desse contrato, aponta efetivamente para uma redução no custo futuro — acrescentou Braga sobre a possibilidade de que as tarifas sejam revistas.

O ministro participou do 11º Congresso Brasileiro da Indústria da Construção, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ele comentou ainda o atual cenário político do país. Para Braga, a crise política está atrasando as ações do Poder Público.

— A crise política retarda tudo no país. Eu acho que o Brasil precisa, nesse momento, encontrar suas respostas políticas para que a gente possa avançar sobre as questões centrais do povo brasileiro — declarou.

Braga defendeu a solidez da Petrobras e disse que a retomada da confiança dos investidores depende de uma gestão cada vez mais transparente na empresa.

— Uma empresa que tem o volume de óleo e gás descoberto e assegurado, um plano investimento ousado e arrojado, como a Petrobras tem, precisa ter gestão, compliance [lisura] e uma transparência intensa — disse o ministro.

Fonte: ZH Notícias

O governo põe no ar hoje  uma campanha de rádio, TV e internet para incentivar o uso consciente de energia elétrica. O objetivo das peças publicitárias é conscientizar a sociedade para evitar desperdícios e usar de forma adequada os aparelhos elétricos que mais consomem energia, como chuveiro elétrico, ar-condicionado, geladeira e ferro de passar.

De acordo com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, a campanha trará exemplos de benefícios individuais e coletivos do consumo consciente e vai mostrar formas de gerenciar melhor o uso da eletricidade no dia a dia.

Com o tema Uso Consciente de Energia – Use o Bom Senso, a campanha será veiculada até o dia 31 deste mês. O custo é estimado em R$ 12 milhões.

No início do mês, a Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) lançaram campanha para incentivar o consumo consciente de energia no país, com dicas para economizar e informações sobre o sistema de bandeiras tarifárias, que permite a cobrança mensal de um adicional pelo uso de energia de termelétricas.

Em janeiro, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o governo também deverá promover campanhas de uso racional da água.

Fonte: EBC

O saldo entre demissões e contratações ficou negativo em 11,4 mil trabalhadores com carteira assinada

O nível de emprego na construção brasileira caiu 0,34% em janeiro de 2015, na comparação com dezembro de 2014. Ao final de janeiro o número de trabalhadores do setor somava 3,307 milhões. Na comparação com janeiro do ano passado houve queda de 6,14%, com redução de 216 mil empregos. Os dados estão na pesquisa feita pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na avaliação do presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, a tendência de queda no emprego da construção civil é decorrente da queda no nível de investimentos do país. “O governo precisa reverter esse quadro urgentemente, adotando medidas que estimulem a atividade econômica e evitem uma recessão mais generalizada. Nesse sentido, o Executivo deveria rever o projeto de lei que, na prática, acabará com a desoneração da folha de pagamentos da construção e de outros setores”, disse.

Segundo os dados, todas as regiões do país tiveram resultado negativo, com exceção da Região Sul, que registrou alta de 1,19%, com 5,719 mil novos postos de emprego. No Norte foram 3,559 mil postos de trabalho a menos (-1,69%); no Nordeste foram 11,288 mil vagas a menos (-1,56%); no Sudeste foram menos 985 trabalhadores empregados (-0,06%); o Centro-Oeste perdeu 1,284 mil postos de trabalho (-0,51%).

Fonte: O POVO

O Núcleo de Capacitação em Políticas Públicas da Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO) está oferecendo quatro novos cursos sobre agricultura familiar, febre aftosa, riscos agroclimáticos e praguicidas.

Os três primeiros são gratuitos e sem limite de vagas. Já o curso sobre praguicidas é gratuito apenas para oficiais de registro de praguicidas, técnicos e profissionais das administrações dos países membros da Comunidade Andina (Bolívia, Colômbia, Equador e Peru).

Os cursos estão abertos até o dia 31 de julho e os interessados podem se inscrever aqui. Saiba mais sobre cada um deles:

http://goo.gl/UkY8KK

– Agricultura familiar na América Latina e no Caribe, setor chave para a segurança alimentar.

Este curso tem como objetivo sensibilizar e fornecer conhecimento e informação sobre a agricultura familiar, proporcionando aplicação teórica e prática de políticas públicas relacionadas à agricultura familiar e erradicação da fome.

Vagas: Ilimitadas. Duração: 80 horas.

– Febre Aftosa: Alertas de saúde e emergências sanitárias

Curso fornece medidas conceituais e sanitárias destinadas a prevenção, controle e erradicação, com ênfase nos procedimentos e medidas a serem aplicadas contra um surto de febre aftosa em diferentes ecossistemas epidemiológicos.

Vagas: Ilimitadas. Duração: 20 horas.

– Gestão de riscos climáticos na América Latina

Este curso fornece uma visão geral dos riscos associados à variabilidade e mudanças climáticas na agricultura e na segurança alimentar na América Latina. Permite obter uma visão geral dos principais riscos enfrentados pela agricultura na região, e exemplos de como combater e reduzir o seu impacto.

Vagas: Ilimitadas. Duração: 30 horas.

– Registro de pesticidas químicos para uso agrícola

Este curso ensina técnicas e métodos para a gestão integrada e registro de agrotóxicos de uso agrícola para contribuir para o desenvolvimento da agricultura sustentável.

Vagas: 200. Duração: 40 horas

Fonte: Ciclo Vivo

SÃO PAULO (Reuters) – A carga de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional caiu 2,8 por cento em fevereiro sobre o mesmo mês um ano antes, pressionada por recuo de 4,4 por cento na demanda das regiões Sudeste e Centro-Oeste, informou o Operador Nacional do Sistema (ONS), nesta segunda-feira.

Segundo o órgão, a redução da carga do SIN na comparação anual ocorreu diante da ocorrência do Carnaval em fevereiro deste ano e temperaturas mais amenas sobre um ano antes. Na comparação com janeiro houve também queda, de 2,5 por cento.

Excluindo efeito de calendário e da variação de temperatura, a carga de energia elétrica em fevereiro teve recuo de 0,5 por cento sobre um ano antes, com recuo de 2,1 por cento nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

“O comportamento da carga do subsistema Sudeste/Centro-Oeste vem sendo influenciado pelo modesto desempenho da indústria”, afirmou o ONS em boletim.

Os recuos de carga verificada e ajustada em ambas as comparações foram os primeiros registrados em mais de um ano, segundo dados do ONS, e ocorreram em um mês em que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajuste médio de 23 por cento nas tarifas de eletricidade do país.

Na sexta-feira, relatório do ONS reduziu estimativa de crescimento de consumo de carga no SIN em março de 3 para 2,9 por cento.

Fonte: Reuters Brasil

Analistas dos bancos passam a prever maior alta da inflação em 12 anos. Estimativa do mercado para o PIB de 2015 caiu de -0,58% para -0,66%.

O mercado financeiro estima um encolhimento maior do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e um crescimento mais intenso da inflação, segundo o relatório de mercado do Banco Central, fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. Os números do levantamento foram coletados na semana passada e divulgados nesta segunda-feira (9) pelo BC.

Para o PIB, a previsão de retração passou de 0,58% para 0,66% – o que, se confirmada, será a maior contração da economia brasileira desde 1990, quando se retraiu 4,35%, ou seja, em 25 anos. A piora na projeção do mercado, na última semana, foi a décima seguida.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2016, o mercado baixou sua expectativa de uma alta de 1,5% para um crescimento um pouco menor, de 1,40%.

Recessão
As previsões do mercado financeiro mostram que um cenário de recessão no fim de 2014 e início de 2015 não pode ser descartado. A recessão técnica se caracteriza por dois trimestres consecutivos de contração do PIB.

A prévia do PIB divulgada recentemente pelo Banco Central indicou uma retração de 0,15% no PIB em 2014. Nos três últimos meses do ano passado, contra o trimestre anterior, o PIB teria registrado uma contração também de 0,15%, segundo a prévia divulgada pelo BC.

Os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o PIB do quarto tirmestre do ano passado, e também de todo ano de 2014, serão divulgados somente em 27 de março. No fim de outubro, o IBGE informou que a economia brasileira saiu por pouco da recessão técnica no terceiro trimestre de 2014 – quando o PIB cresceu 0,1% na comparação com o trimestre anterior.

Inflação
A expectativa dos analistas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, que estava em 7,47% na semana retrasada, subiu para 7,77% na última semana. Foi a décima alta seguida na estimativa para a inflação de 2015. Se confirmada, a taxa de 7,77% será a maior desde 2003, quando ficou em 9,3% – ou seja, em 12 anos. Para 2016, a previsão do mercado subiu de 5,50% para 5,51%.

Com isso, a estimativa do mercado para o IPCA de 2015 segue acima do teto do sistema de metas do governo. A meta central de inflação para este ano e para 2016 é de 4,5%, com tolerância de dois pontos para mais ou para menos. O teto do sistema de metas, portanto, é de 6,5%. Em 2014, a inflação ficou em 6,41%, o maior valor desde 2011.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, ficou em 1,22% em fevereiro, depois de avançar 1,24% em janeiro. No acumulado de 12 meses, o indicador acumula alta de 7,7%, a mais elevada desde maio de 2005, quando atingiu 8,05%.

Segundo analistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressionam os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.

Taxa de juros
Após o Banco Central ter subido os juros para 12,75% ao ano na semana passada, o maior patamar em seis anos, o mercado manteve a expectativa de que a taxa termine 2015 em 13% ao ano – o que pressupõe mais uma alta até o fim deste ano. Para o fechamento de 2016, a estimativa dos analistas permaneceu em 11,50% ao ano.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Em 2015 e 2016, a meta central é de 4,5% e o teto é de 6,5%.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 subiu de R$ 2,91 para R$ 2,95 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 3 por dólar.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 baixou de US$ 5 bilhões para US$ 4 bilhões. Para 2016, a previsão de superávit comercial recuou de US$ 11,24 bilhões para US$ 10,40 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil ficou estável em US$ 60 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte recuou de US$ 58,5 bilhões para US$ 58 bilhões.

Fonte: G1

Obras que estão mudando a paisagem carioca, como a Transolímpica, já contam com a força de 865 funcionárias

Rio – Por trás das maiores obras para as Olímpiadas do Rio há grandes mulheres. Perfumadas, de unhas feitas, maquiadas e com cabelos hidratados, elas deram um novo colorido ao reduto cinzento e masculino dos canteiros da construção civil. Atualmente 865 operárias ajudam a tocar, com muita competência, as frentes de trabalho da Linha 4 do Metrô, do BRT Transolímpica, do Parque Olímpico e do Novo Joá.

Para muitas delas, sobra pouco tempo para os afazeres domésticos. Na expansão do Metrô, oito mulheres só querem saber de pilotar máquinas betoneiras. Elas fazem parte das equipes formadas por 575 funcionárias, entre pedreiras, operadoras de ponte rolante, eletricistas, carpinteiras e sinaleiras.

De acordo com levantamento da Secretaria municipal de Obras, os canteiros da Transolímpica e da duplicação do Elevado do Joá empregam 2.342 operários e 153 funcionárias. Suzana dos Santos, 37 anos, armadora de ferragens, é uma delas. Há quatro anos, ao passar em frente à obra do PAC do Complexo do Alemão, criou coragem e pediu um emprego. Ficou com a vaga. Abandonou a função de doméstica para carregar aço, marcar ferragem e dobrar ferro. “O serviço em casa de família era mais pesado. Aqui é menos porque faço com amor”, revela a moradora de Nova Iguaçu. Em sua quinta obra Suzana se sente valorizada ao participar do projeto Olímpico. “Vou dizer a todos que participei da construção do elevado”, diz ela, que não vê distinção entre sexos. “Eles nos respeitam muito”, conta. Há três meses no Novo Joá, Márcia Valéria, 37, exerce a mesma função de Suzana. “É tranquilo. Os homens sempre ajudam”, diz.

Vaidosa, ela não descuida da aparência, mesmo que na maior parte do tempo as unhas grandes e pintadas fiquem embaixo de grossas luvas. Mãe de três filhos, Márcia buscou a área atraída pelos bons salários e a possibilidade de crescer na profissão. Se para ela a atividade é como outra qualquer, os amigos ainda se assustam. “Eles ficam de queixo caído. Tenho que mostrar o crachá”, diz ela, sorridente.

Orgulho de fazer parte da história do Rio

As duas filhas adolescentes de Verônica Santos, 32 anos, já avisaram à mãe: querem ser soldadoras como ela. “Não é mole. Mas é gratificante saber que estou fazendo parte da história do Rio”, orgulha-se a moradora de Duque de Caxias, que entrou no canteiro de obras da Linha 4 do Metrô pela cozinha, cuidando da limpeza e ajudando a servir as refeições. Parte do salário, guardou para o curso de solda. Com o diploma, conquistou uma das vagas.

O engenheiro David Penna, responsável pela frente do Leblon, diz que as mulheres soldam melhor em chapas de aço e tubulações do que os homens. “É uma atividade muito delicada e de precisão. A área tem que estar limpa, livre de poeira e as peças, guardadas no lugar certo. E isso elas fazem muito bem”, elogia. Mãe de três filhas e avó, Fátima Silva, 51 anos, é uma das operadora de pá carregadeira na obra do metrô. Também é admirada pela família. “Só minha caçula não gosta do uniforme”, diverte-se ela, sem abrir mão do batom e dos brincos.

Elas são mais cautelosas

Sempre de batom, unhas feitas e cabelo arrumado, Luciene da Conceição Cruz, de 26 anos, dirige o volante de um caminhão betoneira que transporta concreto para as frentes de serviço da Linha 4 do Metrô, na Zona Sul da cidade, a maior obra de infraestrutura urbana da América Latina. Apesar da pouca idade, a habilitação na categoria D vem do tempo em que dirigia coletivos. “Uma amiga era caminhoneira da obra e me disse que precisavam de motorista. O mestre preferia trabalhar com mulheres por causa do zelo, do cuidado com o equipamento e a cautela ao dirigir”, diz ela.

Luciene já ouviu algumas piadas, mas conta com o apoio do namorado, que tirou carteira depois dela, e tem o respeito dos colegas. “Pode parecer diferente, mas na obra é natural. Além do mais, não tenho pretensão de dirigir melhor do que os homens. Apenas faço meu trabalho e acho que dirijo bem. Eles brincam, mas me respeitam”, afirma ela, sobre o ambiente de trabalho.

Fonte: O Dia

Algumas reivindicações das feministas do século passado não se concretizaram até hoje, entre as quais a paridade de gêneros nas empresas.

Por Jorge Abrahão*

Em 8 de março de 1917, em meio ao turbulento cenário político e social no qual a Rússia estava inserida – a fome assolava comunidades camponesas, greves eclodiam por todo o país e a insatisfação com o governo do czar Nicolau II era generalizada –, um grupo de aproximadamente 90 mil operárias saiu às ruas para reivindicar melhores condições trabalhistas. As industriárias eram submetidas a jornadas de 14 horas de trabalho e seu salário chegava a ser três vezes menor do que o dos homens, apesar de exercerem funções semelhantes nas indústrias. O protesto ficou conhecido como “Pão e Paz” e o 8 de Março foi eternizado anos mais tarde como o Dia Internacional da Mulher.

No Brasil, a principal frente de luta pelos direitos da mulher, nas décadas de 1920 e 1930, foi o Partido Republicano Feminino, cuja pauta central era o direito ao voto. As sufragistas tiveram parte de suas reivindicações atendidas com a promulgação do Código Eleitoral Provisório, em 24 de fevereiro de 1932, que estabeleceu os novos requisitos para ser eleitor no Brasil: cidadãos maiores de 21 anos, sem distinção de sexo.

Foi apenas em 1945 que a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que promovia princípios de igualdade entre homens e mulheres.

Com o passar dos anos, as condições de trabalho melhoraram para muitas mulheres. Contudo, algumas reivindicações das feministas do século 20 não se concretizaram até hoje, entre as quais a paridade de gêneros nas empresas.

Em setembro de 2014, um discurso de Emma Watson, atriz da saga infanto-juvenil Harry Potter e embaixadora da ONU Mulheres, foi massivamente compartilhado nas redes sociais. Ela tratou da desigualdade entre os sexos e lançou a campanha HeForShe, que tem como objetivo conscientizar os homens sobre os problemas decorrentes dessa questão. Mais recentemente, na edição do Oscar de 2015, Patricia Arquette, vencedora do prêmio na categoria de melhor atriz coadjuvante pelo filme Boyhood, convocou todas as mulheres americanas a lutar pela igualdade de direitos e equiparação salarial.

O contraste dos rendimentos de homens e mulheres

A 2010 da pesquisa Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e Suas Ações Afirmativas, realizada pelo Instituto Ethos com funcionários e dirigentes das 500 maiores empresas do país em faturamento, evidenciou a disparidade entre homens e mulheres na composição do quadro de funcionários das organizações entrevistadas: a maioria esmagadora era do sexo masculino. No nível executivo e sênior, dos 1.506 funcionários, 86,3% eram homens e apenas 13,7% eram mulheres. No nível de gerência, dos 13.892 empregados, 77,9% eram homens e 22,1%, mulheres. No nível de supervisão, 73,2% dos 26.034 cargos eram preenchidos por homens e 26,8%, por mulheres. O abismo é grande e pode-se concluir que, nos postos mais altos, a desproporção é ainda maior.

A disparidade também pode ser facilmente observada no contexto empresarial pelos contrastes salariais. Em outubro de 2014, o IBGE divulgou o estudo Estatísticas de Gênero: Uma Análise dos Resultados do Censo Demográfico 2010, realizado em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e a Diretoria de Políticas para Mulheres Rurais e Quilombolas do Ministério do Desenvolvimento Agrário. De acordo com os dados, o rendimento das mulheres constitui 74% do que os homens recebem mensalmente.

A desigualdade é ainda maior ao levar em consideração a raça delas: a mulher negra ganha, em média, apenas 41% do salário do homem branco. Além disso, o percentual de indivíduos do sexo feminino e maiores de 16 anos sem rendimentos chega à casa dos 30%, sendo que a maior parte reside na região Norte e a menor, no Sul. Apesar de o número de mulheres economicamente ativas ter crescido – em comparação com a taxa de atividade dos homens, a diferença diminuiu cerca de 21 pontos percentuais em 2010 –, o contraste de renda continua grande.

As empresas e os programas de inclusão

Diante desse cenário, muitas empresas vêm implantando medidas para tornar mais efetiva a inserção da mulher no mercado formal de trabalho. A Coca-Cola é uma delas. Muhtar Kent, CEO da companhia, afirma que um dos motivos da criação do programa de recrutamento de mulheres para cargos seniores é que elas têm o poder de decisão em 70% das compras dos produtos da marca. Os resultados são substanciais. Na Coca-Cola Brasil, a participação de mulheres em cargos de gerência, por exemplo, cresceu com a implantação do programa e equiparou-se com a dos homens. Ou seja, elas representam hoje aproximadamente 50% dos gerentes da companhia.

A Alcoa é outro exemplo. A falta de profissionais mulheres na indústria de alumínio fez com que a companhia implantasse a iniciativa chamada Building Opportunities for Women in a Hard Hat Company. Entre 2008 e 2012, a taxa de representação feminina cresceu de 15,8% para 18,8%, em cargos executivos, e de 22,6% para 25,1%, em cargos de gerência.

Na Unilever, foram estabelecidas metas para o preenchimento de postos de liderança visando a igualdade de gêneros. O CEO Paul Polman preside o conselho de diversidade global da empresa e investe esforços para aumentar a participação das executivas no quadro de funcionários, como a implementação de um programa de mentoring. De 2009 a 2012, a taxa de mulheres nos cargos de vice-presidente executivo e vice-presidente aumentou de 16% para 21%. O número de diretoras também subiu, de 27% para 32%. E elas também estão mais presentes na gerência – o índice era de 40% e foi para 43%.

Jorge Abrahão é diretor-presidente do Instituto Ethos.

Fonte: Instituto Ethos

Fantástico testou, junto com engenheiro, os hidrômetros de alguns consumidores. Sabesp admite o problema, mas diz que são poucos casos.

Como se não bastasse a situação crítica nos reservatórios de São Paulo, os moradores convivem agora com outra dor de cabeça: a cobrança por ar, isso mesmo, ar. Não sai uma gota sequer das torneiras, mas o hidrômetro – aquele aparelho que registra o consumo de água, continua girando e marcando um gasto que não existe. Parece até que nos canos corre uma espécie de “água fantasma”.

Consumidores fizeram vídeos mostrando o hidrômetro das casas em funcionamento mesmo sem correr água nas torneiras. E todos chegaram à conclusão que estavam pagando pelo ar que passa por dentro do encanamento.

O Fantástico foi testar. Na Zona Leste de São Paulo, fomos a casa do Abdias, que gravou um dos vídeos. Ele está pagando muito mais na conta de água e vive passando apuro.

“Amanhece sem água. Por volta de 10h30, 11h, chega. E de 17h até 19h acaba novamente. A gente tinha uma média de R$ 62,80. Neste mês de janeiro, ela deu um salto para R$ 158”, conta Abdias Almeida Alcântara, comerciante.

Na conta de fevereiro, veio um aviso: Abdias foi multado porque excedeu a sua média de consumo.

O Abdias disse que antes da água voltar, começa a passar muito ar pela tubulação. O Fantástico colocou uma pequena bexiga no local para ver se passa muito ar mesmo. O engenheiro hidráulico Antônio Giansante acompanhou a experiência. A bexiga encheu e estourou.

“Isso indiscutivelmente está mostrando que não tem água, está passando ar e que o hidrômetro está marcando essa passagem de ar”, afirmou o engenheiro hidráulico.

Hidrômetro registra diferença de 3 mil litros antes da água chegar

E após o Fantástico fechar a torneira, o relógio continuou a girar.

“Quando a torneira está fechada, por onde que o ar vai sair? Pela boia da caixa d’água, em cima da casa”, explica Antônio.

Quando o Fantástico começou a gravar, o hidrômetro registrava 141816. E quando a água chegou, quase uma hora e meia depois, o relógio marcava 142112. A quanto isso equivale? Cerca de 3 mil litros – de uma água fantasma.

Segundo a Sabesp, a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo, o Abdias não necessariamente vai pagar tudo isso. A empresa diz que o ar que passa pelo hidrômetro também pode voltar e fazer o aparelho girar ao contrário.

“Pode sim entrar ar e sair ar da rede”, diz Samanta Souza, gerente de relacionamento com clientes da Sabesp.

Para o engenheiro hidráulico, o retorno do ar pode contaminar a água: “Existe risco se a instalação predial estiver com algum problema”, ele explica.

“Nós não identificamos isso até o momento, nossos números de reclamações de qualidade de água continuam os mesmos”, afirma Samanta.

Na rua do Abdias, o Fantástico encontrou quatro moradores que também pagam mais na conta d’água.

“Em agosto, o meu consumo médio era de R$ 59,04. A conta de outubro foi R$ 1.199. E, daí por diante, todos os meses, esse valor exorbitante”, conta uma moradora.

“A minha subiu desde agosto, de R$ 33 a R$ 50 reais, para R$ 133, R$ 186”, conta a auxiliar de escritório Cintia Daniela dos Santos Ferreira.

O segundo teste foi na Zona Sul, na casa do Jurandir.  Às 5h45, a água já começava a voltar na casa dele. Ao fazermos o teste da bexiga, sai ar suficiente para enchê-la.

“Em síntese então, eu estou pagando pelo ar?”, questiona Jurandir.

“Sim. Uma parte você está pagando pelo ar”, explica o engenheiro hidráulico.

Consumidores utilizam luva para fechar a passagem de ar dos registros

O Clodomir, de São Bernardo do Campo, Região Metropolitana de São Paulo, que enviou um vídeo mostrando o funcionamento da torneira de casa para o Fantástico, também fez o teste da bexiga.

Outra moradora da Zona Oeste de São Paulo fez uma experiência parecida.

“Deixar fechado né, porque pagar vento não dá”, disse Vanessa.

É o que muita gente está fazendo: fechando o registro. Mas para o engenheiro hidráulico, não está certo.

“Não é o morador que precisa tomar uma providência. É a própria operadora do serviço de água, que tem meios, tem técnicas, colocando válvulas tipo ventosas na rede para evitar esse tipo de problema que efetivamente estamos vendo que está acontecendo”, destaca Antônio.

A Sabesp diz que tem cinco mil válvulas instaladas na Região Metropolitana de São Paulo.

O Ministério Público de São Paulo pediu esclarecimentos à Sabesp sobre a possível cobrança de ar nos hidrômetros. E abriu um inquérito.

Sabesp admite que o problema existe

O presidente de Defesa do Consumidor da OAB Marco Antônio Araújo diz que as pessoas prejudicadas devem filmar o problema, para ter provas e acionar a companhia de água.

“Além disso, nós aconselhamos que ele registre uma reclamação no Procon e também na Agência Nacional de Águas, que é a agência reguladora”, completa Marco Antônio Araújo.

A Sabesp admite que o problema existe, mas diz que são poucos os casos.

“Os hidrômetros são fabricados para trabalhar em uma pressão de estabilidade, em um momento de normalidade, momento pelo qual a Sabesp não está passando hoje. De 25 mil reclamações no mês de janeiro, 20 clientes tinham sido impactados, em um universo de 4,8 milhões de ligações da Região Metropolitana de São Paulo. É mais fácil você ganhar na Quina do que você ser impactado na conta – fazendo uma proporção estatística”, a gerente da Sabesp.

A companhia afirma que revisou as contas do Abdias e do Jurandir. E que está analisando os casos.

“Eu quero que a Sabesp resolva esse problema. Não vou pagar por uma água que eu não utilizei e não estou utilizando”, reclama Abdias.

Fonte: G1

O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil no estado de São Paulo atingiu R$ 1.174,59 por metro quadrado, alta de 0,1% em fevereiro, na comparação com janeiro. O CUB, índice oficial de custos das construtoras para uso nos reajustes dos contratos de obras, divulgado hoje (3), é calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Os custos com mão de obra subiram 0,45% em fevereiro, na comparação com o mês anterior, os custos com materiais de construção aumentaram 0,27% e os salários dos engenheiros apresentaram estabilidade. Em 12 meses, o CUB registrou alta de 6,52%, com aumento de 8,58% nos custos com a mão de obra, de 3,12% nos materiais e de 11,78% nos salários dos engenheiros.

Em fevereiro, sete dos 27 insumos da construção pesquisados pelo SindusCon-SP tiveram elevação superior à inflação do mês (0,27%). Entre os materiais que tiveram os maiores reajustes no mês estão bloco cerâmico (1,61%), emulsão asfáltica (1,59%) e tinta látex (0,69%).

Fonte: EBC

Projeto de lei do Senado, que torna feminicídio crime hediondo, segue para sanção da presidente Dilma Rousseff

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei do Senado que inclui o feminicídio (assassinato de mulher por razões de gênero) como homicídio qualificado e o classifica como crime hediondo — isso aumenta a pena para o autor. Agora, o projeto irá para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

De acordo com a proposta, há razões de gênero quando o crime envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação contra a condição de mulher. A pena prevista para homicídio qualificado é de reclusão de 12 a 30 anos.

Projeto de Lei 8305/14 também prevê aumento de pena em um terço se o crime ocorrer durante a gestação ou nos três meses posteriores ao parto; contra menor de 14 anos, maior de 60 ou pessoa com deficiência; e na presença de descendente ou ascendente da vítima.

Fonte: Diário Gaúcho

O acordo foi assinado com o Instituto Nacional de Resíduos (Inre), que desenvolve processos para gestão de resíduos e implementa pontos de coleta.

Por Jorge Abrahão*

Com o dinâmico desenvolvimento na tecnologia dos eletroeletrônicos, o brasileiro vem consumindo mais. Todos os anos, chegam às prateleiras das lojas produtos munidos de milhares de novos recursos. São televisões que se conectam a computadores e celulares, relógios que monitoram a saúde de seu usuário, fogões e geladeiras inteligentes. O que hoje nos é vendido como “de última geração” vai tornar-se obsoleto muito em breve.

Isso traz um grande problema: o descarte do que não é mais útil depois de adquirirmos as novidades tecnológicas. Em 2011, foram geradas, no Brasil, 917 mil toneladas de resíduos eletroeletrônicos (REE). A estimativa para 2015 é de que esse número chegue a 1,2 milhão de toneladas. O crescimento é substancial.

Diante desse cenário, destaca-se a atuação do Instituto Nacional de Resíduos (Inre), organização cuja missão é promover a defesa, preservação e conservação do meio ambiente por meio da promoção de soluções com certificação ambiental para gerenciamento de resíduos. O Inre vem desenvolvendo processos para a gestão dos REE e implementando pontos de coleta – ainda em fase de teste – em todo o país. Os 112 projetos-piloto já implantados estão presentes em 39 cidades de 10 Estados brasileiros.

Parceria Ethos-Inre

Em 27 de janeiro, durante a reunião do seu Grupo de Trabalho de Resíduos Sólidos, o Instituto Ethos assinou uma parceria com o Inre, a qual visa somar esforços em favor da sustentabilidade na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) em todo o país, buscando minimizar custos para as empresas e para a sociedade.

A reunião, que ocorreu na sede do Ethos, em São Paulo, contou com a participação de várias organizações de diferentes setores, que vêm atuando ativamente nas políticas públicas relacionadas ao tema de resíduos sólidos.

Além do Ethos e do Inre, estiveram presentes a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), a Fecomercio, o Grupo Promon, a ONG Consciência Limpa, o Walmart, a Totus, a Embraco, a RR Ambiental, a Pernambucanas, a Amazonsat, a Natura, a Associação Brasileira do Mobiliário Corporativo (Abramco), a RedeResíduo, a Reciclapac, a Felsberg Advogados, a Report Sustentabilidade, a GPA, a Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro) e a Novelis.

Marcos Haftel, Cristiano Vallejo e George Hochheimer, representantes do Inre na reunião, trouxeram aos participantes uma ampla visão sobre o trabalho que a organização vem desenvolvendo em torno da logística reversa e do tratamento pós-consumo de eletroeletrônicos.

O Inre vem acompanhando de perto o processo de construção do acordo setorial de eletroeletrônicos, que faz parte das exigências da Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). De acordo com essa política, os acordos setoriais consistem em contratos firmados entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.

Edital

Em 2013, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) abriu um edital de chamamento para a elaboração de acordo setorial destinado à implantação do sistema de logística reversa de produtos eletroeletrônicos e seus componentes. Segundo o edital, caberá aos responsáveis pela logística reversa desses produtos destinar adequadamente os resíduos, por meio de reutilização, reciclagem, recuperação ou outras formas de disposição.

Além disso, o ministério criou o Grupo Técnico de Assessoramento (GTA) ao Comitê Orientador para a Implantação de Sistemas de Logística Reversa (Cori), que poderá promover iniciativas visando estimular a participação do setor empresarial nas negociações do acordo.

O edital define os requisitos mínimos da proposta, que deve, entre vários outros aspectos, incluir recomendações técnicas a serem observadas durante o processo de logística reversa. Dentre os requisitos da proposta, devem ser definidas, por exemplo, metas de implantação do sistema de logística reversa e metas quantitativas de destinação final dos resíduos.

Atualmente, o acordo ainda está em negociação. O MMA recebeu dez propostas de acordo setorial, das quais quatro, incluindo a do Inre, foram escolhidas como as mais adequadas para a negociação do texto final.

Participam do processo de negociação do texto final do acordo setorial os comerciantes, distribuidores, fornecedores e também o Cori, que é presidido pelo MMA e desempenha o papel de secretaria executiva do comitê. Além do MMA, participam do Cori outros quatro ministérios: o de Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), o da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o da Fazenda (MF) e o da Saúde (MS).

Os principais pontos que têm sido negociados no processo de conclusão do acordo são: a criação de entidade de controle e governança dos sistemas de logística reversa implantados; o reconhecimento da periculosidade dos resíduos eletroeletrônicos (REE) descartados enquanto não tenha alteração das suas características físico-químicas; a criação de norma legal que discipline a renúncia da titularidade dos REE descartados; o envolvimento vinculante de todos os atores do ciclo de vida dos produtos eletroeletrônicos não signatários do acordo setorial; o documento autodeclaratório de transporte dos REE com validade em todo o território nacional, documentando a natureza de origem da carga; e a participação pecuniária do consumidor para custeio da logística reversa, destacada do preço e isenta de tributação.

A expectativa é de que em alguns meses a negociação seja concluída e finalmente se chegue à versão final do acordo. Como plano de ação, o GT de Resíduos Sólidos do Instituto Ethos planeja participar do processo de consulta pública do acordo setorial de eletroeletrônicos, com o apoio das empresas e organizações parceiras, bem como do Inre.

Jorge Abrahão é diretor-presidente do Instituto Ethos.

Fonte: Instituto Ethos

Reunião do Copom sobre a taxa de juros termina na noite desta quarta-feira. Tarifas públicas e dólar em alto seguem pressionando inflação neste ano.


A possibilidade de o país entrar em recessão neste ano não deve impedir o Banco Central de continuar subindo os juros. A decisão sobre a taxa básica da economia brasileira será anunciada pela instituição na noite desta quarta-feira (4), após o término da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

A aposta da maior parte do mercado financeiro é de um novo aumento de 0,5 ponto percentual, o que elevaria a taxa Selic de 12,25% para 12,75% ao ano – o maior patamar desde janeiro de 2009, quando estava em 13,75% ao ano, ou seja, em seis anos.

Se confirmado, será o quarto aumento consecutivo nos juros básicos da economia, que estão avançando ininterruptamente desde outubro do ano passado. Com taxas mais altas, o Banco Central tenta controlar o crédito e o consumo e, assim, segurar a inflação. Por outro lado, ao tornar o crédito e o investimento mais caros, os juros elevados prejudicam o crescimento da economia.

Possível recessão
Os economistas do mercado financeiro têm intensificado a aposta de que a economia brasileira poderá entrar novamente em recessão neste ano, a exemplo do ocorrido em 2014, quando a economia “encolheu” no 1º e 2º trimestres. A chamada recessão técnica se caracteriza por dois trimestres seguidos de contração do Produto Interno Bruto (PIB).

A expectativa da maior parte do mercado financeiro, realizada na semana passada pelo BC com mais de 100 analistas de bancos, é de que a economia brasileira tenha registrado crescimento zero em 2014 e que tenha retração de 0,58% em 2015 – o que seria a maior queda em 25 anos.

Os analistas avaliam que, embora as medidas econômicas anunciadas recentemente pelo governo sejam importantes para reequilibrar as contas públicas (após déficit inédito em 2014) e possibilitar um cenário de controle da inflação no futuro, com taxas de juros mais baixas, elas terão impacto de reduzir ainda mais o nível de atividade neste ano.

Entre as medidas anunciadas, estão aumento dos tributos sobre a gasolina e o diesel, sobreoperações de crédito, cosméticos, automóveis sobre a folha de pagamentos, além de limitação de benefícios sociais, como seguro-desemprego e abono salarial, e redução de gastos de custeio e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e com a Conta de Desenvolvimento Energético – o que resultará em um alta maior da energia elétrica.

O economista da NGO Corretora, Sidnei Moura Nehme, avaliou que o quadro econômico é “extremamente complexo”. Em sua visão, não é possível concluir, até o momento, que as medidas possam “efetivamente ser contributivas à recuperação do país, já que os efeitos colaterais podem causar mais inflação, desemprego, perda de renda e consumo, conduzindo o país à recessão”.

Ministro da Fazenda
Questionado, na semana passada, se as medidas não poderiam contribuir para jogar a economia brasileira na recessão, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a economia não vinha “desempenhando bem” com as medidas anteriores – de estímulo.

“Boa parte do que está sendo feito é voltar à uma normalidade. Voltar aos gastos de 2013, diminuir as desonerações que foram crescendo, crescendo não se sabe muito bem porque. Estamos voltando à condições normais para retomar o crescimento em bases sustentáveis”, disse ele na ocasião.

Inflação não dá trégua
Ao mesmo tempo em que o país flerta com a recessão, o comportamento dos preços não dá trégua para os consumidores. Segundo analistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressionam fortemente os preços em 2015.

Em janeiro, a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), somou ficou em 1,24%. Essa foi a taxa mensal mais alta desde fevereiro de 2003, quando ficou em 1,57%. Em 12 meses até janeiro, o indicador acumula alta de 7,14% – a maior desde setembro de 2011, quando o índice atingiu 7,31%.

Para todo este ano, a expectativa dos economistas do mercado financeiro para o IPCA está 7,47%. Se confirmada, a taxa será a maior desde 2004, quando ficou em 7,6% – ou seja, em 11 anos.

Com isso, a estimativa do mercado segue acima do teto do sistema de metas do governo. A meta central de inflação para este ano e para 2016 é de 4,5%, com tolerância de dois pontos para mais ou para menos. O teto do sistema de metas, portanto, é de 6,5%. Em 2014, a inflação ficou em 6,41%, o maior valor desde 2011.

De acordo com o professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian, o cenário atual é um dos mais desafiadores para a política econômica, pois combina ausência de crescimento com inflação em alta, que os economistas chamam de “estagflação”.

Segundo o professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EESP), Clemens Nunes, a alta do dólar, que chegou a atingir R$ 2,90 nesta terça-feira (3), e dos preços administrados preocupa.

“A depreciação do real acelerou-se desde a última reunião [do Copom em janeiro]. Além disso, o Banco Central pode reduzir sua intervenção no mercado de câmbio acelerando este processo. Outra razão para o aumento da Selic é que o BC deve combater os efeitos secundários dos choques de preços de hortifrutigranjeiros, bem como do aumento de combustíveis e energia elétrica. Uma vez que estes não foram dissipados”, avaliou Nunes.

Fonte: G1

campanha para redução do consumo de energia, promovida pelo governo,começa nesta semana em cadeia nacional de rádio e TV em todo o país. As peças publicitárias serão estreladas pela atriz Taís Araújo, que vai sugerir ações para que o consumidor economize energia. Termos como racionamento e crise não serão mencionados.

A primeira ação será um merchandising que vai ocorrer nesta terça-feira (3/03) no programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga, da TV Globo. O lema da campanha será “Consumo Consciente: Levante essa Bandeira”.

Nas peças, Taís Araújo explica o sistema de bandeiras tarifárias e sugere ao consumidor que adote medidas como banhos mais curtos, com o chuveiro elétrico na posição verão, o uso consciente do ar condicionado e o uso do ferro de passar roupa apenas uma vez por semana, entre outras medidas. Haverá dois filmes para TV e três spots para rádio.

A ideia da campanha é que essas ações devem fazer parte da vida de todos os consumidores, e não apenas agora, que a conta de luz subirá em todo o país. “O esforço tem que ser coletivo. É importante que todos tenham consciência de que o custo das bandeiras tarifárias só vai cair se houver um esforço coletivo”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite.

Produzida pela agência Propeg, a campanha custará R$ 20 milhões e será financiada com recursos das distribuidoras de energia, que são obrigadas a recolher 0,5% de sua receita operacional líquida para um fundo e aplicar os recursos em projetos de eficiência energética. As propagandas serão veiculadas até o fim de março.

Não há meta de redução do consumo, embora haja uma expectativa de que os consumidores residenciais poupem 10%. Apesar do aumento das chuvas, os reservatórios das hidrelétricas estão se recuperando muito lentamente. Assinam a campanha a Abradee e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Fonte: Época Negócios

Apesar da seca, Sabesp seguiu firmando contratos com empresas (demanda firme) com tarifas menores por consumos maiores. Com os 42 acordos firmados em 2014, já são 526


São Paulo – A Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) firmou 42 novos contratos de demanda firme com grandes empresas na capital paulista em 2014. Juntas, essas companhias consumiram 1,8 milhão de metros cúbicos (m³) de água no ano passado, pagando uma tarifa muito menor do que a utilizada com o comércio e os consumidores residenciais em geral. Cada metro cúbico equivale a uma caixa de água de mil litros. Com os contratos firmados no ano passado, a Sabesp chegou a 526 contratos firmados em dez anos.

A empresa havia informado em fevereiro que suspendera novas contratações em 2014, mantendo somente os contratos já firmados. Os dados foram divulgados hoje (3) pela Agência Pública, que os obteve por meio de um pedido feito pela Lei de Acesso à Informação em dezembro do ano passado, cujo cumprimento foi determinado pelo corregedor-geral da Administração de São Paulo, Gustavo Ungaro.

No entanto, a Sabesp não divulgou a íntegra dos contratos – os quais trata como confidenciais –, mas apenas os dados de consumo anual, o valor e a duração dos contratos e os picos máximo e mínimo de consumo. Nenhum nome de empresa foi divulgado nem o valor médio pago pelas empresas por metro cúbico de água consumida. Esses itens também deveriam ter sido divulgados, conforme decisão do corregedor.

O valor total dos contratos de demanda firme de 2014 é de R$ 88,3 milhões. O formato é utilizado pela Sabesp na relação com grandes empresas, que devem consumir, pelo menos, 500 metros cúbicos de água por mês. Porém, esses representam aproximadamente 8% do total de contratos dessa modalidade. Os 526 totalizam R$ 472,5 milhões por um consumo de 111,3 milhões de metros cúbicos desde 2007.

Somente no ano passado foram consumidos 24,5 milhões de metros cúbicos de água pelos grandes consumidores. O valor supera o consumo anual de água – residências, indústrias, comércio – da cidade de São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo: 14 milhões de m³, para 156 mil habitantes (dados referentes a 2013). O consumo aumentou 92 vezes entre 2005 e 2014.

Mesmo com a seca, cuja severidade foi admitida em janeiro de 2014 pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), todos os contratos com vencimento em 2014 foram renovados.

O volume de água consumido equivale a 11,3% do total de água no Sistema Cantareira, que abastece 6,6 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, onde cabem 990 milhões de m³ de água, no volume operacional. O sistema está operando no volume morto – onde cabem mais 400 milhões de m³ – desde maio de 2014 e hoje (3) está em -17,5% da capacidade, segundo cálculo feito com base no volume útil descontando-se a água consumida no volume morto. De acordo com a Sabesp, a capacidade total está em 11,7%.

Segundo cálculo da Agência Pública, considerando o valor dos contratos dos dez maiores consumidores, dividido pela quantidade de água contratada por mês, as tarifas ficam entre R$ 3,43 e R$ 10,35. Cada contrato tem cláusulas próprias, o que pode interferir no valor final da tarifa. Desde março de 2014, a Sabesp suspendeu a determinação de consumo mínimo de 500 m³ mensais.

Em 12 de fevereiro, o portal El País divulgou uma lista com 294 empresas que mantêm contratos de grande demanda com a Sabesp. Dentre eles, a tarifa média mais cara é paga pela Ibep Gráfica, que consome 1,5 mil metros cúbicos por mês: R$ 11,91 por metro cúbico. Já a Viscofan, que fabrica tripas de celulose para embutidos e consome 60 mil m³ mensais em média, paga R$ 3,41 por m³. Os clientes comerciais comuns pagam R$ 13,97 por metro cúbico.

Os contratos também definem que as empresas contratantes do serviço não podem utilizar água de chuva, reúso ou poços artesianos como complemento ao abastecimento. Sua fonte deve ser, exclusivamente, a água tratada fornecida pela Sabesp. “Os imóveis que são abastecidos por fontes alternativas não se beneficiarão das condições desse contrato”, diz um documento padrão enviado pela Sabesp à Agência Pública.

O serviço de demanda firme foi criado em 2005. Naquela época, a exigência era de 5 mil metros cúbicos mensais, o que atraiu poucas empresas. Apenas 23 até 2007. O volume mínimo de 500 m³ foi autorizado em 2010, pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp). Com isso, o número de contratantes foi de 106 em 2011, 129 em 2012 e 69 em 2013.

Fonte: Rede Brasil Atual

Você tem mania de pingar descongestionante no nariz? Descongestionantes e bombinhas podem mascarar outras doenças.

Você tem mania de pingar descongestionante no nariz? E sabia que alguns deles podem acelerar o ritmo do coração? O Bem Estar desta segunda-feira (2) falou também sobre as bombinhas de asma. Mostramos que os descongestionantes e as bombinhas podem mascarar outras doenças e até provocar doenças do coração. Participaram do programa o consultor e cardiologista Roberto Kalil, o farmacêutico Pedro Menegasso e o pneumologista Roberto Stirbulov.

Medicamentos contra asma (broncodilatadores de ação rápida, conhecidos como bombinhas) e descongestionantes nasais, que só deveriam ser usados mediante receita e em situações específicas, com acompanhamento, são usados sem prescrição. Tem gente que tem um em cada canto da casa.

Mas isso pode ser perigoso. Os descongestionantes contêm vasoconstritores para reduzir os cornetos inflamados. Entretanto, também podem afetar outros vasos, inclusive os do coração. “Ele promove a diminuição do calibre dos vasos sanguíneos em todo o organismo. O coração é repleto de vasos sanguíneos, a rede vascular nobre do coração é as coronárias. Então o apertamento das coronárias pode propiciar o infarto, surgimento de arritmias”, explica Alfredo Lara Gaillard, otorrinolaringologista.

Após a aplicação do remédio, os vasos do nariz contraem e sobra mais espaço para a passagem do ar. O problema é que os vasos logo voltam a inchar e o nariz fica novamente entupido. Com o tempo, é preciso ter mais remédio para surtir o efeito. Quanto mais remédio, maior o efeito rebote. Isso acaba viciando, descompensando o nariz. Quando o nariz entope, o ideal é aplicar soro fisiológico ou uma solução fisiológica.

Os broncodilatadores contêm vasodilatadores, que alargam os brônquios, mas também atingem os vasos do coração. Este efeito sistêmico pode desregular o ritmo do coração, causando arritmia.

“Quando a pessoa usa o corticoide inalatório adequadamente, como prescrito pelo médico, ela não vai usar os medicamentos de alívio. Esses medicamentos de alívio, quando usados exclusivamente, sem os remédios de manutenção, e usados abusivamente, esses sim podem dar efeitos colaterais, como tremor, batedeira no coração, arritmia. O paciente tem que usar adequadamente os medicamentos profiláticos para não precisar usar medicamentos de alívio”, explica o pneumologista.

Fonte: G1

São Paulo – Balanço parcial divulgado na quarta-feira, 25, pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mostra que 12% dos clientes na região metropolitana foram multados porque aumentaram o consumo de água neste mês.

Segundo a empresa, 19% dos consumidores da Grande São Paulo continuam consumindo água acima da média antes da crise (de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014), dos quais 12% gastaram mais de 10 mil litros no mês e são alvo da sobretaxa implementada no mês passado.

Pela regra, quem consome até 20% acima da média pré-crise pagará uma tarifa 20% maior. Quem elevar o consumo acima desse limite pagará sobretaxa de 50% sobre o valor total da conta. Em janeiro, quando a multa entrou em vigor, 22% dos clientes haviam aumentado o consumo.

Neste mês, segundo o balanço parcial, 81% reduziram o consumo. De acordo com a Sabesp, a economia com o bônus chegou a 6,3 mil litros por segundo, 16% a mais do que em janeiro, quando a redução foi de 5,4 mil litros por segundo.

Na comparação com mês de dezembro, antes da adoção da sobretaxa, a economia obtida agora é 1,5 mil litros por segundo maior, abaixo da meta estipulada pelo governo, de 2,5 mil litros.

Segundo a Sabesp, 60% das altas de consumo de água foram provocadas por vazamentos internos nos imóveis e 38% foram altas isoladas ou alteração de perfil do cliente, como um comércio que se expandiu ou uma família que cresceu.

Nesses casos, o consumidor pode contestar a multa em uma agência da Sabesp e a empresa promete corrigir a conta.

Conta

O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, também admitiu na CPI na Câmara Municipal que a empresa pode pedir reajuste da tarifa de água acima da inflação para equilibrar as finanças da companhia, abaladas pela crise hídrica e por causa do aumento de custos operacionais, como de energia, e da alta do dólar.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: EXAME

A organização ambientalista internacional WWF lançou em âmbito global, a Hora do Planeta 2015, que ocorrerá no dia 28 de março.

A organização ambientalista internacional  WWF lançou em âmbito global, a Hora do Planeta 2015, que ocorrerá no dia  28 de março. Nesta data,  pessoas, empresas e cidades devem apagar suas luzes por 60 minutos, como um alerta mundial contra o aquecimento global. Este é o sétimo ano consecutivo que a WWF promove a iniciativa para enfrentar as mudanças climáticas.

No Brasil, as crises hídrica e energética serão o tema central da campanha, disse o  coordenador  do Programa Água para a Vida, da WWF-Brasil, Glauco Kimura de Freitas. “Nós somos muito dependentes da matriz hidráulica. Aí, não chove, não tem água para gerar energia, para beber e se usa combustível fóssil, como termelétricas para gerar energia, que é mais cara e mais poluente”. Com isso, os gases de efeito estufa aumentam o problema do aquecimento global gerando mais secas. “Ou seja, a gente está em um ciclo vicioso”, acrescentou.

Glauco Kimura ressaltou que a Hora do Planeta é uma oportunidade para as pessoas refletirem.  Quando os cidadãos, as empresas e os governos apagam as luzes por uma hora, eles refletem sobre qual é a contribuição de cada um para a solução dos problemas ligados às mudanças climáticas. Ele explicou que, no caso do Brasil, a ideia é “aproveitar isso como um grande ato de mobilização. Nós vamos, este ano, propor uma petição ao governo federal para que se crie um plano nacional de proteção das nascentes”. Kimura considerou positiva a decisão dos governos estaduais e federal de construir mais reservatórios, embora não seja suficiente para solucionar as crises hídrica e energética. “Essa não pode ser vista como a única  solução”. Segundo ele, a dependência da matriz hidráulica coloca o país em uma situação de vulnerabilidade. “A gente não pode garantir que essa crise não se repetirá no futuro. Ela pode se tornar cada vez mais frequente e intensa devido às mudanças climáticas daqui para a frente”. Para ele, não pensar em modelos alternativos é “insistir no erro”.

Por isso, ressaltou o coordenador, a WWF Brasil defende a proteção das bacias hidrográficas como um todo, em paralelo à construção de novos reservatórios, para não correr o risco de ter mais reservatórios no futuro, sem água. “O que abastece os reservatórios são as nascentes dos rios”, frisou. Kimura destacou que os rios estão sendo “soterrados, aterrados, degradados e desmatados” no Brasil a um custo muito alto.

No ano passado, a campanha mobilizou mais de 7 mil  cidades, em cerca de 150 países. O Brasil bateu o recorde em termos de adesões ao ato simbólico, com 144 cidades, das quais 24 capitais, em todo o território, disse o representante da WWF.

Fonte: O Serrano

A crise hídrica no Sudeste fez crescer a procura por produtos ligados à economia de água. Na guerra contra o desperdício, qualquer loja de material de construção oferece um precioso arsenal. Há quem prefira munição pesada.

Em uma loja na Zona Oeste do Rio, a venda de cisternas para captação de água de chuva aumentou mais de 90% nos últimos três meses.

O Jornal Nacional levou um engenheiro especializado em racionamento de água para selecionar os produtos campeões de eficiência. As novas gerações de torneiras economizam até 70% do volume de água.

“A proximidade da sua mão aciona a torneira. Afastou, ela vai fechar. Ninguém escova os dentes pela casa deixando a torneira aberta”, diz o engenheiro David Gurevitz.

Para o vaso sanitário, há até válvulas econômicas, que usam mais ou menos água. Eles são pequenininhos no tamanho, mas permitem uma gigantesca economia de água sem quebra- quebra ou dor de cabeça com obras. Os redutores de vazão só precisam ser acoplados às tubulações de torneiras ou chuveiros. E a economia de água pode chegar a 60%.

“Não precisamos nem tirar o tubo da parede. Basta tirar o chuveiro do tubo. Colocar o adaptador no chuveiro e rosquear de novo no tubo”, explica David Gurevitz.

Quem vai às compras, valoriza os produtos mais eficientes.

“Você compra uma torneira de 500 que é mais cara e uma de 100. Daqui um ano você tira a diferença na conta de água”, afirma o técnico em mecânica Marco Santos da Rocha.

Em um dos maiores sites de compra e venda na internet, a procura por tambores iguais ao mostrado no vídeo acima, usados como pequenas cisternas caseiras, aumentou quase 4.000% entre dezembro e janeiro.

A síndica de um condomínio instalou torneiras econômicas e redutores de vazão nas áreas de uso comum dos moradores. Ela também instalou hidrômetros individuais em todos os apartamentos. O resultado veio rápido. Em apenas um ano, a redução na conta d’água surpreendeu.

“Mais de 50%. Cada um tem que fazer a sua parte, no mundo todo”, defende a síndica Maria Auxiliadora.

Fonte: G1

Especialista afirma que medidas de prevenção foram responsáveis pela sustentabilidade

A pior crise hídrica de São Paulo que, em efeito dominó, pode atingir todo país principalmente a economia, tem pautado os noticiários de todo o país. De acordo com a engenheira de segurança do trabalho e meio ambiente, Marcia Ramazzini, desde 2011 o aumento do consumo de água e energia elétrica em todo o estado cresceu nas áreas residenciais e comerciais, porém, nas industriais manteve-se estável, inclusive com pequena redução.

“Isto, graças aos programas ambientais implantados pelas companhias com metas de redução dos dois bens de consumo”, declara. Ela explica que a cultura de segurança e meio ambiente, instaurada com um eficiente programa de gestão integrada é essencial para a implantação de diversas outras medidas corporativas, como a norma de qualidade ISO 14:000 (focada em gestão ambiental), em que as empresas passaram a implantar políticas e programas de conscientização e de educação, não só dentro delas, mas também junto à comunidade.

É também o caso da ISO 50.001 de sistema de gestão energética, visando a melhoria do desempenho, redução das emissões de carbono e de consumo de energia, dentre outros. “Hoje tais certificações são diferenciais e exigências na prestação de serviço de empresas de grande porte(multinacionais) e exportação, tornando-se fundamental para aquelas que desejam sobreviver neste mercado”, afirma a especialista.

Segundo a engenheira, as empresas ambientalmente corretas além de operar com menor custo, devido a economia de água e energia, também terão maior sobrevida por saber reaproveitar esses produtos na escassez, além de fazerem um marketing social.

“Os funcionários das empresas certificadas também tornam-se agentes multiplicadores levando para casa a cultura adquirida. É pouco, mas já é um começo. Na verdade, a iniciativa privada e a sociedade se conscientizando da importância de manter os recursos naturais e assim a sustentabilidade das futuras gerações, já estão um passo à frente do governo que não fez e continua não fazendo sua parte”.

Mais do que participar do processo, os colaboradores também acabam atuando como agentes multiplicadores. “Eles levam para a casa a cultura recebida e passam a influenciar o meio em que vivem”, diz.

Chuva

“Desde os primórdios da civilização, a água de chuva é um recurso natural amplamente utilizado. Atualmente há programas para o reuso tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento sub existem graças a ela como Índia, Paquistão, Nepal, Sri Lanka que utilizam para consumo humano, irrigação e outros”, conta Marcia Ramazzini.

Segundo ela, a qualidade da água de chuva varia dependendo da poluição atmosférica local mas apesar da variação, na maioria das vezes a condição é satisfatória. “A Organização Mundial de Saúde estabelece padrões para garantir a segurança e potabilidade das águas, como parte de uma estratégia global visando manter a integridade da saúde humana. Projetos complexos com reservatórios muito distantes dos grandes centros, até simples cisternas para aproveitar as águas pluviais, são adotados com êxito em diversos lugares do mundo menos no Brasil, onde 75% de toda energia elétrica também é proveniente de hidrelétricas”, explica.

Para ela, o caos intensificou-se em 2011, e a responsabilidade é do governo. “Naquele oportunidade não foram iniciadas campanhas de conscientização, racionamento e buscadas alternativas para o caso de escassez. “As usinas termoelétricas, que eram para ser utilizadas em casos de emergência estão sendo utilizadas ininterruptamente há dois anos e gerando gastos altíssimos. Usinas oriundas de energia limpa tais como gás e eólicas são minorias no pais. Isso demonstra a falta de preparo para lidar com a situação”. Marcia ainda aponta que a iniciativa privada investiu, até 2005, R$ 1 bilhão em projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas, as PCH, que até hoje aguardam aprovação do Governo para entrar em funcionamento.

Fonte: Segs

A Prefeitura de São Paulo lançou nesta quarta-feira (25) o programa municipal Mobiliário Ecológico. Através da iniciativa, as árvores caídas pela cidade são transformadas em grandes bancos a serem instalados em espaços públicos. A primeira unidade já foi entregue e está localizada no Largo da Batata, em Pinheiros.

O projeto é fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente, Secretarias de Desenvolvimento Urbano e das subprefeituas. Além disso, o designer Hugo França, especialista em esculturas e mobílias em madeira, é quem assina a obra.

O objetivo da iniciativa é reaproveitar os resíduos derivados de árvores que caíram ou foram removidas na capital, evitando o desperdício de madeira e transformando o material lenhoso em bancos para áreas públicas, parques e praças.

A ação pretende, ainda, combinar a ampliação da oferta de espaços de convivência no município com a difusão de conceitos ecológicos e artísticos, tornando o programa um instrumento de educação ambiental para o município. ‘’Sensibilizar o cidadão para a importância do processo de reciclagem é também um dos objetivos do projeto’’, destaca Wanderley Meira, secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, em informativo disponibilizado pela Prefeitura de São Paulo.

Fonte: Ciclo Vivo

Pesquisadores dizem que em dez anos, 48 países não terão água suficiente para suas populações.

A ONU divulgou nesta terça-feira (24) um alerta mundial sobre os efeitos da escassez de água.

Água para beber, água para comer, para produzir a comida, para higiene, limpeza. Água para trabalhar e para gerar energia para trabalhar. E se ela falta?

O relatório das Nações Unidas, divulgado nesta terça-feira (24), alerta: muitos países estão perto de enfrentar situações de desespero e conflito por falta d’água. Isso seria uma barreira não só à saúde das populações, mas também ao crescimento econômico e à estabilidade política.

Segundo os pesquisadores, daqui a apenas dez anos, 48 países não terão água suficiente para as suas populações. Isso atingiria quase três bilhões de pessoas. E até 2030, a demanda por água doce no planeta deverá ser 40% maior do que a oferta.

O relatório destaca o desafio de administrar a oferta de água no meio de tantas mudanças climáticas. Mas também aponta como a corrupção é um enorme ralo de dinheiro que chega a absorver 30% do que poderia ser usado em projetos de abastecimento e saneamento básico.

O levantamento foi feito em dez países, entre eles Bolívia, Canadá, Uganda, Paquistão e Coreia do Sul. Mas as conclusões valem para o mundo inteiro.

A ONU recomenda que a agricultura busque técnicas para usar menos água sem comprometer a produção. Que a geração de energia preserve a água e o meio-ambiente. Que os governos sejam rápidos e transparentes na busca de melhorias.

Corinne Wallace, uma das autoras do relatório, explica que a água tem que ser uma prioridade. Indivíduos, indústrias, políticos, sociedade civil. “Todo mundo precisa fazer a sua parte”, diz ela. “E a hora é agora”.

Fonte: G1

São Paulo, 25 – O diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, frisou que não existe rodízio de água na região metropolitana, em meio a questionamentos de vereadores da CPI da Sabesp sobre falta de água em determinados bairros. Segundo Massato, a Sabesp só atua com a redução de pressão. Ele reconheceu, porém, que a estatal mantém a pressão de água nas tubulações abaixo do recomendado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), de 10 metros de coluna de água.

“Não há rodízio em lugar nenhum da capital. Toda a informação é passada à população. Reitero que não tem rodízio instalado na região metropolitana de forma oficial”, garantiu Massato.

Ele afirmou que, devido à situação de anormalidade em que a Sabesp se encontra, a pressão garantida nas redes é de um metro da coluna de água. “Nós não conseguiríamos abastecer 6 milhões de habitantes se mantivéssemos a normalidade. Nós estamos garantindo um metro da coluna de água, preservando a rede de distribuição. Estamos abaixo dos 10 metros de coluna de água, principalmente nas zonas mais altas e mais distantes dos reservatórios”, afirmou.

Em dezembro do ano passado, a Sabesp havia afirmado, em nota, que “cumpre rigorosamente as determinações dos órgãos reguladores, entregando na casa dos clientes água com pressão mínima de 10 m.c.a.”.

Fonte: EM Nacional

Em SP, Ford e Volkswagen deram férias coletivas aos funcionários. Na GM, metalúrgicos estão em greve por causa de demissões.

O fraco desempenho da indústria automobilística está mexendo com a rotina das montadoras. A Ford e a Volkswagen deram férias coletivas aos funcionários e na GM, os metalúrgicos decidiram manter uma greve, que começou por causa de demissões.

Os 2,2 mil funcionários do segundo turno da GM entraram para trabalhar e participaram de uma assembleia dentro da fábrica nesta segunda-feira (23). Eles decidiram manter a greve que começou na semana passada.

No início da manhã, os trabalhadores do primeiro turno também aprovaram a continuação da greve.

A paralisação, segundo o Sindicato, é porque a GM apresentou uma nova proposta de lay-off para 798 funcionários por um período de dois meses, mas a empresa não teria dado garantias de estabilidade no emprego.

A GM de São José dos Campos tem 5,2 mil funcionários. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antônio Ferreira de Barros, diz que a preocupação é com possíveis demissões, quando acabar o período de licença remunerada.

A insegurança também ronda os 5 mil funcionários da fábrica da Volks, em Taubaté. Na segunda (23), 220 metalúrgicos entraram em férias coletivas por 20 dias. Segundo a Volks, houve uma queda de 26% na produção de veículos e a medida é para ajustar a produção à demanda de mercado.

A montadora alega também que há um excedente de 400 funcionários na planta de Taubaté.

A GM informa que não foi notificada oficialmente sobre a greve dos funcionários, como determina a lei, e que aguarda o resultado da audiência de conciliação, marcada para esta terça-feira (24) à tarde, noTribunal Regional doTrabalho, em Campinas.

No caso da Volks, empresa e sindicato também tem um encontro nesta terça (24).

Fonte: G1

Em assembleia, Sindicato da Construção Civil de São Paulo expõe sua pauta de reivindicações para os patrões

Em assembleia realizada em (20/2) em sua sede, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, liderado por seu presidente Ramalho da Construção, deu o pontapé inicial nas negociações da próxima Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, com data-base em 1º de maio.

As reivindicações, aprovadas por unanimidade, foram essas:

01. PLRConsiderando as disposições contidas na Lei n° 10.101/2000, que regulamenta a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados das empresas, pleiteia-se PLR para todos os trabalhadores, inclusive os das contratadas e subcontratadas;

02.  Acesso de representante sindical nos locais de trabalho

I) As empresas admitirão o acesso do representante sindical no canteiro de obras ou frente de trabalho para verificação do cumprimento das normas regulamentadoras sobre segurança e saúde do trabalho, como também o acompanhamento nas visitas realizadas pelo sindicato;

II) A empresa providenciará uma sala a disposição do sindicato nos locais de obra ou frente de trabalho para os representantes desta entidade executarem suas atividades sindicais;

03. Comissão no canteiro de obra/administraçãoComissão para solucionar conflitos nos canteiros de obra com mais de 70 trabalhadores eleitos com orientação do sindicato, da seguinte forma:

a) A comissão de 70 a 120 trabalhadores 3 representantes;

b) De 121 a 200 trabalhadores, 4 representantes;

c) De 201 a 500, 5 representantes;

d) Acima de 501 trabalhadores, 7 representantes;e) Será garantida estabilidade ao representante enquanto perdurar as negociações até 60 dias após o encerramento do cumprido.

04. Lavanderia de VestimentasDe dois em dois dias, a vestimenta do trabalhador  deverá ser lavada, passada e entregue no local de trabalho.

5. Kit de HigieneFornecimento de Kit Higiene Pessoal nas obras, Toalha, escova de dente, creme dental, papel higienico, sabonete.

6. Primeiros socorros

a) As empresas manterão em local apropriado e de fácil acesso, serviço de primeiros socorros, o qual conterá os medicamentos básicos;

b) Tratando-se de empresa com mais de 100 empregados, a mesma manterá enfermaria para atendimento de seus empregados, com pessoal habilitado;

c) Nas empresas com  mais de 200 empregados haverá ambulância de plantão, e 1 (um) aparelho desfibrilador, bem como uma pessoa devidamente habilitada ao seu manuseio;

d) Os serviços de primeiros socorros deverão atender todos os turnos de trabalho.

07. Assistência aos acidentados

a) Ocorrendo acidente do trabalho, as empresas custearão as despesas do empregado com tratamento médico laboratorial, inclusive fisioterapia, medicamentos, bem assim de locomoção e retorno a sua residência, para atendimento clinico e hospitalar;

b) Nos casos de gravidade, arcarão, também com as despesas hospitalares. Ainda, obriga-se o empregador a transportar o empregado, com  urgência, para local apropriado, em caso de acidente, mal súbito ou parto.

08. Capacitação  para assuntos relacionados com a segurança do trabalho

Será assegurado aos trabalhadores, tempo livre e remunerado, de no mínimo quatro horas semanais a cada dois meses, para participação em assembleias, reuniões, cursos, seminários e eventos sobre segurança do trabalho.

09. Respeito à mulher

a) reserva de vagas a mulher.

b) é vedada a prática discriminatória contra a mulher, desde admissão, e também do assédio sexual, violação de sua intimidade;

c) colocação a disposição das empregadas, periodicamente, da oportunidade de exames médicos para prevenção do câncer e colo do útero;

d) manutenção de local adequado para a higiene feminina;

e) proibição de revista vexatória;

f) Quando tiver mulheres na área de produção deverá ter vestiário e banheiros femininos separados.

10. Discriminação Racial, Religiosa e PartidáriaAs empresas deverão implantar políticas de orientação contra a discriminação racial, religiosa e partidária, em sintonia com as diretrizes do Governo Federal, e legislação aplicável.

§ 1° – As empresas deverão apurar os casos de discriminação racial, religiosa e partidária, ocorridos em seu âmbito e também os praticados contra os seus empregados no cumprimento das suas atividades, sempre que a elas forem denunciados.

§ 2° – A denúncia aqui referida deverá ser dirigida pelo próprio empregado, por escrito, a área de gestão das empresas, para análise e encaminhamento, a qual deverá encaminhar cópia ao Sindicato.

10. Quadros de avisos do sindicatoAs empresas colocarão a disposição do sindicato, um quadro para afixação de comunicados e informações de interesse dos trabalhadores.

Ramalho da Construção

“Sabemos que este ano não será fácil para nenhum setor e, com o da Construção Civil não será diferente. Certamente o setor sofrerá perdas graças à situação atual do País. Porém não podemos abrir mão dos direitos já adquiridos, como: o café da manhã, lanche da tarde, vale refeição”, atestou Ramalho da Construção em sua fala durante a assembleia.

Fonte: Mundo Sindical

São Paulo desbanca RJ em ranking global de sustentabilidade

São Paulo – Quando as demandas e políticas ambientais, sociais e econômicas locais estão em pauta, o Rio de Janeiro (RJ) tem uma das piores performances entre as 50 principais cidades do mundo. É o que mostra estudo da consultoriaArcadis divulgado recentemente.

A capital fluminense aparece em 40º no ranking geral de sustentabilidade 2015 da Arcadis e em último na lista das cinco principais cidades da América Latina e Central que foram analisadas no estudo.

São Paulo (SP), por sua vez, aparece em 31º no ranking global e é a segunda melhor colocada entre as metrópoles latinas, mas ficou atrás de Kuala Lumpur, na Malásia, por exemplo.

O estudo afirma que os desafios das cidades brasileiras são evidentes. “As brasileiras Rio de Janeiro e São Paulo tiveram uma nota alta na subcategoria ‘Planeta’, mas foram impactadas pelas notas baixas em ‘Pessoas’ [que mede a qualidade de vida] e ‘Rendimentos” [que mede a economia e o ambiente de negócios]”, afirma o texto.

A categoria “Planeta” avalia o consumo de energia de cada cidade e a proporção de energia renovável usada, além de taxas de reciclagem de lixo, emissões de gases estufa, risco de catástrofes naturais e poluição do ar e sanitária.

Neste quesito, São Paulo ficou em 16º e Rio de Janeiro, em 17º. Com isso, as cidades brasileiras desbancaram até Nova York, nos Estados Unidos, neste aspecto. A metrópole americana ficou em 20º no ranking. A explicação para isso reside na qualidade da matriz energética brasileira, que é predominantemente renovável.

Mas os aspectos sociais, de infraestrutura e econômicos seguem como os principais entraves para o desenvolvimento das cidades brasileiras. “São Paulo ainda está perdendo algumas soluções importantes”, afirma o texto. Segundo o estudo que deu destaque para a capital paulista, o “Custo Brasil” impede a principal metrópole do país de se posicionar “como um alvo dos negócios internacionais”.

A cidade também falha em atrair investimentos privados e “no desenvolvimento de uma força de trabalho mais qualificada, bem como na busca por adotar novas tecnologias para melhorar a eficiência do design, controle e avaliação da infraestrutura urbana”, diz o estudo.

Veja como ficou o desempenho das duas cidades brasileiras nos três índices:

Ranking São Paulo Rio de Janeiro Critérios
Ranking Geral 31 40 Combina os três pilares abaixo.
Ranking Pessoas 39 46 Infraestrutura de transportes, saúde, educação, desigualdade, qualidade de vida, proporção de espaços verdes na cidade
Ranking- Planeta 16 17 Consumo de energia de cada cidade e a proporção de energia renovável usada, além de taxas de reciclagem de lixo, emissões de gases estufa, risco de catástrofes naturais e poluição do ar e sanitária
Ranking Rendimento 39 46 Infraestutura de transportes (qualidade do transporte público e tempo médio para chegar ao trabalho), facilidade para fazer negócios, a importância da cidade em redes de negócios globais, PIB, custo de vida e eficiência energética.

“Nestas cidades, as áreas de desenvolvimento potencial são claras, mas isso também sugere que a sustentabilidade pode ser mais sensível à evolução das circunstâncias econômicas ou mudanças nas políticas ambientais”, afirma o texto sobre o desempenho das cidades dos países em desenvolvimento.

A Europa, por outro lado, domina as primeiras posições do ranking. Veja:

Posição no Ranking Geral Cidade País
1 Frankfurt Alemanha
2 Londres Inglaterra
3 Copenhage Dinamarca
4 Amsterdã Holanda
5 Rotterdam Holanda
6 Berlin Alemanha
7 Seul Holanda
8 Hong Kong China
9 Madri Espanha
10 Singapura Singapura

Fonte: EXAME

Pela 18ª vez consecutiva, voltou a subir o nível do principal manancial de abastecimento da região metropolitana de São Paulo, o Cantareira. O nível passou hoje (23) de 10,4% para 10,6% e leva em consideração o uso da segunda cota do volume morto ou reserva técnica (retirada da água que fica abaixo das comportas).

A elevação ocorreu mesmo sem chuvas, de ontem (22) para hoje, na região do sistema. Com a alta a condição do Cantareira, praticamente, equivale à do período em que começou a utilização da segunda cota, em 15 de novembro do ano passado, quando o reservatório atingiu o nível de 10,7%. Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), se a elevação do nível dos seis reservatórios prosseguir, nos próximos dias, as retiradas de água serão feitas da primeira cota.

A primeira cota do volume morto começou a ser bombeada em maio de 2014, quando o armazenamento era 182,5 bilhões de litros de água no sistema. Quando entrou em operação a retirada da segunda cota, o volume era de 105 bilhões de litros de água. A capacidade total do Sistema Cantareira é 1 trilhão de litros.

Além das chuvas mais frequentes neste mês, com um acumulado de 266,5 milímetros (mm), bem acima da média histórica para todo o mês de fevereiro (199 mm), o que tem contribuído para essa evolução é a campanha de redução no consumo com a distribuição de bônus para quem gasta menos água e de multa em caso de desperdícios.

Em fevereiro, também houve diminuição mais drástica no limite máximo de retirada de água desse sistema. A quantidade estabelecida pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (Daee) passou de 22,9 milhões de metros cúbicos (m³), em janeiro, para 7,2 milhões de m³, em fevereiro. A vazão média para a região metropolitana foi fixada em 13,5m³/s e para a bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), de 2 m³/s.

Em nenhum dos demais sistemas de abastecimento administrados pela Sabesp foi registrada a ocorrência de chuvas, mas ainda assim dois mananciais elevaram os níveis de água armazenada: o Alto Tietê (de 18,2% para 18,3%) e o Rio Claro (de 35,3% para 35,4%). Na represa do Guarapiranga, o nível ficou estável em 57,5% e no Alto Cotia houve queda (de 83,6% para 83,4%). O mesmo ocorreu em relação ao Rio Grande (de 83,6% para 83,4%).

Fonte: EBC

Segundo a empresa, volume abasteceria 3 milhões de pessoas.

Quais são as chances de São Paulo amenizar a crise de abastecimento de água? A solução pode estar em rios mapeados há muito tempo, mas que só agora serão explorados. As chuvas dos últimos dias têm ajudado. Mas ainda são insuficientes para afastar a possibilidade de racionamento.

Em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo. A partir deste ponto, começa uma longa caminhada até um rio que pode ser uma esperança para aumentar a quantidade de água nas torneiras de muitos consumidores. O Fantástico segue com a Sabesp, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo.

O Fantástico vai acompanhar o pessoal nesta expedição, na busca por novas fontes de água e segue por uma trilha que tem, mais ou menos, uns três quilômetros até chegar ao rio.

O caminho é usado por turistas de pousadas da região. Em alguns pontos, é bem fechado e cheio de obstáculos. O trajeto revela o que vamos ver lá na frente. No meio do caminho, o grupo já encontra muita água.

Também são vistos sinais de que a equipe não é a única a passar pelo local. No caminho, havia pegadas de onças.

Depois de quase uma hora e meia de caminhada, o grupo conseguiu chegar ao Rio Itatinga. Daqui, devem ser retirados 1,2 mil litros de água por segundo.

Fantástico: Dá para abastecer quantas pessoas?
Fernando Lourenço de Oliveira, superintendente da Sabesp: Aproximadamente, 500 mil pessoas, 24 horas por dia.

Se os planos da Sabesp derem certo, essa água pode aumentar a capacidade do sistema Alto Tietê, que atende atualmente 4,5 milhões de pessoas. Tem sido usado também para ajudar a abastecer consumidores do Sistema Cantareira, que foi o mais afetado pela falta de chuva. Mas, para que essa nova fonte de água consiga chegar ao Alto Tietê, ela vai ter que ser captada de um ponto do Rio Itatinga. E passar por uma tubulação que ainda nem começou a ser construída.

“Aqui é um ponto de altitude, por exemplo, que a gente vai ter como referência via satélite. Isso aqui fica marcado até o final da obra”, mostra Fernando Lourenço de Oliveira.

Depois da mata, a tubulação seguirá por uma estrada. Os pontos já estão sendo marcados. A tubulação que vai ser instalada é parecida com a exibida no vídeo acima. A obra já está mais adiantada. Ela está sendo feita em um outro ponto da Região Metropolitana de São Paulo e também tem o mesmo objetivo: levar mais água até o sistema Alto Tietê.

A adutora de nove quilômetros vai ficar embaixo da terra. A água que passará pelos canos gigantes vai vir de um rio que fica em Suzano, a 80 quilômetros de São Paulo. Ele é estreito e tem muito mato. Mas a Sabesp diz que no local tem bastante água e que a obra será entregue rapidamente.

Márcio Gonçalves de Oliveira, superintendente da Sabesp: Nós vamos retirar mil litros de água por segundo. Consegue atender 300 mil habitantes com mil litros por segundo. Esse sistema todo, nós vamos estar finalizando no final de maio.

Fantástico: Então, três meses, a obra já está pronta?
Márcio Gonçalves de Oliveira: Esse é o prazo.

Segundo a empresa, outras obras estão previstas ainda para este ano. Algumas ainda precisam de autorização de órgãos ambientais. Mas, quando ficarem prontas, vão aumentar a quantidade de água dos sistemas Alto Tietê e Guarapiranga. Juntos, eles abastecem hoje quase 10 milhões de pessoas.

Com esses investimentos, devem ser injetados mais 10 mil litros de água por segundo, aproximadamente, já em 2015. O suficiente, de acordo com a Sabesp, para abastecer 3 milhões de pessoas. A empresa já conhecia esses rios havia muito tempo, mas só agora, com a crise hídrica, decidiu usar essas fontes.

Fantástico: Vocês sabem que existe esse rio e que ele poderia ajudar o Alto Tietê há quanto tempo?
Fernando Lourenço de Oliveira: Esse estudo já tem, pelo menos, uns oito a dez anos.
Fantástico: Vocês avaliam que vocês podiam ter feito essas obras antes?
Fernando Lourenço de Oliveira: A intenção dessas fontes é abastecer o crescimento da macrometrópole para 20, 30 anos. Ninguém, na década passada, esperava por uma crise, uma estiagem, tão forte, que a mais de 80 anos viria.

O engenheiro José Roberto Kachel, que trabalhou 34 anos na Sabesp e faz parte do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, faz alguns alertas: “Esses rios, na verdade, eles estão tão secos quanto os outros da Região Metropolitana, porque o efeito da seca é generalizado. Se melhorou a vazão agora com essas chuvas, melhorou de uma forma geral. A hora que secar, seca todo mundo junto, não tem melhor nem pior, é a mesma coisa. Face a essa tragédia aí que nós estamos, uma maneira de gerir os recursos hídricos em São Paulo vai ter que mudar drasticamente. Ou seja, a garantia de abastecimento não vai depender mais só de chuva”, ele explica.

Fantástico: Vocês estão procurando várias outras fontes nesse momento?
Fernando Lourenço de Oliveira: Sim, para gente atravessar 2015 com menos esforço, com menos trabalho, vamos dizer assim, ou tanto impacto. Mas o impacto já está aí, não tem como voltar.

Fonte: G1

A crise hídrica que enfrentamos pode ser a grande oportunidade para repensarmos nossos hábitos e construirmos uma nova convivência social.

Por Jorge Abrahão*

A região metropolitana de São Paulo terá de enfrentar daqui para a frente, e provavelmente durante alguns anos, mudanças radicais de hábitos em relação ao uso da água. Não é exagero afirmar que nada será como antes: tomar banho, lavar louça, dar descarga, escovar os dentes. Mas não só isso. Indústria, comércio e agricultura – setores que mais consomem esse recurso – também precisam trabalhar contra o desperdício. E governos, preparar-se melhor para enfrentar os desafios da gestão desse recurso estratégico para a própria vida de qualquer lugar.

Já sabemos que toda forma de vida deste planeta precisa de água. Ela é também essencial para o desenvolvimento socioeconômico. Mas é um recurso finito e distribuído de maneira desigual entre países e entre regiões.

A água cobre dois terços da Terra, mas apenas 25% desse volume são de água doce, a maior parte congelada em geleiras. Assim, só 1% da água doce existente é adequado ao consumo humano e está distribuído em rios, lagos e lençóis subterrâneos de difícil acesso.

O Brasil tem a maior reserva de água doce do mundo – 12%. Mas essa água não está distribuída igualmente pelo território. A maior parte localiza-se na Amazônia. Mesmo assim, a Grande São Paulo é cortada por vários rios que, se utilizados para abastecimento, poderiam diminuir o problema da escassez que nos afeta agora. Só que todos eles foram canalizados e estão poluídos de tal forma que não servem nem mesmo para regar plantas, segundo especialistas. Isso mostra o descaso com que a sociedade e os governos sempre trataram um recurso estratégico e finito.

Pois, ao contrário do que ocorre no resto do mundo, nossa crise vem da abundância. O brasileiro consome, em média, 200 litros de água por dia, quando a quantidade diária ideal recomendada pela Organização das Nações Unidas (ONU) é de 110 litros. Gastamos 215 litros para lavar carro com mangueira, 135 litros para tomar banho de ducha, 279 litros para lavar calçada. Tudo isso com água tratada.

Mas, há desperdícios maiores. Os distribuidores de água deixam pelo caminho 38% da água tratada no país. Isso equivale a 3,6 bilhões de litros perdidos anualmente.

Na agricultura, boa parte da água utilizada nas lavouras é perdida na evaporação, por conta da baixa eficiência tecnológica das fazendas. Os agrotóxicos também colaboram para diminuição dos recursos hídricos do país, pois contaminam lençóis freáticos e mananciais. Com isso, é preciso captar mais água para as lavouras, reduzindo a disponibilidade dela tanto para o campo quanto para as cidades, bem como comprometendo a qualidade dos rios e das espécies aquáticas.

A água é vital para todas as espécies vivas do planeta. Por isso, precisamos estabelecer um modo de utilização que permita nossa sobrevivência sem pôr em risco a sobrevivência dos demais seres.

A crise hídrica pela qual estamos passando pode ser a grande oportunidade para repensarmos nossos hábitos e construirmos uma nova convivência social, mais solidária, participativa e compartilhada.

Vamos mostrar como é possível, comentando um caso concreto de gestão empresarial sustentável, o foco do Ethos.

O exemplo da Coca Cola

A indústria de bebidas utiliza grandes volumes de água em seus processos. Por isso, as empresas vêm se preocupando em encontrar soluções para a escassez já há algum tempo. A Coca Cola do Brasil, por exemplo, lançou em 2006 o desafio de ser neutra em água até 2020. Para chegar lá, adotou a estratégia dos 3 Rs:

Reduzir. Utilizar 1,35 litro de água por litro de bebida produzida. Hoje, a empresa produz 1 litro de bebida com 1,4 litro de água, incluindo o conteúdo da embalagem.

No âmbito interno, a instalação de banheiros inteligentes garantiu a redução de 21% no consumo de água.

Repor. Devolver à natureza 100% da água utilizada na produção das bebidas. Para atingir esse objetivo, a Coca Cola fez parceria com as ONGs The Nature Conservancy (TNC) e SOS Mata Atlântica no projeto “Água das Florestas”. Em 265 hectares localizados nas bacias dos rios Piraí (SP) e Guandu (RJ) foram plantadas mais de 2.000 mudas de espécies nativas por hectare, melhorando a qualidade da água e restabelecendo o ecossistema e o acesso da população a água limpa. O projeto também contribuiu para a redução de carbono.

Reciclar. Estar cem por cento em conformidade com os parâmetros de tratamento de efluentes. Além disso, a Coca Cola buscou fontes alternativas de recursos hídricos, como água de chuva. Além da sede, no Rio, a alternativa é empregada em mais 14 fabricantes no país, que captam 190 milhões de litros por ano, representando 1% do consumo total do sistema.

Ao todo, a redução aumentou de 8,2 milhões de metros cúbicos, em 2010, para 9,4 milhões, em 2011. Além disso, a Coca Cola informa ter reduzido em 15% a emissão de carbono.

E com relação ao racionamento?

Essas medidas vão ser suficientes para manter essa e outras empresas funcionando durante o aperto anunciado pela drástica redução no fornecimento de água em São Paulo?

A higiene básica dos trabalhadores é garantida pela CLT e ela pode ser impactada pela falta de água prolongada. Qual a solução?

Aqui no Instituto Ethos, nós estamos tentando, em primeiro lugar, economizar ao máximo para fazer com que a água dure nos reservatórios, mesmo que o abastecimento seja interrompido. Escovar os dentes utilizando copo de água, reduzir a pressão das torneiras e das descargas, trocar copos de vidro por descartáveis e conscientizar os funcionários para que usem esse descartável por mais de uma vez. Também, estamos conversando com nossos vizinhos dos outros andares, para encontrarmos outras soluções.

Ao mesmo tempo, buscamos mobilizar empresas para articular com órgãos públicos e a sociedade civil fóruns de discussão permanente nos quais a população possa ser informada das reais condições dos reservatórios, opinar sobre medidas a serem adotadas e votar. Transparência e participação são fundamentais num momento de crise como este.

Jorge Abrahão é diretor-presidente do Instituto Ethos.

Fonte: Instituto Ethos

Houve instituição que gastou R$ 1,5 milhão em uma obra para aproveitar a água que cai nos telhados do prédio

Investimentos e criatividade são as ferramentas das escolas da Grande São Paulo para lidar com a falta de água. As cisternas têm sido uma das opções mais procuradas para os estabelecimentos que podem arcar com os custos. Apesar de a água da chuva não ser própria para consumo, as reservas podem ser usadas para garantir a limpeza e o funcionamento dos banheiros.

O Colégio Pio XII, no Morumbi, zona sul paulistana, gastou R$ 1,5 milhão em uma obra para aproveitar a água que cai nos telhados da escola. “O colégio, há mais de um ano, começou uma obra para ampliar a área do telhado para, além de cobrir toda a área do prédio, permitir que a água seja captada e concentrada em um único espaço de armazenamento”, explicou o coordenador administrativo, Vicente Brandão Neto. Segundo ele, apenas meia hora de chuva forte é suficiente para encher os 40 mil litros da cisterna.

O prédio mais novo do complexo onde estudam 1,3 mil jovens já foi construído com os equipamentos para captação de água da chuva. Vicente ressalta que a preocupação com o meio ambiente faz parte dos ideais da escola. “Como é um colégio franciscano, já faz parte da filosofia do colégio se preocupar como o meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável.”

Mesmo não sendo atendido pelo Sistema Cantareira, que tem a situação mais crítica, o Pio XII não está à margem da crise que afeta toda a metrópole. De acordo com o administrador, nos últimos meses, a água vem chegando com uma cor barrenta. “A gente nota que nos vasos sanitários fica uma mancha quando a água fica parada muito tempo”, conta. As alterações no abastecimento têm até causado entupimento nos filtros. “A gente costumava trocar os filtros apenas na validade, que dura seis meses. Hoje, a gente chega trocar o filtro com dois ou três meses por entupimento”, relata.

Na Luz, região central da capital, a Escola Estadual Prudente de Moraes também conta com o reforço de uma cisterna que aproveita a água que cai no telhado e no pátio. A instituição é uma das 104 escolas estaduais que contarão com o novo sistema. A rede estadual é composta de 5,3 mil estabelecimentos de ensino.

A diretora da Prudente, Mirian Koiffman, avalia que a cisterna mais a caixa de água garantam uma autonomia de quatro dias, em caso de um racionamento mais severo. “Eu acredito que aqui não vai ter problema nenhum”, disse otimista em relação ao abastecimento da escola que tem 1,2 mil alunos de 6 anos a 10 anos. Porém, em caso de problemas no abastecimento, a orientação é chamar a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A empresa disponibiliza o Número 195 para atendimento de estabelecimentos prioritários, como escolas e hospitais. Em caso de falta de água, a Sabesp diz que garantirá o abastecimento com caminhões-pipa.

Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Luiz Olinto Tortorello, em São Caetano do Sul (ABC paulista), alunos e professores trabalharam juntos para uma solução que reduzisse o consumo de água. A ideia tem dado certo e consiste em colocar uma garrafa plástica dentro das caixas das descargas, reduzindo o consumo em um litro por uso. A medida conseguiu diminuir em 6,5 mil litros o consumo diário de 52,5 mil litros. “Nós stamos fazendo uma bela economia”, enfatizou o diretor Vilson De Biazi.

Fonte: Diário de Pernambuco

Economia e utilização de água de chuva são alternativas

Utilizada na construção civil como uma das principais matérias-primas, a água, em tempos de crise, se torna um bem ainda mais importante e passa a ser administrada com mais atenção. Em Limeira, representantes do setor buscam mais conscientização, além de alternativas para evitar impactos nas obras.

Segundo o presidente do Sincaf (Sindicato Patronal das Indústrias da Construção de Limeira), Mário Botion, o uso da água na construção civil é fundamental e, por isso, a limitação de seu uso seria prejudicial. “Com exceção de indústrias de mármore ou granito, por exemplo, é difícil fazer a reutilização da água. Não há maneira direta de se evitar seu uso na construção civil. Por isso a situação preocupa o segmento, principalmente pela situação econômica atual do País”, explica.
Botion explica que a economia de água já é estimulada na construção, bem como sua reutilização quando possível, assim como já acontece com o reaproveitamento de resíduos sólidos. “Já temos feito trabalhos de conscientização antes mesmo da crise. Propomos com empresas cursos de qualificação e certificação, que adotam indicadores de uso da água, energia e resíduos sólidos”, conta.
Na manhã de ontem, a vazão medida chegou a 15.640 litros por segundo. O volume necessário para abastecimento do município é de 730 litros por segundo. Com a possibilidade de chuvas para hoje e amanhã, os níveis dos rios podem continuar altos. Segundo o diretor da Odebrecht Ambiental, Tadeu Ramos, as chuvas no mês de fevereiro foram positivas e podem superar a média histórica. “Este mês já choveu a média histórica e a tendência é superar”, comenta.

REAPROVEITAMENTO

Para o presidente do Siticecom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Cerâmicas, da Construção Civil e Mobiliário de Limeira e Região), Ademar Rangel, o reúso é uma alternativa para evitar que o setor sofra com um possível período de racionamento. “É uma preocupação com o futuro. Por isso, é preciso tomar providências, pois, sem água, a construção civil não existe”, comenta.

Rangel afirma que a crise hídrica ainda não impactou o setor em Limeira. Contudo, existe a preocupação de que a escassez de água possa provocar retrações no segmento devido à falta da principal matéria-prima. “Todos estão sendo conscientizados. Pretendo discutir também com o sindicato patronal para que possamos ampliar ações e evitar desperdícios. Vemos muitos canteiros de obras em que pedreiros e mestres de obras deixam mangueiras jorrando água. Temos que evitar esse problema”, explica.

O armazenamento da água da chuva é apontado pelos dois representantes sindicais como fonte para uso nos processos da construção civil. Para Botion, há capacidade estrutural e técnica para que isso possa ser feito de forma eficiente. Já para Rangel, essa é uma solução que pode acabar com o desperdício. “A água da chuva pode servir para algumas coisas nos canteiros de obras. É um recurso cada vez mais necessário”, diz.

Nível de mananciais sobe com chuvas

As chuvas dos últimos dias têm contribuído para o aumento no volume de água dos mananciais que abastecem Limeira. Segundo o monitoramento do portal Juntos Pela Água – mantido pela Odebrecht Ambiental -, o nível é considerado alto.

Mesmo quando as chuvas não ocorrem especificamente em Limeira, mas em cidades próximas, como Americana, Araras, Cordeirópolis, Artur Nogueira e Engenheiro Coelho, a precipitação contribui para a Bacia do Pinhal e reforça o sistema de captação na cidade.  Apesar das chuvas de fevereiro terem elevado os níveis do rio Jaguari e Ribeirão Pinhal, o consumo consciente de água deve ser mantido, segundo a concessionária. Primeiramente, pela imprevisibilidade do clima, e, em seguida, pelas condições atuais dos rios em absorver e armazenar a água nos lençóis freáticos. Contudo, Tadeu se mostra otimista em relação ao abastecimento na cidade. “Chovendo dentro do esperado, 2015 será um ano melhor do que 2014. São previsões, mas ninguém pode afirmar o quanto vai chover neste ano. Mas não podemos descuidar das ações de prevenção”, explica.

Fonte: Jornal de Limeira

De acordo com pesquisa do grupo Lopes, 43 empreendimentos foram lançados no período e outros 42 estão previstos
Kelly Amorim, do Portal PINIweb
30/Janeiro/2015

A região central da cidade de São Paulo recebeu nos últimos três anos 43 lançamentos imobiliários, que movimentaram R$ 2,9 bilhões de Valor Geral de Vendas (VGV), de acordo com pesquisa realizada pela área de Inteligência de Mercado da Lopes. Os empreendimentos lançados contam com 49 torres e o total de 7.290 apartamentos.

De acordo com o levantamento, 93% das unidades lançadas têm até 69 m² e os outros 7% medem entre 70 e 109 m². O tíquete médio aferido no período na região central é de R$ 402 mil, e a média do preço do metro quadrado é de R$ 10.210.

Os empreendimentos lançados também foram classificados de acordo com o padrão e são distribuídos entre os segmentos popular (5%), econômico (46%), médio (39%), alto (5%) e altíssimo (5%).

Do total de unidades lançadas, 20% estão em estoque. A Lopes identificou ainda o lançamento futuro de outros 42 projetos.

Fonte: Pini Web

As bicicletas conquistaram de vez as ruas das maiores metrópoles do mundo. Apontadas como a melhor solução para enfrentar o caos da mobilidade, elas ajudam a manter a boa forma e aumentar a produtividade dos trabalhadores.

Anna Carolina Rodrigues
Você S/A – 11/2014

Se você é daqueles que sempre tem uma desculpa na manga para deixar o carro e m casa e usar a magrela para ir ao trabalho, enumeramos cinco motivos para convencê-lo a fazer esta mudança já!

1. Dinheiro no bolso
No Brasil, os preços de bicicleta ainda são altos por causa dos impostos, mas é possível comprar um bom modelo por cerca de 1 mil reais. Ainda assim, o valor é muito inferior ao preço de um carro, que exige gastos com gasolina, seguro e IPVA — a bicicleta precisa de manutenção de rotina a cada três meses e troca eventual de peças. Só para comparar: um pneu de bike custa 90 reais, enquanto um de carro custa 120 reais, em média. E quem usar a bike para percorrer 10 quilômetros de casa até o trabalho cinco dias por semana economiza 1.560 reais por ano em combustível, de acordo com cálculo do site Eu vou de Bike.

2. Tempo recuperado
Pedalar por um trecho de 6 quilômetros ou menos em áreas urbanas leva, em geral, menos tempo do que dirigir pela mesma distância, segundo a associação Transporte Ativo. Para distâncias de 6 a 10 quilômetros, o tempo gasto pela bicicleta e pelo carro costuma ser o mesmo. A bike também evita perda de tempo em congestionamentos e na hora de estacionar. Além disso, o ciclista pode economizar minutos do dia ao substituir a ida à academia pela pedalada.

3. Saúde em dia
Andar de bicicleta é uma atividade com baixo risco de lesões, perfeita para sair do sedentarismo. Por ser um exercício aeróbico, o ciclismo ajuda a controlar a pressão arterial, aumenta a capacidade pulmonar e cardíaca, protegendo o coração do infarto. De acordo com uma pesquisa do Instituto do Coração, de São Paulo, ciclistas que pedalam três vezes por semana eliminam cinco vezes mais rápido o LDL (colesterol ruim, que em altos níveis contribui para o entupimento das artérias) do que os sedentários.

4. Mais bem-estar
Ao fazer uma atividade física como pedalar, o corpo libera a endorfina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Por isso, ir de bike até o trabalho pode ajudar os profssionais a chegar lá se sentindo mais leves. É o que aponta um estudo feito na Grã-Bretanha e publicado no periódico Preventive Medicine. Os cientistas acompanharam 18 mil britânicos com idades de 18 a 65 anos para saber como o meio de transporte usado para ir ao trabalho infuenciava na percepção de bem-estar. Resultado: quem vai de bicicleta ou transporte público se sente menos pressionado e tem mais facilidade de se concentrar do que os motorizados.

5. Produtividade em alta
Um estudo da Universidade de Bellarmine, nos Estados Unidos, com 2.600 entrevistados, mostrou que pessoas que se exercitam 150 minutos por semana, como muitos ciclistas, têm uma melhora de 65% na qualidade do sono. A consequência? Mais produtividade.

Planeta Sustentável

Prédio utiliza mais de 20 conceitos e tecnologias considerados ecoeficientes

O EcoCommercial Building (ECB), edifício da Bayer MaterialScience construído em São Paulo, é o primeiro do País a receber a certificação Leed-NC Platinum, do U.S. Green Building Council. O prédio, cujo projeto é assinado pelo escritório Loeb Capote Arquitetura e Urbanismo, utiliza mais de 20 conceitos e tecnologias considerados ecoeficientes.

Entre os itens avaliados pela instituição certificadora, está a redução no consumo de água potável em 94,8%, com sistema de aproveitamento de água da chuva; reciclagem de 97% dos resíduos construtivos; geração de energia solar por painéis; aproveitamento da iluminação e ventilação naturais em 100% dos espaços; uso de ar-condicionado em apenas 5% da área útil; e conservação das árvores nativas do terreno. O edifício também possui sistema de controle para medir toda a geração de energia solar, consumo de água e energia por tipo de uso, volume de águas de chuvas captado e emissões de CO2 evitadas.

Por integrar o Programa Bayer de Clima, que reúne as ações do grupo para a preservação do meio ambiente, o edifício usa elementos do clima brasileiro para garantir a eficiência energética, tais como isolamento térmico em tetos e paredes com poliuretano; placas translúcidas de policarbonato nas fachadas que bloqueiam calor e permitem entrada de luz natural; e brises, persianas e películas para proteção solar e diversas aberturas para circulação de ar.

Prédios desta iniciativa já existem na Alemanha, Bélgica, China, Estados Unidos, Índia e Tailândia. No Brasil, o ECB funciona como espaço de convivência dos dois mil colaboradores da unidade, além de ser aberto para visitação, treinamentos e eventos em construção sustentável.

Fonte: Portal Piniweb.

Um novo padrão que irá promover transparência e consistência ao mercado imobiliário foi lançado mundialmente nesta segunda-feira, 24. O International Property Measurement Standard para imóveis comerciais (IPMS for Office Buildings) é o resultado de um esforço global  para criar um método único, padronizado e uniforme de medição de propriedades comerciais.

As normas foram estabelecidas por uma coalização formada por mais de 55 organizações, entre elas RICS, Secovi-SP, CB Richard Ellis, Cushman & Wakefield e Colliers que apoiam a padronização, garantindo uma metodologia única e coerente para uso em todo o mundo.

“Este é um avanço enorme para o Real Estate e a RICS está orgulhosa por fazer parte desde o início. Os membros da RICS desempenham um papel fundamental na implementação e consultoria das melhores práticas para o mercado de propriedade em mais de 140 países pelo mundo. O IPMS irá garantir que avaliadores, clientes e empresas recebam informações consistentes, transparentes e que permitam comparações entre propriedades de qualquer parte do mundo”, afirma Sean Tompkins, CEO da RICS.

Para Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP, “é fundamental que haja padronização e que todos ‘falem a mesma língua’”. E acrescenta: “Um padrão de medida internacional comum irá impactar positivamente os mercados imobiliários em todo o mundo”.

O IPMS surgiu a partir da necessidade de padronização das normas de medição, em substituição as adotadas localmente, que muitas vezes são inconsistentes e confusas. Na Índia, por exemplo, as medidas de um escritório podem incluir áreas externas de estacionamento de veículos de passeio, enquanto na Espanha as medidas locais muitas vezes consideram espaços de lazer como área do escritório. Dependendo do padrão utilizado na avaliação, áreas equivalentes podem variar em até 24% ao redor do mundo, segundo pesquisa realizada pela JLL.

“Existe uma tendência mundial em cada mercado de buscar parâmetros para a definição melhor de sua ´área locáve´ preservando-se formas e normas locais. A ideia de se buscar uma uniformização das medidas de áreas locáveis com critérios definidos globalmente permitirá um enorme entendimento sobre diversos tipos de edificações, com uma comparação mais justa entre diferentes empreendimentos e principalmente um entendimento técnico maior de usuários e investidores”, afirma Walter Cardoso, Presidente da CBRE no Brasil.

Estima-se que as transações de mercado de imóveis comerciais tenham movimentado US$ 1 trilhão mundialmente ao longo de 2013, de acordo com dados do Real Capital Analytics.  O IPMS chega agora para fornecer dados consistentes de medição, que irão garantir a transparência nas negociações globais de Real Estate.

“Acho que o IPMS será muito importante para o mercado brasileiro no sentido de trazer mais transparência e comparabilidade com os mercados internacionais”, afirma Celina Antunes, CEO da Cushman & Wakefield para América do Sul.

O governo de Dubai já anunciou planos para adotar o IPMS como padrão oficial do país, em resposta ao crescimento da base de investidores internacionais atuando no setor de imóveis comerciais da cidade. Mais de 100 empresas também já sinalizaram a intenção de utilizar o IPMS em suas transações.

“A padronização trará inúmeros benefícios para o mercado comercial. A maior transparência nas características físicas – resultante da normatização do cálculo da área – possibilitará maior assertividade na análise dos investimentos e na eleição de espaço para ocupação”, diz Paula Casarini, vice-presidente da Colliers.

A RICS irá  apresentar em breve o guia de orientação para a utilização do IPMS, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2015. Enquanto isso, a coalizão irá continuar a trabalhar na padronização de normas, com especial atenção para imóveis residenciais – que deverá ser assinado no próximo ano.

Fonte: IPMSC / Secovi-SP

O presidente da Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, tem uma alternativa para solucionar o problema do preço dos terrenos destinados à construção de habitações populares, um dos principais entraves apontados pelo setor da construção civil para a continuidade do programa Minha Casa Minha Vida.

Segundo ele, se há uma meta física para a construção de mil unidades em um município, a cidade tem de destinar, no plano diretor, área para duas mil. “No instante que houver o dobro da terra para quantidade necessária, o preço estabiliza”, afirmou ele, em entrevista à Agência Caixa de Notícias.

Martins reafirmou a defesa para que o Minha Casa Minha Vida passe a ser considerado uma política de estado, e não de governo, de forma a evitar a descontinuidade. Ele ressaltou, na entrevista, que o Minha Casa Minha Vida foi decisivo para a formalização das empresas que atuam na área de habitação popular. Na sua opinião, o programa deve continuar sendo grande indutor de crescimento da área.

Qual a expectativa do mercado da construção civil para 2015? A inclusão de 350 mil unidades no Minha Casa Minha Vida deve ajudar no crescimento do setor?

O Minha Casa Minha Vida deve ajudar no crescimento da construção civil, sem dúvida.  É muito importante a garantia de que possamos iniciar janeiro contratando no Minha Casa Minha Vida. Estimula porque não haverá descontinuidade.

O que precisa ser feito são os novos parâmetros para o mercado em 2015, seja o limite dos valores (faixas de renda), a forma de atuação nas regiões do país e a situação dos municípios que atingiram a meta de contratação. Se for parametrizado rapidamente, 2015 será um ano exitoso para o Minha Casa Minha Vida.

Como a indústria avalia as contribuições da habitação popular para o mercado?

Hoje, existem 500 mil trabalhadores com emprego direto ligado ao Minha Casa Minha Vida. Quando tenho um universo de 3,5 milhões de trabalhadores, na construção civil, com carteira assinada, dá para ver o grau de importância. Antes, 87% eram autogestão.

O Minha Casa Minha Vida contribuiu para a formalização. Aí, você tem qualidade melhor, prazos compatíveis, formalidade, documentação, financiamento, tudo organizado.

O que a indústria tem feito para melhorar a produtividade?

Investimento e capacitação. Capacitando melhor, o trabalhador se torna mais produtivo, tem salário melhor e fica mais satisfeito. Investir em equipamentos melhora as condições de trabalho.

É muito melhor um trabalhador usar uma empilhadeira do que carregar um saco de cimento. Mas uma empilhadeira não se paga em uma obra. Por isso, na parte de tecnologia, a continuidade do programa é vital.

O senhor defende a tese de que habitação popular deveria ser política de estado…

É uma questão de sobrevivência do programa Minha Casa Minha Vida ser enquadrado como uma política de estado e não de governo. Os governos podem ajustá-lo. Cada dia mais, a habitação de interesse social demanda tecnologia.

O custo tem que ser reduzido, a produtividade aumentada e a qualidade do imóvel melhor. Tem que incorporar tecnologia. Para isso, é preciso garantia de sequência.

Qual avaliação da CBIC sobre o preço dos terrenos?

É importante que se criem políticas que estimulem a oferta de terras urbanizadas. A CBIC enviou proposta ao governo em que defende a ideia de que, se eu tenho meta física para construir mil unidades em um município, a cidade tem de destinar, no plano diretor, área para duas mil (unidades). No instante que tiver o dobro da terra para quantidade necessária, o preço estabiliza.

Fonte: Agência Caixa de Notícias

No bairro de Cazucá, na capital colombiana, Bogotá, foi construído um centro comunitário a partir de mais de 40.000 garrafas de plástico recicladas. Construído pela Fundação Nukanti, o centro oferece espaço para várias atividades que facilitam a inserção social de grupos vulneráveis, como as mulheres, crianças e jovens afetados pela pobreza extrema, conflitos e violência.

A comunidade de Cazucá alberga cerca de 70.000 pessoas e é conhecida pela pobreza extrema e acessos deficitários aos serviços públicos. De maneira a minimizar estes problemas, a Fundação Nukanti, em parceria com a Green Hope da Colômbia e a Stakey Hearing Foundation, construiu este centro que não só oferece um espaço seguro para as crianças, mulheres e jovens com problemas como também educa a comunidade para as técnicas de construção sustentáveis.

A construção do centro demorou cerca de dois anos e recorreu a mão-de-obra local. Actualmente, estão a ser instalados painéis solares que irão gerar electricidade para o centro, escreve o Inhabitat.

Fonte: Green Savers

Há ou não há tratamento do efluente? Na tabela é dito que não há tratamento e no texto diz que há tratamento.

O tratamento do efluente não é feito na Quimicryl. Todo efluente industrial gerado é armazenado em caixas de contenção e transportados em caminhões tanque até a estação elevatória de esgotos do Piqueri. O tratamento é feito nesta estação.

O que é DBO?

DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) é a quantidade de oxigênio necessária para degradação da matéria orgânica no efluente.

O que são sólidos suspensos totais?

Conforme definição contida no site da CETESB[i], em saneamento, sólidos nas águas correspondem a toda matéria que permanece como resíduo, após evaporação, secagem ou calcinação da amostra a uma temperatura pré-estabelecida durante um tempo fixado.

Onde é feito o tratamento do efluente que é transportado até a estação elevatória de esgotos do Piqueri?

O tratamento do efluente é realizado na estação elevatória de esgotos do Piqueri.

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[i] Saiba mais acessando o site da CETESB: www.cetesb.sp.gov.br

As perguntas foram realizadas pelos colaboradores da Quimicryl.

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Quando começou a medição?

A medição teve início em maio de 2013 após a implantação do relógio eletrônico de ponto.

Nos anos de 2012 e 2013, como eram feitos os controles de lesões?

Nos anos de 2012 e 2013 não existia um controle das lesões, o tratamento era feito pontualmente a cada ocorrência e os registros feitos manualmente em livros de ponto RH e quando necessário aberto o CAT (Comunicado de Acidentes de Trabalho).

Quem trabalha externo como é feito o controle e se tiver acidente para os externos como é feito o monitoramento?

Os colaboradores que exercem suas funções fora das dependências da Quimicryl (Vendedores e Assistentes Técnicos) não possuem acompanhamento através do registro eletrônico. Para os casos de acidentes de trabalho, o procedimento de análise, abertura do CAT e tratamento da ocorrência, são os mesmos aplicados para acidentes envolvendo colaboradores fixos (que exercem suas funções dentro das dependências da Quimicryl), desde que a empresa seja comunicada.

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As perguntas foram dadas pelos colaboradores da Quimicryl.

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Divulgar mais o DS (Diálogo de Segurança)

Implementado há mais de um ano pela CIPA, o DS – Diálogo de Segurança – é um diálogo realizado quinzenalmente com os colaboradores da Quimicryl, incluindo também os prestadores de serviços fixos. O DS Tem como objetivo despertar a conscientização de todos sobre suas atividades diárias, ou seja, preocupação constante com segurança do trabalho, saúde, meio ambiente e qualidade.

Durante os diálogos diversos temas são abordados:

Dengue
Riscos na Copa
Conscientização e racionamento de água
Saúde emocional
Respeito ao próximo
Saber ganhar e perder
Cuidados no inverno
Riscos e cuidados em cada departamento
Responsabilidades da CIPA

A CIPA promoverá a divulgação do DS (Diálogo de Segurança) utilizando como meios de comunicação as reuniões de Análise Crítica, Fechamento de Indicadores de Desempenho, redes sociais, site da empresa e através dos próprios diálogos.

Fazer estudo de ergonomia no escritório, pensar nas cadeiras que são utilizadas

Todas as ações que visam proporcionar o bem estar dos colaboradores devem ser estimuladas. Esta ação faz parte do Plano de Trabalho da CIPA 2014.

Alongamento antes do início das atividades

A aplicação da Ginástica Laboral Corporativa é uma atribuição do profissional de Educação Física, capacitado tecnicamente e apto legalmente para promover e orientar essas atividades. A CIPA 2014 vai estudar o assunto.


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As sugestões foram dadas pelos colaboradores da Quimicryl.

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Carta Aberta ao Brasil

Nossa Visão

As mudanças climáticas constituem um dos maiores desafios de nosso tempo. O 4º relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) indica que um aumento de temperatura acima de 2°C em relação ao início da era industrial traria consequências desastrosas para a economia dos países e o bem-estar da humanidade, em termos de saúde, segurança alimentar, habitabilidade e meio ambiente, comprometendo de forma irreversível o desenvolvimento sustentável.

No Brasil, um aumento de temperatura desta magnitude traria graves reflexos sobre a produção agrícola, a integridade das florestas e da biodiversidade, a segurança das zonas costeiras e a disponibilidade hídrica, e energética. Implicaria, portanto, em retrocesso no combate à pobreza e na qualidade de vida da sociedade.

Reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) representa um grande desafio. Para que o aumento da temperatura se estabilize abaixo de 2°C, o IPCC aponta a necessidade de limitar a concentração de CO2e na atmosfera em até 450 ppm (partes por milhão). Para isso, a emissão total de GEE durante este século não deve ultrapassar, em média, cerca de 18 Gt CO2e/ano (bilhões de toneladas de GEE expressos em CO2equivalente por ano). As emissões globais atualmente ultrapassam 40 Gt CO2e/ano. Mesmo que os países desenvolvidos reduzissem imediatamente a zero suas emissões, não seria possível alcançar a meta global de redução sem uma participação das economias emergentes, entre elas o Brasil.

Vivemos uma oportunidade única de construir um novo modelo de desenvolvimento, baseado numa economia de baixo carbono, que deverá mobilizar empresas, governos e a sociedade civil. Acreditamos que o Brasil, mais do que qualquer outro país no mundo, reúne as condições de liderar a agenda desta nova economia. A meta de redução do desmatamento em 80% até 2020, preconizada pelo Plano Nacional de Mudanças Climáticas, dará significativa contribuição para a redução das emissões globais. O país tem experiências positivas em outros setores, a exemplo da produção de biocombustíveis, que demonstram a nossa capacidade de atingir esse objetivo.

Estamos certos de que as empresas brasileiras podem dar uma contribuição decisiva para que o país lidere a transição para uma economia de baixo carbono, aproveite novas oportunidades de negócios e aumente sua competitividade. Nesta Carta ao governo e à sociedade brasileira, assumimos compromissos em relação à agenda de mudanças climáticas e propomos ações para o poder público.

Nossos compromissos

Como contribuição aos esforços globais de redução dos impactos das mudanças climáticas, nos comprometemos a:

A. Publicar anualmente o inventário das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de nossas empresas, bem como as ações para mitigação de emissões e adaptação às mudanças climáticas.

B. Incluir como orientação estratégica no processo decisório de investimentos a escolha de opções que promovam a redução das emissões de GEE nos nossos processos, produtos e serviços.

C. Buscar a redução contínua de emissões específicas de GEE e do balanço líquido de emissões de CO2 de nossas empresas por meio de ações de redução direta das emissões em nossos processos de produção, investimentos em captura e sequestro de carbono e/ou apoio às ações de redução de emissões por desmatamento e degradação.

D. Atuar junto à cadeia de suprimentos, visando a redução de emissões de fornecedores e clientes.

E. Engajar-nos junto ao governo, à sociedade civil e aos nossos setores de atuação, no esforço de compreensão dos impactos das mudanças climáticas nas regiões onde atuamos e das respectivas ações de adaptação.

Propostas ao governo brasileiro

Em dezembro deste ano, em Copenhague, ocorrerá a COP 15 – a 15a Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Na oportunidade serão discutidos por representantes de cerca de 200 países novos compromissos e incentivos para a redução das emissões de GEE, para a adaptação aos efeitos das emissões históricas e para o desenvolvimento, o financiamento e a cooperação tecnológica que promovam a redução das emissões globais e a estabilidade climática.

Para que o Brasil possa avançar na agenda da economia de baixo carbono e seja possível às empresas se planejarem para atuar neste novo contexto, é fundamental que se estruture um sistema previsível e estável de governança para as questões de mudanças climáticas. Para tanto, sugerimos ao Governo, no âmbito da participação do Brasil na COP-15:

A. Assumir posição de liderança nas negociações para a definição de metas claras de redução global das emissões de GEE, garantindo a aplicação do princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas.

B. Defender a simplificação e a agilidade da implementação do MDL, passando a ter como critério central de elegibilidade a sua comprovada redução de emissões, eliminando os conceitos de adicionalidade financeira e regulatória, e a caracterização dos créditos florestais como temporários.

C. Apoiar a criação de um mecanismo de incentivos para a redução das emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD), incluindo a conservação e o manejo florestal sustentável. Tal mecanismo deve considerar recursos de diferentes fontes, incluindo contribuições voluntárias, como o Fundo Amazônia, e outras formas de captação advindas de instrumentos de mercado.

E no âmbito nacional,

D. Produzir e publicar Estimativas Anuais de Emissões de GEE no Brasil e, a cada três anos, o Inventário Brasileiro de Emissões de GEE.

E. Estabelecer um Sistema Nacional de Controle de Emissões, incluindo mecanismos de consulta e participação da sociedade, e a definição de uma instância reguladora independente para o tema.

F. Priorizar a redução das emissões de GEE nas políticas e investimentos públicos, para consolidar o posicionamento do país numa economia de baixo carbono.

G. Promover a simplificação do processo de avaliação de projetos MDL no Brasil.

H. Definir e implementar uma política de apoio aos povos da floresta, produtores rurais, empresas e instituições, para as ações de conservação e manejo sustentável das florestas que promovam a redução das emissões de desmatamento e degradação florestal (REDD).

I. Estabelecer e implantar uma estratégia de adaptação do país às mudanças climáticas

São Paulo , 25 de Agosto de 2009

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*MDL: Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL (Clean Develoment Mechanism – CDM)

Um dos três mecanismos de implementação adicional. O MDL foi definido no Artigo 12 do Protocolo de Quioto. Dispõe sobre atividades de projetos de redução de emissão de GEE ou aumento de remoção de CO2, implementadas em Partes Não Anexo I (países em desenvolvimento), que irão gerar RCEs (Redução Certificada de Emissões)

Saiba mais sobre MDL aqui.

Saiba mais sobre o Artigo 12 do Protocolo de Quioto aqui.

Para baixar o documento Carta Aberta ao Brasil clique aqui.

Fonte: Fórum Clima.

Qual é o volume da caçamba?

Todos os resíduos a serem destinados para co-processamento são armazenados em uma caçamba de 26 m³.

Quanto de resíduo, em toneladas, é gerado por caçamba?

De 6 a 7 toneladas.

A RCR faz a descontaminação e envia para co-processamento ou o co-processamento é a descontaminação?

A RCR faz a gestão e o transporte dos resíduos. A Nova Ambiental faz a descaracterização, granulagem e separação. A cimenteira usa este resíduo como fonte de energia denominado co-processamento.

O que faz parte do resíduo doméstico?

Resíduos gerados nos banheiros e parte dos resíduos orgânicos, já que a parte de resíduos orgânicos gerada no refeitório é destinada no Biodigestor.

O papelão, o plástico que é separado, vão para caçamba? Se não, o que é feito?

Em 2013 o papelão e plástico por dois meses foram destinados na caçamba e depois disto foram separados e doados para Ecopontos. Em 2014 estes materiais são separados e vendidos para recicladores homologados.

Sugestão: Calcular a média de resíduos por colaborador

Adotaremos esta medida para o próximo relatório.

É possível fazer levantamento comparativo de custos para destino dos resíduos?

Valores gastos em 2013:

ANO Preço por kg Aluguel da caçamba Transporte Resíduo Valor Total
2013 R$ 1,80 R$ 7.800,00 R$ 5.750,00 20 ton R$ 49.550,00

Projeção para 2014, após a mudança de fornecedor:

ANO Preço por kg Aluguel da caçamba Transporte Resíduo Valor Total
2014 R$ 0,80 R$ 0,00 R$ 2.400,00 25 ton R$ 22.400,00

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As perguntas foram realizadas pelos colaboradores da Quimicryl.

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HISTÓRICO

A variação do clima é um fenômeno natural, apresentando períodos de mudanças intensas em algumas fases da história do planeta. Mas a rapidez da alteração climática que vem ocorrendo nas últimas décadas é considerada pelos cientistas um fenômeno atípico.Inúmeros estudos confirmam que a elevação da temperatura média da Terra e o aumento do nível dos mares pelo derretimento das áreas geladas são evidências da intensificação do efeito estufa.

O efeito estufa é o fenômeno natural do planeta em que determinados gases na atmosfera impedem que parte do calor absorvido do sol seja dissipado de volta ao universo. Mas a partir da Revolução Industrial alguns gases do efeito estufa (GEEs), com destaque para o dióxido de carbono, passaram a ser emitidos em quantidades cada vez maiores pelas atividades humanas, principalmente as que utilizam combustíveis fósseis e as que promovem destruição das florestas. O efeito estufa se tornou gradativamente mais intenso, levando ao aquecimento global que tem gerado mudança das características do clima, como ocorrência das chuvas, duração das estações secas, dinâmica de massas e correntes de ar e ocorrência de fenômenos abruptos como ciclones, tempestades e furacões.

De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) provenientes de atividades humanas cresceram 70% entre 1970 e 2004.  Do total de emissões antropogênicas, 77% correspondiam ao dióxido de carbono, que no mesmo período teve um aumento de 21 para 38 gigatoneladas (Gt). Para se ter uma idéia, 1 tonelada de carbono é aproximadamente o que emite um carro popular durante um ano, usando gasolina. O aumento de emissões de dióxido de carbono equivalente  foi bem maior no período de 1995 a 2004, do que de 1970 a 1994. Os setores que mais contribuíram para o aumento de emissões foram energia, transporte e a indústria e em um ritmo menor os edifícios comerciais e residenciais e os setores florestal e da agricultura. Atualmente, estudos sugerem que o planeta está próximo aos 50 Gt CO2e e poderá chegar a 61 Gt em 2020 e 70 Gt em 2030. Discute-se sobre a capacidade da Terra de absorver tais emissões e números científicos apontam que as emissões na Terra estão atualmente cerca de quatro vezes superiores a essa capacidade (entre 6 e 9 Gt CO2 e), em um processo que teve início em meados do século XIX, com a Revolução Industrial.

No relatório do IPCC divulgado em 2007, foi estimada que uma concentração de 500 a 550 ppm (partes por milhão) de CO2 na atmosfera elevará a temperatura em provavelmente 3ºC, o suficiente para extinguir espécies de plantas (entre elas as culturas agrícolas), derreter geleiras em montanhas e afetar o suprimento de água de milhões de pessoas, comprometendo a sobrevivência humana. Na ocasião, os cientistas sugeriram que o ideal seria conter essa elevação a no máximo 2ºC em relação aos níveis pré-industriais – pouco mais de 1ºC acima da temperatura média atual. Em março de 2009, na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Copenhague, os pesquisadores já disseram que a capacidade de tolerância do planeta pode ser inferior a esses 2ºC.
ANÁLISE ECONÔMICA

Lançado pelo governo britânico em 30 de outubro de 2006, o Relatório Stern é considerado o estudo mais completo publicado até hoje sobre os aspectos econômicos envolvendo a mudança do clima no mundo. A estimativa do Relatório é que os riscos de mudanças climáticas sem controle podem ameaçar 20% do PIB mundial ou mais. Em contraste, os custos de ações para se reduzir emissões de gases do efeito estufa podem ser limitadas a 1% do PIB global a cada ano.  As pessoas pagariam um pouco mais por produtos com uso intensivo de carbono, mas as economias mundiais poderiam continuar a crescer em ritmo forte.

Se não tomarmos ações para controlar as emissões, cada tonelada de CO2 que emitimos hoje está causando estragos na ordem de 85 dólares – mas os custos não estão inclusos quando investidores e consumidores tomam decisões sobre como gastar seu dinheiro.  Esquemas de comercialização de reduções de carbono equivalente demonstram que existem muitas oportunidades para se cortar emissões por menos de 25 dólares a tonelada. Em outras palavras, a redução de emissões nos deixará numa posição mais vantajosa. Os benefícios da mudança da economia global para um caminho de baixo uso de carbono podem chegar ao longo do tempo a 2,5 trilhões de dólares por ano.

Essa mudança também traria grandes oportunidades. Mercados de tecnologias de baixo uso de carbono valerão pelo menos 500 bilhões de dólares e possivelmente muito mais, por volta de 2050 se o mundo agir na escala necessária. Combater a mudança do clima significa uma estratégia pró-desenvolvimento; ignorá-la subtrairá definitivamente o crescimento econômico.


ESTRATÉGIA CORPORATIVA PARA A ECONOMIA DE BAIXO CARBONO

Para alcançar a meta de não elevar a temperatura média do planeta acima do limite de segurança de 2oC, estabelecido pelo IPCC, a concentração de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera deverá se estabilizar por volta de 450 ppm. Para esse fato ter uma maior probabilidade de ocorrer, as emissões de GEE terão de entrar em uma curva descendente a partir de 2015. Isso implicará em um enorme esforço tanto por parte das instituições privadas quanto por parte das públicas.

A transição para uma economia de baixo carbono é um desafio que exigirá mudanças profundas nos modelos atuais de produção, gestão, usos da energia/insumos e consumo. Entretanto, o processo de transição cria oportunidades para investimentos em inovação tecnológica, desenvolvimento de novos processos produtivos mais eficientes e criação de novos produtos.

Dessa forma, o controle das emissões de gases de efeito estufa não é uma questão meramente ambiental imposta por atos regulatórios ou pressões sociais, também é uma questão imposta por pressões do mercado que demanda redefinição de estratégias corporativas a médio e longo prazo.

As mudanças climáticas entraram na agenda corporativa para se tornar um dos mais importantes fatores que afetam o ambiente de suas operações. No Brasil, isso pode ser observado pela intensificação da criação de políticas públicas, em âmbito local, demandando ações relacionadas a restrições de emissões de GEE como, por exemplo, a instituição da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) que visa, sobretudo, à redução das emissões antrópicas de GEE em relação às suas diferentes fontes.

Da mesma forma, empresas com atuação global já são afetadas fortemente pelos desdobramentos das Mudanças Climáticas, tanto do lado da oferta/demanda de seus produtos no comércio internacional como pela expansão geográfica dos seus negócios.

Fonte: GHG Protocol Brasil

Em 2014 haverá redução do consumo, já que a obra acabou?

Em 2013 a construção do novo refeitório e reforma dos vestiários foi uma das principais causas para o aumento de consumo de água no período. Em 2014 o refeitório passa a ser administrado pela Splendido e a atender 100% das exigências da ANVISA, o que tende a aumentar o consumo de água, principalmente para a lavagem de verduras e legumes e para a lavagem diária da cozinha. Outro fator de destaque é que a reforma do vestiário gerou um aumento na demanda de usuários.

Mesmo com estas perspectivas de mudanças que poderiam impactar no volume consumido de água, constatamos uma redução de 9% no consumo do primeiro semestre de 2014 quando comparado com o mesmo período de 2013.

A Quimicryl neste ano pretende ampliar o conhecimento sobre este indicador e determinar novas campanhas para continuar a reduzir o consumo para os próximos meses.

DEMONSTRATIVO DE CONSUMO TOTAL DE ÁGUA MÊS A MÊS:


ANO JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO 1° SEMESTRE
2013 100 m³ 87 m³ 103 m³ 130 m³ 133 m³ 149 m³ 702 m³
2014 75 m³ 137 m³ 146 m³ 137 m³ 89 m³ 53 m³ 637 m³

O refeitório consumirá 600 m³ de água em 2014? Tudo indica que o refeitório é responsável por mais do que 50% do consumo de água. É isso mesmo?

O refeitório e vestiário estão entre os principais responsáveis pelo consumo de água da Quimicryl, entretanto, houve uma redução no consumo médio, já que nos primeiros meses de funcionamento o volume médio chegava a 46,5 m³ e atualmente está em torno de 32,5 m³, o que quer dizer que o consumo destas áreas fique em torno de 400 m³ no ano.

É possível definir outros indicadores para aferir o consumo de água?

Todas as ações que contribuam com a redução do consumo de água serão estudadas. O grande desafio para 2014 é desmembrar os consumos de água do refeitório e vestiários e continuar a implementar ações que contribuam com o consumo mais consciente da água. Estamos abertos a sugestões de outros indicadores para aferir o consumo de água.

Qual o impacto da GreenFarm no consumo de água?

Faz parte da parceria com a GreenFarm a implantação do indicador Pegada Hídrica da Quimicryl em 2015. Este indicador expressará o consumo de água envolvido na produção de bens e serviços que consumimos e utiliza como referência a norma NBR ISO 14046.

Poderiam ser definidas diretrizes para o consumo de água no refeitório?

A redução de consumo de água é um Objetivo Compartilhado do qual o refeitório está incluído. Em 2013 atuamos na conscientização das colaboradoras do refeitório sobre o consumo consciente de água. Para 2014 vamos levantar as ações que já foram implementadas e em conjunto identificarmos novas oportunidades de redução.

A Quimicryl tem algum plano de ação para o caso de falta de água?

Esse assunto está em debate nos comitês de gestão da empresa. A ideia é incluir nos programas ambientais medidas a serem adotadas em caso de falta de água.

Os dados referentes ao consumo de 2,5m³ são só do refeitório? Caso este dado represente a soma de refeitório + vestiário, separar.

O consumo de 2,5 m³ referem ao uso de água do Refeitório, Vestiários e Portaria. A ideia é separar os consumos e por isso, estamos estudando a melhor maneira de fazer uma medição em cada um destes locais.

Toda empresa sustentável precisa neutralizar suas emissões? Esta neutralização é obrigatória?

As diretrizes para relatórios de sustentabilidade G3 da Global Reporting Initiative (GRI) definem que pelo menos um indicador relacionado a cada aspecto material identificado durante conexão com as partes interessadas seja gerenciado. No caso da Quimicryl, o aspecto emissões, efluentes e resíduos aparecem em 5º lugar na lista de priorização, o que nos fez decidir pelo monitoramento, inventário e neutralização/compensação dos gases de efeito estufa (GEE), assim como a gestão dos resíduos e efluentes.
Existe a decisão de diretoria 254/2012 da CETESB que obriga as empresas dos setores cimento, siderúrgico, petroquímico, termoelétrico, papel e celulose, assim como as instalações com consumo de combustível fóssil que emitam quantidade superior a 20.000 ton/ano de CO2 equivalentes a enviar anualmente o inventário de suas emissões. A Quimicryl não está incluída nestes setores, mas voluntariamente decidiu fazer seu inventário e neutralização/compensação de suas emissões.

É preciso medir todo ano?

O Programa Brasileiro GHG Protocol estimula organizações em diferentes níveis de maturidade a tornarem-se membros e calcularem e divulgarem suas emissões. Os membros publicam anualmente seus inventários, de forma transparente, em uma plataforma online, chamada Registro Público de Emissões.
A Quimicryl a partir de 2014 medirá e divulgará anualmente suas emissões no relatório de sustentabilidade GRI.

É preciso cortar as árvores e plantar novas?

Sim, as árvores podem ser cortadas desde que a floresta não desapareça. O manejo florestal sustentável e os produtos oriundos dele são contribuições dos ecossistemas para aumentar o sequestro e estoque de carbono terrestre, de acordo com as diretrizes do guia IPCC 2006. Portanto o corte de árvores de áreas que permaneçam sendo florestas é uma atividade que contribui para aumentar a capacidade de seqüestro de carbono terrestre. Este processo de corte e replantio se dá sob orientação de Engenheiro Florestal de acordo com o ciclo de vida de cada espécie (germinação, juvenilidade, maturidade e senescência).

Qual a quantidade de árvores que serão necessárias para reposição da nossa emissão em 2013?

Em torno de 200 árvores são necessárias considerando o manejo florestal sustentável de plantio experimental de Eucalyptus SPP em ciclo de 30 anos, conforme resultados obtidos utilizando o software SISEucalipto Carboplan da EMBRAPA Florestas para as condições apresentadas no projeto Green Farm CO2Free.
A Quimicryl desenvolveu uma parceria com a Green Farm que possui créditos de carbono registrados na Plataforma de Negócios como Bens e Serviços Ambientais e Ecossistemas de Mato Grosso. A Quimicryl como participante do Clube da Green Farm tem suas emissões de GEE calculadas e posteriormente neutralizadas através da utilização dos créditos de carbono da Green Farm.
Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) necessita de 1 crédito de carbono. Este crédito pode ser negociado no mercado nacional e internacional. A redução da emissão de outros gases, igualmente geradores do efeito estufa, também pode ser convertida em créditos de carbono, utilizando-se o conceito de Carbono Equivalente (Equivalência em dióxido de carbono).

O que significa a unidade de medida CO2e?

O termo, que também pode ser escrito com a abreviatura CO2eq. ou CO2e., significa “equivalente em dióxido de carbono”. É um padrão internacional para medir a quantidade de gases de efeito estufa. Os Gases do Efeito Estufa são de 6 grupos principais: CO2, CH4, N2O, HFC, PFC e SF6 que têm poder de aquecimento global (PAG) diferente. Para que a contribuição destes gases para o aquecimento global seja comparável entre os países, estabeleceu-se uma unidade de medida padrão que tomou como referência o poder de aquecimento global do CO2. Assim sendo, todos os gases do efeito estufa são convertidos para esta unidade padrão: tonelada de CO2 equivalente (TCO2e). O CO2 tem PAG = 1, o CH4 tem PAG = 23, o N2O tem PAG = 300, os HFC´s tem PAG = de 1500 a 6500, o PFC tem PAG = de 6500 a 9200 , o SF6 tem PAG = 23.900,

Como será feita a redução das emissões?

Antes de reduzir é preciso identificar corretamente quais são as fontes geradoras de emissões dentro da Quimicryl e ao longo de 2013 foi realizado o inventário de GEE visando conhecer a quantidade gerada pela empresa. A partir deste diagnóstico é possível planejar e implantar medidas para sua redução diretamente nas fontes geradoras.
As principais ações implementadas em 2013 foram: a priorização de abastecimento dos veículos da frota da Quimicryl com o combustível etanol ao invés de gasolina e a redução da geração de efluentes e resíduos sólidos. Em 2014 faremos um novo inventário para avaliar o impacto destas ações.

O que acontece com os gases? O que é feito?

Os gases do efeito estufa (GEE) apresentam uma qualidade intrínseca que é a sua capacidade de reter quantidades diferentes de energia em suas moléculas. Dependendo do gás, ele tem uma capacidade maior ou menor conforme o seu poder de aquecimento global (PAG). Quando aumentamos a composição destes GEE na atmosfera, estamos modificando a capacidade da atmosfera em reter esta energia, contribuindo com o aquecimento da temperatura do planeta.
Existem duas opções para reverter este quadro: uma é agir nas fontes, reduzindo as emissões e a outra é agir junto aos ecossistema, aumentando sua capacidade de sequestrar e estocar o CO2 atmosférico. Este CO2 atmosférico participa da fotossíntese dos vegetais juntamente com água, resultando durante o dia na fixação do C e liberação do O2. Este C passa a fazer parte da composição estrutural dos vegetais, notadamente nos superiores como as árvores, portanto o CO2 que é emitido para a atmosfera pela ação do homem pode ser seqüestrado e fixado pelas árvores.

Como ocorre o buraco na camada de ozônio?

A principal causa é a reação química dos CFCs (clorofluorcarbonos) com o ozônio (03). Estes CFCs estão presentes, principalmente, em aerossóis, ar-condicionado, gás de geladeira, espumas plásticas e solventes. Os CFCs entram em processo de decomposição na estratosfera, através da atuação dos raios ultravioletas, quebrando as ligações do ozônio e destruindo suas moléculas.

A reação de destruição do ozônio é bastante simples, uma vez que esta molécula é extremamente reativa na presença de radiação UV e cloro. Observemos:
O2 + Energia UV → 2 O
2 Cl (do CFC) + 2O3 → 2 ClO + 2 O2
2 Cl + 2 O (regenerando o Cl) + 2 O2

Logo, a resultante da reação é:
2 O3 → 3 O2

Isto significa que tivemos três moléculas de oxigênio geradas e os átomos de cloro foram regenerados para destruir mais duas moléculas de ozônio de cada vez, e assim por diante, infinitamente, até o cloro descer à baixa atmosfera.

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i Veja a lista completa de setores que são obrigados a enviar o inventário de missões de GEE http://www.cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/mudancasclimaticas/proclima/file/empreendimentos/artigo3.pdf

ii http://www.ghgprotocolbrasil.com.br/index.php?r=site/CapaSecao&id=2

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Revisão de Eder Zanetti – Technical Analyst |Green Farm
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Leia o nosso relatório e envie sua dúvida ou sugestão para o Fale Conosco!

Em setembro de 2014 a Quimicryl completa 27 anos!!!! Esta jornada é marcada pela dedicação, aprendizado e investimento em gestão, tecnologias, materiais inovadores e na formação de pessoas!

Desde sua fundação, seu maior objetivo é contribuir com a evolução dos setores de Adesivos e Construção Civil, desenvolvendo soluções sustentáveis. Faz isso ao se comprometer com os valores e as práticas de responsabilidade empresarial, ao certificar o seu Sistema de Gestão nas normas ISO 9001 e ISO 14001, ao aderir aos indicadores Ethos, à metodologia GRI (Global Reporting Initiative), à ideia de neutralizar e compensar os Gases de Efeito Estufa (GEE), além de ser membro do GBC Brasil, Instituto Ethos, CIESP e ABCP.

Para os próximos 5 anos as prioridades são incentivar o consumo de colas base água para aplicação de revestimentos, apoiar as construtoras na redução de custos e impactos socioambientais na execução de sistemas de impermeabilização, expandir o atendimento técnico e comercial em Território Nacional, enfatizar o treinamento dos aplicadores dos clientes visando sua profissionalização, democratizar a gestão dos negócios com a participação do grupo de governança nas decisões estratégicas e ampliar o conceito de sustentabilidade com todos os grupos que influencia ou são influenciados por suas atividades, impactos e resultados.

Toda empresa sustentável precisa neutralizar suas emissões? Esta neutralização é obrigatória?

As diretrizes para relatórios de sustentabilidade G3 da Global Reporting Initiative (GRI) definem que pelo menos um indicador relacionado a cada aspecto material identificado durante conexão com as partes interessadas seja gerenciado. No caso da Quimicryl, o aspecto emissões, efluentes e resíduos aparecem em 5º lugar na lista de priorização, o que nos fez decidir pelo monitoramento, inventário e neutralização/compensação dos gases de efeito estufa (GEE), assim como a gestão dos resíduos e efluentes.

Contudo, a decisão de diretoria 254/2012 da CETESB obriga as empresas dos setores[i] cimento, siderurgico, petroquímico, termoelétrico, papel e celulose, assim como as instalações com consumo de combustível fóssil que emitam quantidade superior a 20.000 ton/ano de CO2 equivalentes a enviar anualmente o inventário de suas emissões.

É preciso medir todo ano?

O Programa Brasileiro GHG Protocol[ii] estimula organizações em diferentes níveis de maturidade a tornarem-se membros e calcularem e divulgarem suas emissões. Os membros publicam anualmente seus inventários, de forma transparente, em uma plataforma online, chamada Registro Público de Emissões.

É preciso cortar as árvores e plantar novas?

Não.

Qual a quantidade de árvores que serão necessárias para reposição da nossa emissão em 2013?

A Quimicryl desenvolveu uma parceria com a Green Farm que possui créditos de carbono registrados na Plataforma de Negócios como Bens e Serviços Ambientais e Ecossistemas de Mato Grosso. A Quimicryl como participante do Clube da Green Farm tem suas emissões de GEE calculadas e posteriormente neutralizadas através da utilização dos créditos de carbono.

Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) corresponde a um crédito de carbono. Este crédito pode ser negociado no mercado internacional. A redução da emissão de outros gases, igualmente geradores do efeito estufa, também pode ser convertida em créditos de carbono, utilizando-se o conceito de Carbono Equivalente (Equivalência em dióxido de carbono).

O que significa a unidade de medida CO2e?

O termo, que também pode ser escrito com a abreviatura CO2eq. ou CO2e., significa “equivalente de dióxido de carbono”. Este padrão internacional mede a quantidade de gases de efeito estufa como o dióxido de carbono e o metano. As medições são explicadas no livro “Perguntas e Respostas sobre o Aquecimento Global”, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam): As emissões são medidas em toneladas métricas de CO2e por ano, ou através de múltiplos como milhões de toneladas (MtCO2e) ou bilhões de toneladas (GtCO2e). O dióxido de carbono equivalente é o resultado da multiplicação das toneladas emitidas do GEE pelo seu potencial de aquecimento global. Por exemplo, o potencial de aquecimento global do gás metano é 21 vezes maior do que o potencial do CO2. Então, dizemos que o CO2 equivalente do metano é igual a 21.

Como será feita a redução das emissões?

As principais ações implementadas em 2013 foram: a priorização de abastecimento dos veículos da frota da Quimicryl com o combustível etanol ao invés de gasolina e a redução da geração de efluentes e resíduos sólidos. Em 2014 faremos um novo inventário para avaliar o impacto destas ações.

O que acontece com os gases? O que é feito?

A forma mais comum de sequestro de carbono é naturalmente realizada pelas florestas. Na fase de crescimento, as árvores demandam uma quantidade muito grande de carbono para se desenvolver e acabam tirando esse elemento do ar. Esse processo natural ajuda a diminuir consideravelmente a quantidade de CO2 na atmosfera: cada hectare de floresta em desenvolvimento é capaz de absorver nada menos do que 150 a 200 toneladas de carbono.

Como ocorre o buraco na camada de ozônio?

A principal causa é a reação química dos CFCs (clorofluorcarbonos) com o ozônio (03). Estes CFCs estão presentes, principalmente, em aerossóis, ar-condicionado, gás de geladeira, espumas plásticas e solventes. Os CFCs entram em processo de decomposição na estratosfera, através da atuação dos raios ultravioletas, quebrando as ligações do ozônio e destruindo suas moléculas.

A reação de destruição do ozono é bastante simples, uma vez que esta molécula é extremamente reativa na presença de radiação UV e cloro. Observemos:

O2 + Energia UV → 2 O

2 Cl (do CFC) + 2O3 → 2 ClO + 2 O2

2 Cl + 2 O (regenerando o Cl) + 2 O2

Logo, a resultante da reação é:

2 O3 → 3 O2

Isto significa que tivemos três moléculas de oxigênio geradas e os átomos de cloro foram regenerados para destruir mais duas moléculas de ozônio de cada vez, e assim por diante, infinitamente, até o cloro descer à baixa atmosfera.

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[i] Veja a lista completa de setores que são obrigados a enviar o inventário de missões de GEE http://www.cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/mudancasclimaticas/proclima/file/empreendimentos/artigo3.pdf

[ii] http://www.ghgprotocolbrasil.com.br/index.php?r=site/CapaSecao&id=2

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As perguntas foram realizadas pelos colaboradores da Quimicryl.

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O que são pagamentos para provedores de capital?

Para calcular o indicador EC1 o conjunto de protocolos da GRI (Global Reporting Initiative) define pagamentos para provedores de capital como sendo dividendos (parcela do lucro distribuída) para todos os acionistas e pagamentos de juros para instituições financeiras.

Por que os impostos caíram se os salários aumentaram?

Para calcular o indicador EC1, o conjunto de protocolos da GRI (Global Reporting Initiative) define salários e benefícios de empregados como o total da folha de pagamento incluindo valores pagos às instituições do Governo (encargos e taxação de empregados e fundos de desemprego). No componente Pagamentos ao Governo são calculados todos os impostos brutos da operação de vendas como ICMS, IPI, Susbstituição Tributária, etc. Como as receitas diminuíram os impostos também diminuem.

O que são custos operacionais?

São pagamentos em dinheiro feitos fora da organização relatora referentes a materiais, componentes de produtos, instalações e serviços adquiridos. Isso inclui aluguel de propriedade, taxas de licença, pagamentos para trabalhadores terceirizados, custos de treinamento, equipamentos de proteção.

No texto falamos sobre aumento, investimentos, infraestrutura e não constam estes dados no gráfico.

O EC1 determina a compilação de demonstrações financeiras apenas, ou seja, fornece uma indicação básica de como a organização gerou riqueza para as partes interessadas. Contudo, consideramos importante relatar sobre os investimentos em infraestrutura que tiveram destaques no ano de 2013.

Quando falamos sobre o vestiário, consideramos custo ou benefício?

Quando falamos da reforma do vestiário consideramos como investimento e o EC1 não exige a demonstração dos investimentos. 

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As perguntas foram realizadas pelos colaboradores da Quimicryl.

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Já leu o nosso Relatório de Sustentabilidade 2013? http://www.quimicryl.com.br/docs/GRI2013.pdf

Um dos indicadores monitorados é o LA6  – Comitê de saúde e segurança – Percentual  dos empregados  representados em comitês formais de saúde e segurança, compostos por gestores  e trabalhadores, que ajudam  no monitoramento e aconselhamento  sobre programas de saúde e segurança ocupacional.

Nossa Brigada de emergência é formada por 16 pessoas previamente treinadas, organizadas e capacitadas para atuar na prevenção e combate de incêndio, prestação de primeiros socorros e evacuação de ambientes. A Quimicryl tem orgulho em ter uma brigada desse porte e sem qualquer restrição investe nos melhores treinamentos para capacitá-la.

Em agosto de 2014 fizemos um novo treinamento no Centro de Treinamento de Brigada de Incêndio Águia de Fogo.

Confira as fotos!

Shows, passeios ecológicos, workshop de fotografia, trilha de bike, brincadeiras para crianças e torneios de skate.

Essas são algumas das atividades que serão realizadas no Parque Cemucam nos dias 30 e 31 de agosto.

O programa faz parte da Virada Sustentável, iniciativa que desde 2011 reúne organizações da sociedade civil e governos para a promoção de ações culturais e esportivas com temática sustentável no município de São Paulo, e que este ano, por iniciativa da AAPC – Associação de Amigos do Parque Cemucam vai chegar ao Parque Cemucam por que o parque, apesar de estar localizado em Cotia, pertence à capital.

A mobilização é resultado de uma ação conjunta da administração do parque com a AAPC – Associação de Amigos do Parque Cemucam, a Transition Towns e outras organizações. Para participar basta ir ao parque no dia e horário da atividade de interesse. Tudo é gratuito. Durante os dois dias haverá também um posto de coleta de lixo eletrônico dentro do parque.

Veja a programação (sujeita a alterações):

Sábado, dia 30/agosto:

• 9 às 11 – Corrida ecológica – pelas trilhas do parque partindo da praça do skate. Necessário uso de tênis e roupa de ginástica
• 10 às 12h – Passeio ecológico monitorado – caminhada pelo parque e pelo viveiro com observação de fauna e flora monitoradas por biólogo
• 10 às 17h – prática de skate e shows de hip-hop na pista de skate do parque
• 12 às 14h – oficina de germinação de sementes para crianças e plantio de mudas pelo parque.
• 14 às 16h – Circo Ecológico – apresentação de acrobacias em tecido nas árvores do parque
• 14 às 17h – oficina de dança com professores da Escola de Dança Granja Viana
• 17 às 21h – Baile Ecológico – coordenado pelos professores da Escola de Dança Granja Viana
• 15 às 18h – aula de enduro a pé com a equipe Iron Adventure
• 15 ás 21h – passeio de bike pelas trilhas de mountain-bike do parque promovida pelo grupo Sampa Bikers

Domingo dia 31/agosto:


• 9 às 12h – Dança Circular
• 9 às 12h – Teatro infantil – peça A Semente – seguida por oficinas de horta e compostagem para crianças
• 9 às 12h – prova de Cross Country – Montain Bike – promovida pelo grupo Sampa Bikers
• 9 às 13h – feira de trocas Au Escambau – promove trocas dos mais diversos objetos – roupas, livros, eletrodomésticos, decoração, brinquedos etc
• 10 às 12h – Roda de Capoeira
• 12 às 16 – piquenique ecológico
• 13 às 16h – Show Inimar dos Reis e banda Ecofolia com repertório de músicas com temas ligados à natureza e brincadeiras
• 15 às 17h – Caminhada fotográfica – passeio fotográfico pelas trilhas do parque com orientação dos professores de fotografia da Escola Teoria das Cores. Para qualquer tipo de máquina, inclusive celular.

A AAPC – Associação de Amigos do Parque Cemucam – é uma entidade constituída pela sociedade civil em janeiro de 2014 com o intuito de contribuir com a administração do parque na sua gestão sustentável, com foco na preservação dos recursos naturais e promoção de atividades culturais e esportivas que aproximem o Parque e a comunidade.

Fonte: Portal Viva Cotia

BC libera mais recursos e Fazenda simplifica retomada de veículos
PEDRO KUTNEY, AB, COM AGÊNCIA BRASIL

Banco Central e Ministério da Fazenda vão adotar medidas para estimular a concessão de crédito para compra de veículos nos próximos meses. Na quarta-feira, 20, pela manhã o BC anunciou a liberação de mais R$ 10 bilhões do depósito compulsório dos bancos e reduziu em R$ 15 bilhões as provisões de risco, somando R$ 25 bilhões que devem ser injetados no mercado de financiamentos já a partir da segunda-feira, 25. Em julho a autoridade monetária já havia liberado R$ 45 bilhões das mesmas fontes. À tarde, foi a vez de Guido Mantega, ministro da Fazenda, anunciar mais incentivos, incluindo uma velha demanda dos fabricantes de veículos e concessionários: mudanças na legislação para facilitar a retomada de carros em caso de inadimplência, considerada um dos principais entraves para o aumento das concessões.

“As medidas anunciadas pelo ministro Mantega trazem melhoria significativa no regulamento dos créditos ao aprimorar a segurança jurídica, simplificar as operações de crédito e, em última análise, premiar o adimplente, ao contrário do marco regulatório anterior, que beneficia o inadimplente”, avaliou em nota Luiz Moan, presidente da associação dos fabricantes de veículos, a Anfavea. “Com relação às medidas anunciadas pelo Banco Central, apoiamos e entendemos que o aumento da liquidez é positivo, pois terá efeitos diretos e indiretos na economia como um todo e, consequentemente, no setor automotivo”, acrescentou.

MAIS RECURSOS PARA O CRÉDITO

Na prática, o BC desmontou o pacote de medidas conservadoras do fim de 2010, que desestimulava financiamentos longos para compra de veículos com aumento de depósito compulsório e provisões para esses tipos de empréstimos. Agora foi feito o contrário: o BC permitirá que até 60% do recolhimento compulsório relativo a depósitos a prazo sejam usados para contratações de novas operações de crédito ou compra de carteiras de outras instituições. Em julho, esse porcentual havia sido definido em 50% e os 10% a mais liberados desta vez significam R$ 10 bilhões adicionais injetados no mercado, que vão se somar aos R$ 30 bilhões flexibilizados anteriormente. A medida estimula o crédito porque se o banco não fizer novas concessões ou comprar carteiras, esse dinheiro será retido pelo BC sem remuneração.

Especificamente para novos financiamentos de veículos, o BC criou um estímulo extra: definiu que, para dedução de 60% do recolhimento compulsório com esta modalidade, os bancos deverão elevar em 20% o saldo de suas carteiras de automóveis na comparação com a média do primeiro semestre de 2014. Quem não fizer isso não poderá deduzir o valor do depósito compulsório sem remuneração. Ou seja, os bancos vão ter de aumentar em 20% o valor de seus financiamentos de carros para obter a dedução. “Para ter ganho com a medida, tem de fazer mais do que fazia antes”, confirmou o chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos do BC, Daso Coimbra.

Ao mesmo tempo em que elevou a parcela dos depósitos compulsórios que podem ser direcionada a nova operações de crédito, o BC voltou a reduzir o requerimento mínimo de capital para risco. Com essa medida, foram liberados cerca de R$ 15 bilhões, com potencial de geração de novas concessões de até R$ 140 bilhões, segundo calcula o chefe do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial do BC, Caio Ferreira. Esses recursos também se somam aos R$ 15 bilhões liberados em julho, totalizando R$ 30 bilhões.

O BC reestabeleceu em 75% o fator de ponderação de risco para todas as operações de crédito de varejo, independentemente do prazo. Antes esse fator chegava a até 300% em alguns casos. Ferreira lembrou que em 2010 havia a necessidade definir regras mais rigorosas, principalmente porque as concessões estavam com prazos muito longos e garantias inadequadas. Atualmente, segundo Ferreira, os bancos estão mais criteriosos e por isso não há risco à estabilidade do sistema financeiro.

Somando tudo, entre julho e agora o BC injetou R$ 70 bilhões (R$ 40 bilhões em compulsórios mais R$ 30 bilhões em provisões) no mercado de crédito. A modalidade de financiamento de veículos é uma das principais beneficiadas pela medida, pois vinha reduzindo o saldo com a maior seletividade dos bancos na aprovação de novas operações, por causa do aumento da inadimplência. Contudo, ainda é incerta a propensão dos bancos em emprestar mais, bem como a dos clientes em tomar empréstimos em momento de turbulência econômica.

RETOMADA FACILITADA

O governo também decidiu atacar o principal problema apontado pelos bancos para reduzir a inadimplência e a consequente resistência em emprestar. O Ministério da Fazenda anunciou que deverá ser editada medida provisória para facilitar a retomada de veículos de clientes inadimplentes. Essa era uma das principais dificuldades para se aumentar a concessão de crédito no setor. Segundo Flávio Meneghetti, presidente da federação dos concessionários, a Fenabrave, no Brasil são localizados apenas 15% dos veículos com atraso nos pagamentos e o processo de retomada leva 210 dias, em média. Esse era um custo não coberto pela própria garantia da operação: o carro.

Isso ocorria porque a instituição financeira credora precisava entrar com uma ação judicial para retomar o veículo. Pela proposta a ser encaminhada ao Congresso, o governo retira essa obrigação e assim facilita a retomada de bens móveis (carros, caminhonetes, caminhões, ônibus, tratores e máquinas agrícolas) em caso de inadimplência. O tomador do empréstimo poderá autorizar diretamente a recuperação do bem financiado em caso de atraso nos pagamentos, dispensando ações na Justiça. A medida beneficiará operações sem garantia de até R$ 100 mil e operações com garantia de até R$ 50 mil. Acima desses valores, continua a necessidade de cobrança judicial.

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a mudança será feita por meio de emenda a projetos de lei em tramitação no Congresso e permitirá que os bons pagadores consigam financiamentos com juros mais baixos e maior segurança jurídica.

Os atrasos nos pagamentos dos financiamentos de veículos mostraram-se bastante danosos aos bancos nos últimos anos. Os valores devidos com atrasos superiores a 90 dias fecharam junho em 4,9% dos contratos ativos, ou R$ 9,1 bilhões, contra 5,2% no início de 2014, R$ 10 bilhões, e 5,9% nos 12 meses anteriores, somando R$ 11,4 bilhões. Com a dificuldade da retomada das garantias para mitigar as perdas, as instituições financeiras precisavam jogar a conta na coluna do prejuízo e formar altas provisões para cobrir o rombo.

Fonte: Automotive business

Evento acontece de 28 a 31 de agosto de 2014, com atrações e atividades gratuitas relacionadas aos temas da sustentabilidade

Com abertura no dia 27 de agosto de 2014, na Praça Victor Civita, a quarta edição da Virada Sustentável reunirá por quatro dias empresas, escolas e universidades, ONGs, órgãos públicos, coletivos de cultura, movimentos sociais e equipamentos culturais, entre outros, com o objetivo de apresentar uma visão positiva e inspiradora da sustentabilidade em toda a cidade de São Paulo.

A Virada deste ano trará centenas de atrações culturais, atividades e conteúdos ligados a temas como biodiversidade, cidadania, resíduos, mobilidade urbana, água, direito à cidade, mudanças climáticas, consumo consciente e economia verde.

Gratuita e aberta, a programação acontecerá simultaneamente em parques como o Ibirapuera, o Villa Lobos, o da Juventude, o Água Branca e o parque linear Cantinho do Céu, bem como no Memorial da América Latina, na Universidade de São Paulo (USP), na Casa de Cultura Palhaço Carequinha, em escolas e em espaços públicos diversos. O Largo da Batata e a Praça Victor Civita também serão palco de atividades.

A Virada Sustentável já é o maior movimento de mobilização colaborativa para a sustentabilidade do Brasil e um dos maiores do mundo. O acontecimento, que chega à sua quarta edição em 2014 e, a cada ano, se consagra mais em São Paulo, já ganhou outros Estados e terá sua edição em Recife ainda este ano. Nos três anos de realização, a Virada Sustentável já impactou, ao todo, mais de 2 milhões de pessoas, com suas 1.789 atividades realizadas em 379 locais por cerca de 200 organizações participantes.

Uma novidade de 2014 será o polo extremo sul. Com curadoria do Imargem – coletivo atuante do Grajaú –, a programação reunirá atividades de comunidades do extremo sul da cidade. Agricultores, artistas, guaranis da aldeia Tenondé Porã (em Parelheiros) e coletivos de comunicação comporão a cena da Virada na quebrada.

O público poderá acompanhar a exposição de fotografia “Entre a Cidade e a Floresta”, do Instituto Refloresta; assistir à exibição de filmes na Casa de Cultura Palhaço Carequinha; conhecer (e comprar) as obras dos artistas empreendedores no Ateliê Daki; ver a construção de um painel do grafiteiro Alexandre Orion, no CEU Três Lagos; conferir a exposição do artista visual Pato, na Casa do Rosário; conversar com agricultores e conhecer as plantações de orgânicos na Chácara Santo Amaro; e participar do rolê pelo extremo sul: tour de ônibus pelos principais pontos da Zona Sul (do Grajaú à aldeia guarani Tenendé Porã).

Outro destaque será o Conexões Ocupação – Como Virar Sua Cidade, que fomentará o encontro, troca e debate entre coletivos de ocupação e direito à cidade e público em geral. E ainda promoverá a revitalização de algum espaço público, a ser escolhido pelos coletivos participantes.

Idealizada por comunicadores que reconhecem a importância da abordagem positiva de um tema para gerar o envolvimento e a mudança de comportamento das pessoas, o evento teve sua primeira edição em 2011, quando reuniu mais de 500 mil pessoas em 482 atrações, oferecidas em 78 espaços. No segundo ano, mais distribuída por São Paulo, com ações e atrações em todas as regiões da cidade, a Virada se democratizou. Reuniu em torno de 740 mil pessoas em 612 atividades gratuitas, realizadas em 149 locais. Em 2013, o evento reuniu 695 atrações e atividades, em 152 locais de São Paulo, com público aproximado de 800 mil pessoas.

Para mais informações, acesse o sitewww.viradasustentavel.com.

SERVIÇO
O quê: Virada Sustentável 2014;
Quando: De 28 a 31 de agosto de 2014;
Local: São Paulo (SP);
Mais informações :Pelo site http://viradasustentavel.com

Fonte:

O país precisa de uma inevitável reflexão sobre acontecimentos tão previsíveis como a incapacidade das prefeituras de lidar com o lixo.

Por Reinaldo Canto*

Tenho acompanhado atentamente os muitos comentários e análises de variados especialistas a respeito dos desdobramentos do não cumprimento do prazo para que os prefeitos de todas as cidades brasileiras dessem um ponto final aos seus lixões. Nos dias posteriores ao prazo final para o cumprimento do que determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – 2 de agosto –, foram divulgados relatórios, realizados eventos e elaboradas inúmeras teorias para justificar o chocante fato de ainda existirem no Brasil cerca de 3.500 lixões ativos em todas as regiões do país, número cujo significado é o descumprimento da lei por 60,7% dos municípios.

O resultado a demonstrar o fragoroso descumprimento da lei pela maioria só surpreendeu os ingênuos. Era notória a falta de movimento e de ações efetivas de nossas autoridades municipais.

O problema está distribuído por todo o Brasil, quase sem exceção. Só no Nordeste a existência de lixões ainda é uma realidade em mais de 1.500 municípios. A situação também é grave entre algumas capitais, como Porto Velho, Belém e Brasília. O Distrito Federal representa um caso vergonhoso, pois tem o chamado Lixão da Estrutural, o maior da América Latina, com uma extensão correspondente a 170 campos de futebol e altura equivalente a 50 metros de lixo.

A Lei 12.305, que instituiu a PNRS, entrou em vigor em 3 de agosto de 2010, concedendo prazo até agosto de 2012 para os municípios apresentarem seus planos de gestão integrada de resíduos sólidos (art. 55) e até o último dia 2 de agosto de 2014 para o encerramento dos lixões (art. 54). A primeira data, relativa à obrigatoriedade das prefeituras de entregar os planos, já havia sido amplamente descumprida; é difícil imaginar, portanto, que a segunda seria contemplada com mais tranquilidade.

E um fato ainda mais interessante e curioso de toda essa discussão é que não foi a PNRS a determinar o fim dos lixões em todo o país. A disposição ambientalmente adequada de rejeitos em aterros sanitários (locais capazes de evitar contaminações, danos à saúde humana e maiores impactos ambientais) já estava prevista numa antiga portaria do Ministério do Interior, a de número 053/1979. Ela condenava o descarte em lixões e, desde 1981, a poluição ambiental passou a ser considerada crime. Anos mais tarde, a Lei 9.605 de 1998 acrescentou a necessidade de se obter o licenciamento ambiental para o descarte de materiais, coisa que, obviamente, nenhum lixão teria condições de conseguir.

Registros históricos à parte, entramos no mês de agosto com uma massa de prefeitos de todos os cantos do Brasil rotulados como “foras da lei”. Pela letra fria do texto da PNRS, os dirigentes municipais que ainda despejam os resíduos de suas cidades em lixões podem ser presos, perder o mandato e pagar uma multa de até R$ 50 milhões, dependendo dos variados graus de descumprimento da lei. O município também poderá deixar de receber repasses de verbas do governo federal, o que seria fatal para o orçamento de uma quantidade enorme de cidades que dependem desse dinheiro para sobreviver.

E agora? O que fazer?

Diante desse quadro de cores fortes e perturbadoras, as opções que estão sendo colocadas de maneira mais incisiva vão da punição imediata até a extensão do prazo para o cumprimento da lei. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, foi uma das primeiras a se manifestar, em nome do governo federal, contra a prorrogação do prazo. No sentido contrário, uma emenda ao projeto de lei apresentado pelo deputado federal Manoel Júnior (PMDB-PB) joga para mais oito anos o cumprimento da lei. É importante lembrar que em ano eleitoral pouca coisa irá mudar se tivermos de esperar ações do governo ou do Congresso Nacional.

Talvez, antes de definir os novos passos de implementação da lei e diante dessa nova realidade, melhor seja conhecer com mais detalhes o que se passou desde a aprovação da lei no Congresso Nacional em 2010. Será mesmo possível classificar todos esses milhares de prefeitos como irresponsáveis e pouco preocupados com a saúde e o futuro de suas populações?

Bem, não foi isso o que a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentou em seu relatório na Subcomissão Temporária de Resíduos Sólidos do Senado Federal. Após reunir informações de seis audiências públicas relacionadas ao tema, ela constatou que existem inúmeros fatores que levaram ao descumprimento dos prazos, entre os quais ela cita o caso do seu Estado. No Amazonas, afirma Grazziotin, todos os municípios apresentaram o planejamento para a desativação dos lixões, mas não puderam executar por falta de recursos e de acesso a verba federal. Nessa situação, seria possível dividir um pouco da responsabilidade entre o governo federal e os municípios.

A própria Confederação Nacional dos Municípios, em diversos encontros realizados nos últimos anos, revelava a preocupação de seus associados quanto às dificuldades que encontravam para elaborar seus planos e a falta de apoio tanto em pessoal técnico qualificado como em garantia de verbas para colocá-los em prática.

Avanços, apesar de tudo

Mas todo esse cenário não é composto apenas de más notícias. Um estudo da Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) concluiu que, atualmente, 40% de todo o lixo produzido no Brasil ainda tem destinação inadequada. Só que esses números são bem mais interessantes que os 88% registrados em 1989, quando os nossos resíduos produzidos a cada dia tinham como destino lixões a céu aberto, sem qualquer cuidado ou tratamento. Essa evolução se deu graças à chegada da Política Nacional de Resíduos Sólidos, mesmo com todos os problemas de cumprimento apresentados até aqui.

Também podemos somar outro grande benefício, que são os investimentos do poder público no apoio às cooperativas de catadores. Hoje o Brasil possui, segundo a Abrelpe, cerca de 30 mil profissionais cooperados para um universo de 800 mil catadores que vivem dessa atividade. São poucos, claro, mas que eram menos ainda num passado não tão distante.

É óbvio que os números vinculados aos avanços podem ser vistos como tímidos e insuficientes. Por outro lado, fechar os olhos para o que foi conseguido e apenas lamentar e criticar pouco irá contribuir para uma mudança real nesse estado de coisas. Entre passar a mão na cabeça dos prefeitos ou puni-los com o rigor e a espada da lei, fico com um meio termo que busque efetivamente o caminho de uma solução positiva e duradoura em prol da saúde das pessoas e do meio ambiente.

* O jornalista Reinaldo Canto é especializado em sustentabilidade e consumo consciente e professor de gestão ambiental.

Matéria publicada originalmente no site da Carta Capital.

Legenda da foto: Lixão em Campinas, no interior de São Paulo.
Crédito: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas

FonteEthos

O que determina a média de horas para cada categoria?

A necessidade de treinamento é identificada durante as reuniões de Matriz de Competência para cada colaborador, independente da categoria. O indicador LA10 é calculado de acordo com o conjunto de protocolos da GRI (Global Reporting Initiative), conforme detalhado a seguir:

Primeiro foi necessário identificar o número total de empregados em cada categoria (operacional, tática, estratégica), depois contabilizar a carga total dedicada a cada categoria e por fim relatar o número médio de horas de treinamento por ano, por empregado, por categoria usando a seguinte fórmula:

LA10 = Carga horária por categoria ÷ Total de empregados por categoria


Existe algum padrão para determinar se há necessidade de mais treinamentos?

O padrão é utilizar a Matriz de Competência para identificar necessidades de treinamento para melhorar o conhecimento, habilidades ou atitudes determinadas como essenciais para cada função.

Por que existe menos carga horária de treinamento para o nível estratégico?

A necessidade de treinamento é identificada durante as reuniões de Matriz de Competência para cada colaborador, independente da categoria. No ano de 2013 houve uma demanda menor de treinamento para a categoria estratégica.

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As perguntas foram realizadas pelos colaboradores da Quimicryl.

Leia o nosso relatório e envie sua dúvida ou sugestão para o Fale Conosco!

10 provas de que o trânsito nos está a matar lentamente
10 provas de que o trânsito nos está a matar lentamente

A falta de mobilidade é uma das mais velhas questões ligadas à sustentabilidade urbana, um verdadeiro desafio e que todas as cidades, grandes ou pequenas, têm de enfrentar. Muitas das grandes cidades do Planeta viveram anos após anos a ignorar o problema, deixando para futuras gerações e futuros governantes a descoberta da solução.

Agora, todo o tempo é pouco para desenvolver estratégias de mitigação do trânsito, quer seja através da expansão dos transportes públicos – uma solução cara, sobretudo numa fase em que a Europa está metida numa encruzilhada financeira –, do incentivo à partilha de carros, utilização da bicicleta ou até o teletrabalho.

O site brasileiro Planeta Sustentável partiu daquele que terá sido um dos piores cenários de sempre de trânsito do mundo – na última sexta-feira, São Paulo colocou um milhão de automóveis nas ruas, devido à greve dos transportes públicos – para provar que o trânsito está a acabar não só com a nossa paciência como com a nossa vida.

Nesse dia, em São Paulo, a chuva fez uma aparição na cidade, o que piorou o congestionamento e originou 251 quilómetros de fila – foi a manhã mais lenta da história da cidade. Veja as 10 maneiras com que o trânsito está a matar-nos.

1. Poluição

A poluição provocada pelos veículos causa 4.600 mortes por anos só no Estado de São Paulo, Brasil. A poluição gerada é responsável pela redução de 1,5 anos de vida da população na região metropolitana de São Paulo, que concentra mais de 20 milhões de pessoas. O custo em atendimentos médicos para pessoas que sofrem de doenças cardiorrespiratórias ligadas aos carros chega a quase €325 milhões (R$ 1000 milhões) por ano.

2. Obesidade

Um estudo da Universidade de Sidney, na Austrália, mostra que pessoas que conduzem diariamente para o trabalho têm uma tendência 13% maior de ficarem acima do peso ou tornarem-se obesas. E isso mantém-se quando elas fazem exercício e ou tiram tempo para lazer depois das viagens.

3. Hiperglicemia

Um estudo da escola de Medicina da Universidade de Saint Louis e o Cooper Institute, em Dallas, EUA, revela que conduzir mais de 16 quilómetros por dia está associado a índices maiores de glicose (açúcar) no sangue.

4. Colesterol alto

Publicado no American Journal of Preventive Medicine, o estudo anterior também relaciona conduzir todos os dias para o trabalho com colesterol alto, o que está ligado a doenças cardiovasculares recorrentes.

5. Depressão

Entre os 4.297 entrevistados para a pesquisa da Universidade de Saint Louis, foi comprovado que os que passavam mais tempo no trânsito tinham tendências maiores à depressão, ansiedade e comportamento anti-social.

6. Ansiedade

Uma pesquisa do Office of National Statistics, na Grã-Bretanha, revela que pessoas que levam mais de meia hora para se deslocar até o trabalho mostraram os maiores índices de stress e ansiedade, assim como uma maior insatisfação com a vida em geral.

7. Pressão alta

Ir para o trabalho na hora de ponta pode temporariamente elevar a sua pressão sanguínea mesmo que não haja congestionamentos. Isso foi provado em uma pesquisa feita pela Universidade de Utah, nos EUA. Assim, eles separaram dois grupos de teste num simulador de direcção.

Para ambos os grupos foi dado um cenário em que o entrevistado estava atrasado para uma reunião na qual ganharia dinheiro, mas um dos grupos conduzia numa simulação com mais carros na via, enquanto o outro não. Embora chegando ao mesmo tempo e com a mesma velocidade média, o grupo que saiu na simulação de via com mais carros mostrou batimentos cardíacos mais rápidos e picos de elevação da pressão sanguínea, aumentando o risco potencial de enfarte.

8. Sono prejudicado

A edição de 2012 da Regus Work-life Balance, uma pesquisa feita anualmente em 80 países com cerca de 16 mil trabalhadores, mostra que quem gasta mais de 45 minutos na ida ou volta do trabalho declara ter um sono pior e mostra sinais mais evidentes de exaustão.

9. Relacionamentos destruídos

Ainda de acordo com a Regus, quem faz viagens demoradas entre o trabalho e a casa coloca mais pressão sobre a família e os amigos. Esses trabalhadores têm 40% mais hipóteses de se separarem de seus parceiros conjugais.

10. Dores no corpo

Dores nas costas, pescoços, braços e pernas são comuns quando se passa mais de duas horas no trânsito. Mas não se preocupe, pelo menos isso pode ser aliviado agora com alguns exercícios de alongamento.

Foto: Oran Viriyincy / Creative Commons

Fonte:

ProÁgua objetiva incentivar a mudança de hábitos dos usuários e promover ações positivas para a conservação dos recursos hídricos
Kelly Amorim, do Portal PINIweb

Com o objetivo de promover a conservação e o uso mais eficiente da água, a empresa Deca, especialista em produtos sanitários, lançou o Programa ProÁgua, serviço de consultoria para gestão e conservação dos recursos hídricos, baseado em metodologias e normas técnicas.

O programa irá disponibilizar aos clientes uma série de ações que priorizam a incorporação de produtos e dispositivos economizadores, garantindo a redução do desperdício de água em diversos tipos de edificações. Para os prédios em construção, a consultoria do ProÁgua incentivará ações como o reuso da água usada nas obras e o aproveitamento da água da chuva.

Já para os edifícios prontos, por meio de parcerias estratégicas com empresas especializadas, a Deca fará a implantação de medição setorizada, diagnóstico do edifício, eliminação de vazamentos, uso de produtos e tecnologias eficientes e elaboração de planos de manutenção.

Conheça melhor o Programa ProÁgua clicando aqui.

Fonte: Techne Pini

A Tecnisa S.A. (BMF&Bovespa: TCSA3) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2014 (2T14). A receita líquida atingiu R$ 503 milhões no período – crescimento de 35% na comparação com o trimestre anterior, totalizando R$ 875 milhões no primeiro semestre. O lucro líquido foi recorde, atingindo R$ 80 milhões no 2T14 e representando uma margem líquida antes de minoritários de 20%. O retorno sobre o patrimônio (“ROE”) anualizado da companhia foi de 25%. Ajustado pelo pagamento de R$ 84 milhões a título Dividendos no período, a geração de caixa totalizou R$ 12 milhões no 2T14.

“Os resultados da Tecnisa são consistentes. São seis trimestres consecutivos de lucros e, neste último trimestre, estabelecemos um novo recorde. Estamos muito satisfeitos com o que temos conquistado e queremos mais”, afirma Vasco Barcellos, diretor financeiro da Tecnisa. No período, foram lançados quatro empreendimentos, sendo dois da linha Premium – mais especificamente as torres da 2ª fase do bairro Jardim das Perdizes – e dois da linha Flex, totalizando R$ 353 milhões – crescimento de 214% em relação ao 1T14. O acumulado do ano soma R$ 465 milhões.

As vendas contratadas, líquidas de distratos, representaram R$ 215 milhões no 2T14, com aumento de 35% em relação ao trimestre anterior. No primeiro semestre de 2014, totalizaram R$ 374 milhões. A receita líquida atingiu R$ 503 milhões no 2T14 – crescimento de 35% na comparação com o 1T14 -, totalizando R$ 875 milhões no primeiro semestre.

No 2T14, a margem bruta ajustada atingiu 43%, 6 pontos percentuais superior em relação ao 1T14. A margem bruta a apropriar (REF) elevou 3,0 pontos percentuais e 0,8 pontos percentuais em relação ao 2T13 e 1T14, respectivamente, atingindo 44% no 2T14.

A companhia entregou sete empreendimentos no 2T14, totalizando 1540 unidades e correspondendo a um VGV de R$ 343 milhões. No acumulado do ano, as entregas totalizaram R$ 728 milhões, em linha com o realizado no mesmo período no ano passado. Em relação ao repasse de unidades a instituições financeiras, no 2T14, foram repassadas 746 unidades, equivalente a R$ 153 milhões, aumento de 182% em relação ao 1T14. A TECNISA encerrou o segundo trimestre de 2014 com uma posição consolidada de caixa (Disponibilidades e Aplicações Financeiras) de R$ 411 milhões, volume 31% superior ao registrado no 1T14.

Perfil da Tecnisa – Com 36 anos de atividade, a Tecnisa é uma das maiores e mais inovadoras empresas do mercado imobiliário brasileiro, e está entre as cinco maiores do mercado paulistano. Além de atuar de forma integrada (incorporação, construção e vendas), tem como diferenciais a forte reputação, foco no atendimento do cliente e qualidade de seus produtos, vendas pela internet e consistente rentabilidade. A Tecnisa integra o Novo Mercado da Bovespa e participa nos índices Brasil 100 (IBRX100), Imobiliário (IMOB), Small Cap (SMLL), Setor Industrial (INDX), Governança Corporativa Trade (IGCT), Tag Along Diferenciado (ITAG), Governança Corporativa Diferenciada (IGC) e é negociada com o código TCSA3.

Fonte: Revista Fator Brasil

Modelos fabricados em 2014 têm defeito em parafusos que fixam motor e câmbio

A partir de sexta-feira, 8, a General Motors convoca 2.325 unidades dos modelos Cobalt e Spin para verificação do parafuso que fixa o conjunto motor e transmissão manual. Os veículos envolvidos no recall, ambos versão 2015, foram fabricados entre 6 de junho e 1 de julho de 2014, com chassis de FB105045 a FB121919.

Em comunicado, a montadora informa a possibilidade de utilização de parafusos que não condizem com o especificado no projeto. Essa falha, segundo a empresa, pode ocasionar a perda de sustentação de todo o conjunto (motor e transmissão), levando a um deslocamento da posição original. Neste caso, há risco de desencaixe do eixo de tração do veículo, o que pode resultar em perda repentina de tração, com risco evidente de acidentes e lesões graves aos ocupantes e terceiros.

O tempo estimado para o serviço de avaliação pelas concessionárias Chevrolet é estimado em 15 minutos e a eventual troca dos parafusos pode demorar até 6 horas. A GM sugere ao proprietário verificar o envolvimento de seu veículo na central de atendimento pelo telefone 0800 702 4200 e marcar o atendimento previamente na rede de concessionárias.

Fonte: Automotive Business

Pesquisa divulgada pelo sindicato durante a Minascon apresenta desempenho da construção entre 1994 e 2013. Avanço médio anual foi de 2,82%
Kelly Amorim, do Portal PINIweb

O Sindicato da Indústria da Construção de Minas Gerais (SindusCon-MG) divulgou na última quarta-feira (6), durante a Feira Internacional da Construção Construir Minas (Minascon), o levantamento “O desempenho da Construção Civil nas duas décadas do Plano Real e desempenho recente”, que reúne dados sobre o desenvolvimento do setor da construção civil nos últimos 20 anos considerando a estabilidade econômica conquistada com o Plano Real.

A pesquisa revela que o crescimento do setor na última década foi de 52,10%, o que representa um crescimento médio anual de 4,28%. Considerando os últimos 20 anos, o avanço médio anual foi de 2,82%. Entre 1994 e 2013, a construção civil brasileira cresceu 74,25%, sendo que o auge do desenvolvimento neste período foi registrado no ano de 2010, quando o PIB brasileiro da construção civil teve alta de 11,6%.

Em relação à taxa de desemprego na construção civil do país, o estudo mostra que o desemprego sofreu redução expressiva: passou de 8,9% em abril de 2003 para 2,5% em abril de 2014.

O crescimento do consumo de cimento no Brasil também foi analisado pela pesquisa, que constatou que o consumo do material passou de 25,3 milhões de toneladas por ano em 1994 para 70,9 milhões em 2013. A quantidade equivale ao crescimento de 180,33% do consumo no período de quase vinte anos.

Para reforçar que o crescimento da construção foi maior na última década, a pesquisa ainda apresenta dados relativos ao financiamento de imóveis com recursos da caderneta de poupança: de 1994 a 2013 foram financiadas 3.318 milhões de unidades, sendo que 2.924 milhões foram financiadas só na última década, o que corresponde a 88,13% do total.

Como razões para o crescimento avançado entre 2004 e 2013, foram apontados o aumento do emprego formal, o crescimento da renda familiar, maior concorrência entre instituições financeiras, maior oferta de crédito imobiliário, redução nas taxas de juros e os programas de incentivo como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida (PMCMV).

Apesar da redução das atividades da construção civil nos últimos dois anos, causada, segundo a pesquisa, pela elevação da inflação e a baixa confiança de empresários e investidores, as perspectivas do setor são positivas. “Nós esperamos mudanças e políticas mais definitivas para o ambiente macroeconômico, de forma que as pessoas possam voltar a investir. E que haja mais investimento em infraestrutura e bens duráveis”, afirma o presidente da Câmara da Indústria da Construção e vice-presidente da Fiemg, Teodomiro Diniz Camargos.

Fonte: Construção Mercado

É possível medir o impacto do tráfego da Rua Tarumã (n° de caminhões Quimicryl e outras empresas)?

Sabemos que a Rua Tarumã é um dos locais da Comunidade que merece uma atenção especial e por isso decidimos abrir o PROJETO TARUMÃ, com o objetivo de nos aproximarmos e monitorarmos os principais impactos gerados pela Quimicryl. Os resultados deste Projeto serão divulgados no próximo Relatório.

É possível fazer uma campanha para os colaboradores evitarem estacionar na Rua Tarumã, fora dos limites da Quimicryl?

Sabemos que a Rua Tarumã é um dos locais da Comunidade que merece uma atenção especial e por isso em agosto de 2014 vamos lançar a campanha ESTACIONE NA QUIMICRYL!

É possível estimular a carona solidária para diminuir a quantidade de carros na empresa?

Todas as ações que visam minimizar os impactos ambientais e proporcionar o bem estar dos colaboradores devem ser estimuladas. Vamos estudar como impulsionar esta ação que teve início em 07/02/2014, com a inclusão de objetivos e metas, além do monitoramento frequente.

Poderíamos fazer palestras ligadas à saúde para comunidade (Exemplo de Tema: Dengue)?

Esta ação fará parte do PROJETO TARUMÃ que tem o objetivo de nos aproximarmos e monitorarmos os principais impactos gerados pela Quimicryl. Os resultados deste Projeto serão divulgados no próximo Relatório.

É possível resgatar o indicador de contratação local?

As diretrizes para relatos de sustentabilidade foram revisadas para a versão G4 e esta revisão prevê no item G-4.9 a inclusão de informações quantitativas sobre o perfil organizacional. Incluiremos os dados de contratação local neste item no próximo relatório.

Por que a quantidade de pessoas na Ação Comunitária SESI não foram contabilizadas no quadro de pessoas afetadas?

Porque não sabíamos que o protocolo do indicador exigia a medida de pessoas afetadas. Nas próximas campanhas sociais adotaremos a sistemática de contabilização.

É possível medir o valor gerado pelos cupons fiscais entregues para APAE?

Não é possível. A empresa que administra estes cupons para a APAE separa-os por CNPJ do emitente e não por empresa doadora.

Como a Quimicryl interage com a comunidade?

A Quimicryl participa de reuniões com o Presidente da Associação Amigos de Bairro e eventos promovidos pela APAE e Comunidade.

É possível divulgar para a empresa o apoio ao CMK (CENTRO MARTA KUBOIAMA -APOIO À CRIANÇA COM CÂNCER)?

Sim. As próximas ações serão divulgadas para todos os colaboradores.

Vale cultura, é possível implementar na Quimicryl?

Todas as ações que visam incentivar o acesso à cultura devem ser estimuladas. Vamos estudar o assunto.

É possível apoiar as campanhas de doação de sangue?

A doação de sangue é uma das mais importantes ações humanitárias. Ela salva vidas! Vamos estudar como implantar este projeto na Quimicryl.

Algum Fornecedor faz inventário de CO2? Se sim, registrar no relatório GRI.

Ótima sugestão. Vamos incluir este levantamento no próximo relatório.

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As perguntas foram realizadas pelos colaboradores da Quimicryl.

Leia o nosso relatório e envie sua dúvida ou sugestão para o Fale Conosco!

Um novo estudo alerta que, em menos de três décadas, o planeta vai enfrentar uma grande crise de água caso a maneira como a electricidade é gerada (maioritariamente a partir da energia hídrica) não seja alterada.

À medida que a população aumenta também aumenta o consumo de água e a utilização de energia. A menos que comecem a ser utilizadas outras fontes alternativas para produzir electricidade até 2030, as necessidades de água podem aumentar para um ponto onde exista uma falha entre a procura e os recursos de água disponíveis, o que conduzirá a uma crise de água global.

Segundo o estudo elaborado pela CNA Corporation, a procura de água aumentou seis vezes e a população apenas três vezes mais ao longo do último século. Se a tendência continuar, haverá uma falha de 40% entre a procura e os recursos existentes. A lei básica da procura e da oferta dita que quando a procura excede a oferta aumenta o preço do produto. Contudo, com um recurso como a água, a lei da procura e da oferta não pode funcionar desta forma.

Apesar de muita da água utilizada para gerar energia ser devolvida ao ambiente, alguma perde-se durante o processo ou fica contaminada, refere o Inhabitat. Com o aumento da procura por parte das populações é evidente que a água se vai tornar num bem cada vez mais precioso, que não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar.

Fonte: Greensavers

De janeiro a junho foram 690 queixas contra incorporadoras, diz associação de mutuários Por Jerusa Rodrigues* O atraso para a entrega das chaves do imóvel comprado na planta parece ter se tornado regra no setor. Segundo pesquisa feita pela Associação dos Mutuários de São Paulo, de janeiro a junho foram feitas 690 reclamações referentes a […]

O atraso para a entrega das chaves do imóvel comprado na planta parece ter se tornado regra no setor. Segundo pesquisa feita pela Associação dos Mutuários de São Paulo, de janeiro a junho foram feitas 690 reclamações referentes a não entrega das chaves no prazo contratual. Desse total, 344 deram entrada na Justiça.

O resultado representa um aumento de 39% das queixas e de 33% das ações no Poder Judiciário, ante 496 reclamações e 258 ações registradas em 2013.

O atraso em receber o apartamento é o problema enfrentado pela encarregada em tecnologia da informação Patricia M. Ramos, de 29 anos. Há dois anos ela aguarda a liberação do seu imóvel, em Carapicuíba. “A cada ligação recebo um prazo diferente.”

A Tecnisa, construtora responsável pelo imóvel, responde que o atraso na entrega do empreendimento Flex Carapicuíba 1 decorre de dificuldades na contratação de mão de obra qualificada e do excesso de chuvas durante a fase de fundação. Mas a leitora diz que recebe há meses essa mesma resposta da empresa.

Segundo o advogado especialista em Direito Imobiliário Rodrigo Karpat, o argumento da falta de mão de obra não exime a responsabilidade da construtora pelo atraso na entrega, conforme tem entendido o Tribunal de Justiça de São Paulo.

“O atraso de dois anos é gravíssimo na minha ótica e deve ser denunciado no Procon e no Ministério Público Estadual, com o fim de averiguar o crime contra as Relações de Consumo e para que possam ser tomadas as medidas cabíveis para dirimir este atraso e coibir outros”, defende. “A consumidora pode, se julgar oportuno, optar pela rescisão do contrato, com a devolução de todo o valor investido devidamente corrigido.”

Sem casa. O comerciante Sidney S. de Nobrega, de 44 anos, relata que, apesar de já ter pago a primeira parcela do financiamento do seu imóvel e as taxas de condomínio e do cartório, não sabe quando vai conseguir mudar para o seu apartamento.

A empresa Plano&Plano responde que entrou em contato com o proprietário e esclareceu todas as dúvidas apresentadas.

Para o professor de Relações e Consumo da FGV Direito-Rio Fabio L. Soares, tanto a Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor) quanto a Lei 4.591/64 (Lei de Incorporação Imobiliária) são claras quanto aos direitos do adquirente e de sua proteção contratual. “Uma vez que o pagamento das intermediárias e do financiamento foi feito, o consumidor tem o direito de assumir a posse do imóvel, sobretudo após a transferência da propriedade em cartório.”

Neste caso, orienta, até o momento da transferência, o pagamento do condomínio é de responsabilidade da incorporadora, assim como uma eventual indenização por perdas, danos e lucros cessantes decorrentes do descumprimento contratual. “Recomendo o ajuizamento de ação, caso não haja acordo”, diz.

*matéria originalmente publicada na versão impressa de O Estado de S. Paulo, em 4/8/2014

Fonte: Estadão

Os custos fixos do imóvel, principalmente no que diz respeito à taxa de condomínio, pesam cada vez mais na decisão de compra. Não é por acaso que entre as famílias que ganham até cinco salários mínimos, 39,1% aceitariam pagar um custo extra por tecnologias que prevejam economia de água e energia. Para quem ganha mais de 20 salários mínimos, esse percentual sobe para 61,4% dos entrevistados na pesquisa realizada pelo Instituto Sensus, a pedido da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

Cientes desse viés não apenas financeiro, mas de consumo sustentável dos brasileiros, as construtoras oferecem cada vez mais alternativas para atender a esse apelo do mercado. Nos empreendimentos Sol e Terra, lançados pelo Grupo EPO, toda a água utilizada nos chuveiros e pias da suíte master será direcionada para um reservatório onde passará por tratamento e purificação para depois retornar na descarga dos vasos sanitários não apenas dos apartamentos, como também das áreas comuns do prédio.

“Já estimamos que isso poderá gerar uma economia de R$ 7 mil para cada torre. Além de afetar diretamente o morador na conta de água, também refletirá no custo do condomínio”, explica o gestor de obras do grupo, Marcus Vinícius Viana de Gouvêa. Os apartamentos localizados no Vale do Sereno, em Nova Lima, ainda contam com aquecimento solar e medidores individualizados de água e gás. “Com isso, a pessoa passa a ter mais consciência do consumo”, reconhece Marcus.

A Tetum Engenharia, empresa do Grupo Somattos, também adota práticas que beneficiam o bolso dos condôminos. “Observamos que o valor do condomínio é levado em conta no ato da compra, independentemente da condição social do cliente”, observa a coordenadora de marketing do grupo, Patrícia Freitas. Para reduzir os gastos da área de lazer do empreendimento de dois e três quartos lançado na Região da Pampulha, toda a área da chuva é reaproveitada. “É feita essa captação da água pluvial para irrigação do jardim e uso geral do condomínio. Também entregamos os apartamentos com vaso sanitário de duplo acionamento, que é usado de acordo com o volume de água necessário”, explica Patrícia.

Certificação

Para os empresários do setor, todas essas tecnologias garantem forte diferencial do empreendimento frente ao mercado e ainda pode ter efeito sob a velocidade de venda do imóvel. “São grandes argumentos de venda e garantem mais atributos para o apartamento”, reconhece Patrícia.

Adriana Silva de Assis Oliveira, diretora técnica da SAS Certificadora, orienta o consumidor interessado em um imóvel com características semelhantes a verificar as construtoras que detêm certificação ISO 14001 e se abrange edificações. “Isso significa que a empresa monitora aspectos que possam ter impactos negativos para o meio ambiente e tem um sistema de gestão ambiental implementado de maneira eficaz”, observa Adriana. A partir daí, é fundamental pesquisar as particularidades oferecidas em cada um dos empreendimentos da empresa. “Cabe ao consumidor começar a exigir isso porque o avanço nessa área ainda é lento. Hoje tem muito mais empresas certificadas em sistema de gestão de qualidade”, reconhece.

Fonte: Secovi

Entre as 16 maiores economias globais, país ocupa a 15ª posição no combate ao desperdício de energia, segundo instituição americana especializada. O Brasil ficou à frente apenas do México, e atrás de outros Brics.

Entre as 16 maiores economias do planeta, o Brasil ocupa a 15ª posição em termos de eficiência energética, atrás não só de países desenvolvidos mas de outros Brics, como China (4ª colocada), Índia (11ª) e Rússia (14ª). Divulgada neste mês, a lista foi elaborada pelo American Council for an Energy-Efficient Economy (ACEEE), organização americana sem fins lucrativos voltada para o estímulo de políticas, programas e tecnologias de eficiência energética. No ranking, encabeçado pela Alemanha, o Brasil aparece à frente apenas do México.

A ordem de classificação foi determinada com base em 31 indicadores, distribuídos por quatro setores: esforços nacionais de eficiência energética, construções, indústria e transporte. No Brasil, por exemplo, os setores mais eficientes em termos energéticos são os de construção e transporte, segundo o relatório intitulado “ The 2014 International Energy Efficiency Scorecard ” (em tradução livre, “Panorama Internacional da Eficiência Energética 2014”).

A lista inclui 15 países mais a União Europeia (3ª colocada). O bloco foi incluído na lista devido ao peso econômico. Ao todo, as 16 economias avaliadas somam mais de 81% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e 71% do consumo global de energia, além de responderem por 79% das emissões de dióxido de carbono e gases do efeito estufa. “Índia e Rússia colocam o Brasil em posição incômoda”, analisa Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe/UFRJ, destacando que o ranking inclui muitos países de primeiro mundo. “A China é um país contraditório, com muita coisa avançada mas muitas outras atrasadas.”

Este é o segundo ranking do gênero divulgado pela ACEEE. Em 2012, o conselho — formado em 1980 por pesquisadores na área de energia — analisou 12 países. Na época, o Brasil ficou em 10º lugar, seguido por Canadá e Rússia. Apesar de ter sido ultrapassado pelos dois países e por novos entrantes na lista de 2014, o Brasil não apresentou uma piora na sua situação, de acordo com Rachel Young, analista de pesquisa e principal autora do estudo deste ano. “No geral, o desempenho do Brasil não mudou muito entre as pesquisas de 2012 e 2014. Nas áreas em que teve um bom desempenho em 2012, o Brasil permaneceu igual, assim como nas áreas em que sua performance não foi tão boa”, explica Rachel.

A pesquisadora ressalta que o país teve bom desempenho geral no setor de transporte em ambos os relatórios, com pontuação máxima referente ao uso de transporte público e à baixa quilometragem per capita percorrida em veículos. Mas o Brasil manteve baixa pontuação em termos de indústria e esforços nacionais. Um dos fatores que contribuíram negativamente — diz Rachel — é o baixo nível de investimento tanto em eficiência como em pesquisa e desenvolvimento.

A situação brasileira contrasta com a do Canadá, que melhorou sua posição no ranking de 2012 para 2014, passando do 11º lugar para o 9º . “A posição do Brasil no ranking deste ano não reflete uma piora em relação a 2012. O que houve foi uma melhoria em outros países”, resume Rafael Catelli Infantozzi, analista sênior da consultoria norte-americana ICF International.

Para Infantozzi, o país está um passo atrás dos outros quando se trata da eficiência energética na indústria. E também é carente de programas nacionais mais abrangentes nessa área. “Temos o Conpet, na área de petróleo e gás, e o Procel, da Eletrobras”, lembra o analista. “O Procel é um excelente programa, mas é limitado, não engloba todos os equipamentos.”

Diretor no Brasil da consultoria GCE, sediada na Rússia mas com atuação global, Dmitri Lobkov enfatiza que, ao contrário de outros países, o Brasil não conta com uma política de estado de eficiência energética. “Na China, na Rússia e na Índia, por exemplo, as empresas são obrigadas a fazer uma auditoria energética a cada cinco anos”, afirma Lobkov.

O executivo destaca que, para manter um ritmo de crescimento econômico sustentável entre 3% e 4% por ano, o país deveria ter uma folga de 16% entre a sua capacidade instalada de geração e sua capacidade total em termos de consumo. “No Brasil, essa diferença é estimada entre 1,5% e 6%. Para resolver a questão, o país teria de começar a construir muitas novas usinas. Ou, então, reduzir drasticamente o consumo, aumentando a eficiência energética.”

Indústria faz desempenho cair no Brasil

Entre todas as 16 economias listadas pela ACEEE no estudo deste ano, o Brasil foi a que teve a pior performance em termos de eficiência energética na indústria. O resultado está longe de surpreender especialistas. Rafael Infantozzi, da ICF, lembra que, como parte do Programa de Eficiência Energética (PEE), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as distribuidoras têm de destinar 0,5% da receita operacional líquida para ações de combate ao desperdício de eletricidade. “A questão é que apenas 2% a 3% desses recursos vão para a indústria”, diz o analista sênior. O grosso dos recursos disponíveis vai para a melhoria da eficiência energética na classe residencial de baixa renda, onde há menor potencial de economia de eletricidade. “A atividade industrial responde por algo entre 35% e 40% da energia consumida no país”, esclarece Infantozzi.

De acordo com o analista, havia no Brasil, em setembro do ano passado, apenas cinco unidades industriais com a certificação ISO 50001, que representa as melhores práticas internacionais em gestão de energia. Nesse quesito, a campeã é a Alemanha. Em setembro de 2012, o país europeu tinha 453 plantas certificadas. Na mesma época, apenas quatro indústrias no Brasil haviam sido certificadas. “Durante muito tempo a energia foi barata e abundante no Brasil. Não havia um estímulo para as empresas investirem em eficiência energética”, diz Dmitri Lobkov, diretor da filial brasileira do GCE Group.

Embora concorde com vários pontos levantados no “Panorama Internacional da Eficiência Energética 2014”, Lobkov ressalta que o relatório não pode ser tomado como “verdade absoluta”. Na visão do engenheiro, o levantamento não considera fontes importantes de energia, como os biocombustíveis. Também não leva em conta — afirma Lobkov — o clima extremo de países como Brasil e Rússia. “No Brasil, qualquer indústria tem gastos imensos com refrigeração. Na Rússia, as companhias gastam com calefação. É muito diferente dos países de clima médio”, exemplifica.

Por Rodrigo Carro
Fonte: Brasil econômico

Iniciativa do Governo Federal e entidades sindicais e patronais determina inserção de dois representantes, um da empresa e outro do setor, para atuar diretamente em melhorias no canteiro de obras
Kelly Amorim, do Portal PINIweb

A construtora MRV Engenharia assinou na última quinta-feira (24) a adesão do do primeiro empreendimento em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, ao Compromisso Nacional para Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho na Construção Civil, uma iniciativa do Governo Federal em conjunto com entidades sindicais e patronais que tem por objetivo qualificar profissionalmente os trabalhadores e melhorar as condições de trabalho nos canteiros de obras. Esse é o primeiro projeto a aderir ao

O documento traz diretrizes relacionadas à segurança, contratação e relação entre trabalhadores e empresas, e as medidas para assegurar condições de trabalho serão tomadas por meio de negociação coletiva e se referem a questões como piso salarial, benefícios, jornada, condições de transporte, alojamento e alimentação. Dois representantes, um da categoria e outro da empresa, serão responsáveis por intermediar a demanda dos trabalhadores e resolvê-las junto à construtora.

O acordo pode abranger uma empresa, uma única obra, conjuntos de obras e frentes de trabalho públicas ou privadas. No caso da MRV, outras 21 obras em todo o país já adotaram as medidas de aperfeiçoamento das condições de trabalho. Chamado de Parque Castelo de San Marino, o empreendimento residencial a ser desenvolvido no bairro Pioneiros tem cerca de 300 funcionários e deve ser concluído em 2016.

A adesão ao compromisso é voluntária. As construtoras Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, OAS, Odebrecht, Carioca Engenharia, Constran, Galvão Engenharia e Mendes Junior já assinaram o acordo.

Pini

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R$2 milhões foram investidos na contratação de 1,5 mil catadores nas 12 sedes da Copa
Foto: Karla Vieira Semcom Semulsp

Cerca de 182 mil toneladas de resíduos recicláveis foram coletados até o momento dentro e nos arredores dos estádios das 12 cidades-sede da Copa do Mundo. O balanço foi apresentado na quinta-feira, 10 de julho, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em entrevista coletiva no Centro Aberto de Mídia da Copa, na zona sul do Rio de Janeiro.

Ao todo, R$2 milhões foram investidos na contratação de 1,5 mil catadores nas 12 sedes da Copa, que trabalharam nas arenas e nas Fan Fests.

Segundo Izabella, as linhas de financiamento criadas pelo governo para financiar a coleta seletiva durante a Copa serão ampliadas para as cidades que não receberam jogos do Mundial.

“Estamos financiando uma estrutura de coleta seletiva, com tecnologia de ponta, recicladoras integradas com os catadores que saíram das ruas e agora estão nas fábricas, mudando o patamar de renda”, contou ela. “Agora temos um desafio de 5,6 mil municípios, que é um desafio enorme”, comentou.

Leed

A iniciativa durante a Copa é resultado de uma ação governamental que engloba cinco estratégias de sustentabilidade, entre elas a certificação ambiental de construção e gestão sustentável dos estádios pelo sistema Leadership in Energy and Environmental Design (Leed).

Cinco estádios já foram certificados, sendo que o Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, recebeu o selo Platinun, categoria máxima da certificação. A Arena Castelão, em Fortaleza, ganhou a certificação padrão e os estádios Arena Fonte Nova, em Salvador; Arena Pernambuco, no Recife; e Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, receberam a certificação prata. O Estádio Nacional de Brasília, o Estádio Beira Rio, em Porto Alegre; e a Arena da Baixada, em Curitiba, estão em fase final de certificação. Segundo Izabella, até dezembro todos as arenas terão o selo.

“Nenhum país fez isso antes e essa certificação compreende vários requisitos como a gestão de resíduos, de empregos mais sustentáveis, eficiência energética, a parte de ventilação natural”, citou. “Um dos legados da Copa é o domínio tecnológico em construção sustentável que o Brasil não tinha nas cidades-sede”, avaliou.

Mitigação das emissões

Outra iniciativa da agenda ambiental da Copa destacada pela ministra foi a mitigação das emissões de dióxido de carbono, diretas e indiretas, durante o Mundial. Izabella disse que, até agora, foram emitidas 1,406 milhão de toneladas do gás de efeito estufa indiretamente ligadas ao evento, sendo que 98,1% desse total foi gerado pelo transporte aéreo e hospedagem, 0,5% pelas obras e 1,4% por deslocamentos terrestres, serviços e consumo. Cerca de 60 mil toneladas de dióxido de carbono estão diretamente ligadas aos jogos, segundo Izabella.

A ministra comemorou o fato de que 545 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente ligadas à Copa já foram compensadas com reflorescimento e compra de crédito de carbono, por meio de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

“Já começamos a Copa do Mundo com as emissões diretas mitigadas. Já mitigamos, voluntariamente, nove vezes as emissões diretas da Copa, e esperamos chegar até o final do ano com todas as emissões mitigadas”, calculou.

(Via Agência Brasil)
Fonte: Eco Desenvolvimento

A solução para uma energia mais barata

Novas descobertas a nível do design das células solares de silício permitiu a três empresas quebrar o recorde de eficiência energética, estabelecido há 20 anos. Durante a conferência IEEE Photovoltaic Specialists, em Denver, a Panasonic, a Sharp e a SunPower apresentaram novas células fotovoltaicas que ultrapassaram as antigas barreiras de eficiência. Espera-se que este aumento da eficiência permita à energia solar competir a nível comercial com os combustíveis fósseis.

As células solares de silício tradicionais têm os polos positivos em contacto com a superfície do painel, o que efectivamente cria sombras na superfície, reduzindo a eficiência da unidade como um todo. Ao transferir-se os polos para o lado reverso do painel, onde estão os polos negativos, a eficiência é aumentada. A descoberta foi feira pela SunPower.

Outra melhoria foi a introduzida pela Panasonic. Na maioria das células de silício, os electrões ficam presos pelas imperfeições superficiais das junções das células de silício cristalino. Para evitar isto a Panasonic adicionou finas películas de silício aos versos das células. Esta nova melhoria permite atingir uma taxa de eficiência de 25,6%, tal como o novo design da SunPower untrapassou a barreira dos 25%, refere o Inhabitat. Apesar de a nível teórico os avanços não parecerem consideráveis, a nível prático a quantidade de energia produzida é muito melhor.

Os novos avanços ainda não estão prontos para serem produzidos a nível comercial, mas abrem portas para novos avanços neste campo, que se prevêem reduzir o custo final para o consumidor.

Fonte: Greensavers

Principal mudança é a ampliação de 1,4 para dois milhões no número máximo de contratos imobiliários que podem ser beneficiados pelo FGHab
Kelly Amorim, do Portal PINIweb

O Governo Federal publicou na última quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU) a Medida Provisória 651/2014, que prevê a ampliação de garantias a financiamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) a partir da regularização do fundo garantidor.

A MP modifica as regras do Programa Nacional de Habitação Urbana e do Fundo Garantidor de Habitação Popular (FGHab), e estabelece que o Fundo deverá conceder até 2 milhões de financiamentos imobiliários contratados no âmbito do MCMV. Antes da publicação da MP, esse número era limitado a 1,4 milhões de empréstimos.

A medida tem ainda o objetivo de dar mais segurança a quem tem financiamentos pelo MCMV com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Para isso, o FGHab garantirá a um banco o pagamento da prestação mensal do financiamento habitacional devida pelo mutuário em caso de desemprego ou invalidez temporária. Em casos de morte ou invalidez permanente, o FGHab assume o saldo devedor. O fundo é para famílias com renda mensal de até R$ 5 mil e para contratos firmados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

Fonte: Construção Mercado

O Brasil detém 12% das reservas de água potável do mundo. Esse fato consolidou uma ideia de abundância que não condiz com o momento atual. A visão de que esse recurso é infinito vem promovendo uma cultura de gestão da água que não prevê estratégias para momentos de aumento de escassez como este pelo qual está passando boa parte das regiões Sul e Sudeste do país, onde vivem 60% da população.

Exemplo dessa visão é o cenário a que chegamos agora: a capital paulista e a região metropolitana estão com os reservatórios que as abastecem virtualmente secos e a população de um dos maiores centros urbanos do mundo não sabe quase nada a respeito da real situação.

De acordo com dados divulgados pelos meios de comunicação em 30 de maio, o Sistema Cantareira estava com 25% de sua capacidade, já contando o “volume morto”, baixando o volume em 0,1 a 0,2% diariamente. A continuar nesse ritmo, os reservatórios estarão secos entre 125 e 250 dias. Para prevenir maior escassez, alguns bairros de São Paulo já começaram a ser abastecidos por água transferida de outros sistemas, como a própria Sabesp confirmou.

Ainda conforme informações da imprensa, a escassez de água já era uma realidade para pelo menos 1,6 milhão de pessoas da região metropolitana da capital desde 2012. E pesquisa do Datafolha feita em 31 de maio último revelou que 35% dos paulistanos afirmam que sofreram com falta de água durante o mês de maio deste ano.

As respostas do governo estadual e da Sabesp não têm sido suficientes para esclarecer a população paulistana e demonstrar que as autoridades estão conscientes da gravidade da situação e adotando as medidas que o momento exige, por mais impopulares que possam ser.

Em outras palavras, a água potável que abastece São Paulo está acabando, a cidade pode ter de enfrentar em breve um profundo racionamento e a reação do governo estadual tem sido desproporcional à gravidade do problema.

Portanto, diante das sérias consequências sociais, políticas e econômicas que a escassez de água pode acarretar ao Estado de São Paulo, nós, as entidades aqui subscritas, dirigimo-nos ao exmo. sr. governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, apelando ao seu civismo e espírito democrático, para reivindicar mudanças profundas na abordagem da questão da água, independente do calendário eleitoral.

Propomos:

Transparência total nos dados. É importante manter a sociedade informada sobre a real condição dos reservatórios e das ações que será necessário adotar, mesmo em caso de chuvas, respondendo as seguintes perguntas: Qual o impacto do uso do volume morto na qualidade da água e na saúde pública? A solução de usar a capacidade de outros sistemas pode dar conta das necessidades de todos aqueles que dependem das bacias que serão interligadas? E por quanto tempo? Caso o regime de chuvas do próximo verão seja semelhante ao do verão passado, existe algum plano de emergência para a cidade? Esse plano, se existir, não deveria começar a ser adotado desde agora?

Criar uma comissão formada por representantes da academia, das empresas, da sociedade civil e de secretarias de governo para discutir as ações de curto, médio e longo prazos, bem como planos estratégicos que previnam situações semelhantes no futuro.

Movidos pelo mais alto espírito público é que nos manifestamos e encaminhamos este documento a vossa excelência.

Instituto Ethos
Instituto Socioambiental
Rede Nossa São Paulo

Clique aqui e confira quem já assinou: http://migre.me/jFe2g

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Coreia do Sul: o jardim vertical que produz alimentos (com FOTOS)

Os jardins verticais e telhados verdes são cada vez mais a regra das cidades que apostam na sustentabilidade, uma forma de minimizar a sobrepopulação destes sítios, contornar a insegurança alimentar, desflorestação e a poluição. E dar algum conforto à vista.

À medida que as cidades se tornam mais agressivas na procura pela sustentabilidade, também os jardins verticais se tornam mais ambiciosos. Como o desenhado pelo estúdio Aprilli em Seul, a capital sul-coreana.

Denominado Urban Skyfarm, este jardim vertical – na verdade, é uma quinta vertical – utiliza sistemas hidropónicos para substituir as vastas extensões de terra agrícola, sendo capaz de produzir alimentos de forma mais eficiente.

Cada um dos quatro componentes principais – a raiz, tronco, ramos e folhas – tem as suas próprias características espaciais adequadas para diferentes condições de cultivo.

A parte superior, por exemplo, é propícia para a plantação de vegetais que necessitam de exposição directa de luz natural e ar fresco. Já a parte inferior favorece cultivos que necessitam de um ambiente mais controlado.

Por ter formato inspirado numa árvore, a quinta garante ainda amplos espaços sombreados, que podem ser apreciados pelo público. É um mini ecossistema que traz equilíbrio de volta para a comunidade urbana.

O Urban Skyfarm também usa a energia renovável produzida a partir de painéis solares para suprir o processo de produção, transporte e distribuição de produtos alimentares. Veja algumas fotos do projecto.

Fonte: GreenSavers

O Brasil já é o segundo país com maior número de edificações esportivas certificadas LEED no mundo

O Brasil é destaque também no segmento de edificações esportivas. Recentemente com a certificação de 6 estádios da Copa do Mundo, o Estádio Olímpico (do Grêmio) e o Centro de Desenvolvimento Esportivo em Osasco, o Brasil se consolida como o 2° país com maior número de edificações esportivas certificadas LEED.

Entre os estádios da Copa certificados temos o Maracanã, originalmente construído e utilizado para a Copa do Mundo da FIFA de 1950, o estádio certificado LEED Prata está mais uma vez repetindo a sua função de ser o anfitrião da partida final da Copa do Mundo de 2014. Além disso, ele servirá como um grande espaço esportivo para os Jogos Olímpicos do Rio de 2016, sediando as cerimônias de abertura e encerramento, bem como grandes eventos esportivos.

Os outros estádios que já receberam a certificação LEED, e estão sediando os jogos da Copa do Mundo da FIFA de 2014 são a Arena Castelão, em Fortaleza (LEED Certificado), a Arena Fonte Nova, em Salvador (LEED Prata), o Mineirão, em Belo Horizonte (LEED Platinum), a Arena da Amazônia, em Manaus (LEED Certificado) e a Arena Itaipava Pernambuco, em Recife (LEED Prata).

“À medida que os olhos do mundo caem sobre o Brasil, estes projetos estão demonstrando não só a aplicabilidade e a adaptabilidade do sistema de classificação do LEED green building no mundo inteiro, mas também a posição de liderança do Brasil na vanguarda do movimento para green buildings (construções sustentáveis) de alta performance”, disse Rick Fedrizzi, CEO e presidente fundador do USGBC.

Cada estádio incorporou vários recursos sustentáveis que contribuíram para a sua certificação LEED. Por exemplo:

Arena Castelão:

– Redução de 67,6% no consumo potável, redução de 12,7% no consumo anual de energia, 97% dos resíduos do projeto foram desviados do aterro sanitário, 100% das tintas, selantes e colas com baixo teor de compostos orgânicos voláteis, 97,44% das estações de trabalho e 100% dos espaços compartilhados possuem controle de iluminação.

Arena Fonte Nova

– 20% dos materiais de construção feitos de material reciclado, 75% dos resíduos do projeto de construção desviados do aterro sanitário e 35% de sua energia proveniente de fontes renováveis como solar e eólica.

Arena Pernambuco

– Utilizou Aço com 87% de matéria prima reciclada e cimento com 30% de matéria prima reciclada, 17% da energia é gerada por painéis fotovoltaicos reduzindo 142,81 tCO2 por ano.

Maracanã

– Reduzirá 23% do custo operacional do consumo com energia, 71,14% de redução do consumo de água potável e 100% de redução de água potável na irrigação, 9% da energia está sendo gerada por painéis fotovoltaicos, amplo acesso a transporte público (trens de superfície e mais de 60 linhas de ônibus).

Os projetos dos estádios da Copa demonstram a oportunidade do movimento de ?green building? ingressando no segmento de obras de infraestrutura. Observamos o maior contato junto a responsáveis pela construção de obras metroviárias, portuárias, estradas, entre outros.

Também é importante ressaltar esta iniciativa no que tange a capacitação profissional e desenvolvimento da economia e fornecedores locais, bem como a influência direta ou indireta no avanço de políticas públicas de fomento a construção sustentável.

A iniciativa muito bem coordenada pela Câmara de Sustentabilidade da Copa de 2014 ressalta a qualidade dos nossos engenheiros, arquitetos, projetistas e consultores, uma vez que é a primeira Copa com estádios certificados por uma ferramenta internacional de construção sustentável. Motivou inclusive a criação pelo International Roundtable Meeting (GBCs) de um Comitê Técnico internacional para analisar o tema com base na experiência Brasil e estádios certificados nos EUA, com objetivo de compreender melhor a demanda de Arenas e eventos esportivos em matéria de construção sustentável.

Fonte: GBC

No dia 09 de junho de 2014 a Quimicryl reuniu parte de seus colaboradores em um Workshop para divulgar seu terceiro Relatório de Sustentabilidade.

Com o objetivo de ampliar o conhecimento de sua equipe sobre o relatório e alinhar a comunicação entre os membros, os participantes foram divididos em equipes para fazerem a leitura e debate dos indicadores.

A Coordenadora do Relatório Vita Tereza também participou do evento e contou para todos a experiência de participar do processo de construção do 3° Relatório de Sustentabilidade da Quimicryl.

Confira abaixo entrevista

Como foi a experiência de participar do processo de criação do 3° Relatório de Sustentabilidade da Quimicryl?
Vou começar com uma palavra que em minha opinião diz tudo: transformação. Foi uma experiência transformadora. Foi a transformação do aprendizado do dia a dia numa ação criadora, que se transformou numa obra de arte. Experiência que valeu cada minuto, foi uma oportunidade de desenvolver novas habilidades e fortalecer a habilidade de liderar, oportunidade de saber como nossos colaboradores são engajados com o negócio da empresa.

Como você descreveria este projeto?
Este trabalho foi bastante exigente, e contou com a dedicação e esforço de todos os colaboradores que participaram do projeto. Aproveito para agradecer a todos de uma maneira muito especial, pois sem eles o relatório não teria tamanha riqueza de informações.

Como foi coordenar um Relatório de Sustentabilidade?
Coordenar um relatório como esse é muito gratificante… Pelo resultado, pelo retorno e pela sensação de missão cumprida, apesar de não termos terminado ainda a nossa missão. Aprendi uma nova reflexão: “que tudo começa quando termina.” Terminamos de escrever o relatório, mas agora é que vai começar a nossa missão, missão de divulgar, missão de fazer o relatório ser a ferramenta que falta na caixinha dos nossos assistentes técnicos, na caixinha dos vendedores, e também na nossa caixinha.

O que você aprendeu como coordenadora do 3° Relatório de Sustentabilidade da Quimicryl?
No começo achei que seria fácil e que eu iria fazer o relatório sozinha, já que era minha responsabilidade. Mas com o decorrer do tempo entendi que responsabilidade não é trabalhar sozinho e que eu só iria conseguir fazer a parte que eu dominava (e essa eu fiz com propriedade). Eu precisava das outras pessoas e dos outros processos para dar continuidade. Entendi que ninguém vai a lugar nenhum sozinho, como diz aquele velho ditado “uma andorinha só, não faz verão”. OBRIGADA a todos pela oportunidade que me deram de aprender mais, de conhecer melhor as pessoas e por que não dizer oportunidade de crescer profissionalmente. Obrigada Cláudia e Vanessa pela dedicação e apoio o tempo todo. Isso é que eu chamo de transformação, eu me transformei e vocês também se transformarão, depois que conhecerem o relatório GRI 2013.


Vita Tereza é Diretora de Gestão de Pessoas na Quimicryl e Coordenadora do Relatório de Sustentabilidade.




O estado da região centro-oeste do Brasil movimentou cerca de US$ 42,7 bilhões em 2011, contra US$ 41,2 bilhões da economia da América Central no mesmo período

SÃO PAULO – Poucos esperavam que uma das grandes surpresas na Copa do Mundo marcada por tantos resultados inesperados fosse sair logo do temido Grupo da Morte. No meio de camisas consagradas como a celeste uruguaia, a azzurra italiana ou a poderosa inglaterra, juntas donas de 7 títulos mundiais, foi a modesta Costa Rica a primeira a garantir vaga nas oitavas de final, após superar os uruguaios na primeira rodada e surpreender os italianos nesta sexta-feira (20).

“Talvez havia muita gente que não acreditasse em nós porque estávamos no ‘grupo da morte’, mas os mortos agora são os outros e nós estamos indo para a próxima fase”, afirmou o capitão da equipe da América Central, Bryan Ruiz, em coletiva após o jogo. A pouca tradição no campo não inibiu a Costa Rica a roubar uma das duas vagas do Grupo D.

Não é só nas quatro linhas que o país americano apresenta proporções tímidas. Fora do esporte, a Costa Rica está longe da lista das maiores economias do mundo e mercados mais visados por massivo contingente de investidores. Apesar de ser uma das nações mais estáveis da porção central da América, ela conta com um modesto PIB (Produto Interno Bruto), que chegou à marca de US$ 41,2 bilhões em 2011, altamente dependente do turismo e agricultura.

No front da política internacional, o país conta com um importante apoio norte-americano e se destaca por não ter uma força efetiva de exército nacional, mas apenas com guardas costeiras, grupos policiais ou outros subgrupos. No entanto, tal fator não tem significado preocupação efetiva com a paz em seu território na prática.

O PIB pouco robusto costarriquenho que ocupa a porção continental da América Central, segundo dados de um infográfico feito pelo site da publicação britânica The Economist, é superado até pela economia do estado do Mato Grosso. O estado da região centro-oeste do Brasil movimentou cerca de US$ 42,7 bilhões em 2011. No entanto, vale destacar o tamanho reduzido do próprio país, com área de cerca de 51.000 km², e população na casa dos 4,3 milhões de habitantes.

Na Copa do Mundo, o céu agora passa a ser o limite para a seleção da Costa Rica. Após se classificar no Grupo da Morte, a equipe enfrenta na última rodada a já eliminada Inglaterra. Na segunda fase, os costarriquenhos enfrentarão uma das duas seleções classificadas pelo Grupo C, que tem Japão, Costa do Marfim, Grécia e Colômbia.

Fonte: Info Money

Queda acumulada no primeiro semestre pode chegar a 9%
PEDRO KUTNEY, AB

Com base no movimento dos emplacamentos na primeira metade de junho, já é possível projetar expressivo tombo nas vendas de veículos leves. A retração do mercado, que vinha se aprofundando mês a mês e chegou a 5% entre janeiro e maio, tende a aumentar ainda mais, com efeito de feriados e dias com poucos negócios provocados pela Copa do Mundo. A queda projetada esbarra em 9% no acumulado do primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2013.

Segundo números do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) repassados a Automotive Business pela consultoria Carcon Automotive, de 1º a 13 de junho foram emplacados no País 124,7 mil automóveis e comerciais leves. Na comparação com os mesmos 10 dias úteis de maio passado, a diferença é de apenas 0,5% a menor, mesmo com o feriado decretado em São Paulo, maior mercado do País, por causa da abertura da Copa do Mundo na quinta-feira, 12. Porém, mais três dias ociosos à frente podem provocar estragos adicionais.

O feriado de Corpus Christi na quinta-feira, 19, reduz para 20 o número de dias úteis este mês, contra 21 em maio. Além disso, espera-se movimento fraco nas concessionárias pelo efeito de emenda na sexta-feira, 20, além do fim de semana ser seguido por um jogo da seleção brasileira pela Copa na segunda-feira, 23. Somando feriados, emendas e jogos do Brasil, junho teria, na prática, apenas 16 dias úteis inteiros.

“Projetamos para junho queda de 7% a 8% sobre os 278 mil veículos emplacados em maio”, avalia o consultor Julian Semple, da Carcon. Caso a pior previsão se concretize, retração de 8% ante o mês anterior, junho fecharia com 256 mil veículos leves emplacados, com expressiva redução de 15,5% na comparação com junho de 2013.

Considerando a projeção de 256 mil automóveis e comerciais leves emplacados em junho, no acumulado o primeiro semestre do ano fecharia com 1,56 milhão de unidades vendidas, o que representaria queda de 8,8% diante dos primeiros seis meses de 2013.

Fonte: Automotive Business

Os ciclistas são mais felizes que os condutores de automóveis, de acordo com a pesquisa Mood and Mode: does how we travel affect how we feel?, desenvolvida pelo Bureau of Labor Statistics norte-americano.

De acordo com o estudo, o transporte que escolhemos no dia-a-dia afecta o nosso humor e bem-estar – e de que maneira. Assim, as pessoas que usam a bicicleta nas suas deslocações diárias são geralmente mais felizes do que as que conduzem carros ou utilizam transportes de massas.

O estudo oferece perspectivas sobre as formas de melhorar os serviços de transporte existentes, dando prioridade os investimentos nas áreas que tragam mais resultados positivos.

“Os nossos resultados sugerem que o uso da bicicleta pode ter benefícios além daqueles associados à saúde e mobilidade normalmente citados”, explicam os autores da pesquisa. “Valorizar a experiência emocional no trânsito pode ser tão importante quanto melhorar os recursos de serviços tradicionais, como auto-estradas e tempo de viagem”, acrescentam.

Depois dos ciclistas, os passageiros de carro são o segundo tipo de viajante mais feliz. Os condutores de automóveis ficaram em terceiro lugar. Por último, aparecem os condutores e passageiros de autocarros e comboio, considerados os mais infelizes.

O baixo entusiasmo nestes casos, diz a pesquisa, tem a ver com o trajecto mais longo ou menos confortável e, principalmente, com os congestionamentos.

Fonte: Greensavers

Conheça os designers que estão imprimindo casas e prédios com uma riqueza de detalhes digna de igrejas góticas. E o programa mostra ainda o robô que está sendo treinado para cantar ópera.

Imprimir casas e prédios inteiros. Essa é a ideia do arquiteto Michael Hansmeyer. Mas ele não quer fazer construções simples. Com a impressora 3D é possível produzir casas com tantos detalhes quanto uma igreja barroca. Isso sem tantos artesãos e sem restrições no que diz respeito à geometria. A equipe do Futurando foi conhecer os projetos.

Na Universidade de Lüneburg, estudantes de diversas nacionalidades participam de um curso online audacioso. Eles querem juntos projetar a cidade do futuro. Cada um pensando do seu próprio país. Para criar o projeto, eles tiveram a ajuda do arquiteto Daniel Liebeskind.

Em Istambul, outra criação audaciosa foi construída. Um túnel que liga a Europa e a Ásia. O Futurando mostra como aconteceu a construção do túnel do Bósforo.

Engenharia de som

Pesquisadores de acústica da Universidade Técnica de Dresden querem tornar o cotidiano dos cidadãos mais silencioso. Eles pesquisam desde varredores elétricos que fazem a limpeza da cidade até o barulho irritante do aspirador de pó que usamos em casa. O grupo de cientistas busca soluções simples para eliminar os ruídos ou, pelo menos, deixá-los mais agradáveis.

Mas há também quem trabalhe para criar sons. Designers alemães projetam a acústica dos carros pra que eles emitam ruídos agradáveis. Um automóvel chega a ter 100 funções sonoras. Montadoras têm até um setor específico para desenvolver esse tipo de trabalho.

E tem pesquisadores que trabalham para que robôs emitam sons. É o caso do Myon. Cientistas querem treiná-lo para cantar na Ópera Cômica de Berlim.

Nesta edição quem apresenta o programa é o jornalista Maurício Cancilieri, que já foi repórter do programa. Quer saber mais sobre o Maurício, acesse o perfil dele na nossa página.

Fonte: Terra

Câmara Municipal de São Paulo, SindusCon-SP, AsBEA, CAU-SP, CBCS, Crea-SP e Secovi-SP se reunirão mensalmente para debates sobre o desenvolvimento sustentável do país
Kelly Amorim, do Portal PINIweb

Na última segunda-feira (9) foi criado por entidades privadas e órgãos públicos o Fórum de Desenvolvimento Urbano e Construção Sustentável, uma articulação permanente que objetiva fomentar a adoção de tecnologias nas construções que promovam a conservação e reuso de água, economia de energia, gestão adequada de resíduos e conforto térmico.

Formado a partir de uma iniciativa do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), o fórum é composto pela Comissão de Política Urbana Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara Municipal de São Paulo, o Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP), a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU-SP), o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) e o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP).

Durante a reunião de abertura do fórum, feita em São Paulo, as entidades se comprometeram a instalar, manter e divulgar o fórum e suas atividades, contribuindo para a integração urbana, o combate às mudanças climáticas e o desenvolvimento sustentável do país.

As organizações se reunirão no máximo duas vezes por mês. Cada participante indicará um membro titular e um suplente. Todas as decisões serão tomadas por consenso e a coordenação exercida por um dos seus membros eleitos para um mandato de um ano. No primeiro ano, a coordenação caberá conjuntamente ao CBCS, Secovi-SP e SindusCon-SP, e o secretariado à Universidade Nove de Julho.

Fonte: Pini

Além de fazer o reaproveitamento da água da chuva e usar materiais de baixo impacto ambiental, estádio conta com usina de energia solar instalada

Kelly Amorim, do Portal PINIweb

A Itaipava Arena Pernambuco, palco de cinco jogos da Copa do Mundo, em São Lourenço da Mata, recebeu a certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) de Prata, cedida pelo Green Building Council (USGBC). O estádio do Grêmio também foi contemplado recentemente com o selo.

Divulgação: Celpe

As características que determinaram a entrega do certificado foram: reaproveitamento da água da chuva captada nas arquibancadas e coberturas; sistema de automação predial; favorecimento da iluminação e ventilação naturais; uso de materiais e tecnologias de baixo impacto ambiental; plantio de mudas e adoção de coleta seletiva.

Construída por meio de uma Parceria Público Privada (PPP) entre o Governo de Pernambuco e a Odebrecht, a arena também conta com uma usina de energia solar para atender parte da demanda energética. O sistema tem potência instalada de 1 megawatt pico (MW/p), capacidade suficiente para gerar 1.500 MW/h por ano, o que equivale ao consumo de seis mil habitantes.

Além de atender aos requisitos sustentáveis exigidos para a certificação LEED, a construção da arena está de acordo com os requisitos de desenvolvimento social, cultural e econômico, e garante a segurança e priorização da saúde dos trabalhadores e visitantes.

Fonte: Pini

A gigante tecnológica Fujitsu expandiu-se para uma nova área de negócio e abriu uma estufa de alfaces biológicas em Fukushima, Japão. Num projecto que mistura a agricultura, a indústria e a medicina, a Aizu-Wakamatsu Akisai Vegetable Plant cultiva alfaces biológicas, livres de radiação, com baixos teores de potássio e nitratos.

A estufa vegetal foi montada numa fábrica de semicondutores que foi renovada e é totalmente livre de produtos químicos. Localizada em Fukushima, a estufa de alfaces biológicas é o primeiro de vários testes que a Fujitsu quer implementar nesta área. Uma vez que o espaço onde a estufa está implantada foi renovado e desinfectado, a produção é livre de químicos e totalmente controlada através das tecnologias da empresa para criar as condições óptimas de crescimento, assim como condições atmosféricas.

A variedade de alfaces cultivadas pela estufa da Fujitsu é indicada para pessoas com doenças crónicas renais uma vez que os legumes possuem baixos teores de potássio. O vegetal é também mais apelativo para as crianças pois os baixos níveis de nitrato tornam as alfaces menos amargas, refere o Inhabitat.

Apesar destas estufas em Fukushima serem mais dispendiosas que as convencionais, os espaços têm valor médico, podem produzir todo o ano, cultivam produtos orgânicos e, mais importante, livres de radiação.

Fonte: Greensavers

Dentro das comemorações pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou em 5 de junho decreto que institui o Sigor (Sistema Estadual de Gerenciamento Online de Resíduos Sólidos). Participaram da cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, entre outros, o secretário estadual do Meio Ambiente, Rubens Rizek; o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe; o vice-presidente de Meio Ambiente do sindicato, Francisco Vasconcellos; o coordenador do Comasp (Comitê de Meio Ambiente), André Aranha; e a coordenadora técnica do Comasp, Lilian Sarrouf, e a coordenadora de Estratégia e Produtividade, Roseane Petronilo.

A partir da assinatura, o primeiro módulo do sistema deve entrar em vigor em até 180 dias. O Sigor resulta do convênio firmado em fevereiro de 2010 entre o Estado de São Paulo, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), e o SindusCon-SP.

A ferramenta auxiliará o gerenciamento das informações referentes aos fluxos de resíduos sólidos no Estado de São Paulo, desde sua geração até sua destinação final, incluindo o transporte e destinações intermediárias. O sistema envolve, além dos órgãos estaduais, os municípios, os geradores, os transportadores e as áreas de destino de resíduos.

Desafios – Em sua saudação ao público, o governador destacou os avanços alcançados pela secretaria do Meio Ambiente, como a fiscalização ambiental eletrônica, recuperação da Mata Atlântica e estudos que devem viabilizar a implantação do programa de logística reversa. “Comemoramos o dia do Meio Ambiente procurando novos avanços. Agora os desafios são maiores”, disse.
Também presente à cerimônia, o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, chamou a atenção para a situação do abastecimento de água no estado, que já está ultrapassando fronteiras. “A questão não se concentra apenas na Cantareira, outros importantes reservatórios como o de Ilha Solteira, estão com apenas 2% da capacidade. E nem chegamos na época mais crítica da estiagem”, alertou. Segundo o governador Alckmin, a situação já começa a ficar critica no Paraná.

O que é – O Sigor – Módulo Construção Civil consiste em uma plataforma eletrônica que permitirá a elaboração dos Planos de Gerenciamento de Resíduos (PGR) por parte dos geradores e a emissão dos documentos que acompanham os resíduos transportados denominados Controle de Transporte de Resíduos (CTR). As Áreas de Destino que receberem os resíduos deverão dar baixa nos CTR.

Por meio do Sigor, a Cetesb e as Prefeituras validarão os cadastros dos transportadores, cadastros das áreas de destinação e os Planos de Gerenciamento de Resíduos elaborados pelos geradores. Desta forma, o sistema propiciará agilidade e desburocratização de procedimentos administrativos.

O Sigor possui ainda uma funcionalidade para a emissão de relatórios, entre eles o Sistema Declaratório Anual, uma das exigências da Política Nacional e da Política Estadual de Resíduos Sólidos.

Para a sociedade, o Sigor terá um papel fundamental na prestação de serviços, disponibilizará um amplo banco de dados com informações como a relação de transportadores cadastrados nos municípios, a relação de áreas de destinação por tipo de resíduos que estão licenciadas a receber; legislação e normas referentes aos resíduos de construção; manuais e publicações e a divulgação de eventos e treinamentos. O “Fale conosco” do sistema permitirá o esclarecimento de dúvidas e a orientação aos usuários do sistema.

Atualmente, o município de Santos está realizando um teste piloto do Sigor – Módulo Construção Civil e até o final de 2014 o sistema será disponibilizado para nove municípios que participaram das capacitações no âmbito do convênio firmado. A partir de 2015, o Sigor – Módulo Construção Civil será disponibilizado para todo o Estado.

Fonte: Sinduscon sp

Já não é mais tão difícil encontrar pelo país prédios construídos sob critérios ambientalmente corretos. A primeira edificação sustentável brasileira foi registrada em 2004, mas o conceito só começou a ganhar força em 2007. Até o primeiro trimestre de 2014, o país registrava 873 empreendimentos sustentáveis, sendo 158 certificados. De 2007 até abril de 2012, eram apenas 52 certificados.

Dados do Green Building Council Brasil (GBC Brasil) apontam que o país ocupa a quarta posição no ranking mundial de edificações registradas na certificação Leed (Leadership in Energy and Environ mental Design), presente em 143 países, atrás apenas de Estados Unidos, Chinas e Emirados Árabes.

O principal motor desse crescimento são as construções comerciais. Até 2013, mais da metade dos lançamentos deste setor em Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba podiam ser considerados sustentáveis. Segundo a Libercon Engenharia, 40% dos empreendimentos comerciais e centros de distribuição executados pela construtora possuem ou estão em processo de certificação Leed.

“Uma das principais barreiras era a falta de informação,mas um processo massivo, que envolveu associações sem fins lucrativos e empresas, conseguiu mostrar que o aumento no custo de produção e falta de fornecedores no país não passavam de mitos”, explicou o diretor geral do GBC Brasil, Felipe Faria, ao jornal Brasil Econômico. De acordo com ele, atualmente, em alguns segmentos a busca por certificações já é demanda de mercado.

Além dos prédios comerciais de alto padrão, cresce a procura por certificações para data centers, centros de distribuição e logística e novos museus. “Na visão do investidor, além da valorização do metro quadrado, os benefícios econômicos são a rápida velocidade de ocupação e aumento da retenção. Há estudos que dizem que em caso de crise, essas edificações vão continuar a se destacar”, ressaltou Faria.

CTE

A responsabilidade empresarial em relação às questões socioambientais está se tornando realidade com atitudes e práticas realmente sustentáveis.

Este é o caso da Quimicryl, que vem declarando seu compromisso com a sustentabilidade em todas as fases do ciclo de vida dos seus produtos e, por isso, decidiu pela transparência de suas informações técnicas e ambientais.

Acompanhe a entrevista com Cláudia Fernandes, gerente de marketing da Quimicryl, e saiba como a Tabela Ambiental®, desenvolvida com o apoio do CTE, influenciou no desenvolvimento, na apresentação e venda dos produtos Quimicryl.

Por que a Quimicryl teve interesse em desenvolver uma Tabela Ambiental para seus produtos?
Em 2010, a Quimicryl traçou como objetivo estratégico ser reconhecida como a primeira opção em soluções sustentáveis para os mercados de adesivos e construção civil. E definiu que as diretrizes para relatório de sustentabilidade da Global Reporting Initiative (GRI) seriam a referência para iniciar esta jornada.

Ao analisarmos os processos de conexão das partes interessadas e priorização de temas relevantes na elaboração do primeiro relatório, os aspectos saúde e segurança do cliente tiveram alta relevância na Responsabilidade pelo Produto. Fazendo a seleção dos indicadores desta dimensão, nos deparamos pela primeira vez com o PR1, indicador de desempenho essencial que define as fases do ciclo de vida de produtos em que os impactos sobre a saúde e segurança são avaliados. Desde então, assumimos o compromisso de sistematizar a inserção da sustentabilidade em todas as fases do ciclo de vida dos produtos fornecidos pela Quimicryl.

Em 2012, o projeto do CTE de desenvolver a Tabela Ambiental surgiu como uma oportunidade de organizar as informações técnicas e ambientais de nossos produtos. Mais que isso, apresentá-las de maneira transparente, objetiva, com conteúdo útil e de qualidade sobre a composição dos materiais, principais características, normas atendidas, assim como desempenho técnico, impactos ambientais e orientações sobre o correto descarte. Tudo com o objetivo de facilitar o trabalho dos projetistas, consultores e construtores preocupados com o consumo consciente e a sustentabilidade de seus negócios.

      

Houve algum impacto no conhecimento das equipes internas sobre os produtos com o desenvolvimento da Tabela Ambiental?
Houve, principalmente, um alinhamento do discurso sobre os itens relevantes dos nossos produtos, e aumentou nossa capacidade de demonstrar os atributos técnicos e ambientais de nossas soluções com suas respectivas comprovações.

Outro grande aprendizado foi o de comunicar os fatos e benefícios dos materiais num contexto mais amplo da sustentabilidade. Ou seja, compreendemos como a Quimicryl pode contribuir para redução do consumo de recursos naturais nas obras, atuar na perspectiva social com a formação da mão de obra do cliente, oferecer produtos com baixo risco ao meio ambiente, à saúde e segurança, e também proporcionar economia de tempo e dinheiro na execução dos sistemas de impermeabilização e aplicação de revestimentos para pisos com colas base água.

Em quantos e em quais produtos já foi aplicada a metodologia da Tabela Ambiental?
A metodologia da Tabela Ambiental já foi aplicada em 7 produtos, sendo 5 da linha de impermeabilizantes Baucryl e 2 da linha Ecofloor de colas base água para aplicação de revestimentos como carpetes e pisos.

Como está sendo a receptividade do mercado para a Tabela Ambiental? Está realmente facilitando e alavancando vendas?
A receptividade da Tabela Ambiental tem sido positiva e, inclusive, tem permitido acesso às áreas de sustentabilidade e inovação de nossos clientes, que reconhecem essa iniciativa como um grande diferencial.

Estamos também utilizando a Tabela Ambiental para conscientizar os clientes e consumidores sobre o que eles estão comprando e sobre a importância de seu processo decisório: Por que comprar? Como usar? Quais os principais impactos ambientais? Como descartar?

Uma vez que levamos informações que respondem a esses questionamentos, clientes e consumidores podem avaliar, em cada uma das escolhas, que impactos estão sendo gerados e como eles podem ser minimizados ou potencializados na direção de uma sociedade mais sustentável.

      

A Tabela Ambiental incentivou a melhoria dos atributos dos produtos para a Quimicryl? Quais serão os próximos passos?
A Tabela Ambiental incentivou o pensamento sistêmico da empresa para a sustentabilidade, pois trouxe uma reflexão sobre inovação e consumo consciente. Percebemos que, ao reduzir os impactos ambientais e sociais da Quimicryl e dos clientes, estamos gerando valor para o mercado, e que o aspecto econômico deve levar em consideração estes ganhos de tempo, dinheiro, redução de utilização de recursos naturais, descartes e riscos à saúde e segurança.

Os próximos passos são multiplicar a metodologia da Tabela Ambiental para os produtos das linhas de impermeabilizantes BAUCRYL e colas base água ECOFLOOR e INDMAX, e ampliar a comunicação dos atributos para todas as partes interessadas.

SOBRE A TABELA AMBIENTAL®
Em 2012, o CTE identificou a necessidade de auxiliar os fabricantes na elaboração de informações técnicas e sustentáveis sobre o produto e na difusão dessas informações entre especificadores, projetistas, construtores e consumidores. Criou, então, uma consultoria técnica e ambiental específica para materiais de construção, que resulta em uma comunicação completa, simples e transparente para materiais de construção: a Tabela Ambiental®.

Desde então, o CTE tem trabalhado com os fabricantes para o desenvolvimento da Tabela Ambiental do produto em várias etapas. A consultoria analisa o produto para conhecer todas as suas características técnicas, completando-as com informações que o mercado brasileiro hoje demanda: normas específicas, norma de desempenho, sistemas de certificação ambiental, entre outras. Indica também indica quais ensaios devem ser realizados e, diante de extensa oferta de selos verdes, quais realmente valem a pena buscar. Caso o produto já possua selos verdes, há orientação de como divulgá-los para educar os consumidores a respeito das características ambientais de seu produto. A consultoria também acompanha o desenvolvimento do material de divulgação e a inclusão das informações no site do fabricante, sugerindo formatos diferentes de comunicação para cada público-alvo. Por fim, toda a equipe de vendas é treinada para o uso do novo material de divulgação desenvolvido.

Para saber mais sobre a Tabela Ambiental, entre em contato com a equipe CTE responsável por este produto: materiais@cte.com.br

SOBRE A QUIMICRYL
Há 27 anos, a Quimicryl desenvolve, fabrica e comercializa produtos químicos para aplicações especiais nos setores de Adesivos e Construção Civil no Brasil, sempre investindo em tecnologias e materiais inovadores e sustentáveis.

A Quimicryl é uma empresa totalmente comprometida com os valores e as práticas de responsabilidade socioambiental e empresarial. Tem seu Sistema de Gestão certificado pelas normas ISO 9001 e ISO 14001, aderindo também aos indicadores Ethos, à metodologia GRI (Global Reporting Initiative), à ideia de neutralizar e compensar os Gases de Efeito Estufa (GEE), além de ser membro do